Texto de Quinta: Marcas que nunca cicatrizam

Texto de Quinta: Marcas que nunca cicatrizam

É incrível como mágoas passadas nunca deixam de me assombrar. O tempo passa e eu digo que superei. E acredito que tenha superado de verdade. Mas cada vez que alguém se aproxima de mim, chega perto o suficiente da beira do meu abismo e me olha com olhar de quem já está se acostumando com as minhas manias, quase pronto para se jogar em todas elas, me estendendo a mão, sutilmente, num gesto para que eu o acompanhe no salto: um alarme soa dentro de mim. E parece que o passado vira presente, me deixando com a sensação de que o futuro será um pouco mais das mágoas que eu pensei ter superado.

Alguém entende esse feeling? Essa sensação de querer se trancar em um quarto e fugir de cada sentimento bom que possa me dominar outra vez? Esse medo de se entregar para alguém que não vale à pena, ou que agora possa valer, mas no futuro não valerá?

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Foto: We Heart It

Eu sei, eu preciso desapegar do passado, parar de pensar no que pode acontecer no futuro. É completamente errado fugir de um sentimento que eu não tenho certeza nenhuma se será tão devastador quanto sentimentos passados. É errado julgar que outros farão com que eu me sinta do mesmo jeito que me senti anos atrás. Perdida. Totalmente perdida.

Mas entendem como foi difícil de me encontrar outra vez? Imagino que sempre seja preciso nos perder, nos encontrar e nos perdermos de novo para nos encontrarmos de novo. Esse deve ser o processo que chamam de amadurecer. Você aprende com os erros, aprende como lidar e, quem sabe, controlar certos sentimentos. Cada vez que nos perdemos e nos encontramos, lidamos com saudades que parecem ser intermináveis e com impulsos que parecem ser impossíveis de controlar. Sempre aprendemos algo, melhoramos algo. Porém, comigo o medo é algo que sempre fica e me consome.

Vivo escrevendo e falando para as pessoas se entregarem, se permitirem, se libertarem de mágoas passadas que só nos atrasam e nos fazem mal. Vivo na tentativa de fazer o que peço para as pessoas fazerem. Sou um fracasso sentimental. Sou uma hipócrita que diz para fazerem o que sempre reluto em fazer. E acabo sempre fugindo, com medo de algo que nem mesmo sei se irá acontecer.

Mais um filme favorito em 2017: Baby Driver

Mais um filme favorito em 2017: Baby Driver

Falar para você que 2017 está sendo um ano maravilhoso demais para ir ao cinema! É cada filme que dá gosto de sentar na sala escura acompanhada de uma boa pipoca (ou companhia) para apreciar a história das próximas duas horas a seguir. Você não imagina o quanto estava empolgada para assistir Baby Driver, que no Brasil teve o título traduzido para Em Ritmo de Fuga!

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Foto: Reprodução/Estação Geek

Aquela cena com os seis primeiros minutos me deixou doida! Eu já sou doida, então imagina como fiquei? Estava era dançando e me mexendo conforme Bellbottoms tocava, até minha mãe coloquei para dançar. Mas vamos ao que interessa, vamos a minha resenha que tem como intuito te fazer concordar com minhas palavras, ir ao cinema correndo assistir ou me xingar por estar exagerando. Sempre temos três opções nessa vida, não é mesmo?

Ansel Elgort é Baby, B-A-B-Y. Um bonitinho que pode ganhar seu coração de imediato (ou não). Com uma infância complicada, o novinho sofreu um acidente de carro quando era pequeno. Além de perder os pais na batida, ele acabou desenvolvendo um problema auditivo que o faz usar fones de ouvido na maior parte do tempo para abafar os ruídos. É o mocinho que acaba na vida do crime. Se envolve em roubos grandes, onde um deles finalmente acaba dando errado.

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Foto: Divulgação/UOL

O filme todo fora pensado conforme as músicas, cada cena e o desenrolar dela tem uma conexão forte com a melodia que estará tocando. Os gestos dos atores, as falas, tudo é pensado em harmonia com a trilha sonora que foi uma forte protagonista durante todo o filme. Vou até colocar os seis primeiros minutos aqui para você entender do que estou falando. É mágico e sensacional como a câmera dança com os atores e a música:

Edgar Wright é responsável por essa maravilhosa obra da sétima arte que tanto amamos prestigiar. Um elenco que também pesa bastante, tendo Kevin Spacey (House of Cards), Jamie Foxx (Django), John Hamm (Mad Man), Jon Bernthal (The Walking Dead) e Lily James (Cinderela). E caso seja do seu interesse, até o Flea, baixista da banda Red Hot Chili Peppers tem uma participação no filme!

Uma história que tem drama, ação, romance e comédia na medida certa para não deixar o enredo confuso. Os créditos começaram a subir e eu fiquei com aquela sensação de “queria ter escrito um roteiro desses!”, não sei se você me entende, mas existem filmes tão geniais que me pego invejando o diretor por ter comandado algo que atingiu aquele resultado tão perfeito.

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Foto: Reprodução/Comunidade Cultura e Arte

Eu sei, você deve tá pensando que essa é mais uma daquelas resenhas tendenciosas que elogiam demais um filme mediano. Mas acompanhe as críticas, pergunte aos amigos, dá uma conferida no que as pessoas andam comentando sobre o motorista neném (desculpa, fiz trocadilho com Baby Driver, não resisti, perdoa as piadas ridículas e não desiste de mim) e veja que não sou a única a enaltecer essa obra! Adicionei aos favoritos sim e pretendo assistir de novo também. O filme estreou dia 27 de julho nos cinemas, talvez você ainda encontre alguma sessão na sua cidade. Corre que dá tempo!

Veja o trailer:

 

O dia que eu terminei Sons of Anarchy

O dia que eu terminei Sons of Anarchy

Eu nunca pensei que fosse gostar tanto de uma série nesse estilo. Motoqueiros, gangues, tiros e drogas nem sempre foram minhas preferências no quesito seriados, mas depois que comecei a assistir Sons of Anarchy me vi, mais uma vez, pagando a língua e me viciando em algo que eu jurava que não passaria da primeira temporada. My mistake. Falha minha.

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Foto: Reprodução/Tunefind

Meu máximo respeito e reconhecimento a Kurt Sutter, o criador dessa obra-prima. O cara além de escrever, produzir e dirigir essa história fantástica, deu vida a um personagem, Otto, e um show em atuação! Por falar em atuação, que time de atores! Que sintonia entre personagens e todo o elenco! Eu vou passar a minha vida enaltecendo Sons of Anarchy onde cada personagem foi tão bem elaborado e atuado, que até mesmo uma moradora de rua acabou sendo importante para a trama.

Tudo gira em torno do Jackie Boy, que na real é Jackson Teller e que também é chamado de Jax,  esse cara é do tipo que vive fazendo promessas que não é capaz de cumprir, pelo menos, a maior parte delas. Jax faz parte de um clube de motociclistas, a herança que ele teve do falecido pai, John Teller. O bad boy que irá encher seu coração de amor, depois ódio, admiração, depois ranço, orgulho, depois nojo (eu não estou brincando, tu vai querer entrar na série só para dar na cara dele), tenta tirar o clube do crime e situações que vivem colocando a vida de todos em risco. Trazer legalidade para SAMCRO (Sons of Anarchy Motorcycle Club, Redwood Original) era um desejo que seu pai morreu sem realizar.

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O famoso Jackie boy (Foto: Reprodução/PapodeHomem)

Não existem mocinhos em Charming, cidade fictícia onde praticamente todos os derramamentos de sangue acontecem. São conflitos entre gangues que lutam pelo seu próprio território. Existem os mexicanos, os chineses, os negros, os nazistas e acreditem quando disserem por aí que você verá de tudo na série, porque verá mesmo! Além de todos os grupos, existem os policiais, é claro, e os filhos da anarquia (Sons of Anarchy) que contrabandeiam armas e se envolvem cada vez mais em acordos que colocam em risco a segurança deles e do clube.

Vocês até podem tentar defender alguns dos personagens, mas no fundo suas escolhas serão sempre entre o menos pior, afinal, todos ali têm um pé na vilania. Juice, Opie, Chibs, Tig, Clay, são alguns dos motoqueiros que irão fazer suas cabeças durante as temporadas. Gemma e Tara dividirão opiniões. Confusões familiares que farão os barracos dos casos de família parecer fichinha perto da série. Logo após a primeira temporada fica fácil entender que a série é muito mais do que um moto clube tentando se legalizar.

Foto: Reprodução/Blogs.Lanacion

A conexão e a sintonia de todo o enredo é maravilhosa. Eu maratonei as setes temporadas porque simplesmente não conseguia parar de assistir. Sabe quando cada episódio termina com o desfecho certo para te deixar angustiado para o próximo episódio? Apenas a terceira temporada que teve um desenrolar mais fraco, onde o clube acaba indo para Irlanda recuperar Abel, filho do Jax que tinha sido sequestrado pelo IRA (Exército Republicano Irlandês) que na real são uma das maiores organizações que traficam armas. ISSO PORQUE FOI FRACO, HEIM! Mas, para mim, essa terceira temporada teve uma das melhores season finale, apesar do desenrolar fraco.

Por falar em season finale, eu sei que posso estar sendo muito pretensiosa em afirmar isso, pois cada um te um gosto e não adianta, o que foi espetacular para mim, pode acabar sendo legalzinho para outra pessoa, mas o final dessa série, meus amigos, foi a melhor coisa que já assisti. Eu não terminei muitas séries, verdade, mas as que tinha finalizado sempre me deixavam com aquela leve decepção batendo na porta. Só que Sons of Anarchy me encheu com aquela sensação que temos quando terminamos de assistir algo extremamente genial e que, muitas vezes, nos perguntamos como demoramos tanto tempo para assistir aquilo. A trilha sonora também é perfeita, toda história é acompanhada por clássicos e ritmos que te ajudam a sentir melhor a pegada da série.

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Gemma, mãe do Jax e ao fundo o próprio Jax com sua mulher, Tara. Vocês não imaginam toda a fucking história que se passa com esses três (Foto: Reprodução/FlushtheFashion)

É sempre complicado falar daquilo que favoritamos, não é? Faltam elogios, as explicações parecem vagas demais comparadas com a real história que você acompanhou, a realidade de que podem surgir pessoas do além falando que a trama nem é tudo isso que dissemos, você parece entrar num barco que não será capaz de te levar ao destino certo quando começa esse tipo de resenha. Mas espero ter alcançado pelo menos uma alma que acompanha esse blog.

Sei que esse post era pra ser um relato do dia que terminei Sons of Anarchy e acabou sendo um apelo para que todos assistam Sons of Anarchy. É que estou até agora impactada com a história que acompanhei, mais de um mês depois e ainda não me recuperei, gente, é fantástica demais, genial demais, foda demais, com todo o perdão da palavra. Assistam e me digam se estou exagerando ou coberta de razão.

Uma metáfora sobre armários, xícaras e amores que não te cabem mais

Uma metáfora sobre armários, xícaras e amores que não te cabem mais

E as pessoas vão se moldando para conseguirem caber em um relacionamento. É difícil encontrar uma verdade no meio de tantas invenções. As pessoas escondem seus defeitos, fingem gostar de algo que não gostam, mostram interesses por coisas que têm desinteresses, vivem em um relacionamento limitado, onde não são quem realmente são por medo da rejeição.

Não que eu quisesse rimar, mas cada vez mais essas atitudes acontecem, é difícil encontrar alguém que dá a cara a tapa hoje em dia. De vez em quando, confesso, eu arrisco contar alguma verdade minha, bem baixinho, para não fazer tanto barulho e ver se a outra pessoa decide ser de verdade comigo também.

Mas isso é errado, estou fazendo errado, e se você também esconde suas verdades, seleciona qual delas falará primeiro, está tão errado quanto eu… Estamos jogando o mesmo jogo daqueles que critiquei no início do texto e que você acabou concordando comigo (ou vai dizer que discordou?). E sei que não é por maldade, é por cansaço mesmo. Já estou carimbada em tentar caber em pessoas que querem ser só delas e que preferem não dizer essa verdade de início para não largar o osso. Você também não está?

É difícil, acho que isso todos nós podemos admitir. Falar a verdade, ser a verdade, transparecer toda a verdade que tem dentro da gente é de uma dificuldade enorme. Só que se começarmos todos a mentir, a moldar-se as verdades de outras pessoas (que não sabemos se são verdades mesmo ou outras mentiras mais fáceis de aceitar), podar cada gotinha da própria essência para agradar aquele que acabou de chegar, quem realmente seremos no final das contas se fizermos todo esse esforço? Toda essa mudança?

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Foto: WeHearIt

Sim, existem mudanças que acontecem para o nosso bem. Existem temperamentos e personalidades que com o tempo merecem mudar. Nada pode ficar tanto tempo sem nenhuma mudança. Mas remendar-se a cada novo alguém que chega só para prolongar mais essa estadia é como fazer uma viagem com a passagem de volta já comprada.

Não é tão difícil de entender assim. É só não ficar tentando encaixar e guardar a xícara naquele armário que já está cheio de coisas, sabe? Uma hora pode cair tudo e você ter que perder um grande tempo arrumando e guardando tudo outra vez. Cortar a xícara em pedaços também não é uma opção, uma vez quebrada ela nunca voltará intacta, sempre terão as marcas, rachaduras, completamente visíveis.

O jeito que vivo tentando dizer (e fazer também) é que não precisamos fingir tanto por um relacionamento. Na verdade, não precisamos fingir nada. Ser quem realmente somos e todas essas frases clichês que vivem falando em filmes, livros e séries. Levar mais ao pé da letra esse lance de simplesmente aceitar quando a pessoa não encaixa em você ou reconhecer a famosa hora de parar quando você ficou se apertando para caber em outro alguém.

Sinto uma tremenda vergonha em dizer isso, mas quando tiver que ser, vai ser. E acredite, preste bem atenção nas palavras a seguir: você não vai precisar esconder nada, entregar verdades pela metade ou ficar pendurado na beirada de algum armário que não te cabe mais.

Nostalgia de Quinta: filmes com Amanda Bynes

Nostalgia de Quinta: filmes com Amanda Bynes

Você lembra da Amanda Bynes? Esse nome lhe parece familiar? A atriz ficou famosa por protagonizar diversos filmes que marcaram a adolescência de muitos daqueles que viviam os anos 2000 no ensino fundamental/médio. Comédias adolescentes, romances teens, tramas que eu, particularmente, adorava assistir mais de uma vez, se fosse possível.

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Depois da poeira da fama abaixar, Bynes chegou a ser internada devido a transtornos psicológicos. A atriz reapareceu em fotos completamente irreconhecível, quem a via nos filmes quase não acreditou no que ela tinha se tornado. Fiquei triste de ver a musa teen desnorteada daquele jeito, o que me fez pensar no preço que a fama tem para algumas pessoas, nem sempre é igual para todos. Hoje em dia ela está com 31 anos, estudando em uma faculdade de moda, noiva e até com planos para voltar a TV. Que tudo dê certo para ela, né?

Agora como a Escritora de Quinta que voz fala está nostálgica essa semana, decidi listar os cinco filmes preferidos da atriz e que sempre assisto quando acho perdido pela televisão. Amava as personagens de Bynes, eram jovens independentes, fortes, com suas doses de loucuras e caretas sempre se metendo em uma confusão gostosa e clichê de acompanhar. Tenho quase certeza que pelo menos um filme dessa lista vocês já viram ou ouviram falar!

  1. Ela é o Cara (2006)

Channing Tatum é maravilhoso e maravilhosidade não faltará para apreciar nesse filme. É o meu preferido. Bynes vive Viola, uma jogadora de futebol que decide fingir ser o irmão (Sebastian) para conseguir jogar no time da escola. Mulher não pode jogar no time dos homens e Viola tenta provar que é tão boa quanto os caras, só que no meio desses caras tem Duke, por quem ela se apaixona. É a clássica comédia que não faz muito sentido (afinal, como não percebem que ela não é o irmão, pelo amor de Deus?!), mas que você se diverte demais assistindo.

2. Tudo Que Uma Garota Quer (2003)

Colin Firth interpretando Henry, o pai tímido e sério de Daphne. Minha curiosidade e paixão pela Inglaterra surgiu com esse filme, impossível não se apaixonar pelo lugar depois de assistir. Aqui Bynes decidi ir atrás do seu pai, só que quando o encontra descobre que ele é um importante político, o que conflita bastante com a vida que ela levava e os costumes que tinha nos Estados Unidos. O famoso clichê onde tudo dá certo no final e te arranca suspiros pelas cenas fofas que assistimos.

Ps: Tem na Netflix

3. Ela e os Caras (2007)

Sydney é caloura na faculdade e já começa muito bem arrumando inimizade com as “patricinhas” do lugar, com isso ela vai parar junto com os nerds e esquecidos do campus. O que a deixa revoltada, principalmente quando percebe que a maioria os tratam como se fossem um nada no lugar. Então, a linda decidi reunir os oprimidos, as minorias e dar voz a todos eles para assim ter uma faculdade mais justa. Uma boa história para passar seu tempo e te deixar sonhando com uma faculdade que não existe. Pois, é, eu descobri isso da pior maneira possível.

4. A Mentira (2010)

Emma Stone! Eu sei que estou falando da Amanada Bynes e de como passei minha adolescência assistindo aos seus filmes, mas sou apaixonada pela Emma até hoje e esse é um dos meus preferidos que consequentemente também tem Amanda no elenco. Na história a estrela teen vive Marianne, um devota a Jesus que gosta de apontar o dedo e julgar como se fosse a própria versão feminina do filho de Deus. Uma trama que ensina o quão pequeno é o julgamento das pessoas se deixarmos ele de lado e focarmos em nós mesmos, sabe? Na nossa verdade e não na do que os outros irão dizer.

5. S.O.S. do Amor (2005)

O filme mais fraquinho, porém, entretanto, todavia que me fez ficar semanas me imaginando nele. Bynes é Jenny e ela acaba “presa” numa ilha “deserta” com o seu ídolo. Fala sério, né? Típico acontecimento de comédia teen que faz a gente se imaginar numa situação dessas com o Felipe Dylon, por exemplo, ou vai dizer que ele não foi seu muso do verão na época? Jenny acaba descobrindo que os dois não correm tanto perigo assim, mas tenta tirar proveito da situação já que Jason, seu ídolo, acha que estão longe da civilização e sem chances de socorro.

E aí, quais desses filmes já assistiram? Por favor não me deixem sozinha no time das que viram todos e que claramente está com vontade de rever todos outra vez. Amanda Bynes era a rainha teen, ícone para as garotas que viviam sonhando pelos cantos em viver algumas das suas personagens por pelos menos uma horinha. O clichê da garota engraçadinha e atrapalhada com o cara gato e que se apaixonava por ela. Nostalgia mais gostosa da semana foi rever esses trailers, acho que vou começar assistindo Tudo Que Uma Garota Quer que está disponível na netflix e vocês?

Falha minha: não consegui achar trailers em boa definição! Por serem filmes antigos, senhoras e senhores, tive que colocar os links que achei mesmo. Desculpem.

A essência humana pelo olhar da Mulher-Maravilha

A essência humana pelo olhar da Mulher-Maravilha

Todo mundo está falando do primeiro filme de super-herói dirigido por uma mulher! E não, eu não entrarei em termos feministas ou anti-feministas, não vou explicar se teve ou não feminismo no filme, se ele é apenas mais um filme de herói. Nem vou entrar na discussão de representatividade, acredito que estejam tentando criar uma situação completamente desnecessária. É um filme. É uma heroína. É lindo. É significativo. E ficar discutindo isso não diminuirá o enorme sucesso que Mulher-Maravilha vem fazendo no cinema.

Vejo as pessoas debatendo o que teve e o que não teve, que essa geração não sei das quantas, que a doença do século é não sei o quê e fico completamente embasbacada com a falta de apreciação das coisas, sabe? Se você não gostou do filme: vida que segue. Se você não vai assistir ao filme: parabéns, vamos ao próximo. Se você gostou do filme: que ótimo, eu também! Chega de inflamar a internet com essa raiva toda sem sentido, não é mesmo? Então vamos prosseguir com o post, por favor, obrigada.

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Foto: Divulgação/PrimeiroTake

Após a nossa heroína receber um presente do nosso amigo Bruce (sim, ele mesmo) somos arrastados para o passado e encontramos uma pequena princesa na ilha das Amazonas em Themyscira. Se você não faz ideia do que estou falando, se acalme. Não tem importância não acompanhar nenhuma HQ, não fazer ideia da historia da Mulher-Maravilha, porque o filme é justamente isso, uma introdução maravilhosa de como surgiu e de onde veio Diana Prince.

Treinada e fascinada pelas lutas desde pequena, fica cada vez mais difícil esconder de Diana quem ela realmente é. Robin Writgh, conhecida por viver Claire Underwood em House of Cards, faz o papel da general Antíope. Connie Nielsan (Gladiador) vive a rainha Hipólita, mãe de Diana que, por sua vez, é interpretada por Gal Gadot. Não poderíamos esperar menos de um time tão poderoso como esse. E apenas registrando aqui que eu ficaria imensamente feliz com um filme aprofundando mais ainda a história das amazonas, essa espécie de mulheres guerreiras criadas pelos deuses do Olimpo, Antíope parece ser uma personagem e tanto.

No filme do Batman vs. Superman Diana salva a trama e aparece triunfante no que deveria ser apenas uma participação especial. Já em seu próprio longa nós a encontramos no início de tudo e entendemos o porquê dessa linda lutar protegendo nós, meros humanos.

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Foto: Divulgação/OVicio

Inocentemente somos questionados pela própria heroína durante seus diálogos com Steve Trevor, o piloto e espião britânico que sem querer vai parar na ilha. Steve é interpretado por Chris Pine e o cenário em que ambos se encontram é a primeira Guerra Mundial. Sim, o desastre que desolou o mundo durante anos com Hitler comandando os alemães e milhares e milhares de inocentes perdendo suas vidas, casas, famílias.

O horror da Mulher-Maravilha ao saber que crianças e mulheres estavam sendo assassinadas, que homens inocentes deixavam seus lares para tentar pôr fim a guerra, a ingenuidade em acreditar que tudo aquilo era causado por Ares, deus da guerra, nos faz pensar no quanto realmente somos cruéis.

Temos as duas essências, os dois lados, o bom e o ruim mora dentro do coração de cada ser humano e cabe a ele escolher qual lado irá seguir, qual razão falará mais alto. É nobre e lindo ver que Diana reconhece isso na raça humana, que mesmo tendo tanta crueldade causada pelas escolhas dos homens, ela ainda decidiu lutar por eles, lutar por nós.

Isso reflete um pouco como temos que lidar com o noticiário nos dias de hoje. Lendo tanta notícia desastrosa, vendo as absurdas atitudes tomadas pelo homem, se deparando com tanta incredulidade, que fica cada vez mais difícil acreditar no bem, acreditar que no mundo ainda existam seres humanos pelo qual a nossa heroína decidiu lutar e proteger. Cabe a nós escolhermos o certo e acreditarmos nele, fazermos por ele, sem esperar que Diana Prince apareça para salvar o dia e nos lembre de que sempre precisaremos lutar para que todo o mal existente no mundo seja pequeno comparado com todo o bem que possamos fazer, tendo super poderes ou não.

Texto de Quinta: Nenhuma mensagem

Texto de Quinta: Nenhuma mensagem

Checo o celular entre um episódio e outro, entre uma pausa e outra, entre um capítulo e outro, entre um trabalho e outro. Checo o celular constantemente como se existisse a possibilidade de aparecer alguma notificação que fosse estampar um sorriso extremamente bobo e apaixonado em meu rosto. Como se eu tivesse alguém e estivesse esperando que esse alguém me respondesse uma pergunta muito importante, daquelas de como foi seu dia ou se você gostaria de fazer algo hoje.

É ridículo. Deus deve olhar lá de cima e desacreditar da minha tolice. Eu sou tola em ficar verificando meu celular procurando por uma mensagem que não chegará. Não tem ninguém. Absolutamente ninguém. Apenas eu mesma e a certeza de que isso não vai mudar tão cedo.

Parte de mim, essa parte estúpida e tola fica esperando que eu procure por esse alguém, que eu volte a esse estado de espera, de procura, de querer encontrar alguma notificação especial no celular. Mas eu estou cansada demais para esse tipo de coisa. Cansada demais para encarar todas as situações que geralmente encaramos durante todo esse lance de se relacionar com alguém.

A verdade é que fico muito bem sozinha. Ou na verdade mesmo é que não sei se tenho a mesma disposição que sempre tive para as decepções e mágoas. Não adianta me chamar de pessimista, de falar que estou fazendo drama, mas magoar-se e decepcionar-se com as pessoas é completamente normal. Fazemos isso o tempo todo, não só em situações amorosas. E realmente não sei se tenho disposição para mais doses dessas normalidades. Elas, quando acontecem, me aterrorizam por meses, longas horas de tortura psicológica que se eu fosse consultada em um médico ele me faria uma contra indicação.

Eu sinto falta, acho que por isso fico checando o celular e sentindo uma leve decepção ao não encontrar nada em especial. Mas eu não estou pronta. Pelo menos não quero estar pronta. Não agora. Não para mais erros estúpidos e desculpas esfarrapadas que sempre escuto quando tento dar certo com alguém. Fico lendo diversas dessas frases clichês, aturo olhares de solteiros felizes que não entendem porque fico alimentando esse drama, reviro os olhos quando casais começam a listar, como se fosse uma listinha de supermercado, os motivos que tenho para amar a minha liberdade.

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Foto: Reprodução/WeHeartIt

E eu amo, de verdade. Amo tomar cada decisão sozinha e encarar apenas as minhas necessidades. Amo todas as possibilidades que tenho sempre que saio para algum lugar. Só que odeio essa incerteza que carrego comigo todos os dias em não saber se existe mesmo alguém lá fora que não me fará esperar por notificações, alguém que me livrará de toda a espera porque não terei mais o que esperar. Não sei se dá para entender o sentimento.

É trocar a certeza de que estou sozinha pela certeza de que não estou sozinha. Eu sei, é preciso saber lidar com seus problemas por conta própria, nascemos e na maioria morremos sozinhos, mas dividir um pouco dessa solidão é libertador. É uma espécie diferente de liberdade, encontrar-se em outro alguém e ser livre espontaneamente em todo o sentimento que fluir nessa conexão de olhar, toque, beijo.

Mas eu não estou pronta. Por mais que eu queira. Por mais que eu sinta falta e fique pensando como vai ser quando finalmente acontecer. Eu não estou pronta. Até agora cada vez que me entreguei foi para errar e aprender com esses erros. Até agora cada vez que me envolvi foi para me magoar e lidar com todas as mágoas. No fundo eu quero desesperadamente uma mensagem. Mas na consciência eu sei que ainda não é a hora e que não me perguntem quando será.

06h38… Checo o celular uma última vez antes de dormir. Nenhuma mensagem. Ninguém. Apenas o silêncio do meu apartamento. Uma ambulância passa lá embaixo na avenida. 06h40… Está na hora de aceitar que não terei uma mensagem enquanto eu não estiver disposta a correr todos os riscos outro vez. Eu estou cansada. Vou aceitar a minha solidão e fazer dela uma boa companhia. Só espero não me acostumar demais.

A jornada de Lion e as coincidências da vida

A jornada de Lion e as coincidências da vida

Lion: uma jornada para casa é o tipo de filme que te deixa chorando e sorrindo ao mesmo tempo. Uma trama baseada em fatos reais, aquele filme biografia que você realmente respeita e com um elenco que te ganha, te abraça, te envolve e depois te apresenta as pessoas que viveram a história que aconteceu fora das telas.

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Esse é Sunny Pawar, o pequeno que interpretou Saroo enquanto tinha 5 anos (Foto: Reprodução/NewsJoins).

Saroo tem cinco anos de idade quando se perde de casa, do irmão, da família, de tudo que conhecia. Todos nós já tivemos cinco anos, somos espertos, mas não o suficiente para detalhes tão importantes. Conseguindo escapar de um destino que poderia ter sido muito cruel, o pequeno indiano acaba sendo adotado por uma família e muda-se para a Austrália.

Só que o passado é algo que carregamos conosco, a infância, por mais que venha ser dividida em dois mundos, prevalece e Saroo, mesmo 25 anos depois não consegue viver sem respostas para as perguntas que remetem sua vida na Índia. É uma retratação da realidade daqueles que estão perdidos, não lembram, não sabem sua verdadeira história e nem sempre conseguem deixar essa dúvida para trás.

Saroo
Dev Patel interpretando o Saroo 25 anos depois de ter se perdido de casa (Foto: Reprodução/GazetadoPovo).

Se você não assistiu Lion, vai reclamar que estou dando spoiler, mas é um spoiler bem óbvio do que felizmente acontece no filme e na vida real de Saroo. No dia 12 de fevereiro de 2012 ele finalmente reencontrou sua mãe biológica. No dia 12 de fevereiro de 2012 eu estava completando 18 anos, começando a tirar minha habilitação, pensando no que fazer com a chegada da vida adulta, enquanto Saroo, na Índia, lá no outro lado do mundo, voltava a abraçar a sua mãe que passou todos esses anos sem perder a esperança de reencontrar seu filho, nunca mudando de região e esperando por ele.

Pare e pense. A infinidade de coisas e vidas que mudam no mundo enquanto estamos passando por dias que julgamos normais. As inúmeras tragédias e os grandiosos momentos que acontecem na vida de tantas pessoas que habitam esse espaço terrestre. Eu sei, estou viajando e te arrastando para essa minha viagem, mas pensem em quantas coisas vivem acontecendo a todo momento no mundo lá fora…

Lion
Nicole Kidman e David Wenham interpretando os pais adotivos com o pequeno e depois já adulto Saroo (Foto: Reprodução/HollywoodReporter/Moviabase)

Já imaginou que tipo de história pode estar acontecendo no outro lado do hemisfério enquanto você lê esse post? Eu já estava emocionada por toda a história de Saroo, comecei a sorrir para as últimas cenas enquanto tentava lembrar do meu aniversário há cinco anos atrás. Um daqueles momentos únicos que só quem é apaixonado por toda essa conexão que um bom filme pode causar irá entender.

O filme retrata a enorme diferença cultural que encontramos na Índia, choca ao mostrar parte da pobreza extrema que existe no país, mas te encanta ao captar a simplicidade da vida livre de todas as regalias que temos em nossos próprios lares. É impossível não ficar apaixonado pelo carinho de Saroo e Guddu, seu irmão mais velho e no modo como ambos encaravam suas difíceis rotinas.

Dev Patel interpreta o Saroo mais velho, Nicole Kidman sua mãe adotiva e David Wenham seu pai adotivo. Dirigido por Garth Davis e baseado no livro autobiográfico do próprio Saroo Brierley, o filme foi indicado a seis categorias no Oscar. Estreou no cinema em fevereiro desse ano e já está disponível no catálogo da Netflix. É uma ótima história e um prazer conhecê-la. Espero que vocês também gostem.

Assista ao trailer estendido com a música original que a Sia compôs para a trama:

A música é Never Give Up, caso queiram saber.

Projeto 20 coisas: séries preferidas

Projeto 20 coisas: séries preferidas

Fala galerinha do meu canal, tudo beEPA, rede social errada! Quem acompanha o Escritora de Quinta já está por dentro de algumas interações que andaram rolando por aqui. Se você anda meio perdido, se acalma e ajeita a cadeira aí que essa é mais uma interação (e a oficial) do Projeto 20 Coisas! O projeto fora criado pela Helô, do Onde Cê Vai Loko e pela Mi, do Michellandia. A postagem a seguir é da Hanna, que veio indicar as 20 séries preferidas que ela assiste. Depois não deixem de acessar o blog dela porque eu andei falando dos meus 20 personagens favoritos por lá.

projeto20coisa

Olá meu povo, como estamos? Para quem não me conhece, meu nome é Hanna Carolina e sou a dona do Mundinho da Hanna. Hoje, em especial, estou aqui de passagem no Escritora de Quinta para fazer um post muito legal sobre séries. Vou comentar sobre as séries que assisti e se tornaram as minhas favoritas. Será que vocês já assistiram algumas delas? Só lendo para saber! Então chega mais! =)

  1. Sherlock

Nossa! Já falei várias e várias vezes o quanto Sherlock é bom! Primeiro porque sou suspeita pra falar, já que sou a louca por Sherlock Holmes (rsrsrs)… E segundo porque é muito boa mesmo! Todo mundo aqui, mesmo que nunca tenha lido suas aventuras, sabe pelo menos a referência do “elementar, meu caro Watson” e sabe o que significa ver o cara com um cachimbo, uma capa imensa e um chapéu de detetive consultor. Nessa série em especial, ao contrário dos livros e filmes, a história se passa com Sherlock Holmes e seu fiel escudeiro Watson vivendo em pleno século XXI. Então eles usam celulares, Dr. Watson escreve num blog… É tudo bem moderninho, porém sem perder o clássico da dupla investigativa e da ciência dedutiva do Sherlock (os atores também são muito bem escolhidos e, caso não saiba, o ator que faz o personagem do Sherlock também foi o que fez Dr. Estranho no filme ano passado).

2. NCIS – New Orleans

Eu amo séries policiais e não poderia deixar de falar dessa. Eu sei que tem várias franquias de NCIS, mas a minha favorita é a de New Orleans. Os atores são mais legais, os casos eu também acho mais interessantes, mas vou confessar que o que gosto mesmo são das músicas da série! A da abertura foi a que me conquistou e logo depois eu vi que a banda também toca as outras músicas que aparecem na trama. Nem preciso falar que acabei baixando os cd’s da banda e fico ouvindo em casa o tempo todo, né? =p

3. The Catch

Traduzido aqui no Brasil como “A Jogada”, essa série infelizmente foi cancelada, porém eu me apaixonei pelo enredo. É uma história envolvente e que sempre te surpreende porque quando você pensa que não vai mais acontecer nada, no final do episódio acontece uma coisa que te deixa de boca aberta, afinal, você não esperava que fosse acontecer… Ainda mais do jeito que aconteceu… Essa é a história de Alice Vaughan, uma detetive que tem uma agência de investigação e é noiva de um cara que só faz parte de uma gangue altamente especializada em dar golpes. Nem preciso dizer que o cara só tá noivo dela para dar o golpe nela e ferrar com a empresa, né? Mas ela descobre e fica naquele jogo de gato e rato. Apesar dela saber a origem do cara, fica mais apaixonada, e ainda rola o lance de perigo no meio, para dar uma apimentada a mais na relação. Não tenho muito o que explicar, só vendo mesmo para saber… =)

4. WestWorld

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Foto: Reprodução/Pinterest

Essa série é novíssima e estreou ano passado, mas está entre as minhas favoritas. Ela se passa num futuro não muito distante, onde as pessoas começam a investir em Inteligência Artificial. Logo dois amigos se tornam sócios e criam um parque chamado West World, onde todos os personagens são androides e tem um sistema de pensamento tão avançado que eles mesmos se atualizam e começam a pensar como nós. O agravante do parque é que ele foi feito para tudo ser liberado. Tudo o que você não tem coragem de fazer perante a sociedade, você é livre para fazer lá dentro. Ou seja, roubos, mortes, estupros… Tudo é permitido lá dentro, pois os androides são feitos com estruturas que lembram carne, osso e até os sistemas orgânicos que temos. Logo, você sabe que está fazendo tudo aquilo com um robô, no entanto, a sensação é como se fosse com uma pessoa de verdade. A vantagem é que você pode fazer o que quiser com eles, mas eles não podem revidar, já que são programados para não ferir os humanos. Até que atualizações acontecem, os androides começam a ter lembranças de fatos passados e… coisas começam a acontecer… Para quem curte uma boa ficção científica, essa é a série certa! 😉

5. Sleepy Hollow

Essa já é conhecida de algumas pessoas, porém para mim é nova. Ela se passa numa cidadezinha dos EUA, onde tudo é perfeitamente normal, até que começam a aprecer pessoas decaptadas sem motivo aparente. Logo surge também um cara que se diz ter sido soldado do General Washington pela liberdade dos EUA… Em meio a essa loucura, apenas uma detetive acaba acreditando no tal soldado, pois ele fala de coisas que apenas ela sabia, lembranças de infância. E assim começa a busca dos dois, para combater as forças do Mal que despertaram na cidade e vem para trazer o Apocalipse. Quem assiste a história sabe que ela é baseada no filme ‘A lenda do cavaleiro sem cabeça’. A série é assim também, um cavaleiro sem cabeça, que aparece do nada decaptando as pessoas, com o diferencial desse soldado que acorda junto para combatê-lo. Eu gosto da série, apesar de também ter sido cancelada… =/

6. Once Upon A Time

Imagina ter todos os personagens que você só conhecia dos livros de contos de fadas vivendo no mundo real, numa cidade só deles? Assim é a pacata Storybrook, uma cidade onde todos os moradores são personagens de contos de fadas. E mais, sabe tudo que você pensava sobre os personagens e o lance de finais felizes? Esqueça, porque nessa série as coisas são muito mais antigas e muito mais complicadas do que você imaginava. Logo você vai ver que todos os personagens tinham passagem nas histórias dos coleguinhas. Cada um influenciou para o bem ou para o mal o final de cada personagem. A Rainha Má não é má por acaso, o fato de querer sempre matar Branca de Neve tem a ver com o passado… A Bela e a Fera tem um fundo mais sombrio do que se possa imaginar… Peter Pan foi quem mais me surpreendeu, pois nunca tinha pensado nele dessa forma… E assim foi… E como são personagens da Disney, a cada temporada aparecem mais e mais personagens, a imaginação rola solta, afinal, tudo começa com “Once upon a time”.

7. DC´s Legends of Tomorrow

Há quem diga que é uma cópia de Dr. Who, mas nem ligo. Continuo assistindo mesmo assim… =p É uma série na qual heróis que não são tão valorizados nas suas histórias originais saem viajando pelo tempo, arrumando o que eles chamam de aberrações temporais, fatos que podem acabar com o tempo como o conhecemos e mudar drasticamente o futuro de toda a humanidade. Então eles saem do seu tempo para se tornarem as “lendas de amanhã”. Dizem que eles são cópia de Dr. Who por causa da nave, a capacidade de viajar no tempo e o Rip Hunter, que é o primeiro capitão da nave e da equipe… Mas a série é muito boa e recomendo que assistam e tirem suas próprias conclusões.

8. Gotham

Óbvio que não poderia deixar de falar do meu super herói favorito, o Batman! Apesar da série não falar do Batman propriamente dito, ela fala da cidade quando o homem morcego era ainda uma criança/adolescente. Então toda a ação fica para o Gordon, que ainda é um simples detetive e conta como os outros vilões surgiram. Aos poucos estão sendo explicadas as origens do Pinguim, Xarada, Hera Venenosa, entre outros. Uma série bem filmada, e com todo o clima sombrio que a história do Batman pede. Nada daquele tipo super herói que os filmes romantizavam, mas o que os quadrinhos falavam… Um anti-herói, que não seguia regras… A cidade é no mesmo estilo… Tudo é mais sombrio, tudo é mais perigoso.

9. Game of Thrones

Essa série se tornou a minha queridinha, desde que comecei a ler os livros. Nem preciso dizer o quanto estou ansiosa, tanto pela estreia da nova temporada, quanto pelo enfim lançamento do sexto livro, que espero há anos… =/ Game of Thrones é para quem gosta de sofrer, pois o autor não tem a mínima pena de matar seus personagens, principalmente os que são mais amados pelo público. Nela tem dragões, feitiços, zumbis, tudo que se possa imaginar. Fora as referências históricas, figuras como Átila, o Huno, Alexandre, o Grande, Aquiles e tantos outros não são inclusos com esses nomes, porém se parar para pensar com cuidado, você vai ver que os personagens no fundo são inspirados nesses grandes personagens da História.

10. House

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Foto: Reprodução/MtsProduções

Como não amar (e também não odiar) esse médico? House é um médico muito requisitado, porque sempre cura seus pacientes. Mas antes disso, ele humilha, xinga, não mede esforços para deixar todos a sua volta para baixo. Uma pessoa dessas deveria era afastar todos a sua volta; todo mundo o odeia, mas continua perto dele, porque ele tem um jeito de resolver os sintomas das doenças de um jeito único. No início eu não curtia House, mas depois a série foi tomando espaço no meu coração e hoje até gosto dela.

11. Bones

Outra série que, apesar de antiga, para mim é nova. Bones na verdade é um apelido dado para uma antropóloga forense que trabalha com arqueologia forense no melhor instituto do mundo dessa área, o Jefersonian. Logo seus estudos chegam ao conhecimento do FBI, que contrata a equipe do instituto para resolver alguns casos até então impossíveis de solucionar. Logo você simpatiza com a equipe, que forma os casais entre si e com a própria Bones, uma mulher bonita e boa no que faz, no entanto, gosta de mostrar o quanto é inteligente para todos e para o mundo. O que me irrita um pouco nela é que ela fala demais e tem a necessidade de demonstrar conhecimento o tempo todo, mas os amigos a sua volta dão o toque de comédia até a resolução dos casos.

12. Penny Dreadful

Se você curte personagens dos clássicos da literatura mundial, não pode deixar de ver Penny Dreadful. Ao contrário dos personagens de Once Upon A Time, nessa série você vai encontrar os clássicos como Drácula, O Médico e O Monstro… E por aí vai. São os clássicos do terror. É uma série de 3 temporadas apenas, mas que tira o fôlego com os personagens que aparecem.

13. CSI

Comecei a gostar de séries policiais vendo CSI. Ela tem várias franquias, mas a minha favorita semre vai ser a original, que se passa em Las Vegas. Primeiro porque nas primeiras temporadas o chefe da equipe é um entomólogo. Nem preciso dizer que a bióloga que vos escreve ficou toda feliz e queria até fazer a prova para perita da Polícia Federal vendo os episódios dessa série! Eu desisti da ideia da prova, mas a série é muito boa e caiu entre as minhas queridinhas do coração! =)

14. The Big Bang Theory

Todo nerd que se preze já viu pelo menos um episódio dessa série. Com um toque e tanto de comédia, TBBT conta a história de 4 amigos nerds que trabalham em universidade e sobre como eles convivem com a sociedade. Confesso que comecei a assistir sem esperar nada por ela, mas logo me apaixonei, ainda mais porque em cada personagem da turma eu vejo algum dos meus amigos. =p Me identifico muito com essa série e assisto todo episódio dela!

15. Law and Order

Essa foi mais uma que me fez me apaixonar por séries policiais. Ela conta as histórias da Unidade de Vítimas Especiais, ou seja, abuso sexual. Além disso, ela mostra sem pudor o quanto as coisas podem ser podres até do lado dos “mocinhos”. Sempre tem uma fruta podre no meio do cesto e eles são mestres em descobrir isso.

16. Friends

Toda geração já viu pelo menos um episódio de Friends. Quem não dava altas gargalhadas com essa turma? Principalmente quando estavam juntos? É uma nostalgia quando consigo ver um episódio da série na TV… =)

17. Two and Half Men

Outra série nostálgica para mim. Ver os dois irmãos tentando tomar conta do filho de um deles é a coisa mais engraçada. Ainda mais porque o garoto é louco pelo tio, a “má influência”, porém é quem sustenta o irmão e o sobrinho com as musiquinhas de comercial.

18. Máquina Mortífera

Essa entrou para minha lista de queridinhas também. O sfilmes que tem da dupla de policiais viraram quase um clássico, tanto que agora tem a série. O enredo é o mesmo: o policial certinho que acabou de passar por uma cirurgia do coração (que inclusive é feito pelo chefe da família em Eu, a patroa e as crianças) e o policial que é genro do chefe de polícia, mas quer se matar depois de perder a esposa. Logo eles são obrigados a trabalhar como parceiros. O que no início não daria certo, logo se torna um laço de amizade… Um vê uma família onde achava que não teria mais nada, o outro acha mais motivos para ser policial, além da vida monótona.  Eles se tornam uma dupla improvável, porém também imbatível e resolvem os crimes com muito humor, mas sem deixar a “responsa” de lado… =)

19. Supergirl

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Foto: Reprodução/Judão

Apesar de não ser muito chegada na história do Superman, a da prima dele caiu nas minhas graças. Kara é uma jornalista na Cath Co e trabalha secretamente como Supergirl numa agência que protege a Terra contra alienígenas. Tem muita coisinha que lembra o Superman, mas até que é uma história fofinha e acabei gostando… =)

20. Chicago Med

Para finalizar, me deixe falar dos médicos mais lindos que já vi numa única série. Chicago Med trata do que acontece no hospital de mesmo nome. Então, são emergências, conflitos dos médicos entre si e com eles mesmos, romances, tragédias… tudo no mesmo prédio. Essa é uma franquia, pois as séries são vinculadas e tudo acontece em Chicago: Chicago PD, Chicago Fire e Chicago Med. Agora tem Chicago Justice também, mas ela não fez tanto sucesso assim e foi cancelada na primeira temporada.

E… ufa! Missão dada é missão cumprida! Aqui estão as minhas séries do coração! E aí pessoal, gostaram? Já tinham visto alguma delas?

Bjks e muito obrigada pelo convite Tati! =)

 

Especial com filmes para aquecer seu coração

Especial com filmes para aquecer seu coração

Hoje é dia nove de junho. Você está inalando coraçõezinhos e casais apaixonados desde final de maio que pareceu ter 32 dias. Não tem como fugir, o dia dos namorados está no Spotify com playlist especiais para ouvir com o amado que você não tem, está na televisão com as propagandas dos presentes que você não irá ganhar, está no centro comercial da sua cidade e nas ruas com as pessoas que parecem surgir na sua frente sempre acompanhadas e felizes.

É difícil, minha amiga e meu amigo, mas todo dia dos finados até agora você passou vivo. O que tornará passar o dia dos namorados sem namorado ou namorada uma fichinha. Sério. Desculpa usar esse exemplo de quinta, mas, ei! Olha o nome do blog, você não poderia esperar uma piada de primeira, muito menos de segunda, né?

Mas vamos ao que interessa, vamos aos filmes que decidi indicar para aquecer vossos corações solitários nesse final de semana que antecede a segunda (como se não já não fosse ruim o bastante) de dia dos namorados. Sem essa de querer fugir, são histórias de amor sim e que irão aquecer seu coração solitário também. Vão por mim, de verdade, assistir pelo menos um desses filmes nesse final de semana irá aliviar sua alma. Até quem já tem a famosa metade da conchinha na hora do edredom pode assistir. São os queridinhos para aquecer qualquer coração ❤

Comer, Rezar, Amar (2010)

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Foto: Reprodução/Obvious

Liz tinha uma vida completamente estável, uma casa, um marido, um trabalho de sucesso. Até que as coisas começam a mudar drasticamente. Com o divórcio ela já não sabe mais o que é importante, não conhece mais a verdadeira razão por estar nesse mundo. Um filme que mostrará Julia Roberts numa viagem de auto-descoberta para sua própria personagem. Daqueles que te deixará com vontade de fazer as malas ou preparar uma macarronada. Sério, ela fica uns dias na Itália (que é minha parte preferida) e eu não posso deixar essa vida antes de comer naquele lugar.

Dica valiosa: ele também está disponível na Netflix.

La La Land – Cantando Estações (2016)

O queridinho do Oscar que você precisa rever ou se ainda não assistiu, precisa urgentemente assistir! Uma história que, como já disse aqui no blog, não é sobre amor, é sobre sonhos. Mia e Sebastian, Emma Stone e Ryan Gosling nessa mágica história sobre como a vida gosta de brincar com nossos sentimentos e testar nossos sonhos.

Mesmo Se Nada Der Certo (2014)

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Foto: Reprodução/Tumblr

Uma história que reúne vários perdedores. Acredite, cada personagem desse filme perdeu algo e está em busca do melhor caminho para seguir em frente. E o melhor de tudo é que a trilha sonora fará você se apaixonar ainda mais por esse filme. Ainda mais, no caso, porque tem Adam Levine e Mark Ruffalo, então imaginem a dose alta de amor que vocês encontrarão nesse filme. Também já falei sobre ele aqui no blog.

Celeste e Jesse Para Sempre (2012)

Você já pensou como seria sua vida se tivesse conhecido o amor dos seus sonhos no ensino médio e casado com ele? Pois é, agora imaginem como essa história realmente deve ser contada? Sem o clássico conto de fadas que estamos acostumados? Celeste e Jesse nos mostram como nem sempre é fácil manter uma relação por tantos anos. Assim como terminar essa relação também não é algo assim tão simples.

Um Dia (2011)

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Foto: Reprodução/DicaPraHoje

Dex e Em, Em e Dex. A história desses dois é cheia de situações que a vida vira e mexe impõe em nossos caminhos. Destinos que se separam e se cruzam novamente, uma história de 20 anos que inicialmente foi contada no livro pelo autor David Nicholls e agora nessa adaptação que tem Anne Hathawey, como Emma Morley e Jim Sturgess, como Dexter Mayhew. Pessoas que deveriam permanecer juntas, mas que a vida decidiu tecer novos planos para elas.

E só mais uma dica: tem na Netflix também.