Vídeo

X-Men – Os Novos Mutantes: Um filme de terror com heróis

Eu não sei vocês, mas como não sou fiel as histórias em quadrinhos, sempre acabo surpresa com os anúncios das adaptações e filmes inspirados nos heróis. Jamais imaginei que um dia estaria diante de um filme, classificado como terror, com os mutantes da Marvel. Tudo bem que depois da série Legion, que conta a história do filho do professor Xavier, eu já deveria saber que esse universo pode ser bem sombrio. Olha esse trailer:

Read more

Anúncios
Dica Netflix: Um olhar do paraíso, de Peter Jackson

Dica Netflix: Um olhar do paraíso, de Peter Jackson

Confesso que não li nada a respeito do filme, apenas o título e a sinopse, para mim, seria a história de uma garota que morreu e foi para o paraíso. Pois é, eu sei, como fui ignorante em formar essa ideia tão clichê.

um olhar no paraiso filme
Susie Salmon (Foto: Divulgação/IMDb)

Um Olhar do Paraíso é um outro lado do diretor Peter Jackson, premiado e conhecido pela sua adaptação na obra de J. R. R. Tolkien, Senhor dos Anéis. Gostaria de começar elogiando a fotografia, permanece impecável, nível Jackson mesmo, o cenário criado para o “paraíso e inferno” da personagem ficou perfeito, difícil descrever a beleza que encontramos nas cenas.

Mas esse não é apenas um filme lindo com uma fotografia impecável. É uma história triste com momentos agoniantes. Susie Salmon (Saoirse Ronan) foi brutalmente assassinada em dezembro de 1973. Sua alma não conseguiu deixar de fato o plano terrestre. Seu assassino continua impune. Sua família tenta dia após dia lidar com a falta e a horrível interrogação do que realmente aconteceu com a adolescente que tinha apenas 14 anos de idade.

resenha um olhar no paraíso
Não conhecia o lado vilanesco do ator Stanley Tucci. Ele representou o assassino de Susie. (Foto: Divulgação/IMDb)

Eu não sou muito religiosa e esse também não é um filme sobre religião. É sobre espiritualidade. Acredito que o peso será maior para aqueles que compreendem melhor e sentem de maneira mais livre toda a espiritualidade que existe nessa vida.

Todos nós já nos perguntamos alguma vez o que acontece… O que vem a seguir, para onde vamos, o que fazemos, como ficamos… O que realmente acontece quando deixamos esse mundo. Isso se realmente deixamos. Existem crenças diferentes, visões diferentes e opiniões diferentes sobre esse assunto. Não estou dizendo que o filme vai entregar todas as respostas, nem que a proposta seja fiel ao que realmente acontece quando perdemos a vida. Mas é uma incrível história para conhecermos e pensarmos mais sobre tudo isso.

filme um olhar no paraíso
Um Olha do Paraíso foi lançado em 2009, mas passa uma mensagem que se mantém essencial até hoje. (Foto: Divulgação/IMDb)

Algo tão triste acontece e a agonia aumenta quando nos perguntamos quantas e quantas Susie não existem por aí. Quantos pais não precisam lidar com a perda de um filho. Quantas famílias não passam por drásticas mudanças devido a morte. A vingança, a impunidade, a incompreensão diante de questões que nem sempre chegam a ser respondidas.

Abordam o adeus de maneira tão sincera, mostrando que o tempo dele é diferente para cada um de nós. E por mais perturbador que sejam os momentos de Susie em busca de uma saída e justiça, a calma que encontramos em sua despedida deste plano é bem sútil. O filme transforma um momento agoniante em uma mensagem cheia de significado para quem assiste. É realmente muito lindo como todas as peças acabam se encaixando.

Assista ao trailer:

*Falha minha: perdoem o trailer não estar em HD

Até a data desse post o filme estava disponível na Netflix. 

*Todas as fotos usadas estão sob licença do site IMDb

Sem Spoiler | O desconforto ao assistir Mother!

Sem Spoiler | O desconforto ao assistir Mother!

Mother! (no Brasil, Mãe!) chegou aos cinemas brasileiros na última quinta-feira (21) e tem sido muito elogiado pela crítica. Você entra no cinema com certo receio, os primeiros minutos passam e você não é capaz de adivinhar, nem de perto, a avalanche que está para vir.

critica Mother
Jennifer Lawrence tem seu melhor trabalho até agora, Mother! é sua melhor atuação, sem dúvidas (Foto: Divulgação/IMDb)

Já assisti bastante coisa, tanto em filmes quanto em séries, mas o desconforto que senti ao assistir Mother! foi incomparável. Me senti presa na sala de cinema. Eu queria dar uma pausa, existe controle remoto para projetor? Onde ele fica? Uma hora e cinquenta e cinco minutos e você sente o sufoco aumentar cada vez mais.

Não, não são todos que irão sentir o filme da mesma maneira. É preciso um certo feeling para entrar na trama e sentir tudo que a Mother sente. Ela nem mesmo tem um nome. Não é preciso. Darren Aronofsky fez um trabalho de direção esplêndido, o filme em sua maior parte rodado em câmera subjetiva faz com que o telespectador fique mais preso ainda em sua história.

Jennifer Lawrence é Mother, uma, até então, decoradora que está ajudando o marido e reconstruindo todo o seu lar que antes havia sido queimado. Ele, o marido, é interpretado por Javier Bardem, mas não se enganem, o filme é dela e só dela. E, claro, das muitas críticas que temos que engolir goela abaixo no decorrer das cenas.

resenha mother filme
Foto: Divulgação/IMDb

As pessoas estão falando muito a respeito do filme, mas não é possível chegar a toda essência de Mother!, de verdade, é impossível expressar em uma resenha ou crítica toda a complexidade que existe em cada diálogo desse roteiro tão bem conectado e escrito. É religião, é ideologia, é julgamento, é incoerência, é desrespeito, é impotência.

Saí da sala de cinema e não parava de pensar e discutir tudo que tinha acabado de digerir e ainda estava digerindo. Na verdade, estou até agora fazendo isso. As cenas causam tanto desconforto para quem as entende, que como disse, não é um filme que será sentido por todos. É preciso entrar na sala de cinema aberto a todas as críticas e horrores que ali serão expostos. Engraçado que algumas pessoas passaram mal assistindo Annabelle, eu quase passei mal assistindo Mother! e não foi por falta de terror, o terror que encontramos nesse filme é psicológico, é a realidade gritando na nossa cara todas as barbaridades que acontecem nos quatro cantos do mundo.

A falta de privacidade, o sempre compartilhar, a guerra e o perdão divino para as pobres almas que estão tendo que lidar com o luto, a ideologia de cada um que precisa ser aceita, a necessidade em julgar, a ilusão de posse e direito que muitos sentem diante das coisas e pessoas. A falta de voz que inúmeros, e não digo isso só as mulheres, têm diante de todo o poder que existe entre nós. A impotência que é como uma azia interminável que desconforta, mas não o suficiente para fazermos algo. O egoísmo, o recomeço do mais do mesmo que vive e revive dia após dia, século após século.

mother o filme
Mother, Jennifer Lawrence e Ele, Javier Bardem (Foto: Divulgação/IMDb)

É revolucionário como um filme aborda tanta coisa ao mesmo tempo. São tempos difíceis, são noticiários horríveis e Mother! é uma história que deveríamos exibir para todos, convidar um por um para o famoso “senta aqui, vamos conversar, tem algumas coisas que você precisa enxergar fora da sua zona de conforto”. O abuso que existe hoje em dia e em diversos aspectos, estamos todos cada vez mais nos achando os donos de suas próprias razões.

Aronofsky não nos diz exatamente onde todos iremos parar com a situação continuando do jeito que está, mas ele nos mostra que não é novo esse ciclo que vivemos e que ele recomeça a cada fim que encontramos. Olha, falarei de novo, não são todos que irão sentir Mother!, mas se acaso você for um dos que conseguirá entender, vem cá, se acalma, estamos juntos, com o perdão da palavra, estamos fodidos psicologicamente, mas estamos juntos. O mundo é um lugar horrível em certos aspectos, não é? Mas olha como os vídeos de cachorros fofos são lindos, as animações da Disney dão certa esperança na vida, em todo caso a comida é ótima também para aliviar a tensão.

Assista ao trailer:

Depois que assistir a esse filme, sinta-se a vontade para me chamar para conversarmos sobre. Afinal, esse é um daqueles casos que te deixam querendo discutir, falar, gritar, entender sobre tudo aquilo que acabou de ser digerido. A escritora de quinta encontra-se à disposição.

Dica Netflix: Até o último homem

Dica Netflix: Até o último homem

Acredito que devo começar falando que nos primeiros 45 minutos de filme eu estava nervosa, de verdade, questionando como que o homem vai ao exército se não toca em uma arma? Como ele pode querer ir a guerra se não tocará em uma arma? Só pode estar de sacanagem, não é possível um negócio desses… Mas acreditem… Era.

até o último homem
Andrew Garfield/Desmond Doss (Foto: Divulgação/IMDb)

Desmond Doss tinha sua crença, seus motivos para ficar longe de uma arma e como o mundo seria pacífico se todos nós tivéssemos essa mesma determinação em abolir aquilo que era capaz de acabar com a vida do próximo. Ele tinha seus princípios e no começo eu achava meio absurdo, afinal, algumas opções eram dadas ao homem e ele não estaria tirando a vida de ninguém. Só que no desenrolar do filme percebemos que não era esse o ponto que queriam nos mostrar.

Dirigido por Mel Gibson, e não sei vocês mas eu desconhecia desse talento para direção do ator, o filme acabou me trazendo outra grata surpresa: a atuação de Andrew Garfield. Não esperava que Garfield fosse desempenhar tão bem um personagem em todo esse drama que aborda a história de Desmond Doss. E se você sente receio em dedicar 2h19min do seu tempo para se arrepender depois, fica em paz, não existe arrependimento e não estou exagerando.

até o último homem
(Foto: Divulgação/IMDb)

Até o Último Homem é emocionante desde o início, quando conta um pouco da infância de Doss, até os minutos finais, quando mostra depoimentos dos personagens que fizeram parte da história real. Sim, meus amigos, é uma história real e é linda, é do tipo que você sente-se grato por ter descoberto um acontecimento daqueles. É a Segunda Guerra Mundial vista por outros olhos, de outro modo, contada pelo homem que decidiu ir a campo sem portar nenhuma arma para salvar o máximo de vida que lhe fosse possível.

Qual o objetivo em lutar tanto para ir a linha de frente de uma guerra  se não pretende se defender, certo? Certo. Mas e se o objetivo for servir para o bem sem abandonar seus princípios, crenças, quantas vidas mais deixariam de serem salvas por conta de uma arma a menos na infantaria? Fiquei envergonhada por ter tido tão pouca paciência com a crença de Doss, afinal, o que ele faz (na verdade, o que ele fez) foi muito mais do que qualquer homem armado faria.

até o último homem
(Foto: Divulgação/IMDb)

“O que o senhor quer de mim? Eu não consigo entender. Não consigo ouvi-lo.”

O Desmond Doss real morreu aos 87 anos de idade em 2006. Até O Último Homem fora lançado aqui no Brasil em janeiro desse ano e chegou a concorrer ao Oscar 2017 em diversas categorias, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator, infelizmente não venceu as principais, mas conseguiu levar duas estatuetas por Melhor Mixagem de Som e Melhor Edição. Atualmente está disponível na nossa querida Netflix e se até hoje você deixou esse filme na lista ou não sabia de sua existência, por favor, dê uma chance a essa história que ser descoberta pelo máximo de pessoas possíveis.

 

Assista ao trailer:

Mais um filme favorito em 2017: Baby Driver

Mais um filme favorito em 2017: Baby Driver

Falar para você que 2017 está sendo um ano maravilhoso demais para ir ao cinema! É cada filme que dá gosto de sentar na sala escura acompanhada de uma boa pipoca (ou companhia) para apreciar a história das próximas duas horas a seguir. Você não imagina o quanto estava empolgada para assistir Baby Driver, que no Brasil teve o título traduzido para Em Ritmo de Fuga!

baby-driver-f71746
Foto: Reprodução/Estação Geek

Aquela cena com os seis primeiros minutos me deixou doida! Eu já sou doida, então imagina como fiquei? Estava era dançando e me mexendo conforme Bellbottoms tocava, até minha mãe coloquei para dançar. Mas vamos ao que interessa, vamos a minha resenha que tem como intuito te fazer concordar com minhas palavras, ir ao cinema correndo assistir ou me xingar por estar exagerando. Sempre temos três opções nessa vida, não é mesmo?

Ansel Elgort é Baby, B-A-B-Y. Um bonitinho que pode ganhar seu coração de imediato (ou não). Com uma infância complicada, o novinho sofreu um acidente de carro quando era pequeno. Além de perder os pais na batida, ele acabou desenvolvendo um problema auditivo que o faz usar fones de ouvido na maior parte do tempo para abafar os ruídos. É o mocinho que acaba na vida do crime. Se envolve em roubos grandes, onde um deles finalmente acaba dando errado.

cena-do-filme-em-ritmo-de-fuga-1489502529940_v2_900x506
Foto: Divulgação/UOL

O filme todo fora pensado conforme as músicas, cada cena e o desenrolar dela tem uma conexão forte com a melodia que estará tocando. Os gestos dos atores, as falas, tudo é pensado em harmonia com a trilha sonora que foi uma forte protagonista durante todo o filme. Vou até colocar os seis primeiros minutos aqui para você entender do que estou falando. É mágico e sensacional como a câmera dança com os atores e a música:

Edgar Wright é responsável por essa maravilhosa obra da sétima arte que tanto amamos prestigiar. Um elenco que também pesa bastante, tendo Kevin Spacey (House of Cards), Jamie Foxx (Django), John Hamm (Mad Man), Jon Bernthal (The Walking Dead) e Lily James (Cinderela). E caso seja do seu interesse, até o Flea, baixista da banda Red Hot Chili Peppers tem uma participação no filme!

Uma história que tem drama, ação, romance e comédia na medida certa para não deixar o enredo confuso. Os créditos começaram a subir e eu fiquei com aquela sensação de “queria ter escrito um roteiro desses!”, não sei se você me entende, mas existem filmes tão geniais que me pego invejando o diretor por ter comandado algo que atingiu aquele resultado tão perfeito.

baby-driver-5
Foto: Reprodução/Comunidade Cultura e Arte

Eu sei, você deve tá pensando que essa é mais uma daquelas resenhas tendenciosas que elogiam demais um filme mediano. Mas acompanhe as críticas, pergunte aos amigos, dá uma conferida no que as pessoas andam comentando sobre o motorista neném (desculpa, fiz trocadilho com Baby Driver, não resisti, perdoa as piadas ridículas e não desiste de mim) e veja que não sou a única a enaltecer essa obra! Adicionei aos favoritos sim e pretendo assistir de novo também. O filme estreou dia 27 de julho nos cinemas, talvez você ainda encontre alguma sessão na sua cidade. Corre que dá tempo!

Veja o trailer:

 

Nostalgia de Quinta: filmes com Amanda Bynes

Nostalgia de Quinta: filmes com Amanda Bynes

Você lembra da Amanda Bynes? Esse nome lhe parece familiar? A atriz ficou famosa por protagonizar diversos filmes que marcaram a adolescência de muitos daqueles que viviam os anos 2000 no ensino fundamental/médio. Comédias adolescentes, romances teens, tramas que eu, particularmente, adorava assistir mais de uma vez, se fosse possível.

capapost

Depois da poeira da fama abaixar, Bynes chegou a ser internada devido a transtornos psicológicos. A atriz reapareceu em fotos completamente irreconhecível, quem a via nos filmes quase não acreditou no que ela tinha se tornado. Fiquei triste de ver a musa teen desnorteada daquele jeito, o que me fez pensar no preço que a fama tem para algumas pessoas, nem sempre é igual para todos. Hoje em dia ela está com 31 anos, estudando em uma faculdade de moda, noiva e até com planos para voltar a TV. Que tudo dê certo para ela, né?

Agora como a Escritora de Quinta que voz fala está nostálgica essa semana, decidi listar os cinco filmes preferidos da atriz e que sempre assisto quando acho perdido pela televisão. Amava as personagens de Bynes, eram jovens independentes, fortes, com suas doses de loucuras e caretas sempre se metendo em uma confusão gostosa e clichê de acompanhar. Tenho quase certeza que pelo menos um filme dessa lista vocês já viram ou ouviram falar!

  1. Ela é o Cara (2006)

Channing Tatum é maravilhoso e maravilhosidade não faltará para apreciar nesse filme. É o meu preferido. Bynes vive Viola, uma jogadora de futebol que decide fingir ser o irmão (Sebastian) para conseguir jogar no time da escola. Mulher não pode jogar no time dos homens e Viola tenta provar que é tão boa quanto os caras, só que no meio desses caras tem Duke, por quem ela se apaixona. É a clássica comédia que não faz muito sentido (afinal, como não percebem que ela não é o irmão, pelo amor de Deus?!), mas que você se diverte demais assistindo.

2. Tudo Que Uma Garota Quer (2003)

Colin Firth interpretando Henry, o pai tímido e sério de Daphne. Minha curiosidade e paixão pela Inglaterra surgiu com esse filme, impossível não se apaixonar pelo lugar depois de assistir. Aqui Bynes decidi ir atrás do seu pai, só que quando o encontra descobre que ele é um importante político, o que conflita bastante com a vida que ela levava e os costumes que tinha nos Estados Unidos. O famoso clichê onde tudo dá certo no final e te arranca suspiros pelas cenas fofas que assistimos.

Ps: Tem na Netflix

3. Ela e os Caras (2007)

Sydney é caloura na faculdade e já começa muito bem arrumando inimizade com as “patricinhas” do lugar, com isso ela vai parar junto com os nerds e esquecidos do campus. O que a deixa revoltada, principalmente quando percebe que a maioria os tratam como se fossem um nada no lugar. Então, a linda decidi reunir os oprimidos, as minorias e dar voz a todos eles para assim ter uma faculdade mais justa. Uma boa história para passar seu tempo e te deixar sonhando com uma faculdade que não existe. Pois, é, eu descobri isso da pior maneira possível.

4. A Mentira (2010)

Emma Stone! Eu sei que estou falando da Amanada Bynes e de como passei minha adolescência assistindo aos seus filmes, mas sou apaixonada pela Emma até hoje e esse é um dos meus preferidos que consequentemente também tem Amanda no elenco. Na história a estrela teen vive Marianne, um devota a Jesus que gosta de apontar o dedo e julgar como se fosse a própria versão feminina do filho de Deus. Uma trama que ensina o quão pequeno é o julgamento das pessoas se deixarmos ele de lado e focarmos em nós mesmos, sabe? Na nossa verdade e não na do que os outros irão dizer.

5. S.O.S. do Amor (2005)

O filme mais fraquinho, porém, entretanto, todavia que me fez ficar semanas me imaginando nele. Bynes é Jenny e ela acaba “presa” numa ilha “deserta” com o seu ídolo. Fala sério, né? Típico acontecimento de comédia teen que faz a gente se imaginar numa situação dessas com o Felipe Dylon, por exemplo, ou vai dizer que ele não foi seu muso do verão na época? Jenny acaba descobrindo que os dois não correm tanto perigo assim, mas tenta tirar proveito da situação já que Jason, seu ídolo, acha que estão longe da civilização e sem chances de socorro.

E aí, quais desses filmes já assistiram? Por favor não me deixem sozinha no time das que viram todos e que claramente está com vontade de rever todos outra vez. Amanda Bynes era a rainha teen, ícone para as garotas que viviam sonhando pelos cantos em viver algumas das suas personagens por pelos menos uma horinha. O clichê da garota engraçadinha e atrapalhada com o cara gato e que se apaixonava por ela. Nostalgia mais gostosa da semana foi rever esses trailers, acho que vou começar assistindo Tudo Que Uma Garota Quer que está disponível na netflix e vocês?

Falha minha: não consegui achar trailers em boa definição! Por serem filmes antigos, senhoras e senhores, tive que colocar os links que achei mesmo. Desculpem.

A essência humana pelo olhar da Mulher-Maravilha

A essência humana pelo olhar da Mulher-Maravilha

Todo mundo está falando do primeiro filme de super-herói dirigido por uma mulher! E não, eu não entrarei em termos feministas ou anti-feministas, não vou explicar se teve ou não feminismo no filme, se ele é apenas mais um filme de herói. Nem vou entrar na discussão de representatividade, acredito que estejam tentando criar uma situação completamente desnecessária. É um filme. É uma heroína. É lindo. É significativo. E ficar discutindo isso não diminuirá o enorme sucesso que Mulher-Maravilha vem fazendo no cinema.

Vejo as pessoas debatendo o que teve e o que não teve, que essa geração não sei das quantas, que a doença do século é não sei o quê e fico completamente embasbacada com a falta de apreciação das coisas, sabe? Se você não gostou do filme: vida que segue. Se você não vai assistir ao filme: parabéns, vamos ao próximo. Se você gostou do filme: que ótimo, eu também! Chega de inflamar a internet com essa raiva toda sem sentido, não é mesmo? Então vamos prosseguir com o post, por favor, obrigada.

wonder_woman_gal_gadot_wide-1068x668
Foto: Divulgação/PrimeiroTake

Após a nossa heroína receber um presente do nosso amigo Bruce (sim, ele mesmo) somos arrastados para o passado e encontramos uma pequena princesa na ilha das Amazonas em Themyscira. Se você não faz ideia do que estou falando, se acalme. Não tem importância não acompanhar nenhuma HQ, não fazer ideia da historia da Mulher-Maravilha, porque o filme é justamente isso, uma introdução maravilhosa de como surgiu e de onde veio Diana Prince.

Treinada e fascinada pelas lutas desde pequena, fica cada vez mais difícil esconder de Diana quem ela realmente é. Robin Writgh, conhecida por viver Claire Underwood em House of Cards, faz o papel da general Antíope. Connie Nielsan (Gladiador) vive a rainha Hipólita, mãe de Diana que, por sua vez, é interpretada por Gal Gadot. Não poderíamos esperar menos de um time tão poderoso como esse. E apenas registrando aqui que eu ficaria imensamente feliz com um filme aprofundando mais ainda a história das amazonas, essa espécie de mulheres guerreiras criadas pelos deuses do Olimpo, Antíope parece ser uma personagem e tanto.

No filme do Batman vs. Superman Diana salva a trama e aparece triunfante no que deveria ser apenas uma participação especial. Já em seu próprio longa nós a encontramos no início de tudo e entendemos o porquê dessa linda lutar protegendo nós, meros humanos.

wonder-trevor
Foto: Divulgação/OVicio

Inocentemente somos questionados pela própria heroína durante seus diálogos com Steve Trevor, o piloto e espião britânico que sem querer vai parar na ilha. Steve é interpretado por Chris Pine e o cenário em que ambos se encontram é a primeira Guerra Mundial. Sim, o desastre que desolou o mundo durante anos com Hitler comandando os alemães e milhares e milhares de inocentes perdendo suas vidas, casas, famílias.

O horror da Mulher-Maravilha ao saber que crianças e mulheres estavam sendo assassinadas, que homens inocentes deixavam seus lares para tentar pôr fim a guerra, a ingenuidade em acreditar que tudo aquilo era causado por Ares, deus da guerra, nos faz pensar no quanto realmente somos cruéis.

Temos as duas essências, os dois lados, o bom e o ruim mora dentro do coração de cada ser humano e cabe a ele escolher qual lado irá seguir, qual razão falará mais alto. É nobre e lindo ver que Diana reconhece isso na raça humana, que mesmo tendo tanta crueldade causada pelas escolhas dos homens, ela ainda decidiu lutar por eles, lutar por nós.

Isso reflete um pouco como temos que lidar com o noticiário nos dias de hoje. Lendo tanta notícia desastrosa, vendo as absurdas atitudes tomadas pelo homem, se deparando com tanta incredulidade, que fica cada vez mais difícil acreditar no bem, acreditar que no mundo ainda existam seres humanos pelo qual a nossa heroína decidiu lutar e proteger. Cabe a nós escolhermos o certo e acreditarmos nele, fazermos por ele, sem esperar que Diana Prince apareça para salvar o dia e nos lembre de que sempre precisaremos lutar para que todo o mal existente no mundo seja pequeno comparado com todo o bem que possamos fazer, tendo super poderes ou não.

A jornada de Lion e as coincidências da vida

A jornada de Lion e as coincidências da vida

Lion: uma jornada para casa é o tipo de filme que te deixa chorando e sorrindo ao mesmo tempo. Uma trama baseada em fatos reais, aquele filme biografia que você realmente respeita e com um elenco que te ganha, te abraça, te envolve e depois te apresenta as pessoas que viveram a história que aconteceu fora das telas.

Saroo
Esse é Sunny Pawar, o pequeno que interpretou Saroo enquanto tinha 5 anos (Foto: Reprodução/NewsJoins).

Saroo tem cinco anos de idade quando se perde de casa, do irmão, da família, de tudo que conhecia. Todos nós já tivemos cinco anos, somos espertos, mas não o suficiente para detalhes tão importantes. Conseguindo escapar de um destino que poderia ter sido muito cruel, o pequeno indiano acaba sendo adotado por uma família e muda-se para a Austrália.

Só que o passado é algo que carregamos conosco, a infância, por mais que venha ser dividida em dois mundos, prevalece e Saroo, mesmo 25 anos depois não consegue viver sem respostas para as perguntas que remetem sua vida na Índia. É uma retratação da realidade daqueles que estão perdidos, não lembram, não sabem sua verdadeira história e nem sempre conseguem deixar essa dúvida para trás.

Saroo
Dev Patel interpretando o Saroo 25 anos depois de ter se perdido de casa (Foto: Reprodução/GazetadoPovo).

Se você não assistiu Lion, vai reclamar que estou dando spoiler, mas é um spoiler bem óbvio do que felizmente acontece no filme e na vida real de Saroo. No dia 12 de fevereiro de 2012 ele finalmente reencontrou sua mãe biológica. No dia 12 de fevereiro de 2012 eu estava completando 18 anos, começando a tirar minha habilitação, pensando no que fazer com a chegada da vida adulta, enquanto Saroo, na Índia, lá no outro lado do mundo, voltava a abraçar a sua mãe que passou todos esses anos sem perder a esperança de reencontrar seu filho, nunca mudando de região e esperando por ele.

Pare e pense. A infinidade de coisas e vidas que mudam no mundo enquanto estamos passando por dias que julgamos normais. As inúmeras tragédias e os grandiosos momentos que acontecem na vida de tantas pessoas que habitam esse espaço terrestre. Eu sei, estou viajando e te arrastando para essa minha viagem, mas pensem em quantas coisas vivem acontecendo a todo momento no mundo lá fora…

Lion
Nicole Kidman e David Wenham interpretando os pais adotivos com o pequeno e depois já adulto Saroo (Foto: Reprodução/HollywoodReporter/Moviabase)

Já imaginou que tipo de história pode estar acontecendo no outro lado do hemisfério enquanto você lê esse post? Eu já estava emocionada por toda a história de Saroo, comecei a sorrir para as últimas cenas enquanto tentava lembrar do meu aniversário há cinco anos atrás. Um daqueles momentos únicos que só quem é apaixonado por toda essa conexão que um bom filme pode causar irá entender.

O filme retrata a enorme diferença cultural que encontramos na Índia, choca ao mostrar parte da pobreza extrema que existe no país, mas te encanta ao captar a simplicidade da vida livre de todas as regalias que temos em nossos próprios lares. É impossível não ficar apaixonado pelo carinho de Saroo e Guddu, seu irmão mais velho e no modo como ambos encaravam suas difíceis rotinas.

Dev Patel interpreta o Saroo mais velho, Nicole Kidman sua mãe adotiva e David Wenham seu pai adotivo. Dirigido por Garth Davis e baseado no livro autobiográfico do próprio Saroo Brierley, o filme foi indicado a seis categorias no Oscar. Estreou no cinema em fevereiro desse ano e já está disponível no catálogo da Netflix. É uma ótima história e um prazer conhecê-la. Espero que vocês também gostem.

Assista ao trailer estendido com a música original que a Sia compôs para a trama:

A música é Never Give Up, caso queiram saber.

Especial com filmes para aquecer seu coração

Especial com filmes para aquecer seu coração

Hoje é dia nove de junho. Você está inalando coraçõezinhos e casais apaixonados desde final de maio que pareceu ter 32 dias. Não tem como fugir, o dia dos namorados está no Spotify com playlist especiais para ouvir com o amado que você não tem, está na televisão com as propagandas dos presentes que você não irá ganhar, está no centro comercial da sua cidade e nas ruas com as pessoas que parecem surgir na sua frente sempre acompanhadas e felizes.

É difícil, minha amiga e meu amigo, mas todo dia dos finados até agora você passou vivo. O que tornará passar o dia dos namorados sem namorado ou namorada uma fichinha. Sério. Desculpa usar esse exemplo de quinta, mas, ei! Olha o nome do blog, você não poderia esperar uma piada de primeira, muito menos de segunda, né?

Mas vamos ao que interessa, vamos aos filmes que decidi indicar para aquecer vossos corações solitários nesse final de semana que antecede a segunda (como se não já não fosse ruim o bastante) de dia dos namorados. Sem essa de querer fugir, são histórias de amor sim e que irão aquecer seu coração solitário também. Vão por mim, de verdade, assistir pelo menos um desses filmes nesse final de semana irá aliviar sua alma. Até quem já tem a famosa metade da conchinha na hora do edredom pode assistir. São os queridinhos para aquecer qualquer coração ❤

Comer, Rezar, Amar (2010)

a-renovacao-espiritual-em-comer-rezar-e-amar-html
Foto: Reprodução/Obvious

Liz tinha uma vida completamente estável, uma casa, um marido, um trabalho de sucesso. Até que as coisas começam a mudar drasticamente. Com o divórcio ela já não sabe mais o que é importante, não conhece mais a verdadeira razão por estar nesse mundo. Um filme que mostrará Julia Roberts numa viagem de auto-descoberta para sua própria personagem. Daqueles que te deixará com vontade de fazer as malas ou preparar uma macarronada. Sério, ela fica uns dias na Itália (que é minha parte preferida) e eu não posso deixar essa vida antes de comer naquele lugar.

Dica valiosa: ele também está disponível na Netflix.

La La Land – Cantando Estações (2016)

O queridinho do Oscar que você precisa rever ou se ainda não assistiu, precisa urgentemente assistir! Uma história que, como já disse aqui no blog, não é sobre amor, é sobre sonhos. Mia e Sebastian, Emma Stone e Ryan Gosling nessa mágica história sobre como a vida gosta de brincar com nossos sentimentos e testar nossos sonhos.

Mesmo Se Nada Der Certo (2014)

tumblr_nhtzqx1ym51tjb1uko1_540
Foto: Reprodução/Tumblr

Uma história que reúne vários perdedores. Acredite, cada personagem desse filme perdeu algo e está em busca do melhor caminho para seguir em frente. E o melhor de tudo é que a trilha sonora fará você se apaixonar ainda mais por esse filme. Ainda mais, no caso, porque tem Adam Levine e Mark Ruffalo, então imaginem a dose alta de amor que vocês encontrarão nesse filme. Também já falei sobre ele aqui no blog.

Celeste e Jesse Para Sempre (2012)

Você já pensou como seria sua vida se tivesse conhecido o amor dos seus sonhos no ensino médio e casado com ele? Pois é, agora imaginem como essa história realmente deve ser contada? Sem o clássico conto de fadas que estamos acostumados? Celeste e Jesse nos mostram como nem sempre é fácil manter uma relação por tantos anos. Assim como terminar essa relação também não é algo assim tão simples.

Um Dia (2011)

um dia
Foto: Reprodução/DicaPraHoje

Dex e Em, Em e Dex. A história desses dois é cheia de situações que a vida vira e mexe impõe em nossos caminhos. Destinos que se separam e se cruzam novamente, uma história de 20 anos que inicialmente foi contada no livro pelo autor David Nicholls e agora nessa adaptação que tem Anne Hathawey, como Emma Morley e Jim Sturgess, como Dexter Mayhew. Pessoas que deveriam permanecer juntas, mas que a vida decidiu tecer novos planos para elas.

E só mais uma dica: tem na Netflix também.

A Cabana e o fazer justiça com as próprias mãos

A Cabana e o fazer justiça com as próprias mãos

Mack é pai de família. Tem uma esposa religiosa, dois filhos adolescentes e uma menina pequena. Ambos formam a família tradicional que frequenta a igreja todo domingo. De início confesso que fiquei um pouco desanimada, imaginando que toda essa tradicionalidade acabaria me deixando em tédio. Mas o filme conseguiu me fisgar fazendo com que eu abaixasse a guarde e deixasse meus preconceitos de lado. Sim, eu tenho minha fé assim como também tenho um lado cético. Costumo dizer o famoso ditado de que “Jesus é maneiro, o que ferra é o fã clube dele” e é esse fã clube que faz a palavra religião parecer um veneno.

filme-a-cabana-009
Foto: Reprodução/Veja

“Religião. A religião é muito trabalho. Eu não quero escravos. Quero amigos, família para compartilhar a vida.” 

Mas gosto de pensar que o filme não é sobre religião, apesar de abordarem o lado cristão da coisa toda, é uma história sobre fé. Mack (Sam Worthington) teve uma infância não muito feliz com um pai que enchia a cara e batia na mãe e nele. Deixar o passado para trás nem sempre é fácil, mas ao conseguir construir uma linda família ele fora capaz de seguir em frente.

Até ter sua filha mais nova assassinada brutalmente. Sem nem ao menos ter o corpo para um velório, tendo que lidar com as evidências de que além de assassinada a pequena Missy também fora estuprada, Mack se torna sombrio e se afasta de todo o restante da família. Mas um bilhete é entregue para mudar essa história e ele retorna a cabana onde encontrou as provas de que sua filha havia sido morta.

“Não importa o que você está fazendo. Você nunca tem que fazer isso sozinho.”

a-cabana-jesus-agua-filme
Jesus (Aviv Alush) e Mack (Sam Worthington) prestes a clássica cena do andar sobre as águas. Refletindo sobre as dificuldades que encontramos na vida e como não temos que enfrentá-las sozinhos. Foto: Reprodução/Veja

A escolha dos atores para cada personagem, até mesmo cada personagem que fora criado no livro escrito por William Young, tudo é perfeitamente perfeito. E me desculpem a redundância. Mas Jesus sendo interpretado por Aviv Alush? A cena dele e Mack andando pela água? Essa coisa de como Deus é quem precisamos que ele seja, a figura de um pai, de uma mãe, colocando a maravilhosa Octavia Spencer vivendo um Deus que gostaríamos muito de conversar e cozinhar? Ficou maravilhoso!

É sobre perdão, redenção e fé mesmo nas circunstâncias ruins. Em certo ponto eu me senti incomodada com toda a questão de deixar a vontade de Deus seguir seu percurso e isso só me mostrou como estamos cada vez mais tentados as justiças feitas com nossas próprias mãos. É complicado. Algumas críticas a respeito do filme abordam que a proposta não gera discussão, que é apenas mais uma propaganda cristã, mas fico me perguntando se elas permitiram que o filme a tocassem ou se começaram a assistir com suas críticas já feitas.

filme-a-cabana-008
Mack e Deus, que é interpretado por Octavia Spencer fazendo você querer fazer parte dos diálogos que aconteciam entre ambos. Foto: Reprodução/Veja

“E há bilhões como você… Cada um determinando o que acha que é bom e mal. E quando o teu bom conflita com o mal do teu próximo, procuram argumentos. As guerras explodem. Porque todos insistem em brincar de Deus.”

Incomoda o perdão de Mack. Incomoda não vermos a justiça do homem sendo feita. Mas precisamos tirar essa ideia de que somos nós quem devemos punir. O que é justiça para mim, nem sempre será justiça para o próximo. Imagine como seria se cada um de nós, sem exceção, parasse de sentir-se no poder de julgar alguém, prejudicar alguém…

Eu sei, é difícil simplesmente abandonar esse sentimento de raiva, essa sede por vingança que sempre sentimos diante de injustiças, digo isso por mim, que até hoje não entendo como pessoas boas sofrem nas mãos de pessoas ruins. Acredito que esse tenha sido o ponto que incomodou tanta gente, não é uma tarefa fácil aceitar que nem tudo está em nossas mãos. Mas se desprendermos um pouco dessa questão do que é certo e do que é errado, entenderemos que o filme é justamente para gerar esse debate da sede de violência que estamos sentindo com uma força cada vez maior e de como ela não nos levará para um lugar melhor do que esse que encontramos hoje nos jornais.

Assista ao trailer:

O filme ainda está disponível em alguns cinemas*