A Origem dos Guardiões e a magia em acreditar

A Origem dos Guardiões e a magia em acreditar

Eu sei, a gente cresce e descobre que Coelhinho da Páscoa não existe, Papai Noel foi invenção, fada dos dentes na verdade eram nossos pais colocando dinheiro enquanto dormíamos (isso quando só não mandavam a gente jogar o dentinho no telhado e esperar por uma aparição milagrosa), mas é tão importante acreditarmos! Hoje em dia as crianças crescem cada vez mais rápido, com um smartphone por perto fica difícil não perguntar ao Google se Papai Noel realmente existe. Mas, vou repetir, é importante acreditarmos!

“Você deixa de acreditar na lua quando o sol nasce?”

filme a origem dos guardioes
Sandman, Coelhão, Papai Noel, Fada do Dente e Jack Frost (Foto: Divulgação/IMDb)

Se não for nos guardiões que zelam pelas crianças, é em algo que temos em mente. Cada um, de um jeito ou de outro, tem sua fé, se não em seres e forças e bigbangs, cada um precisa ter fé e acreditar em si mesmo, na família, nos amigos, na própria vida que vive todo dia ao acordar pela manhã. Sinto que sempre existirá alguma coisa em que temos que acreditar e A Origem dos Guardiões mostra isso de todas as maneiras.

Jack Frost não acreditava e nem tinha fé em si mesmo. Depois de tantos anos, não fazia ideia de quem era, não lembrava de quem tinha sido em sua vida passada… Quantos de nós não esquece aquela pequena parte de si e acaba deixando de se reconhecer no espelho? Quantos de nós já perdeu a fé em si próprio e deixou de acreditar que era capaz de algo? Quantos de nós ainda está sem rumo? Sem saber o que fazer?

desenho a origem dos guardiões
Jack Frost é um dos meus personagens preferidos! (Foto: Divulgação/IMDb)

O Papai Noel, o Coelhão, a Fada do Dente, todos eles perdem seus poderes quando as crianças deixam de acreditar. Reflete muito como também perdemos nossos poderes quando somos desacreditados, seja pelas pessoas ou pela própria vida que não é fácil e vire e mexe gosta de provar isso. É sempre difícil quando não acreditam em nós.

“Deixa de acreditar no sol quando o céu está nublado?”

Sandman é o grande responsável pelos sonhos, ele que ilumina a noite com seus raios de luz. Em contra partida, Breu é o bicho papão, o temido monstro que fica mais forte conforme as crianças sentem medo. É uma dose de coragem quando cada pequeno decide encarar o Breu, admiti que ele existe, mas perde o medo dele. Nem preciso dizer que deveríamos admitir nossos medos, para assim, tentarmos superá-los, certo? Certo.

filme a origem dos guardiões
Um Papail Noel todo tatuade e um Coelho da Páscoa gigante é demais pra nossa imaginação ❤ (Foto: Divulgação/IMDb)

É uma maneira linda de enxergar as crianças, de mostrar a elas o quanto são importantes. Tenho muito medo em ver toda modernização que acontece hoje em dia, mas fico feliz por ainda existirem os desenhos, principalmente, esses parecidos com os guardiões. As crianças são tudo que temos para o futuro e mesmo não existindo Fada do Dente, Coelhão ou Jack Frost, somos nós os guardiões delas, somos nós, quem devemos protegê-las e ensiná-las de que o medo é algo que sempre teremos que vencer. E que nessa vida, faz bem acreditarmos em algo bom, em manter o coração com esperança, em pensar que no futuro todos nós seremos nossos próprios guardiões.

Sei que é sempre uma viagem quando coloco em palavras certos pensamentos meus. Mas espero que assistam A Origem dos Guardiões com outros olhos e façam seus filhos, primos, sobrinhos, enteados, enfim, suas crianças, se encantarem com essa mágica história. A magia pode não existir para nós, adultos e adolescentes, mas o encanto precisa ser preservado, existem tantas coisas mágicas nesse mundo que ainda devemos acreditar.

Assista ao trailer:

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Galeria

Doguinhos da Pet Model Brasil fantasiados para alegrar seu carnaval

Se essa não é a Pauta de Quinta Especial mais fofa de todas, eu ainda não sei qual é! A Pet Model Brasil é uma agência de modelos pets, isso mesmo, agência de modelos PETS! Cachorros, gatos, pássaros, animais exóticos e de grande porte são modelos agenciados por eles. É como uma agência de modelos mesmo, as empresas e marcas entram em contato para contratar animais que possam posar em comerciais e peças publicitárias.

Você pode cadastrar seu Pet para ele fazer parte de alguma seleção e quem sabe virar um modelo. Já pensou? A agência funciona com planos que têm valores variados de acordo com o tempo. Para saber mais sobre é só acessar o site deles clicando aqui.

A Pets Model Brasil criou uma galeria especial com cachorros modelos para comemorar a chegada do carnaval! Com muito confete, serpentina e animação, a galeria de imagens teve cerca de 10 modelos que foram clicados pelo fotógrafo Lionel Falcon em cenários criados especialmente para a data.

Algumas das fantasias “rasgadas” nesse carnaval pelos doguinhos foram da Bela e a Fera, Batman, Rapunzel e até o Woody de Toy Story estava presente! Olha só que coisa mais fofa:

Alguns detalhes sobre a ficha técnica desse ensaio especial para a galeria de Carnaval: Fotógrafo: Lionel Falcon. Adestradores: Cris Araujo e Alexandre Costa (Smart Dog). Veterinária: Dra. Renata Coregliano. Produção Executiva: Giovanna Flaiban. Produção: Thais Amorim, André Vernieri, Sofia Ruete, Cecy Passos e Denise Neri. Direção de arte: Sofia Ruete. Realização: Pet Model Brasil

Todas as fotos utilizadas nesse post estão sob os direitos do fotógrafo Lionel Falcon*

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Fora de Quinta | “Corra!” e a desconstrução do estereótipo do filme do Oscar

Fora de Quinta | “Corra!” e a desconstrução do estereótipo do filme do Oscar

Alô, alô, leitores de quinta! Vocês devem ter percebido algo de diferente nesse meu título, então irei explicar. “Fora de Quinta” serão posts com opiniões, críticas e resenhas de filmes, livros e séries, mas escritos por outra pessoa. Estarei cedendo um espaço aqui no Escritora de Quinta para divulgar bons textos que vocês também irão gostar de conhecer e ler. Ou não. Ou sim. Quem lê minhas resenhas sabe que as variáveis são muitas.

O texto abaixo foi escrito pelo cineasta Daniel Bydlowski para o Portal IG. Uma boa reflexão sobre os filmes indicados e vencedores do Oscar.

Lembro quando o filme Jogos Mortais estreou em 2004, dando arrepios no público do começo ao fim. Não somente este filme ofereceu aquilo que os amantes do gênero buscam, o medo, mas também terminou com um final surpreendente que muitos não esperavam. Saindo do cinema, era possível ouvir os espectadores dizendo que o longa merecia ser indicado ao Oscar.

Considerações sobre o sucesso ou a qualidade do filme à parte (a franquia de Jogos Mortais continua viva ainda hoje), se nem mesmo Psicose, que é um clássico do cinema de horror dirigido por Alfred Hitchcock, conseguiu a estatueta, fica difícil imaginar que Jogos Mortais teria qualquer chance. Isto porque o Oscar dava preferência não a filmes de horror ou comédia, mas sim ao drama, especialmente se o enredo também contasse com um tom histórico que levasse a plateia a tempos passados.

corra! indicado ao oscar
Daniel Kaluuya interpreta Chris Washington (Foto: Divulgação/IMDb)

Mesmo com certas exceções, o gênero do horror parecia não ter chance… até hoje. Corra!, dirigido por Jordan Peele, já faz parte da previsão de quais filmes terão mais chance de concorrer, algo muito difícil de acontecer anos atrás. Mas, por que agora? Quais são as razões por trás destas mudanças?

Alguns críticos dizem que a presença de Corra! no Oscar é baseada em mudanças políticas, já que a trama central do filme é fundamentada em um afrodescendente seduzido e sequestrado por uma família maníaca que tem como objetivo algo não muito longe de uma ficção científica (para não dar nenhum spoiler).

Porém, a presença de gêneros antigamente ignorados pela academia vai muito além da política ou da própria constituição de seus jurados (que vem mudando nos últimos tempos) e vai até o próprio mercado cinematográfico.

IMDb
Cena do filme Corra! (Foto: Divulgação/IMDb)

Mesmo antes da internet, o mercado de nicho já era mais do que conhecido por empresários e marqueteiros. Porém, com a internet e as mídias sociais, ficou não somente mais fácil de defini-los, mas como também impossível de ignorá-los. As mídias sociais focam a atenção no indivíduo e em seu grupo específico, sendo quase, senão o total, oposto da mídia tradicional, que era idealmente esquematizada para a população em geral.

O próprio cinema começa então a se fragmentar para dar atenção a grupos menores e específicos, especialmente quando serviços de streaming de vídeo fazem sucesso por conseguir personalizar os gostos pessoais de cada um de modo automático pelo logaritmo de seus sites. Até mesmo Chris Rock, apresentando o Oscar de 2016, usou esta fragmentação como comédia quando entrevistou afrodescendentes que nunca tinham ouvido falar dos filmes nomeados à premiação daquele ano. Porém, quando perguntava de Straight Outta Compton: A História do N.W.A., filme sobre afrodescendentes, os mesmos respondentes imediatamente reconheciam o título, embora este não tenha sido nomeado. Mesmo que esta entrevista tenha sido planejada como uma piada, ela aponta para esta fragmentação no gosto dos espectadores que vem acontecendo nos últimos tempos.

filme corra vale a pena
Jordan Peele, diretor de Corra! no set de filmagens (Foto: Divulgação/IMDb)

No ponto de vista do Oscar, qual a importância histórica de um filme que, embora feito para o público moderno de gostos fragmentados, agrada a população em geral e bate vários recordes de bilheteria?

É a habilidade de atrair interesses tão diferentes que faz com que seja natural falar de Corra! como um potencial participante do Oscar, mesmo quando os gêneros do horror, comédia e ficção cientifica (todos fazendo parte de Corra!) eram antes colocados em segundo lugar pelo drama.

Assista ao trailer:

Todas as fotos do filme Corra! usadas nesse post estão sob licença do site IMDb*

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Sobre o autor do texto: Daniel Bydlowski é cineasta brasileiro e artista de realidade virtual com Masters of Fine Arts pela University of Southern California e doutorando na University of California, em Santa Barbara, nos Estados Unidos. É membro do Directors Guild of America. Trabalhou ao lado de grandes nomes da indústria cinematográfica como Mark Jonathan Harris e Marsha Kinder em projetos com temas sociais importantes. Seu filme NanoEden, primeiro longa em realidade virtual em 3D, estreia em breve.

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Altered Carbon | O CyberPunk está vivo com nova série original Netflix

Altered Carbon | O CyberPunk está vivo com nova série original Netflix

Vocês não imaginam como estava apreensiva em assistir Altered Carbon, tudo que haviam falado sobre a série até o momento da estreia estava bom demais para ser verdade. A instalação que a Netflix fez na CCXP ano passado estava épica, fiquei cara a com a capa de Joel Kinnaman e assustada com a realidade daquele falso corpo ensacado na mesa. A divulgação estava pesada, eram pôster em bancas perto de casa, trailer na sessão do cinema, trailer sendo exibido no SBT, será que era preciso tudo aquilo? E eu já te respondo aqui mesmo: sim, era preciso sim!

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Olhem só que visual lindo! (Foto: Reprodução/IMDb)

A nova série original Netflix de ficção científica traz muitas apostas nesse universo que nem sempre tem conseguido ganhar acertos na indústria do entretenimento. Inspirada no livro de Richard K. Morgan, que fora lançado em 2002, Altered Carbon estreia 10 episódios em sua primeira temporada e consegue fazer jus a tanta divulgação em cima de sua trama. São raras as falhas em sua produção, o visual do mundo futurista criado por Laeta Kalogridis está impecável.

A história é sobre o emissário Takeshi Kovacs (Will Yun Lee) que morreu se rebelando contra o sistema. 250 anos depois ele é colocado em um novo corpo que é interpretado por Joel Kinnaman. No futuro, a morte não é mais um limite para os humanos, quando seu corpo morre, é possível fazer backup da sua mente para uma nova capa. O conceito de corpo não existe mais, usamos todos capas e podemos trocá-las, cloná-las, evitando a morte real que só acontece quando seu cartucho é destruído.

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Esse foi o momento em que Kovacs acordou em uma nova capa, 250 anos depois. (Foto: Reprodução/IMDb)

Kovacs é trazido de volta por Laurens Bancroft (James Purefoy), um milionário que faz parte da classe alta, conhecida como Matusas, imortais perante todo o dinheiro e poder que conseguem ter para si. Alguém tentou matar Bancroft e ele quer o melhor para solucionar seu assassinato, se é que podemos chamar assim já que seu backup não foi danificado e ele continua vivo.

“Não importa o quanto você viva, nunca vai terminar. Tem que aprender a deixar o mundo seguir em frente. Aceite que a morte é parte de vida.”

A morte e a falta dela podem abalar em diversos aspectos, seja a sociedade em um geral ou o psicológico de cada um em si, e durante a história temos a Tenente Kristin Ortega (Martha Higareda) tendo uma bela conversa com sua Avó sobre retornar mais uma vez ou finalmente partir. Outra questão que é abordada de maneira bem sútil na série é sobre gênero, afinal, se somos apenas mente/consciência e podemos retornar em qualquer corpo, que diferença faria eu, mulher, retornar em um corpo masculino e vice-versa? Meu backup estaria intacto, minha essência, digamos assim, não teria nenhuma mudança, apenas meu corpo, então que diferença faz? Todas as discussões sobre o certo e errado que existe nesse tema nos fazem pensar quão pouco sabemos a respeito.

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Não se enganem, essa baixinha aí da foto, Tenente Ortega, vale quase dois do Kovacs. (Foto: Reprodução/IMDb)

Eu não sei vocês, mas sou completamente apaixonada por ficção! Amo assistir uma série ou filme que é capaz de me fazer viajar para um mundo completamente novo, criado especialmente para aquela história. Altered Carbon não decepciona, a trama é capaz de nos teletransportar para o universo em que ela é ambientada. E que universo! Que paradoxo de futuro que temos para a nossa humanidade!

É possível enxergar as críticas a nossa sociedade nos diálogos. Os Matusas, classe mais rica, são como deuses e nos fazem questionar até onde vai o desejo e ambição daqueles que já têm de tudo. A história é fiel ao retratar a diferença social que é gritante, principalmente em tempos como esse, onde os ricos realmente assumiram o papel de donos do mundo. O que faríamos se tivéssemos acesso a imortalidade?

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As Inteligências Artificiais em Altered Carbon são os donos de hotéis, casas de show e jogos. (Foto: Reprodução/IMDb)

“Aquilo que acreditamos molda a pessoa que somos. Crenças podem nos salvar ou nos destruir. Mas quando acreditamos em uma mentira por muito tempo, a verdade não liberta. Ela nos destrói.”

Estava com saudade de viajar assistindo algo do gênero. É claro que a série não conseguiu agradar a todos, só espero que consigam atingir o gasto da produção já que muito dinheiro deve ter sido investido. A segunda temporada ainda não foi confirmada, depois do susto que passamos com Sense8, fico receosa em toda produção da Netflix, mas a esperança é a última que morre e espero ter um retorno do Takeshi Kovacs. Maratonei a primeira temporada no final de semana de estreia, espero que você goste e também faça o mesmo. O futuro, meus amigos, eu espero que seja diferente desse de Altered Carbon porque se for, estamos com sérios problemas.

Assista ao trailer:

As cenas de ação, vocês viram essas cenas no trailer? São as melhores da Netflix até agora, deixou as lutas que os heróis da Marvel travam em suas histórias no chinelo.

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Bright | Filme original Netflix é bom, mas…

Bright | Filme original Netflix é bom, mas…

Digamos que Bright seja esse filme que assistimos, gostamos, mas… É aquela trama que deixa a sensação de que algo ficou faltando. Por ser um universo completamente desconhecido, senti que o roteiro ficou corrido e algumas pontas soltas ficaram largadas durante as cenas.

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Tikka (Lucy Fry) é uma aprendiz a Bright, uma iluminada capaz de lançar magias (Foto: Divulgação/Netflix)

Will Smith e Joel Edgerton estão ótimos juntos, Ward e Nick, seus personagens, são os policiais rejeitados do pelotão que acabam se envolvendo em uma loucura. Ambos enfrentam dificuldades no trabalho após um tiroteio sem nenhum bandido preso. O mundo está diferente, dividido entre espécies humanas, elfos e orcs. A rivalidade só aumenta quando Nick Jakoby é o primeiro orc a tornar-se policial, trabalhando como parceiro de Scott Ward, um oficial que não está no melhor momento de sua carreira.

Nesse mundo, os elfos são uma espécie de soberania, classe A, enquanto orcs são como se fossem a classe C e os humanos ficassem ali no meio entre ambos os lados. Algumas lacunas sobre como o mundo passou a ter essa divisão e que batalha foi travada para que cada lado ganhasse seu devido posto ficam sem respostas.

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Will Smith e Joel Edgerton, Ward e Nick, a dupla policial que deu certo (Foto: Divulgação/IMDb)

Talvez, em sua sequência, possamos entender mais sobre isso e o grande Senhor das Trevas que é a suposta ameaça da história. Existe um grupo, Illuminaris, que pretende trazer esse deus de volta e os dias de juízo final também, mas, até então, esse lado sombrio de Bright não fora tão explorado.

É um bom entretenimento, cumpre o papel de ficção e fantasia com uma produção e caracterização de primeira. A trilha sonora está perfeita, Broken People, que toca no início do filme, está na minha playlist. Um novo universo que se for bem explorado, poderá conquistar um bom espaço na Netflix. São elfos, gente, magia, fadas irritantes e que ninguém gosta, além de clãs de orcs entre os humanos. É história para ser contada em mais de duas horas.

Talvez por isso a impressão que fique seja essa, o filme é bom, mas… Vamos torcer para que na sequência, já confirmada pela Netflix, possamos ter algumas das respostas que ficaram pendentes nessa história, ela tem potencial, só nos resta aguardar e torcer pela produção.

Assista ao trailer:

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La Casa de Papel | Por que todo mundo só fala nessa série agora?

La Casa de Papel | Por que todo mundo só fala nessa série agora?

Todo mundo parece só falar nessa nova minissérie que chegou ao catálogo da Netflix recentemente. É La Casa de Papel no Twitter, Facebook, Instagram, trabalho, faculdade, escola, máscaras de Salvador Dali pra lá, Bella Ciao pra cá e no meio de tudo isso você acaba se rendendo, entrando para o time, assistindo um episódio após o outro porque é praticamente impossível largar o desenrolar da trama que te surpreende a cada desfecho.

segunda temporada de la casa de papel
Tão plenos, nem parece que quase mataram a gente do coração na série (Foto: Divulgação/IMDb)

Não se enganem, a produção não é uma original Netflix, é assinada por Álex Pina e produzida pelo canal da televisão espanhola Antena 3. Foram quinze episódios, o primeiro sendo exibido em maio de 2017. Mas apenas no final de dezembro que a série chegou ao serviço de streaming e passou a ser indicada por praticamente todos que assistiam. Acredito que nem mesmo a Netflix esperava todo esse sucesso.

O Professor (Álvaro Morte, não se enganem, não é o Tuco da Grande Família e nem o Danilo Gentili, mas parece) é o grande maestro em reunir e passar as instruções do maior roubo da história. O alvo é a Casa da Moeda da Espanha. Oito assaltantes passando dias trancados com reféns dentro da casa, te fazendo questionar o próprio senso de justiça ao defender com unhas e dentes os bandidos, torcendo para que as vítimas ficassem quietas e obedecessem. Mas me atrevo a dizer que não existem vilões, de fato, nessa série, Pina apresenta cada personagem como um mero ser humano, sendo refém, assaltante ou policial, a trama é baseada nas falhas de cada um deles, nos mostrando um jogo de polícia e ladrão que nem mesmo em nossos sonhos poderíamos ter imaginado algo parecido.

serie la casa de papel netflix
(Foto: Divulgação/IMDb)

Apesar de algumas falhas no roteiro e você não acreditar na audácia de determinadas cenas, é impossível largar o osso depois que começamos a lamber cada episódio como se não houvesse um final para essa história eletrizante. A sintonia do elenco, cada ator em seu personagem, o cenário e a trilha sonora, tudo está tão bem conectado que na maioria das vezes os créditos sobem e você não espera nem os 5 segundos terminarem para ir ao próximo. Acreditem no que falo, ou melhor, escrevo. A série é incrível e o sucesso dela só prova o quanto todos estão certos e apaixonados.

Assista ao trailer:

Vai ter segunda temporada de La Casa de Papel?

Meus amigos, não existe uma segunda temporada. Mas calma, não chorem, existe uma segunda parte que a Netflix lançará em seu catálogo em abril, dia 6 se não houver nenhuma mudança. Como vocês devem ter lido, La Casa de Papel é uma minissérie, geralmente minisséries têm apenas uma temporada, até o momento ninguém sinalizou de que teremos uma segunda temporada para essa história, dependerá do desfecho final dela e, claro, de todo esse sucesso que ela vem fazendo.

A Netflix dividiu os episódios, lançando treze em dezembro e deixando o restante para abril. Oficialmente, na Espanha, a série foi exibida com quinze episódios, mas houveram mudanças no tempo de cada episódio exibido pela Netflix, por isso teremos cerca de seis novos episódios chegando em abril para fechar essa primeira temporada que eu não vejo a hora de assistir!

SPOILER | O que esperar, então, dessa segunda parte?

segunda temporada la casa de papel
A famosa máscara de Salvador Dali ❤ (Foto: Divulgação/IMDb)

Muitas pontas continuaram soltas no final dessa primeira parte. Arturito (Enrique Arce) continua desprezível, ao ser confrontado por Helsink (Darko Peric) parece finalmente ter achado coragem. Denver (Jaime Lorente) e Monica (Esther Acebo) continuam naquele romance bandido (e que não consigo entender direito, mesmo gostando das cenas de ambos) mas o que acontecerá com eles no final? Que futuro terão? Ainda nos romances, Tóquio (Úrsula Corberó) e Rio (Miguel Herrán) foram a prova clara do motivo do Professor ter proibido relacionamentos entre eles nessa operação, quase ferraram todo o plano.

Raquel (Itziar Ituño) vai descobrir a verdadeira identidade de Salva/Professor e deixará os julgamentos de lado? Será que existe alguma chance deles ficarem juntos? Berlim (Pedro Alonso) vai conseguir chegar ao final sem ter matado ninguém e comprometido todo o esquema? Nairóbi (Alba Flores) terá seu final feliz e encontrará seu filho? Moscou (Paco Tous) lançará seu CD? De onde que o Professor e Berlim se conhecem? Será que são pai e filho e o plano na verdade veio do Berlim? A casa onde armaram todo o plano sendo descoberta pela polícia foi intencional? Uma pista deixada para trás para ser descoberta e distrair a polícia?

la casa de papel netflix
Minha reação esperando a segunda parte série! (Foto: Divulgação/IMDb)

Como podem ver, estou aqui completamente aturdida e louca para descobrir o desenrolar final dessa história. Ainda bem que existe Netflix para tornar essas produções universais. Eu mesma já quero uma máscara de Salvador Dali e um macacão vermelho para passar o carnaval ao som de Bella Ciao porque estou completamente apaixonada! E vocês?

Agora, vamos lá, todos comigo: OH BELLA, CIAO! BELLA, CIAO! BELLA, CIAO CIAO CIAO!

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Um Senhor Estagiário | Você está preparado para a sua aposentadoria?

Um Senhor Estagiário | Você está preparado para a sua aposentadoria?

Eu sei, ninguém merece esse tipo de pergunta. Dependendo da sua idade e da crise que você se encontra, o assunto aposentadoria pode mexer muito com a sua cabeça. Mas, normalmente, quando pensamos nessa fase da vida, pensamos em descanso, finalmente curtir os dias sem precisar trabalhar, algum retiro para a terceira idade, viagens… Mas será que a coisa funciona assim para todos?

filme um senhor estagiario
Robert De Niro é aquele tio/vô que todo mundo gostaria de ter na família ❤ (Foto: Divulgação/IMDb)

Ben (Robert De Niro) tem 70 anos, é viúvo, já gastou todas as milhas que podia em viagens, faz ioga, aprendeu mandarim, fez curso de culinária, tentou ser útil em sua própria vida, mas nada disso pareceu suficiente. É estranho pesarmos isso agora, só que depois de anos trabalhando, vivendo um rotina sistemática e lidando com tarefas, será que conseguiremos parar? Simplesmente estacionar e aceitar que não temos mais nenhum trabalho às sete da manhã?

Para mim, de coração, isso parece super fácil. Tranquilo. Vamos lá! Mas na realidade, quando estiver realmente vivenciando esse fim da jornada de trabalho, fico pensando se conseguirei desligar. É complicado largar a rotina assim e se acostumar em fazer nada, por mais absurdo que isso pareça agora. Como o próprio Ben diz no filme, começam os enterros, muitos deles, e a sensação em fazer o necessário, em ser útil, em fazer algo que signifique e valorize o seu tempo, começa a ser como uma emergência para si mesmo.

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Amei Anne Hathaway e De Niro juntos e irei protegê-los! (Foto: Divulgação/IMDb)

Um Senhor Estagiário nos mostra exatamente como é para o Ben ter a oportunidade em voltar a uma rotina de trabalho. Achei linda essa iniciativa que realmente existe em algumas empresas. Os tantos senhores estagiários que existem na vida real têm muito a nos ensinar, e ainda podem aprender também! O contraste de Ben com os novatos ainda cursando faculdade é sensacional.

Agora o outro lado do filme que também agrada é Jules Ostin, personagem de Anne Hathaway. Uma mulher de negócios, criadora de um gigantesco e-commerce, ela mostra uma troca de papel que vem acontecendo muito hoje em dia (graças a Deus) ao assumir as rédeas das finanças da casa e trabalhar duro em cima de sua loja online. Seu amor é o “dono de casa”, o marido do século 21, perfeito demais para ser verdade. Mas juntos, eles cuidam do casamento e de sua pequena filha.

um senhor estagiario
A família do século 21 (Foto: Divulgação/IMDb)

Julgamentos a parte, a história nos mostra como as coisas nem sempre são como são. Como as dificuldades e obstáculos podem ser superados, sem necessariamente virarmos uma página para trás. Nancy Meyers, diretora e roteirista dessa produção, nos mostra, com aquele humor bem gostoso de acompanhar, como a vida real e o cotidiando ainda podem render ótimos temas e histórias para os filmes. Ou vai dizer que estágio durante a aposentadoria é algo velho demais para virar produção cinematográfica?

Assista ao trailer:

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O Touro Ferdinando | Um filme para as crianças questionarem os adultos

O Touro Ferdinando | Um filme para as crianças questionarem os adultos

Esse final de semana fui assistir O Touro Ferdinando com meus sobrinhos menores, para quem não sabe, tenho 942735328 sobrinhos, mentira, na verdade são apenas quatro e gosto bastante de assumir que fui a responsável por levar todos eles pela primeira vez no cinema! Dessa vez foi o mais novo, de três anos, que ficou na expectativa quando as luzes se apagaram e me perguntou curioso “vai começar, Tati?”. O outro pequeno, de quatro aninhos, já tinha assistido Meu Malvado Favorito e sabia o que estava acontecendo: “primeiro são os trailers!”.

filme o touro ferdinando
Imagine um touro dentro de uma loja de porcelana… (Foto: Divulgação/IMDb)

Passado os trailers e pedidos de “vamos ver esse? Depois esse? E esse também de novo?”, somos apresentados a infância de Ferdinando, enquanto desde pequeno ele nos mostra como é diferente dos outros touros. Sensível e contra todo tipo de violência, Ferdinando é apaixonado por flores e prestativo com todos os seus colegas de pasto, mesmo aqueles que querem o obrigar a ser como eles.

A história, de um jeito bem sútil, é um questionamento sobre as touradas que ainda acontecem na Espanha, colocando os animais em situações precárias, incluindo o abatedouro quando o animal não consegue atingir as expectativas esperadas. Não estou dizendo que é um filme que te fará virar vegetariano e correr para as ruas de Madrid protestar contra a triste tradição espanhola, mas é uma trama que te faz pensar um pouco no assunto, principalmente se seu sobrinho de quatro anos vira para você e pergunta o que é um abatedouro.

critica o touro ferdinando
(Foto: Divulgação/IMDb)

Por isso digo que é um filme para as crianças nos questionarem. Até um touro criado em laboratório é personagem. E Carlos Saldanha realmente sabe como dirigir esse tipo de coisa, afinal, Rio nos mostra a extinção de animais e o modo como eles são traficados em nossa sociedade. A Era do Gelo é sobre a história do mundo antes de chegarmos nele. Não me olhem com essa cara estranha, não estou sendo esquisita, estou apenas mostrando outro lado das animações que geralmente não prestamos atenção. O Touro Ferdinando é inspirado nos livros de Munro Leaf, lançados em 1936, para vocês verem como esse assunto não é tão novo assim.

É bonito como podemos incluir esses temas para nossas crianças já crescerem sabendo de algumas coisas. Podendo questionar certos assuntos. A história também é inspiradora para sermos nós mesmos, não perdermos nossa essência independente do que as pessoas insistem em nos dizer. Meu sobrinho mais novo ficou encantado, ele tem uma paixão por animais, ficava o tempo todo falando o quanto tinha adorado o filme sem o filme nem ter acabado ainda e chorou quando o Ferdinando, espera, não posso dar spoiler. Mas o outro, um ano mais velho, já conseguia me questionar mais e em certo momento perguntou porque o pai do Ferdinando era frouxo.

critica filme o touro ferdinando
O tanto que a gente se divertiu no cinema vendo esse time junto (Foto: Divulgação/IMDb)

Como Ferdinando se recusava a lutar e cometer violência com quem quer que fosse, os outros touros acabavam o apelidando de frouxo, fraco e insistindo que o mundo não era um lugar para sensibilidade, que ele não duraria muito por aqui. Vamos combinar, hoje em dia, nossas crianças estão crescendo nesse tipo de atmosfera, ainda no contexto de que chorar é coisa de gente fraca. Infelizmente ainda levam certa brutalidade como referência a força e o contrário dela uma triste fraqueza. O pai de Ferdinando é escolhido para ir a arena e não retorna para casa, pois quem ganhou foi o toureiro e desse jeito Ferdinando entende mais ainda que essa é uma luta sem chances de vencer.

Durante a sessão eu ouvia a sala inteira do cinema gargalhando, de verdade, as risadas das crianças em certas cenas eram contagiantes, incluindo as dos meus sobrinhos. Pude ver certos pais tentando acalmar os filhos de que as coisas iriam ficar bem. Eu chorei, não vou mentir e tive que engolir o choro para meu sobrinho não abrir o berreiro no meio do cinema e termos que ser expulsos. Se eu pudesse, chegaria em cada pessoa e pediria para que ela levasse aquela criança querida que existe por perto ou na família, e passasse um tempinho no cinema com ela. O Touro Ferdinando é sensível, engraçado, lindo para nossos olhos e encantador para nossos corações. Os pequenos saem do cinema apaixonados e os adultos também. O filme estreou no dia 11 de janeiro e ainda está em cartaz em alguns cinemas, corra para assistir!

Trailer dublado:

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Resenha: Geekerela | O conto de fadas da Cinderela Geek

Resenha: Geekerela | O conto de fadas da Cinderela Geek

Geekerela é da autora Ashley Poston. Aqui no Brasil foi publicado pela Editora Intrínseca, em julho de 2017, que arrasou na ilustração! A capa do livro é linda e cada detalhe da edição remete toda a história. Pelo título já dá para ter uma pequena noção do quão encantada eu fiquei com esse livro, né?

resenha geekerela
Foto: Acervo Pessoal/Escritora de Quinta

Sinopse: Quando Elle Wittimer, nerd de carteirinha, descobre que sua série favorita vai ganhar uma refilmagem hollywoodiana, ela fica dividida. Antes de seu pai morrer, ele transmitiu à filha sua paixão pelo clássico de ficção científica, e agora ela não quer que suas lembranças sejam arruinadas por astros pop e fãs que nunca tinham ouvido falar da série. Mas a produção do filme anunciou um concurso de cosplay numa famosa convenção valendo um convite para um baile com o ator principal, e Elle não consegue resistir. Na Abóbora Mágica, o food truck vegano onde trabalha, ela encontra a ajuda de uma amiga cheia de talentos para moda que vai criar o traje perfeito para a ocasião. Afinal, o concurso é a chance de Elle se livrar das tarefas domésticas impostas pela terrível madrasta e das irmãs postiças malvadas. Já Darien Freeman, o astro adolescente escalado para ser o protagonista do filme, não está nada ansioso para o evento, embora o papel seja seu grande sonho. Visto como só mais um rostinho bonito, o próprio Darien também está começando a achar que se tornou uma farsa. Até que, no baile, ele conhece uma menina que vai provar o contrário. Esta releitura de Cinderela transporta para o universo nerd os principais elementos do clássico conto de fadas, fazendo uma verdadeira homenagem a todos aqueles que sabem o que é ser fã e se dedicar de coração àquilo que amam.

Eu amo a história da Cinderela, é a real filosofia de que “os humilhados serão exaltados” quando ela encontra a fada madrinha, chega no baile com aquele vestido maravilhoso e ainda consegue um príncipe para chamar de seu. Não, não foi meu sonho de princesa, o meu envolvia mais ação, só que, vamos ser sinceros, quem não queria uma fada madrinha para realizar alguns desejos?

“As coisas só são realmente impossíveis se a gente nem se der ao trabalho de tentar.”

resenha livro geekerela
Foto: Acervo Pessoal/Escritora de Quinta)

Geekerela não tem exatamente uma fada, mas possui todos os elementos necessários desse conto de princesa. Adaptado aos tempos modernos, mais moderno do que aquele filme com a Hilary Duff (A Nova Cinderela, quem aí assistiu?), a história é perfeita para os amantes da cultura pop, os apaixonados por sagas e universos fictícios que regem a indústria do cinema até hoje e, claro, para os sonhadores.

Elle é uma nerd, fã de carteirinha do seriado de sucesso Starfield e dona do blog Artilharia Rebelde. Starfield, acredito eu, que seja como Star Trek. E a adolescente sente seu maior medo virar realidade quando anunciam um remake da saga que faz parte da sua vida (quem nunca, né). As chances de se decepcionar aumentam quando anunciam que Darien Freeman será o Carmindor, personagem principal, que logicamente não parece a escolha certa para o papel.

O livro é narrado pelos dois personagens principais, Elle e Darien, o que continua sendo meu tipo de leitura preferida. É maravilhoso quando podemos deslumbrar os dois lados da história, conhecer melhor outros personagens e ter mais detalhes para nos apaixonarmos a cada capítulo.

“Se você acredita em si mesmo e tem bons amigos, tudo é possível. Você pode fazer qualquer coisa. Pode ser qualquer um. Então, como diz o ditado: Apontar para as estrelas. Mirar. Disparar.”

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Foto: Acervo Pessoal/Escritora de Quinta

Darien Freeman é o astro teen do momento. Mas também é fã da série e sente-se cada vez mais pressionado ao assumir o papel principal da história que fez parte da sua infância. Sua carreira e fama entram em conflito com sua vida pessoal, o deixando confuso sobre si mesmo e inquieto ao encarar a insatisfação dos pistoleiros estelares, os fãs de Starfield, que não estão nada alegres com a notícia do reboot.

Graças a uma conspiração do universo, Elle e Darien começam a trocar mensagens sem saber a verdadeira identidade um do outro. A atração e sintonia surge instantaneamente e mesmo com todas as diferenças que ambos possuem, ali, nas mensagens de texto trocadas, é como se existisse um universo paralelo onde esse amor poderia sim ser possível.

A paixão que ambos carregam pela série e todas as referências a tantas obras que eu, particularmente, também sou fã, me fizeram devorar o livro. Foi o mais querido de 2017, mesmo sendo desse gênero mais adolescente, me fez viajar para um mundo muito parecido com o meu, em relação a séries, filmes, convenções e cosplays. Não que eu faça cosplay, mas tive meu segundo ano de Comic-Con e cada vez fico mais apaixonada por eventos do tipo. É mágico como todo mundo ali se sente em casa quando encontra desconhecidos vestidos dos personagens que moram nas histórias que tanto amam.

“Como alguém vai aprender sobre o mundo real se só vive na fantasia?”

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Foto: Acervo Pessoal/Escritora de Quinta

Elle perdeu a mãe quando ainda era pequena e o pai se foi de maneira inesperada, ambos eram sua inspiração na vida. Foram eles que a viciaram em Starfield, eles quem ajudaram a criar a convenção geek ExcelsiCon. Infelizmente ela acaba tendo seus dias infelizes ao lado da pessimadrasta e suas duas filhas que também não são lá grandes coisas. Darien, mesmo com os pais ainda vivos, sente falta do carinho e atenção. A mãe não é próxima e o pai, que também é seu empresário, apesar de estar mais perto, não sabe pensar em outra coisa além da carreira do filho. Quando descobriu que seu melhor amigo entregou fotos suas para os jornais em troca de dinheiro, o astro teen acabou ficando solitário e cada vez mais desconfiado.

É uma leitura suave e cheia de risos que você acaba soltando ao imaginar as cenas. Os diálogos são perfeitamente encaixados. Cada personagem tem seu peso na história e a autora soube criá-los com maestria, sério, Elle é uma garota incrível, cheia de medos e sonhos, incapaz de enxergar o próprio potencial. Sem falar em Darien, indeciso e corajoso na medida certa para fazer qualquer um se apaixonar por ele. Acompanhar o desenrolar da história de ambos me fez viajar para um universo paralelo onde todos nossos sonhos podem sim ser possíveis.

Livro: Geekerela, 377 páginas
Autora: Ashley Poston
Publicação: Editora Intrínseca, Junho/2017
Nota: ★★★★★

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Projeto 20 Coisas e um amigo secreto mais que especial

Projeto 20 Coisas e um amigo secreto mais que especial

projeto 20 coisasQuem acompanha o Escritora de Quinta sabe que faço parte do Projeto 20 Coisas. É um grupo lindo de blogueiras onde nos ajudamos diariamente, acho difícil um grupo ter tanta empatia uma com a outra como existe entre a gente. Além das ajudas quando estamos com dúvidas, e do incentivo para crescermos cada vez mais, no final de 2017 realizamos um Amigo Secreto de Cartinha ❤

Eu amo enviar e receber cartas, mesmo esse não sendo mais um hábito frequente, só tenho recebido boletos ultimamente… Então, imaginem minha alegria quando soube que a interação de final de ano seria esse Amigo Secreto? O sorteio foi realizado pela internet mesmo e até 20 de dezembro todas as cartas teriam que ser postadas nos correios junto com algum pequeno mimo para simbolizar o blog da amiga sorteada.

amigo secreto
OLHEM ESSA AGENDA LINDA QUE GANHEI DA MINHA AMIGA SECRETA ❤ ❤ ❤

Não sei se deu para enteder a referência que coloquei aí na foto, meu boton de Supernatural. Quem me tirou no amigo secreto foi a Helô Lofrano, do Onde Cê Vai Loko? e sim, ela é fã de carteirinha de Supernatural, inclusive, esse Keep Calm and Carry On (Mantenha a calma e continue), eu não perguntei, mas tenho certeza que também tem relação a série, graças a umas das principais canções que marcou as aventuras dos irmãos Winchester, Carry On Wayward Son do Kansas, dá play nela para terminar de ler o post porque vale a pena!

O blog da Helô é sobre viagem, ela ainda não sabe, mas seu presente será minha maior inspiração para organizar e tirar um sonho antigo meu do papel. Nas páginas irei escrever todas as dúvidas que preciso responder, questões que preciso resolver e lembretes para não esquecer de nada e me perder no meio do caminho. Dá até para imaginar que tipo de sonho é esse, né? E sem falar que será do blog dela que irei tirar a maioria das minhas dúvidas. Tenho 90% de certeza que esse Keep Calm and Carry On será meu amuleto da sorte de 2018!

agendas 2018
Ah, 2018, tenho certeza de que você será incrível e essa agenda foi um presságio ❤

E vocês não sabem o que ela aprontou ao enviar a carta! Como o envio foi registrado e com aviso, minha mãe teve que assinar, daí ela retorna com um envelope na mão “Tatiane Vader Winchester Santana???”, nem preciso dizer que na hora já soube que era ela que tinha me tirado e estava a loucura porque só quem vive nesse mundo de sagas e séries sabe o quão genial é receber uma carta com o seu nome fazendo alusão aos nomes incríveis que tanto assistimos e acompanhamos.

Recebi alguns pequenos puxões de orelha na carta, preciso comprar um domínio para o blog antes que as meninas façam uma caça as bruxas só que sem bruxa e sim euzinha sendo caçada. Eu amei participar dessa interação, espero que ao final desse ano possamos fazer de novo, foi lindo ficar na expectativa da carta, da reação da amiga secreta que eu tirei ao receber a cartinha que enviei. Sou grata demais pelo 20 Coisas e por todas as meninas ❤

amigo secreto
Referências, meus amigos, referências em todo lugar ❤ ❤ ❤

No Amigo Secreto eu tirei a Karen Peressuti, conhecida como Ka e dona do Férias Pra Ontem. Enviei um a cartinha, onde arrisquei alguns desenhos relacionados ao blog dela e dois pingentes de colar que imaginei que ela gostaria de usar. A Ka tem passarinhos tatuados nas costas e o logo do seu blog é lindo, uma alusão ao mar, imaginem meu sofrimento para conseguir desenhar algo fofo, será que ela gostou? Vai usar os pingentes? Fazia tempo que não sentava para escrever uma carta, adorei passar meu tempo pensando nas palavras e no quanto minha amiga secreta gostaria de lê-las. Quero dizer, será que ela gostou mesmo do que escrevi? Para ler o post dela sobre a carta que enviei acessem o link clicando aqui.

Conheçam o blog de todas as participantes do projeto, garanto que não irão se arrepender ❤

> Andy Vieira – Divagações de Leitora > Claudia Leonardi – Mãe Literatura > Clíssia Ramos – Clis Makup > Hanna Carolina – Mundinho da Hanna > Heloisa Lofrano – Onde Cê Vai Loko? > Juliana Brochini – Juliana Brochini > Juliana Passerini – Descomplica os Trinta > Karen Peressuti – Férias pra Ontem > Marisa Oliveira – Inaniaverba > Michelle Graça – Michellândia > Tatiane Carneiro – Tatiane C de Souza