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X-Men – Os Novos Mutantes: Um filme de terror com heróis

Eu não sei vocês, mas como não sou fiel as histórias em quadrinhos, sempre acabo surpresa com os anúncios das adaptações e filmes inspirados nos heróis. Jamais imaginei que um dia estaria diante de um filme, classificado como terror, com os mutantes da Marvel. Tudo bem que depois da série Legion, que conta a história do filho do professor Xavier, eu já deveria saber que esse universo pode ser bem sombrio. Olha esse trailer:

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Dica Netflix: Um olhar do paraíso, de Peter Jackson

Dica Netflix: Um olhar do paraíso, de Peter Jackson

Confesso que não li nada a respeito do filme, apenas o título e a sinopse, para mim, seria a história de uma garota que morreu e foi para o paraíso. Pois é, eu sei, como fui ignorante em formar essa ideia tão clichê.

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Susie Salmon (Foto: Divulgação/IMDb)

Um Olhar do Paraíso é um outro lado do diretor Peter Jackson, premiado e conhecido pela sua adaptação na obra de J. R. R. Tolkien, Senhor dos Anéis. Gostaria de começar elogiando a fotografia, permanece impecável, nível Jackson mesmo, o cenário criado para o “paraíso e inferno” da personagem ficou perfeito, difícil descrever a beleza que encontramos nas cenas.

Mas esse não é apenas um filme lindo com uma fotografia impecável. É uma história triste com momentos agoniantes. Susie Salmon (Saoirse Ronan) foi brutalmente assassinada em dezembro de 1973. Sua alma não conseguiu deixar de fato o plano terrestre. Seu assassino continua impune. Sua família tenta dia após dia lidar com a falta e a horrível interrogação do que realmente aconteceu com a adolescente que tinha apenas 14 anos de idade.

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Não conhecia o lado vilanesco do ator Stanley Tucci. Ele representou o assassino de Susie. (Foto: Divulgação/IMDb)

Eu não sou muito religiosa e esse também não é um filme sobre religião. É sobre espiritualidade. Acredito que o peso será maior para aqueles que compreendem melhor e sentem de maneira mais livre toda a espiritualidade que existe nessa vida.

Todos nós já nos perguntamos alguma vez o que acontece… O que vem a seguir, para onde vamos, o que fazemos, como ficamos… O que realmente acontece quando deixamos esse mundo. Isso se realmente deixamos. Existem crenças diferentes, visões diferentes e opiniões diferentes sobre esse assunto. Não estou dizendo que o filme vai entregar todas as respostas, nem que a proposta seja fiel ao que realmente acontece quando perdemos a vida. Mas é uma incrível história para conhecermos e pensarmos mais sobre tudo isso.

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Um Olha do Paraíso foi lançado em 2009, mas passa uma mensagem que se mantém essencial até hoje. (Foto: Divulgação/IMDb)

Algo tão triste acontece e a agonia aumenta quando nos perguntamos quantas e quantas Susie não existem por aí. Quantos pais não precisam lidar com a perda de um filho. Quantas famílias não passam por drásticas mudanças devido a morte. A vingança, a impunidade, a incompreensão diante de questões que nem sempre chegam a ser respondidas.

Abordam o adeus de maneira tão sincera, mostrando que o tempo dele é diferente para cada um de nós. E por mais perturbador que sejam os momentos de Susie em busca de uma saída e justiça, a calma que encontramos em sua despedida deste plano é bem sútil. O filme transforma um momento agoniante em uma mensagem cheia de significado para quem assiste. É realmente muito lindo como todas as peças acabam se encaixando.

Assista ao trailer:

*Falha minha: perdoem o trailer não estar em HD

Até a data desse post o filme estava disponível na Netflix. 

*Todas as fotos usadas estão sob licença do site IMDb

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Castle Rock |Uma série com os personagens de Stephen King

Stephen King é o rei do terror. Seus livros são sucesso no mundo todo e as adaptações de suas obras ganham destaque no cinema e na televisão até hoje. Castle Rock será uma série com 10 episódios. A ideia é reunir os personagens já criados por King em uma terrível e sinistra história. Assista ao teaser liberado na Comic-Con de Nova Iorque:

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Estreias do cinema em outubro 2017

Estreias do cinema em outubro 2017

Esse post foi originalmente postado no Geração Touch*

Calma, você não está ficando maluco que hoje realmente temos um post extra direto do Club Pop, onde escrevo semanalmente toda sexta-feira no Geração Touch! Em outubro teremos uma sexta-feira 13, dia das crianças, Halloween e Marvel. É um mês para ninguém colocar defeito e cada tribo se encaixar em alguma data! Nos cinemas não será diferente, teremos filmes para todos os gostos!

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Um texto sobre algo que nem eu entendo

Um texto sobre algo que nem eu entendo

Eu poderia ter saído. Colocado minha melhor roupa, usado meu melhor batom e saído para qualquer lugar que estavam me chamando. Sair, conversar, rir, comer, ocupar a cabeça com os problemas e histórias das outras pessoas. Mas é como se algo me prendesse onde estou.

texto de quinta
Foto: Reprodução/WeHeartIt

É estranho se sentir presa a algo que nem mesmo consigo identificar. É como se uma força invisível me prendesse e me impedisse de seguir com a minha vida, como se algo quisesse que eu ficasse exatamente onde estou.

Os dias estão passando e é como se um relógio estivesse contando meu tempo, minha rotina, as pessoas a minha volta, as coisas que tenho. Um desespero enorme começa a tomar conta de mim. Um desespero de todas essas coisas escaparem pelos meus dedos. É loucura demais? Sentir esse medo e ficar completamente paralisada por ele?

Aceno para meus amigos que acabaram de sair e fico pensando que gostaria de ter ido, mas não fui porque parece que cada vez que vou, cada vez que vivo algo, o tic tac do relógio que existe só na minha mente aumenta.

É estranho pensar e tentar falar sobre o que sinto nessas horas. Nunca converso com ninguém porque sempre acho que não entenderiam e no fundo acabo pensando que tudo não passa de um drama da minha parte.

Eu tenho tudo. Tenho amigos, tenho família, tenho uma casa para voltar no fim do dia, tenho algo para comer sempre que sinto fome, tenho saúde, tenho carinho daqueles que amo, então o que causa esse desespero? O que me impede de aproveitar meus momentos sem esse peso na consciência? Sem essa sensação de que estou caminhando para o fim de algo?

Sim, eu sei. A vida, ela tem um fim. Tudo nela tem um fim. O livro que comprei ontem, o jogo de panela novo da minha mãe, até mesmo o perfil que criei para meu pai no facebook pode ter um fim. Mas como aceitar isso? Como lidar e encarar que tudo que está aqui a minha volta pode não estar mais com um piscar de olhos ou com o passar dos anos?

Sem Spoiler | O desconforto ao assistir Mother!

Sem Spoiler | O desconforto ao assistir Mother!

Mother! (no Brasil, Mãe!) chegou aos cinemas brasileiros na última quinta-feira (21) e tem sido muito elogiado pela crítica. Você entra no cinema com certo receio, os primeiros minutos passam e você não é capaz de adivinhar, nem de perto, a avalanche que está para vir.

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Jennifer Lawrence tem seu melhor trabalho até agora, Mother! é sua melhor atuação, sem dúvidas (Foto: Divulgação/IMDb)

Já assisti bastante coisa, tanto em filmes quanto em séries, mas o desconforto que senti ao assistir Mother! foi incomparável. Me senti presa na sala de cinema. Eu queria dar uma pausa, existe controle remoto para projetor? Onde ele fica? Uma hora e cinquenta e cinco minutos e você sente o sufoco aumentar cada vez mais.

Não, não são todos que irão sentir o filme da mesma maneira. É preciso um certo feeling para entrar na trama e sentir tudo que a Mother sente. Ela nem mesmo tem um nome. Não é preciso. Darren Aronofsky fez um trabalho de direção esplêndido, o filme em sua maior parte rodado em câmera subjetiva faz com que o telespectador fique mais preso ainda em sua história.

Jennifer Lawrence é Mother, uma, até então, decoradora que está ajudando o marido e reconstruindo todo o seu lar que antes havia sido queimado. Ele, o marido, é interpretado por Javier Bardem, mas não se enganem, o filme é dela e só dela. E, claro, das muitas críticas que temos que engolir goela abaixo no decorrer das cenas.

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Foto: Divulgação/IMDb

As pessoas estão falando muito a respeito do filme, mas não é possível chegar a toda essência de Mother!, de verdade, é impossível expressar em uma resenha ou crítica toda a complexidade que existe em cada diálogo desse roteiro tão bem conectado e escrito. É religião, é ideologia, é julgamento, é incoerência, é desrespeito, é impotência.

Saí da sala de cinema e não parava de pensar e discutir tudo que tinha acabado de digerir e ainda estava digerindo. Na verdade, estou até agora fazendo isso. As cenas causam tanto desconforto para quem as entende, que como disse, não é um filme que será sentido por todos. É preciso entrar na sala de cinema aberto a todas as críticas e horrores que ali serão expostos. Engraçado que algumas pessoas passaram mal assistindo Annabelle, eu quase passei mal assistindo Mother! e não foi por falta de terror, o terror que encontramos nesse filme é psicológico, é a realidade gritando na nossa cara todas as barbaridades que acontecem nos quatro cantos do mundo.

A falta de privacidade, o sempre compartilhar, a guerra e o perdão divino para as pobres almas que estão tendo que lidar com o luto, a ideologia de cada um que precisa ser aceita, a necessidade em julgar, a ilusão de posse e direito que muitos sentem diante das coisas e pessoas. A falta de voz que inúmeros, e não digo isso só as mulheres, têm diante de todo o poder que existe entre nós. A impotência que é como uma azia interminável que desconforta, mas não o suficiente para fazermos algo. O egoísmo, o recomeço do mais do mesmo que vive e revive dia após dia, século após século.

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Mother, Jennifer Lawrence e Ele, Javier Bardem (Foto: Divulgação/IMDb)

É revolucionário como um filme aborda tanta coisa ao mesmo tempo. São tempos difíceis, são noticiários horríveis e Mother! é uma história que deveríamos exibir para todos, convidar um por um para o famoso “senta aqui, vamos conversar, tem algumas coisas que você precisa enxergar fora da sua zona de conforto”. O abuso que existe hoje em dia e em diversos aspectos, estamos todos cada vez mais nos achando os donos de suas próprias razões.

Aronofsky não nos diz exatamente onde todos iremos parar com a situação continuando do jeito que está, mas ele nos mostra que não é novo esse ciclo que vivemos e que ele recomeça a cada fim que encontramos. Olha, falarei de novo, não são todos que irão sentir Mother!, mas se acaso você for um dos que conseguirá entender, vem cá, se acalma, estamos juntos, com o perdão da palavra, estamos fodidos psicologicamente, mas estamos juntos. O mundo é um lugar horrível em certos aspectos, não é? Mas olha como os vídeos de cachorros fofos são lindos, as animações da Disney dão certa esperança na vida, em todo caso a comida é ótima também para aliviar a tensão.

Assista ao trailer:

Depois que assistir a esse filme, sinta-se a vontade para me chamar para conversarmos sobre. Afinal, esse é um daqueles casos que te deixam querendo discutir, falar, gritar, entender sobre tudo aquilo que acabou de ser digerido. A escritora de quinta encontra-se à disposição.

Atypical | O que é ser normal?

Atypical | O que é ser normal?

Sem Spoiler | Atypical é aquela nova série da Netflix que pouca gente deu bola, mas que não deveria passar despercebido

Atypical é mais uma produção original Netflix. Sim, meus amigos, a Netflix anda investindo pesado em conteúdo original. Não, nem sempre a queridinha do serviço de streaming acerta. Mas, por favor, me escutem (ou melhor, me leem) quando digo que Atypical é um daqueles maravilhosos acertos de produção, elenco, enredo, trilha…

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Sam e seu sorriso galante (Foto: Divulgação/IMDb)

A primeira temporada contém oito episódios que duram em torno de 30 minutos cada. Criada por Robia Rashid, mesma criadora de How I Met Your Mother, a série é uma mistura de drama com comédia que te deixará surpreso e encantado por ter feito essa bela descoberta ao apertar o play.

Sam (Keir Gilchrist) tem 18 anos e possui autismo altamente-funcional, o que significa que ele tem maior capacidade, funcionalidade, como o próprio termo diz, do que outros autistas. O jovem ainda está no ensino médio e decide que quer encontrar uma namorada. Vocês não imaginam como as coisas mudam, não só para ele, mas para a família toda, quando decide ir atrás de uma garota para chamar de sua.

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A família de Sam (Foto: Divulgação/IMDb)

“Eu não sei mais quem eu sou. Não sei quem precisa de mim. Certamente não o Sam. Eu não sei o que quero. Eu não sei o que virá depois. Ou o que esperar. Porque tudo está mudando. E eu não sou tão boa sem minha rotina”, Elsa Gardner, mãe do Sam.

Mas não se enganem, Atypical é um pouco além do que a história de um garoto autista que decide namorar. A trama mostra o ponto familiar da situação. Sam vive com seus pais, Elsa (Jennifer Jason Leigh) e Doug (Michael Rapaport), e com sua irmã mais nova, Casey (Brigette Lundy-Paine). Sua mãe, Elsa, sente-se cada vez mais perdida ao encontrar um Sam cada vez mais independente. Doug, o pai, apesar de ter vivido afastado do filho, parece estar se aproximando do garoto que ele nunca soube conviver direito. Já a caçula, Casey, precisa decidir se seguirá com a própria vida ou se continuará por perto para proteger o irmão.

Imagino que esse deve ser o instinto natural da família, proteger e estar presente tanto a ponto de largar a própria vida. Não imagino como seja, não tenho autonomia para dizer se a ficção da série aproximou-se da realidade que acontece com inúmeras famílias, mas pelo que andei lendo a respeito, as pessoas estão felizes com a representatividade. É a primeira série focada em mostrar os diversos lados do autismo.

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(Foto: Divulgação/IMDb)

“Quem disse que a prática leva à perfeição era um idiota. Humanos não podem ser perfeitos, pois não somos máquinas. Infelizmente, o melhor que se pode dizer sobre a prática é que ela leva a melhorias”, Sam.

O preconceito, os olhares alheios e até mesmo as pessoas que acusam a mãe do Sam de se fazer de vítima, acreditem, isso acontece. A trama aborda a questão da normalidade. Ninguém é normal, se formos parar e pensar no assunto. Você é normal? Sua família é normal? As pessoas ao seu redor são normais? Afinal de contas, o que é ser normal? O que alcança a normalidade para mim, pode passar bem longe dela para você. Minha família pode parecer normal aos meus olhos, para olhos desconhecidos ela pode conter sérios problemas.

Encarar a rotina de Sam e seus pensamentos é um toque de sensibilidade que precisamos ter diante do assunto. Saber enxergar a anormalidade que é diferente da nossa compreendendo que o normal não existe (ou se existe, é complexo demais para tratarmos como uma simples questão de preto ou branco, sim ou não). Sam é apaixonado pela natureza, especialmente por pinguins e pela Antártica. É uma grata surpresa conhecer mais sobre essa sua paixão.

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Sam e ao lado seu amigo Zahid (Nik Dodani) que acaba sendo seu tutor nas aulas de conquista (Foto: Divulgação/IMDb)

Os conflitos que cada membro da família precisa lidar, só deixa claro o quanto somos todos meios problemáticos. Ninguém é perfeito. E Atypical entrega que cada um de nós carrega um defeito ou uma personalidade que nem sempre permanecerá intacta. Eu assisti a primeira temporada em dois dias. A Netflix já anunciou que a segunda temporada está confirmada. No meio de tanto conteúdo, é bom demais quando nos surpreendemos de maneira positiva com algo.

Assista ao trailer:

Dica Netflix: Até o último homem

Dica Netflix: Até o último homem

Acredito que devo começar falando que nos primeiros 45 minutos de filme eu estava nervosa, de verdade, questionando como que o homem vai ao exército se não toca em uma arma? Como ele pode querer ir a guerra se não tocará em uma arma? Só pode estar de sacanagem, não é possível um negócio desses… Mas acreditem… Era.

até o último homem
Andrew Garfield/Desmond Doss (Foto: Divulgação/IMDb)

Desmond Doss tinha sua crença, seus motivos para ficar longe de uma arma e como o mundo seria pacífico se todos nós tivéssemos essa mesma determinação em abolir aquilo que era capaz de acabar com a vida do próximo. Ele tinha seus princípios e no começo eu achava meio absurdo, afinal, algumas opções eram dadas ao homem e ele não estaria tirando a vida de ninguém. Só que no desenrolar do filme percebemos que não era esse o ponto que queriam nos mostrar.

Dirigido por Mel Gibson, e não sei vocês mas eu desconhecia desse talento para direção do ator, o filme acabou me trazendo outra grata surpresa: a atuação de Andrew Garfield. Não esperava que Garfield fosse desempenhar tão bem um personagem em todo esse drama que aborda a história de Desmond Doss. E se você sente receio em dedicar 2h19min do seu tempo para se arrepender depois, fica em paz, não existe arrependimento e não estou exagerando.

até o último homem
(Foto: Divulgação/IMDb)

Até o Último Homem é emocionante desde o início, quando conta um pouco da infância de Doss, até os minutos finais, quando mostra depoimentos dos personagens que fizeram parte da história real. Sim, meus amigos, é uma história real e é linda, é do tipo que você sente-se grato por ter descoberto um acontecimento daqueles. É a Segunda Guerra Mundial vista por outros olhos, de outro modo, contada pelo homem que decidiu ir a campo sem portar nenhuma arma para salvar o máximo de vida que lhe fosse possível.

Qual o objetivo em lutar tanto para ir a linha de frente de uma guerra  se não pretende se defender, certo? Certo. Mas e se o objetivo for servir para o bem sem abandonar seus princípios, crenças, quantas vidas mais deixariam de serem salvas por conta de uma arma a menos na infantaria? Fiquei envergonhada por ter tido tão pouca paciência com a crença de Doss, afinal, o que ele faz (na verdade, o que ele fez) foi muito mais do que qualquer homem armado faria.

até o último homem
(Foto: Divulgação/IMDb)

“O que o senhor quer de mim? Eu não consigo entender. Não consigo ouvi-lo.”

O Desmond Doss real morreu aos 87 anos de idade em 2006. Até O Último Homem fora lançado aqui no Brasil em janeiro desse ano e chegou a concorrer ao Oscar 2017 em diversas categorias, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator, infelizmente não venceu as principais, mas conseguiu levar duas estatuetas por Melhor Mixagem de Som e Melhor Edição. Atualmente está disponível na nossa querida Netflix e se até hoje você deixou esse filme na lista ou não sabia de sua existência, por favor, dê uma chance a essa história que ser descoberta pelo máximo de pessoas possíveis.

 

Assista ao trailer:

Texto de Quinta | Por conta própria

Texto de Quinta | Por conta própria

As pessoas perguntam como você está, o que aconteceu, se está tudo bem e você até pensa em formular uma resposta verdadeira, ao invés do automático que sempre respondemos, mas você já sabe a verdade. Elas não se importam.

Elas querem te ver bem. Elas querem que você fique bem. Mas elas não sabem o que dizer ou fazer para que isso aconteça. Você está por conta própria, sinto dizer. É só você e esse texto que, quem sabe, seja uma ajuda em sua vida.

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Foto: Reprodução/WeHeartIt

Não são as pessoas que terão as respostas para todos os seus problemas, medos, inseguranças, mágoas, dúvidas e essa porrada de coisa que fica martelando aí, algumas vezes tão leve que nem mesmo você tem consciência delas, outras vezes tão forte que parece que tudo ao seu redor vai explodir.

A única salvação que existe está dentro de você. Pois é, eu sei, agora é que o problema continuará para sempre. Mas levante essa cabeça, lave esse rosto e encare o espelho por alguns segundos. Deixe tudo vir, todas as perguntas, todos os pensamentos, tudo que você guarda aí dentro. Encare o espelho e deixe que tudo tome conta da sua consciência.

Percebe? Percebe o que quero dizer? Nem mesmo você consegue identificar esse emaranhado de sentimento que carrega no peito, imagine outra pessoa? Elas não se importam, não porquê não querem te ver bem, mas porque só Deus sabe as batalhas e dúvidas que elas carregam consigo mesmas. Cada um tem sua própria luta para vencer, cada um tem seus próprios medos para encarar e esperar que a resposta ou calmaria para todo esse barulho que tem aí dentro esteja em outra pessoa é tolice. Só você pode organizar e reconhecer seus limites e também sentimentos, por mais bagunçados que estejam.

Você está por conta própria. Só você. As pessoas até podem te ouvir, mas não espere que elas entendam e solucionem seus mistérios. A rota de fuga para a sua vida só você pode trilhar. Pense sempre nisso. É hora de começar a traçar um plano e por sua conta e risco fazer com que ele dê certo.

O dia que eu terminei Orphan Black

O dia que eu terminei Orphan Black

Essa semana finalizei Orphan Black. Foram cinco temporadas com dez episódios. A série que inicialmente pertencia a BBC, teve seus direitos vendidos para a Netflix ainda na terceira temporada. Criada por Graeme Manson e John Fawcett, conta com a maravilhosa Tatiana Maslany no elenco e só, temos 956864 personagens interpretados apenas por ela. Mentira. Não é só ela. Mas só dela são 91228 personagens sim.

Brincadeiras a parte, é preciso enaltecer o grandioso trabalho da minha quase xará, Tatiana Maslany. A canadense interpretou o Clone Club como ninguém. Dando vida e personalidade distintas a cada uma das sestras que inseriam na trama. Foi fantástico acompanhar o desenvolvimento e a descoberta de cada personagem. Claro que nem todas tiveram um grande peso na história, mas até mesmo as que apareciam brevemente mostravam suas diferenças e me faziam esquecer que era a mesma atriz ali interpretando todas elas.

ultima temporada orphan black
Sarah e Helena, ambas interpretadas por Tatiana Maslany (Foto: Reprodução/IMDb)

Mas vamos a história, se é que consigo explicar essa história. Baseada em uma ficção científica, eu terminava cada episódio com mais dúvidas. Não sei vocês, mas sou o tipo de pessoa que começa a assistir a série, não entende nada, adora mesmo assim e continua assistindo na esperança de que uma hora o raciocínio vai pegar todos os termos científicos e biológicos que eles usam nos diálogos. Só que, vocês sabem, na real acabamos entendendo apenas um terço que é aquele que buscamos nas teorias da internet pois, graças a Deus, sempre tem um ser iluminado nesse mundo virtual para nos ajudar.

Tudo começa quando Sarah Manning encontra uma de suas clones cometendo suicídio. Não, Sarah não sabe de nada, não entende porque Beth (a policial que se joga na frente de um trem) é parecida com ela e tirou a própria vida dessa maneira. É onde as coisas começam. Ao pegar a bolsa e os documentos da policial é quando ela acaba entrando no universo do Projeto Leda, que fora o que deu vida a ela e suas diversas clones que estão espelhadas pelo mundo.

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Foto: Reprodução/IMDb

As principais clones e que são mais aprofundadas durante a série são Cosima, a nerd cientista que consegue simplificar e ajudar na hora de entender melhor o que está acontecendo; Helena é a ucraniana que sofreu durante sua infância em um convento e acabou criando alguns problemas psicológicos; Alisson é a dona de casa com a vida perfeita, ou quase perfeita, que faz um papel de mãe no Clone Club e mesmo não querendo acaba cuidando e acalmando as sestras; Rachel é a clone má que é capaz de qualquer coisa para continuar no poder; e Sarah é a que protege e luta por todas elas, não que as outras não façam isso, no decorrer da trama vamos acompanhando a conexão que elas vão construindo episódio após episódio, mas é ela quem enfrenta grandes problemas e vilões.

Por falar em vilões, todas as clones acabam tendo que lidar com os capangas que aparecem de tudo quanto é lugar para acabar com elas. Não pense que apenas as clones são importantes na história, temos a Siobhan, “Mrs. S”, que é a mãe adotiva da Sarah e Félix, seu irmão adotivo; Donnie é o marido da Alisson; Art é o detetive que era parceiro da Beth; Delphine é a namorada de Cosima e é lindo ver as alianças que ambos vão criando até se tornarem essa grande família que apelidamos de Clone Club.

orphan black clone club
Foto: Reprodução/IMDb

Foram cinco temporadas eletrizantes! Sorrimos e choramos com as descobertas de novos clones. Sentimos ódio e pena da Rachel. Não entendemos diversos dos diálogos, é verdade. Ficamos desapontados com a terceira temporada que acabou sendo a mais fraca da história. Mas fomos muito bem recompensados com essas duas últimas temporadas, principalmente, com os episódios finais. É sempre difícil acompanhar o fim de uma série, frustrar-se com o final que não era parte daquilo que você imaginou como seria, só que de vez em quando somos fisgados mesmo na hora do triste adeus.

Sentirei falta de acompanhar o grandioso trabalho não só da Tatiana Maslany, que eu continuarei enaltecendo até que ela ganhe um reconhecimento maior no cinema, mas de todos os atores e produtores. Souberam finalizar e encher nossos corações de amor e já de saudade perante a despedida.

“Minha história é um emaranhado de vários princípios e nenhum final.”
Sestra Helena

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Foto: Reprodução/IMDb