A Netflix não tem limites e inova mais uma vez

A Netflix não tem limites e inova mais uma vez

Programa especial promovendo Stranger Things começa às 23h no sábado, dia 28 de outubro, depois do Teleton no SBT

stranger things na sbt
Também estou passada, Winona (Foto: Divulgação/IMDb)

Alô, alô, leitores de quinta! Hoje trago para vocês uma pauta de quinta que estou muito orgulhosa em escrever e poder acompanhar. A Netflix não tem limites, acho que todo mundo já sabe disso, ela ri na cara dos limites e inova a cada peça e ação publicitária que lança na internet.

Dessa vez, meus amigos, a Netflix está inovando mais ainda! Quando você pensa que “okay, agora ela chegou no limite, não tem como superar isso”, SURPRISE, MOTHERFUCKER! (referência de Dexter, caso não tenha pegado essa) A rainha do streaming chega e faz algo incrivelmente inovador, se superando mais uma vez.

Hashtag MINHA ELEVEN TÁ VIVA E VAI PASSAR NA TV ABERTA AINDA!!! Sim, o lance de Bagulhos Sinistros foi oficializado e não, não é a primeira vez que algo assim acontece no mundo, mas no Brasil é a primeira vez! Duas das produções originais Netflix passam no Paramount Channel, House of Cards e Orange is the New Black, mas é inédito um conteúdo da internet passar assim na televisão aberta.

A ação promocional dessa vez envolve um especial do programa SBT Repórter, apresentado pela Marília Gabriela, que investiga o misterioso sumiço do nosso pequeno Will. Além disso, o primeiro episódio da série será exibido depois do programa e, não acabou, durante os intervalos foram preparados comerciais ao estilo dos anos 80, porque se é para promover Stranger Things, vamos promover com estilo completo!

A segunda temporada da série estreia dia 27, na sexta-feira, às 5h da manhã no catálogo da Netflix. Quem não está aguentando mais de ansiedade pode acalmar o coração que a espera está acabando, mas, cuidado, se for assistir tudo de uma vez, lembre-se, TEM UM ANO AINDA PELA FRENTE! Tô falando isso para ver se eu mesma tomo vergonha na cara e consigo assistir com mais calma dessa vez.

Fonte: Ligado em Série e Jovem Nerd

>> Talvez você também queira ler: Stranger Things | Spotify lança playlist especial de cada personagem

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Texto de Quinta | Me deixe ir, amor

Texto de Quinta | Me deixe ir, amor

texto de quinta
Foto: Reprodução/We Heart It

Eu não tenho mais nada para te oferecer, então por que você não me deixa ir? Eu já te entreguei tudo que eu tinha para entregar, fiz tudo que tinha para fazer, eu sou assim, acho que você não sabe, mas eu sou assim.

Não faço nada pela metade, não sinto nada pela metade e contigo não foi diferente. Te dei tudo, te ofereci meu melhor, te aconcheguei aqui no meu pequeno mundo e tentei, de todas as maneiras, te fazer ficar, amor, mas você não ficou.

Não enxergou tudo que podíamos ser, não quis tudo que eu tinha para oferecer e agora já é tarde demais. Tarde demais para nós dois, tarde demais para voltar atrás, tarde demais para ressuscitar um sentimento que você mesmo matou quando não deu a mínima para mim, para nós.

Odeio isso, sabe? Vivo dizendo o quanto gosto de carregar só as coisas boas comigo, mas tem dias que a vida e as situações não colaboram. Estou tentando lembrar só do teu sorriso, do teu abraço, do teu beijo, mas você me marcou, amor, lá no fundo venho tentando esconder essa mágoa fodida que você deixou aqui.

Máquina do tempo com o Spotify!

Máquina do tempo com o Spotify!

Alô, alô, leitores de quinta! Hoje quero compartilhar com vocês algo bem legal que descobri essa semana (espero não estar tão atrasada assim). Já ouviram falar na Máquina do Tempo do Spotify? Meus amigos, que ferramenta maravilhosa!

Funciona da seguinte maneira, você acessa o link e o Spotify cria uma playlist com as músicas que você ouvia na adolescência. Não sei se funcionará com vocês, acredito que sim, já que ele baseia a seleção de músicas com uma busca em todos os nossos dados. A minha playlist ficou perfeita!

máquina do tempo spotify

Sim, eu era bem eclética mesmo na adolescência. Isso porque não está mostrando Panic At The Disco, My Chemical Romance, Dibob e as outras músicas que estão logo abaixo. Para saber como será a sua playlist da Máquina do Tempo do Spotify é só acessar esse link https://timecapsule.spotify.com/ e fazer login na sua conta ou criar um cadastro que é rapidinho.

Depois me conta se a sua deu tão certo quanto a minha! Vamos aproveitar a semana para ficar nostálgicos! Amém, Spotify!

MINDHUNTER | David Fincher realmente sabe o que faz

MINDHUNTER | David Fincher realmente sabe o que faz

Se você não conhece o homem, talvez conheça suas obras. David Fincher é responsável por grandes adaptações para o cinema como Clube da Luta e Garota Exemplar, além de ter sido um dos primeiros produtores em House of Cards, primeira série original Netflix. E olha que não citei todos os trabalhos do diretor, porque tem muito mais e que você certamente também deve conhecer. O cara sabe o que faz e Mindhunter é mais uma prova disso.

A história é narrada no final dos anos 70 quando a psicologia criminal começou a ganhar estudos e termos no FBI. Foi quando surgiu o termo serial killer, usado para o assassino que comete crimes sequencialmente. É curioso acompanhar como tudo foi tomando forma e meio cruel ver como a maldade sempre esteve presente na nossa história.

“O que as pessoas não fazem umas às outras. Não há nada que não façam.”

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Holden Ford (Jonathan Groff) em uma de suas entrevistas (Foto: Divulgação/IMDb)

Jonathan Groff é o agente Holden Ford, ele enxerga a necessidade de ir além em casos que fogem do comum, onde tirar a vida de uma pessoa parece não ser o suficiente para o assassino. É uma trama pesada, ainda mais quando sabemos que alguns dos crimes ocorridos são reais e que pessoas realmente vivenciaram aquilo. Sem falar na tranquilidade calculada em cada diálogo que parece te arrastar para o fundo do poço junto com o personagem. Um nervosismo que senti crescer dentro de mim cada vez que os assassinos falavam de maneira tão fria e calma sobre acontecimentos tão macabros.

A série é inspirada no livro que reúne relatos do ex-agente John Douglas, ele fez o que ninguém pensou e queria fazer, foi ele que na época conversou com os criminosos. São homicídios que, por mais que já tenham passado anos, continuam difíceis de digerir. Se buscar uma resposta lógica para determinados acontecimentos hoje em dia já é um absurdo, imagine isso em 1979. David Fincher consegue passar esse julgamento, é capaz que você mesmo se veja julgando durante os episódios.

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O trio capaz de estudar e analisar as mentes assassinas e cruéis (Foto: Divulgação/IMDb)

Mas Ford não está sozinho nessa história. O agente trabalha junto com seu parceiro Bill Tench (Holt McCallany) e ambos acabam ganhando uma nova ajuda nas pesquisas, a professora Wendy Miller (Anna Torv). Cada personagem nessa série merece ser estudado meticulosamente, mas é em Ford que está todo o foco, afinal, ele é o grande cérebro por trás das entrevistas com os criminosos.

A atuação de Groff ao interpretar o agente Ford é impecável. Você entra na montanha-russa junto com o personagem e acaba sentindo um misto de sentimentos por ele, em certos momentos me senti enojada com tamanho fascínio que ele demonstrava pelas mentes assassinas que estudava, mas ao mesmo tempo foi muito difícil não acabar encantada com suas habilidades em conseguir o que queria.

“Como antecipamos os loucos, se não sabemos como os loucos pensam?

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Foto: Divulgação/IMDb

Na verdade, todo elenco te envolve, a química entre eles é maravilhosa. Desde os mocinhos aos grandes vilões. A semelhança entre alguns dos assassinos reais com os atores escolhidos é de assustar. Me vi entrando nos diálogos e querendo desvendar com os agentes os verdadeiros motivos que levaram as tamanhas crueldades.

A primeira temporada possui 10 episódios e apesar de ter achado a trama um pouco lenta no início, já tinha sido fisgada, só não queria admitir. Eu lembro de ter feito uma resenha sobre Making a Murderer, outra série original Netflix, e de ter mencionado o fato de que não são cenas sanguinárias que encontramos na série, apesar de todos os crimes horríveis que elas abordam, mas sim cenas de um horror mais psicológico, aquele que acontece quando temos casos reais de fundo na história.

É claro que algumas pessoas estão assistindo ao seriado e não encontrando toda a genialidade que tanto estão falando, impossível agradar a todos, sempre falo isso. Mas, por favor, vale demais dedicar pelo menos duas horinhas do seu dia, apenas dois episódios para conferir de perto se essa trama realmente não te deixará interessado, ao menos, instigado para descobrir o desenrolar fascinante que essa série tem.

Assista ao trailer:

Vídeo

X-Men – Os Novos Mutantes: Um filme de terror com heróis

Eu não sei vocês, mas como não sou fiel as histórias em quadrinhos, sempre acabo surpresa com os anúncios das adaptações e filmes inspirados nos heróis. Jamais imaginei que um dia estaria diante de um filme, classificado como terror, com os mutantes da Marvel. Tudo bem que depois da série Legion, que conta a história do filho do professor Xavier, eu já deveria saber que esse universo pode ser bem sombrio. Olha esse trailer:

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Dica Netflix: Um olhar do paraíso, de Peter Jackson

Dica Netflix: Um olhar do paraíso, de Peter Jackson

Confesso que não li nada a respeito do filme, apenas o título e a sinopse, para mim, seria a história de uma garota que morreu e foi para o paraíso. Pois é, eu sei, como fui ignorante em formar essa ideia tão clichê.

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Susie Salmon (Foto: Divulgação/IMDb)

Um Olhar do Paraíso é um outro lado do diretor Peter Jackson, premiado e conhecido pela sua adaptação na obra de J. R. R. Tolkien, Senhor dos Anéis. Gostaria de começar elogiando a fotografia, permanece impecável, nível Jackson mesmo, o cenário criado para o “paraíso e inferno” da personagem ficou perfeito, difícil descrever a beleza que encontramos nas cenas.

Mas esse não é apenas um filme lindo com uma fotografia impecável. É uma história triste com momentos agoniantes. Susie Salmon (Saoirse Ronan) foi brutalmente assassinada em dezembro de 1973. Sua alma não conseguiu deixar de fato o plano terrestre. Seu assassino continua impune. Sua família tenta dia após dia lidar com a falta e a horrível interrogação do que realmente aconteceu com a adolescente que tinha apenas 14 anos de idade.

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Não conhecia o lado vilanesco do ator Stanley Tucci. Ele representou o assassino de Susie. (Foto: Divulgação/IMDb)

Eu não sou muito religiosa e esse também não é um filme sobre religião. É sobre espiritualidade. Acredito que o peso será maior para aqueles que compreendem melhor e sentem de maneira mais livre toda a espiritualidade que existe nessa vida.

Todos nós já nos perguntamos alguma vez o que acontece… O que vem a seguir, para onde vamos, o que fazemos, como ficamos… O que realmente acontece quando deixamos esse mundo. Isso se realmente deixamos. Existem crenças diferentes, visões diferentes e opiniões diferentes sobre esse assunto. Não estou dizendo que o filme vai entregar todas as respostas, nem que a proposta seja fiel ao que realmente acontece quando perdemos a vida. Mas é uma incrível história para conhecermos e pensarmos mais sobre tudo isso.

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Um Olha do Paraíso foi lançado em 2009, mas passa uma mensagem que se mantém essencial até hoje. (Foto: Divulgação/IMDb)

Algo tão triste acontece e a agonia aumenta quando nos perguntamos quantas e quantas Susie não existem por aí. Quantos pais não precisam lidar com a perda de um filho. Quantas famílias não passam por drásticas mudanças devido a morte. A vingança, a impunidade, a incompreensão diante de questões que nem sempre chegam a ser respondidas.

Abordam o adeus de maneira tão sincera, mostrando que o tempo dele é diferente para cada um de nós. E por mais perturbador que sejam os momentos de Susie em busca de uma saída e justiça, a calma que encontramos em sua despedida deste plano é bem sútil. O filme transforma um momento agoniante em uma mensagem cheia de significado para quem assiste. É realmente muito lindo como todas as peças acabam se encaixando.

Assista ao trailer:

*Falha minha: perdoem o trailer não estar em HD

Até a data desse post o filme estava disponível na Netflix. 

*Todas as fotos usadas estão sob licença do site IMDb

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Castle Rock | Uma série com os personagens de Stephen King

Stephen King é o rei do terror. Seus livros são sucesso no mundo todo e as adaptações de suas obras ganham destaque no cinema e na televisão até hoje. Castle Rock será uma série com 10 episódios. A ideia é reunir os personagens já criados por King em uma terrível e sinistra história. Assista ao teaser liberado na Comic-Con de Nova Iorque:

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Estreias do cinema em outubro 2017

Estreias do cinema em outubro 2017

Calma, você não está ficando maluco que hoje realmente temos um post extra direto do Club Pop, onde escrevo semanalmente toda sexta-feira no Geração Touch! Em outubro teremos uma sexta-feira 13, dia das crianças, Halloween e Marvel. É um mês para ninguém colocar defeito e cada tribo se encaixar em alguma data! Nos cinemas não será diferente, teremos filmes para todos os gostos!

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Um texto sobre algo que nem eu entendo

Um texto sobre algo que nem eu entendo

Eu poderia ter saído. Colocado minha melhor roupa, usado meu melhor batom e saído para qualquer lugar que estavam me chamando. Sair, conversar, rir, comer, ocupar a cabeça com os problemas e histórias das outras pessoas. Mas é como se algo me prendesse onde estou.

texto de quinta
Foto: Reprodução/WeHeartIt

É estranho se sentir presa a algo que nem mesmo consigo identificar. É como se uma força invisível me prendesse e me impedisse de seguir com a minha vida, como se algo quisesse que eu ficasse exatamente onde estou.

Os dias estão passando e é como se um relógio estivesse contando meu tempo, minha rotina, as pessoas a minha volta, as coisas que tenho. Um desespero enorme começa a tomar conta de mim. Um desespero de todas essas coisas escaparem pelos meus dedos. É loucura demais? Sentir esse medo e ficar completamente paralisada por ele?

Aceno para meus amigos que acabaram de sair e fico pensando que gostaria de ter ido, mas não fui porque parece que cada vez que vou, cada vez que vivo algo, o tic tac do relógio que existe só na minha mente aumenta.

É estranho pensar e tentar falar sobre o que sinto nessas horas. Nunca converso com ninguém porque sempre acho que não entenderiam e no fundo acabo pensando que tudo não passa de um drama da minha parte.

Eu tenho tudo. Tenho amigos, tenho família, tenho uma casa para voltar no fim do dia, tenho algo para comer sempre que sinto fome, tenho saúde, tenho carinho daqueles que amo, então o que causa esse desespero? O que me impede de aproveitar meus momentos sem esse peso na consciência? Sem essa sensação de que estou caminhando para o fim de algo?

Sim, eu sei. A vida, ela tem um fim. Tudo nela tem um fim. O livro que comprei ontem, o jogo de panela novo da minha mãe, até mesmo o perfil que criei para meu pai no facebook pode ter um fim. Mas como aceitar isso? Como lidar e encarar que tudo que está aqui a minha volta pode não estar mais com um piscar de olhos ou com o passar dos anos?

Sem Spoiler | O desconforto ao assistir Mother!

Sem Spoiler | O desconforto ao assistir Mother!

Mother! (no Brasil, Mãe!) chegou aos cinemas brasileiros na última quinta-feira (21) e tem sido muito elogiado pela crítica. Você entra no cinema com certo receio, os primeiros minutos passam e você não é capaz de adivinhar, nem de perto, a avalanche que está para vir.

critica Mother
Jennifer Lawrence tem seu melhor trabalho até agora, Mother! é sua melhor atuação, sem dúvidas (Foto: Divulgação/IMDb)

Já assisti bastante coisa, tanto em filmes quanto em séries, mas o desconforto que senti ao assistir Mother! foi incomparável. Me senti presa na sala de cinema. Eu queria dar uma pausa, existe controle remoto para projetor? Onde ele fica? Uma hora e cinquenta e cinco minutos e você sente o sufoco aumentar cada vez mais.

Não, não são todos que irão sentir o filme da mesma maneira. É preciso um certo feeling para entrar na trama e sentir tudo que a Mother sente. Ela nem mesmo tem um nome. Não é preciso. Darren Aronofsky fez um trabalho de direção esplêndido, o filme em sua maior parte rodado em câmera subjetiva faz com que o telespectador fique mais preso ainda em sua história.

Jennifer Lawrence é Mother, uma, até então, decoradora que está ajudando o marido e reconstruindo todo o seu lar que antes havia sido queimado. Ele, o marido, é interpretado por Javier Bardem, mas não se enganem, o filme é dela e só dela. E, claro, das muitas críticas que temos que engolir goela abaixo no decorrer das cenas.

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Foto: Divulgação/IMDb

As pessoas estão falando muito a respeito do filme, mas não é possível chegar a toda essência de Mother!, de verdade, é impossível expressar em uma resenha ou crítica toda a complexidade que existe em cada diálogo desse roteiro tão bem conectado e escrito. É religião, é ideologia, é julgamento, é incoerência, é desrespeito, é impotência.

Saí da sala de cinema e não parava de pensar e discutir tudo que tinha acabado de digerir e ainda estava digerindo. Na verdade, estou até agora fazendo isso. As cenas causam tanto desconforto para quem as entende, que como disse, não é um filme que será sentido por todos. É preciso entrar na sala de cinema aberto a todas as críticas e horrores que ali serão expostos. Engraçado que algumas pessoas passaram mal assistindo Annabelle, eu quase passei mal assistindo Mother! e não foi por falta de terror, o terror que encontramos nesse filme é psicológico, é a realidade gritando na nossa cara todas as barbaridades que acontecem nos quatro cantos do mundo.

A falta de privacidade, o sempre compartilhar, a guerra e o perdão divino para as pobres almas que estão tendo que lidar com o luto, a ideologia de cada um que precisa ser aceita, a necessidade em julgar, a ilusão de posse e direito que muitos sentem diante das coisas e pessoas. A falta de voz que inúmeros, e não digo isso só as mulheres, têm diante de todo o poder que existe entre nós. A impotência que é como uma azia interminável que desconforta, mas não o suficiente para fazermos algo. O egoísmo, o recomeço do mais do mesmo que vive e revive dia após dia, século após século.

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Mother, Jennifer Lawrence e Ele, Javier Bardem (Foto: Divulgação/IMDb)

É revolucionário como um filme aborda tanta coisa ao mesmo tempo. São tempos difíceis, são noticiários horríveis e Mother! é uma história que deveríamos exibir para todos, convidar um por um para o famoso “senta aqui, vamos conversar, tem algumas coisas que você precisa enxergar fora da sua zona de conforto”. O abuso que existe hoje em dia e em diversos aspectos, estamos todos cada vez mais nos achando os donos de suas próprias razões.

Aronofsky não nos diz exatamente onde todos iremos parar com a situação continuando do jeito que está, mas ele nos mostra que não é novo esse ciclo que vivemos e que ele recomeça a cada fim que encontramos. Olha, falarei de novo, não são todos que irão sentir Mother!, mas se acaso você for um dos que conseguirá entender, vem cá, se acalma, estamos juntos, com o perdão da palavra, estamos fodidos psicologicamente, mas estamos juntos. O mundo é um lugar horrível em certos aspectos, não é? Mas olha como os vídeos de cachorros fofos são lindos, as animações da Disney dão certa esperança na vida, em todo caso a comida é ótima também para aliviar a tensão.

Assista ao trailer:

Depois que assistir a esse filme, sinta-se a vontade para me chamar para conversarmos sobre. Afinal, esse é um daqueles casos que te deixam querendo discutir, falar, gritar, entender sobre tudo aquilo que acabou de ser digerido. A escritora de quinta encontra-se à disposição.