Playlist de quinta: as favoritas de 2017

Playlist de quinta: as favoritas de 2017

Bruno Mars, Paramore, Ed Sheeran, tem tanta novidade boa nesse começo de 2017 que não só consegui atualizar minha playlist, como não consigo parar de escutá-la! Sério! Muita coisa boa lançada nesse ano e olha que ainda estamos em maio.

Montei essa singela lista com as músicas que não saem do repeat aqui no celular, no notebook, no spotiy, na caixinha de som, na rua, no quarto…

  1. Ed Sheeran – Shape of You

Oh I Oh I Oh I Oh I I’m in love with your body, vai gente… Eu sei que não tem como não cantar junto ou dançar, Shape of You é a minha preferida de Divide, o novo álbum do ruivo mais querido do momento e essa é a primeira da minha playlist ❤

2. Bruno Mars – That’s What I Like

Se Bruno Mars existe, meus amigos, graças a Deus ele existe, não é mesmo? Homem abençoado que sempre faz com perfeição tudo aquilo que faz. Desculpa a redundância, mas fico nervosa para falar desse muso. Fiquei desde 2012 esperando ele lançar álbum novo, praticamente cinco anos! Então sim, That’s What I Like é a segunda da minha lista ❤

3. Luis Fonsi, Daddy Yankee e Justin Bieber – Despacito

Você vacilou e Despacito ficará na sua cabeça até sabe Deus quando… Desculpa se eu também me rendi e não consigo parar de ouvir Passito a passito, suave, suavecito, nos vamos pegando, poquito a poquitOPA, É AUTOMÁTICO, GENTE, SOCORRO!

4. Ed Sheeran – Galway Girl

Não são todas as músicas do Ed que conseguem me conquistar, mas esse último álbum dele está maravilhoso demais! Galway Girl continua no repeat da minha playlist e esse clipe ficou muito gostoso de assistir ❤

5. Maroon 5 – Cold ft. Future

Gostaria de dizer que I DON’T UNDERSTAND ESSE CLIPE, mas amei fortemente a música! Sou fã de Maroon 5, logo me torno uma suspeita. Confesso que também não entendi direito quando o Adam apareceu com esse cabelo descolorido, mas já superei esse choque e sigo em frente mantendo Cold no repeat.

6. Paramore – Hard Times

Eu amo Paramore e essa paixão é das antigas! O último álbum que fora lançado em 2013 e ficou nítida a diferença no som da banda. Confesso que sinto falta da pegada Misery Business, mas Hard Times conseguiu me ganhar ❤

MÚSICA BÔNUS!

Vocês não vão acreditar, mas Foo Fighters lançou na última terça-feira (16) uma música. Se lançou, significa que é inédita, né? E É FODA DEMAIS! (Desculpa o palavrão, mas ficou muito louca!) Ainda não foi lançada oficialmente, ninguém tem alguma data prevista ainda, eles estavam em um show beneficente ontem e foi lá que soltaram essa pérola. Tem até vídeo e acreditem, vocês vão ficar torcendo para o tio Dave e companhia lançarem logo esse som ❤

Foo Fighters – The Sky is a Neighborhood

AHHHHHHH, MEU CORAÇÃO, EU QUERO ESSA MÚSICA LOGO!

Vocês devem estar pensando “Tati, por que você não criou direto uma playlist no spotify?” e eu respondo para vocês: PORQUE EU GOSTO É DE COMENTAR CADA MÚSICA MESMO, DESCULPA. E antes de finalizar esse post queria registrar aqui para vocês nunca duvidarem quando uma pessoa disser que “ouve de tudo” porque essa pessoa pode ser eu e ela não tá mentindo, sério, minhas playlist no Spotify são ALEATÓRIAS com capslock ligado .

 

 

Texto de Quinta: Pare de esconder seus sentimentos

Texto de Quinta: Pare de esconder seus sentimentos

Está uma bagunça, eu sei. Você nunca foi muito boa em organizar os próprios sentimentos, admita. Nem o próprio quarto você consegue arrumar sem antes se distrair com alguma música tocando e pausar a faxina para fazer algum show particular segurando o pano de tirar o pó da sua estante.

É assim com seus sentimentos, você não os extravasa, não coloca para fora, vai guardando um por um esperando a oportunidade certa para falar sobre o assunto. Mas quando será essa oportunidade? Quem garante que você realmente lembrará de todos os sentimentos que acumula?

Você não lembra nem o que almoçou na segunda-feira. Ou lembra? Você tende a esquecer fácil das coisas que dizem respeito à você, não sei porquê. Então desiste disso, para de ficar adiando os próprios sentimentos como se alguém fosse esperar e adivinhar que alguma coisa está sendo guardada aí dentro de ti.

WeHeartIt
Foto: Reprodução/WeHearIt

Sinta. Diga. Faça com que ouçam todo esse barulho que você se esforça tanto para abafar. Demonstre. As pessoas não têm bola de cristal para adivinhar o que está acontecendo dentro do teu coração, nem conseguem ler teus pensamentos. Permita-se. E quebre a cara. Faz parte do processo. Nem tudo são rosas e nem todo mundo vai se importar com o que você tem a dizer. Infelizmente.

Chega de se esconder, garota, não tenha medo. E se não entenderem o que você tem a dizer, diga mais uma vez, depois outra, depois outra ou simplesmente mude o ouvinte. É uma bagunça quando tentamos guardar tudo aqui dentro da gente. Não tem como organizar em pastas ou em ordem alfabética. Diga. Sinta. Deixe que saibam e deixe de se importar com o que podem pensar.

Sentimentos são loucos para todo mundo e você acabará louca se não começar a colocá-los para fora. Saiba separar as pessoas que não querem te ouvir das que querem saber o que você tem a dizer.

O dia que eu terminei How I Met Your Mother

O dia que eu terminei How I Met Your Mother

O título do post já diz sobre o que se trata. Tem spoiler. Tem alguns xingamentos. Provavelmente algumas lágrimas também. Foram nove temporadas televisionadas de 2005 a 2014, mas que assisti de 2015 a 2017 graças a Netflix.

Demorou. Passei meses me arrastando para assistir a nona e última temporada. Mais meses quando percebi que faltavam apenas dois episódios. Last forever, parte um. Last forever, parte 2. Last forever que eu não queria aceitar, afinal, como vai ser daqui para frente quando eu estiver tendo um dia ruim, quando eu simplesmente estiver me sentindo na merda, como eu vou fazer sem a dose de alegria e amor que How I Met Your Mother me passava a cada novo episódio?

“O que importa não é o destino. E sim a jornada.”

São tantas as lições que aprendemos e podemos tomar nota em um caderninho para levar na vida real… Por exemplo, todo fã sabe que nada de bom acontece depois das duas da madrugada. Sabe também que não será fácil manter os amigos queridos por perto, mas que sempre tem aqueles que valem o esforço. Tatuagens? Só se não estivermos bêbados ou emotivos. Ah, e por falar em bêbados, as ideias que temos quando estamos a base de álcool não são as melhores, já está na hora de reconhecermos isso.

Lily-Marshall-Barney-
Foto: Reprodução/TheDailyBeast

O Barney não valia muita coisa, mas graças a ele pudemos aprender que ao invés de ficarmos tristes podemos mudar isso e ficarmos incríveis. Simples. É tudo uma questão de pensamento. As tantas namoradas do Ted nos ensinaram que se estamos apenas ficando ou conhecendo uma pessoa, ela não precisa estar nas fotos que tiramos nos eventos e datas especiais, a Lily jamais aprovaria isso e é sensato não estragarmos esses momentos fotográficos importantes.

As pessoas sempre terão alguma receita para a ressaca, a gente só tem que acreditar que é a receita certa. Nós temos que nos certificarmos de que não estejamos só pensando, pensando e pensando. Precisamos de fato fazer o que pensamos, certo? E as coisas que fizermos de lendário nessa vida terão um significado bem maior se tivermos nossos amigos por perto.

”Todos nós tomamos decisões estúpidas… Mas o tempo pode pegar uma decisão estúpida e transformá-la em algo totalmente diferente.”

HOW I MET YOUR MOTHER
Foto: Reprodução/Cliff Lipson/CBS

Durante as temporadas também aprendemos que a vida não é como esperamos e logo, o final da série também não poderia atender todas as expectativas (que pelo menos eu criei, não sei vocês, mas não foi fácil aceitar esse fim não). Como eu chorei quando a Mother entrou no McLaren’s para fotografar todos juntos. Nem vamos falar como eu estava quando apareceu a rápida cena do Ted e ela (Tracy) no hospital. Sério. O cara leva anos (nove temporadas, em termos de séries) para conhecer o amor da vida dele para perder esse amor assim? Desse jeito? De um episódio para o outro?

Poderiam ter feito mais duas temporadas com os dois juntos, seria muito? Eu sabia o que acontecia, mas não estava preparada. Acho que a bronca maior foi essa. Só que, como eu disse, as coisas não são como esperamos e essa história não era sobre Tracy, era sobre o Ted, sobre Lily, Marshall, Barney, Robin e sobre como a vida acaba unindo as pessoas e o tempo afastando-as. Sobre como o destino gosta de rir da nossa cara. Sobre como não devemos desistir de algo que sonhamos, por mais difícil que seja. Ted Mosby é o exemplo vivo do quanto a gente pode ser trouxa em nome do amor e ainda acreditar e esperar pela pessoa certa.

How I Met Your Mother
Foto: Reprodução/CBS via Getty Images

Acompanhar a história desses cinco é algo tão gostoso de fazer que você não sente o tempo passar. E a amizade que eles cultivam naquela mesa de bar é tão linda que não tem como a gente, entre uma temporada e outra, se sentir grato por estar com os próprios amigos em algum bar vivendo a própria história, comentando os próprios acontecimentos. Claro, nós nunca que iremos fazer algo tão lendário como assistir uma luta entre robô e lutador, mas aquece um pouco nossos corações que estejamos fazendo nossa própria jornada. Ou que tenhamos mais vontade de trilhar nosso próprio caminho e ter nossas próprias histórias para contar as crianças.

Recentemente a Netflix anunciou que a série será removida do catálogo em julho, devido ao contrato com a FOX. Mas ainda temos algum tempo para revermos os melhores episódios. Aconselho que vocês assistam uma última vez o episódio 24, Something New, da oitava temporada; o 8, Spoiler Alert, da terceira temporada; o 12, Girl vs Suits, da quinta temporada; o 11 e 12, The Final Page, da oitava temporada; o 16, How Your Mother Met Me, da nona temporada; o 4, Intervention, da quarta temporada; o 9, Disaster Averted, da sétima temporada; AI MEU DEUS EU TÔ LISTANDO TODOS OS EPISÓDIOS! VAMOS TER QUE ASSISTIR TUDO DE NOVO, GENTE, ACABEI DE DECIDIR AQUI!

HIMYM
Foto: Reprodução/Previamente
Girlboss: sim, mais uma série original Netflix

Girlboss: sim, mais uma série original Netflix

“Na vida, a única pessoa que pode fazer você feliz é você mesma. A grande mentira é que precisamos de outras pessoas. Mas, não. A verdade é que todos nós morremos sós.” (S01E11)

Girlboss
Foto: Divulgação/Netflix

Mais uma série original Netflix chegou para viciar a gente: Girlboss. A trama é inspirada na autobiografia da Sophia Amoruso, dona de uma loja virtual, Nasty Gal. Entrou no catálogo em plena sexta-feira de feriado (21) com 13 episódios que quase não passam dos 30 minutos cada. Sério, é para você maratonar tudo em um dia só, num piscar de olhos.

A criadora da série, Kay Cannon, ficou conhecida em seu trabalho como roteirista nos filmes de A Escolha Perfeita. E dessa vez ela nos trouxe Sophia Marlow, já que logo no começo dos episódios somos avisados que estamos assistindo uma releitura livre (bem livre) de acontecimentos reais. Ou seja, se você leu o livro não pode esperar uma adaptação tão fiel, mas acredito que chega bem perto da essência, se é que me entendem.

“As coisas deveriam melhorar. Não existe garantia de que isso seja verdade. Para várias pessoas, a vida vai de mal a pior e acaba por aí. Nunca descobrem para que foram colocadas neste maldito planeta. Apenas vivem e depois morrem e vão tirar um grande cochilo na lama (…) Minha vida tem que ser melhor do que isso.” (S01E02)

girlboss-capa
Foto: Reprodução/Netflix

Sophia é uma personagem egoísta, mimada e que se recusa a entrar na vida adulta. Mas calma, a história toda é contada de maneira leve, com uma trilha sonora maravilhosa e um figurino tão impecável que você não tem tempo para ficar criticando a garota. Vai por mim. E em alguns momentos até que é possível se identificar com algumas fases daquela que podemos chamar de blogueira da década passada. Sério, ela começou a empreender repaginando e vendendo roupas de brechó numa loja virtual no Ebay. Só depois criou um site. É o tipo de processo que vale a pena acompanhar para se inspirar.

Outro ponto alto da série são as referências do começo dos anos 2000. Tem The O.C e quando digo isso, digo que tem até um remake com a cena da morte da personagem que vocês sabem quem (e se você não sabe, olha, vai ter spoiler, se prepara). A separação do Justin Timberlake e Britney Spears. E uma simulação de como eram as conversas realizadas em fóruns (que dá para gente imaginar como seriam as conversas em grupos de whatsapp que temos aos montes hoje em dia). Sem contar nas participações especiais de Andre Charles, sim senhores, RuPaul para alegrar mais ainda os dias e noites de vocês.

Girlboss
Foto: Divulgação/Netflix

“A vida adulta é aonde os sonhos vão para morrer. Cresça, arrume um emprego, vire um robô. É isso. Depois acabou. A sociedade só quer colocar todos em uma caixa. Bom, sabe de uma coisa, sociedade? Não existe caixa (…) Só preciso achar um jeito de crescer sem me tornar uma adulta chata.” (S01E01)

Narrada em um ritmo bem gostoso de assistir, a série me conquistou do começo ao fim. Nem mesmo a Sophia acreditava no seu sucesso. A garota tinha um problema de maturidade que me deixou bem orgulhosa ao ver que de pouquinho em pouquinho ela ia superando e reconhecendo os próprios defeitos, que é o que acontece com todos nós. Por mais que não queiramos crescer, é inevitável, então temos que tentar buscar um jeito de fazer isso, o nosso próprio jeito.

Tem comédia, tem reflexão e sim, tem romance. Nada no estilo surreal, mas também nada que seja parecido com as tramas que conhecemos todas trabalhadas na profundidade. É uma boa história para passar o tempo, perceber que você precisa de uma jaqueta nova e ficar pensando em colocar para vender as roupas que não usa mais, afinal, também precisamos de uma grana.

Assista ao trailer:

Agora esse vídeo a mais para você ter uma noção da pegada girlboss da série e como ser uma:

Livro de Quinta: A Química

Livro de Quinta: A Química

Dessa vez Stephenie Meyer nos leva para um suspense policial maravilhoso, cheio de ação e teorias que nos fisgam já nas primeiras páginas para descobrir o desenrolar de toda a história.

A Quimica - escritoradequinta
Novembro/2016 – Editora: Intrínseca, 495 páginas – Classificação: 4 estrelas

É o segundo livro para o público adulto que a autora lança. O primeiro foi A Hospedeira, uma ficção científica com um triângulo amoroso de tirar nosso fôlego, que também me conquistou e acabou ganhando uma adaptação nos cinemas que, infelizmente, não conseguiu se igualar ao livro. Mas tudo bem, vida que segue, tem outras adaptações aí para colocarmos expectativas e nos decepcionarmos.

Stephenie Meyer ficou famosa pela saga Crepúsculo, os vampiros que brilhavam e, pasmem, o primeiro livro que li foi Eclipse. Foi onde começou minha paixão por sagas (o que hoje em dia anda um pouco mais devagar) e quando comecei a ingressar em novos mundos a cada livro diferente. Critiquem o que for, mas sempre serei grata a autora.

“Você vai aprender, como eu aprendi. Vira rotina. A vida que a gente teve antes fica… Mais embaçada. E agente se torna filosófico. Quero dizer, as pessoas enfrentam desastres o tempo todo. Qual a diferença entre isso e ter a sua nação tomada por uma guerrilha, certo? Ou a sua cidade destruída por um tsunami? Tudo muda, e nada é tão seguro quanto antes. Só que no fim das contas, segurança sempre foi só uma ilusão…” (pág. 190)

A Quimica - escritoradequinta

Juliana Fortis não existe mais. Seu nome agora é Alex e ela não sabe, certamente, até quando continuará se chamando assim. Uma agente especial do governo americano que agora vive foragida e tentando sobreviver. Seu antigo emprego era um tanto peculiar. Interrogadora. Tentando arrancar as respostas que ninguém conseguia de suspeitos que acabavam alvos da CIA, FBI, corporações poderosas que estão sempre lutando pelo bem da nação.

Só que Alex perde seu parceiro de laboratório, Barnaby, e percebe que as coisas jamais voltarão a ser como antes. Vivendo uma vida sempre alerta e tentando não ser assassinada pelos seus antigos chefes, mais uma vez ela precisará decidir o que é mais importante, continuar fugindo ou ajudar em uma última missão?

“Às vezes, a gente se agarra a um erro simplesmente porque levou tempo demais para cometê-lo” pág. 341

Alex não era tão ingênua e sabia que havia deixado alguma coisa passar despercebido para que sua situação virasse de cabeça para baixo e ela passasse a ser um alvo, uma procurada. Sempre alerta, a ex interrogadora acaba caindo em uma emboscada que só mesmo Stephenie Meyer seria capaz de bolar.

São tantos os detalhes que a autora entrega ao leitor que é possível sentir-se nas próprias cenas de crimes. Na verdade, acho que a riqueza em detalhe é o ponto fraco de Meyer. Algumas coisas poderiam passar despercebidas para que o leitor não ficasse tão perdido no meio de tanta conspiração. Com personagens envolventes e uma personagem feminina maravilhosa, A Química nos dá uma esperança de que a autora ainda tem algum sucesso pela frente e para escrever (assim esperamos, né?).

A Quimica - escritoradequinta (1)

Sinopse

Ela trabalhava para o governo americano, mas poucas pessoas sabiam disso. Especialista em seu campo de atuação, era um dos segredos mais bem guardados de uma agência tão clandestina que nem sequer tinha nome. E quando perceberam que ela poderia ser um problema, passam a persegui-la. A única pessoa em quem ela confiava foi assassinada. Ela sabe demais, e eles a querem morta. Agora ela raramente fica em um mesmo lugar ou usa o mesmo nome por muito tempo.

Até que um antigo mentor lhe oferece uma saída — uma oportunidade de deixar de ser o alvo da vez. Será preciso aceitar um último trabalho, e a única informação que ela recebe a esse respeito só torna sua situação ainda mais perigosa. Ela decide enfrentar a ameaça e se prepara para a pior batalha de sua vida, mas uma paixão inesperada parece diminuir ainda mais suas chances de sobreviver. Enquanto vê suas escolhas se evaporarem rapidamente, ela vai usar seus talentos como nunca imaginou.

Ainda sinto, Anjo

Ainda sinto, Anjo

Escritora de Quinta
Foto: Reprodução/WeHeartIt

E ainda sinto, Anjo, ainda sinto aquela saudadezinha de ti. Ela chega assim, do nada, como quem não quer nada e me faz pensar no teu riso quando eu contava alguma piada, no teu olhar quando dizia que me amava, na tua voz rouca quando me ligava para dizer bom dia.

Ela chega, Anjo, como uma chave abrindo a caixinha pequena onde guardei todas as lembranças que tenho de ti. Daí eu não posso fazer nada, sento e fico sentindo ela tomar conta de mim de pouquinho em pouquinho, sentindo meu coração titubear com a presença dela. Eu começo a assistir aquele filme que só eu assisto com todas as coisas que já passamos juntos, as risadas, as brigas, os segredos.

Eu começo a querer te ligar, Anjo. Começo a traçar um plano para entrar outra vez no teu caminho, para tentar outra vez ser aquela que tu sempre chega no fim para conversar como foi o teu dia, sabe? Fico pensando se eu teria direito a um segundo papel na tua vida, tipo um segundo personagem, mas como se até ela soubesse do tamanho dessa loucura, a saudadezinha que te disse, ela mesma vai diminuindo, voltando devagar para sabe lá de onde ela veio e no lugar dela vai ficando a realidade, batendo os pés com os braços cruzados e me encarando com aquele olhar reprovador.

Não poderia representar qualquer outro papel na tua vida a não ser aquele que eu sempre fui, não por ti, mas por mim que não te aceitaria na minha vida de outra forma que não fosse aquela pela qual tu fugiu. E olhando agora para toda essa situação, percebo a verdadeira bagunça que estou tendo que lidar. Tentando te esquecer e ainda querendo te ter mesmo depois de todo esse tempo que já não nos vemos mais.

Novidade da Netflix: 13 Reasons Why

Novidade da Netflix: 13 Reasons Why

A nova série original Netflix que tem tomado conta da internet recentemente é 13 Reasons Why. Baseada no bestseller Os 13 Porquês do autor Jay Asher e produzida pela cantora Selena Gomez teve a sua primeira temporada lançada na última sexta-feira (31). São 13 episódios que contam a história de uma adolescente, Hannah Baker, que cometeu suicídio.

A verdade nem sempre é a versão mais emocionante das coisas, ou a melhor, ou a pior. É algo no meio. Mas ela merece ser ouvida e lembrada. A verdade sempre aparece, como alguém disse um dia. Ela permanece.” Fita 1, lado A

13 Reasons Why

Pois é, pesado. Está aí uma palavra que me deixa tensa pois sempre fico pensando no tamanho do peso que os dias têm para as pessoas que, infelizmente, optam por acabar com a própria a vida ao invés de continuar ou tentar seguir em frente. É um tema pesado, intenso, uma trama que também aborda assédio, estupro, depressão, bullying e tudo isso ainda no ensino médio. É dedicada para o público-jovem que precisa estar preparado para os episódios que irão assistir. Coisa que eu, com 24 anos, não estava nem um pouco.

Jurava que era mais uma série teen, quando uma amiga me indicou até fiz piada, estava crente que ia largar no segundo episódio, mas quando terminei o primeiro já estava me perguntando como que a adolescência pode ser tão cruel, né? Afinal, logo no início o tema abordado é um pouco sobre essa invasão de privacidade com as redes sociais e toda essa conectividade que ao mesmo tempo que ajuda, estraga.

13 Reasons Why
Você consegue imaginar o estrago que uma foto, uma simples foto, pode causar? (Foto: Divulgação/Netflix)

Às vezes, coisas acontecem com você. Elas simplesmente acontecem. Você não pode evitar. Mas é o que você faz depois que conta. Não o que acontece, mas o que você decide fazer a respeito.” Fita 5, Lado B

Clay Jensen é o rapaz tímido do ensino médio que recebe as fitas gravadas pela colega e descobre que não foi o único. Nas fitas a adolescente explica os 13 porquês que a levaram ao suicídio, cada porquê é uma pessoa e a história dessa pessoa com a Hannah é apresentada a cada episódio. São situações trágicas, desde fofocas e listas idiotas que fazemos na época da escola a consumo excessivo de álcool e abuso sexual sem penalidade nenhuma. É uma trama pesada que alerta quem está assistindo sobre o quão despreparados estamos diante das situações, quão cegos estamos diante de certos comportamentos.

Clay Jensen, 13 Reasons Why
Cientistas confirmam que é impossível assistir essa série e não pensar na lerdeza do garoto Clay Jensen para ouvir as benditas fitas (Foto: Divulgação/Netflix)

São situações que poderiam e acontecem com qualquer adolescente que vai parar nos holofotes do ensino médio. Situações que já me vi fazendo e questionando o motivo de fazer aquilo. No fundo somos capazes de algumas coisas ridículas para sermos “aceitos” ou fazermos partes de algum grupo, como se isso fosse muito importante. Na adolescência tudo é muito intenso e o adolescente nem sempre tem a atenção necessária.

É preciso que a décima primeira pessoa escute as fitas para que algo comece a ser feito. 10 pessoas haviam escutado as gravações antes de Clay, 10 pessoas permaneceram caladas por medo de revelar os próprios segredos. É o ápice do individualismo que nos encontramos hoje em dia e a consequência que ainda temos que encarar diante dele. Durante a série você mesmo se pergunta se algo poderia ser feito, o jogo é enxergar todas as possibilidades que poderiam ter acontecido para evitar a morte e frustar-se ao perceber que já era tarde demais para alterar a história de Hannah Baker.

13 Reasons Why
Clay ao escutar as fitas fica imaginando Hannah, é como nós conseguimos visualizar todo o sofrimento da adolescente (Foto: Reprodução/MixdeSéries)

Uma mensagem com um banho de realidade. “Diga o que sente antes que seja tarde demais. Pergunte, de verdade, como está a pessoa ao seu lado. Importe-se com os sentimentos alheios. Tenha bom senso sobre a própria vida e a vida dos outros”, parecem frases de tumblr, mas é o que a trama nos inspira. Vivemos cada vez mais julgando, falando, apontando dedos e cada vez menos cuidando, observando e dando atenção para aqueles que nos importam. 13 Reasons Why abre tantos diálogos e sobre assuntos tão importantes que deveria ser indicado para todos os públicos, não só os adolescentes, porque os adultos também estão envolvidos, todos estão envolvidos.

13 Reasons Why
Clay e Tony (Foto: Reprodução/BoletimNerd)

A tristeza e o desespero estampados na atuação de Kate Walsh (Grey’s Anatomy), que interpreta a mãe da Hannah, é de perturbar nossos corações. A revolta que Dylan Minnette (O Homem nas Trevas)  consegue trazer para o seu personagem, Clay, é de impactar todos nós (exceto pelo fato que esse garoto demora demais para ouvir as fitas e a gente vai ficando agoniado). A culpa e o peso que Hannah Baker carrega na interpretação de Katherine Langford nos deixa angustiados. É um conjunto com ótimos personagens, diálogos e trilha sonora. Mais um trabalho impecável e acerto da Netflix.