Como eu era antes desse livro

Como eu era antes desse livro

“Você recusa várias coisas porque acha que “não é esse tipo de pessoa.” (…) 
Como sabe? Você não fez nada, não foi a lugar algum. Como sabe que tipo de pessoa você é?”

Sei que é bem clichê questionar isso na resenha. Assim como sei que meus professores de jornalismo diriam que esse não é o título ideal para uma resenha. Mas Como Eu Era Antes de Você, da Jojo Moyes, mexeu comigo, de verdade, foi o livro certo no momento certo. Sabe quando um pouco da história se encaixa com o momento da tua vida? Quando a personagem parece carregar um pouquinho de você? Isso não acontecia desde Um Dia, de David Nicholls.

Talvez seja efeito de alguma tpm tardia. Juro que sou sentimental, mas não tanto quanto fiquei ao conhecer Louisa Clark e Will Traynor. Os últimos que mexeram comigo desse jeito foram Dexter e Emma. Agora tenho outro casal preferido na lista, outro romance que quero carregar para todo canto. Estou mais uma vez apaixonada.

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Esse romance já estava na minha lista, imaginem minha reação quando ganhei ele de presente de aniversário de uma amiga (obrigada, Aninha!)? Sim, foi com dancinhas e pulinhos porque sou dessas. Terminei de ler em cinco dias. Cinco dias não querendo terminar. Cinco dias já sabendo do fim e não querendo me despedir dessa história que me emocionou tanto.

Louisa Clark, depois de uma fase da sua vida, parou no tempo e em City, pequena cidade de Londres. Sem ambições, sem tantos propósitos, ela apenas vivia, dia após dia, em um emprego de quase sete anos e em um relacionamento que também estava se arrastando por esse tempo. Mesmo com 27 anos de idade, ainda morava com os pais. Mesmo sendo a irmã mais velha, vivia às sombras do ‘sucesso’ da irmã mais nova. E Lou não se incomodava com isso. Pelo menos era o que ela achava.

Eu costumo acreditar que muitas, não todas, mas muitas coisas acontecem na nossa vida por algum motivo. Sim, podem revirar os olhos, mas eu acredito que nada seja por acaso. E tudo bem, estamos falando de uma história fictícia, mas que se colocada na vida real se encaixaria perfeitamente nessas minhas superstições. Pois quando Clark perde seu emprego de anos e é forçada a encontrar outra profissão que não seja servir cafés, sua zona de conforto e todo seu jeito de viver são alterados com a chegada de Will, seu novo patrão.

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 Limites. A história de Will Traynor me mostrou o quanto nos limitamos quando na verdade não precisaríamos nos limitar tanto assim. Depois de uma vida completamente agitada, onde Will procurava experimentar e viver intensamente, passar os dias confinado a uma cadeira de rodas, dependente e tetraplégico em um estado onde não existe possibilidades de melhora e cura, é seu pior pesadelo. Tendo que mudar seu conceito, inclusive, seus limites, os desafios que ele mesmo enfrenta e suas questões que são expostas sempre pela narrativa de Lou, fizeram com que eu mesma questionasse minha vida, assim como a própria Lou era questionada.

São dois personagens principais, com o famoso clichê de não se gostarem no início e acabarem descobrindo um sentimento entre as ironias e os leves insultos que trocavam. A sintonia que a autora conseguiu criar com os dois, a visão das pessoas que estavam ao redor deles, com capítulos separadas narrados por cada um, Nathan, o enfermeiro de Will e Katrina, a irmã de Louisa, por exemplo, te fazem sair da história para acompanhar outra história, com outra visão.

“Quero… ser apenas um homem que foi a um concerto com uma garota de vestido vermelho.
Só por mais alguns minutos.”

[POSSÍVEL SPOILER] É um toque sobre a oportunidade de dizer adeus e a aceitação dessa despedida. Confesso que não sou a melhor nesses assuntos, sempre penso o quanto deve ser difícil se despedir de quem amamos, perder quem amamos, esses são meus maiores medos. Mas é preciso aceitar, é preciso ‘deixar partir’. Repleto de diálogos divertidos, Jojo Moyes consegue, com maestria, ensinar um pouco sobre essa tão temida hora que deve assombrar a todos. [FIM DO POSSÍVEL SPOILER]

Ao encarar o livro sinto como se ele me perguntasse “o que você faz da sua vida?”. Sinto que ele me questiona com um “você VIVE ou simplesmente vive?” pairando no ar como se eu pudesse ler essas palavras grifadas e em néon acima de mim. É o tipo de livro que me inspira mudanças, que questiona os próprios limites que eu mesma limitei em minha zona de conforto. Não que eu esteja louca, alucinada, para mergulhar e nadar com baleias brancas. Mas sinto que é preciso de mais, que precisamos de mais, que só sentar e aceitar o que temos não é nossa melhor opção. Ou, como disse antes, vai ver todo esse efeito seja só uma tpm tardia… Você precisará ler para tirar sua própria conclusão.

Sinopse: Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Sua vidinha ainda inclui o trabalho como garçonete num café de sua pequena cidade – um emprego que não paga muito, mas ajuda com as despesas – e o namoro com Patrick, um triatleta que não parece muito interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor tem 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de ter sido atropelado por uma moto, o antes ativo e esportivo Will agora desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Sua vida parece sem sentido e dolorosa demais para ser levada adiante. Obstinado, ele planeja com cuidado uma forma de acabar com esse sofrimento. Só não esperava que Lou aparecesse e se empenhasse tanto para convencê-lo do contrário.

SOBRE A ADAPTAÇÃO

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Pôster oficial do filme que estreará dia 16 de junho desse ano. Poderia estrear amanhã!

Eu estou apostando muito nesse filme! Os atores escolhidos para viverem Lou e Will foram Emilia Clarke (Game of Thrones) e  Sam Claflin (Simplesmente Acontece), os dois pareceram tão a vontade com os personagens! Eu sei que irei chorar no cinema e já estou estocando os lencinhos de papel, pois só com o trailer eu já fiquei com os olhos vermelhos… Ed Sheeran na trilha sonora… A sintonia dos personagens… O sotaque britânico deles… Eu simplesmente não soube lidar. E tenho quase certeza que não saberei lidar quando for assistir. Vejam:

 

>> Talvez você também queira ler: Resenha | Depois de Você

 

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6 comentários sobre “Como eu era antes desse livro

  1. Só sei dizer que esse livro é muito amor ❤ Esperando pela adaptação e já preparando o coração. Parabéns pelo texto, eu adorei. Super beijo 😀

  2. To qrendo reler antes do filme, mas to reunindo força psicologica, pq bate uma depre basica depois, daquelas de ficar horas depois q o livro acaba pensando na vida. Adorei a resenha!

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