Livro de Quinta: A Química

Livro de Quinta: A Química

Dessa vez Stephenie Meyer nos leva para um suspense policial maravilhoso, cheio de ação e teorias que nos fisgam já nas primeiras páginas para descobrir o desenrolar de toda a história.

A Quimica - escritoradequinta
Novembro/2016 – Editora: Intrínseca, 495 páginas – Classificação: 4 estrelas

É o segundo livro para o público adulto que a autora lança. O primeiro foi A Hospedeira, uma ficção científica com um triângulo amoroso de tirar nosso fôlego, que também me conquistou e acabou ganhando uma adaptação nos cinemas que, infelizmente, não conseguiu se igualar ao livro. Mas tudo bem, vida que segue, tem outras adaptações aí para colocarmos expectativas e nos decepcionarmos.

Stephenie Meyer ficou famosa pela saga Crepúsculo, os vampiros que brilhavam e, pasmem, o primeiro livro que li foi Eclipse. Foi onde começou minha paixão por sagas (o que hoje em dia anda um pouco mais devagar) e quando comecei a ingressar em novos mundos a cada livro diferente. Critiquem o que for, mas sempre serei grata a autora.

“Você vai aprender, como eu aprendi. Vira rotina. A vida que a gente teve antes fica… Mais embaçada. E agente se torna filosófico. Quero dizer, as pessoas enfrentam desastres o tempo todo. Qual a diferença entre isso e ter a sua nação tomada por uma guerrilha, certo? Ou a sua cidade destruída por um tsunami? Tudo muda, e nada é tão seguro quanto antes. Só que no fim das contas, segurança sempre foi só uma ilusão…” (pág. 190)

A Quimica - escritoradequinta

Juliana Fortis não existe mais. Seu nome agora é Alex e ela não sabe, certamente, até quando continuará se chamando assim. Uma agente especial do governo americano que agora vive foragida e tentando sobreviver. Seu antigo emprego era um tanto peculiar. Interrogadora. Tentando arrancar as respostas que ninguém conseguia de suspeitos que acabavam alvos da CIA, FBI, corporações poderosas que estão sempre lutando pelo bem da nação.

Só que Alex perde seu parceiro de laboratório, Barnaby, e percebe que as coisas jamais voltarão a ser como antes. Vivendo uma vida sempre alerta e tentando não ser assassinada pelos seus antigos chefes, mais uma vez ela precisará decidir o que é mais importante, continuar fugindo ou ajudar em uma última missão?

“Às vezes, a gente se agarra a um erro simplesmente porque levou tempo demais para cometê-lo” pág. 341

Alex não era tão ingênua e sabia que havia deixado alguma coisa passar despercebido para que sua situação virasse de cabeça para baixo e ela passasse a ser um alvo, uma procurada. Sempre alerta, a ex interrogadora acaba caindo em uma emboscada que só mesmo Stephenie Meyer seria capaz de bolar.

São tantos os detalhes que a autora entrega ao leitor que é possível sentir-se nas próprias cenas de crimes. Na verdade, acho que a riqueza em detalhe é o ponto fraco de Meyer. Algumas coisas poderiam passar despercebidas para que o leitor não ficasse tão perdido no meio de tanta conspiração. Com personagens envolventes e uma personagem feminina maravilhosa, A Química nos dá uma esperança de que a autora ainda tem algum sucesso pela frente e para escrever (assim esperamos, né?).

A Quimica - escritoradequinta (1)

Sinopse

Ela trabalhava para o governo americano, mas poucas pessoas sabiam disso. Especialista em seu campo de atuação, era um dos segredos mais bem guardados de uma agência tão clandestina que nem sequer tinha nome. E quando perceberam que ela poderia ser um problema, passam a persegui-la. A única pessoa em quem ela confiava foi assassinada. Ela sabe demais, e eles a querem morta. Agora ela raramente fica em um mesmo lugar ou usa o mesmo nome por muito tempo.

Até que um antigo mentor lhe oferece uma saída — uma oportunidade de deixar de ser o alvo da vez. Será preciso aceitar um último trabalho, e a única informação que ela recebe a esse respeito só torna sua situação ainda mais perigosa. Ela decide enfrentar a ameaça e se prepara para a pior batalha de sua vida, mas uma paixão inesperada parece diminuir ainda mais suas chances de sobreviver. Enquanto vê suas escolhas se evaporarem rapidamente, ela vai usar seus talentos como nunca imaginou.

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Depois de Você e minha paixão pela Lou

Depois de Você e minha paixão pela Lou

“Às vezes reparo na vida das pessoas à minha volta e me pergunto se não estamos todos destinados a deixar um rastro de estrago.” pág. 265

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Autora: Jojo Moyes. Editora: Intrísica. Páginas: 318. Leitura: 4 estrelas e meia.

Confesso que tive medo de ler esse livro. Quando gostamos muito de uma história, de um personagem, sentimos certo receio quando o autor decide voltar a escrever sobre ele. Eu fiquei apaixonada por Louisa Clark e Will Traynor. Lou é tão parecida comigo, tão cheia de indecisões e medos que eu praticamente decidi amá-la a todo custo. Inclusive nessa continuação de Como Eu Era Antes de Você.

Jojo Moyes é maravilhosa. Ao fechar o livro fiz uma nota mental de que preciso ler os outros romances da escritora. Mas hoje vou falar sobre Depois de Você. Que nos mostra como ficou a vida de Louisa Clark, afinal, ela se apaixonou por Will e não conseguiu mudar seu destino, sua escolha, então, agora tem que lidar com a morte, com a perda, com a vida que a obriga a viver um dia após o outro, que, infelizmente, não para ou dá um tempo no relógio para nos recuperarmos de algo.

“Às vezes eu tinha a sensação de que todos nós estávamos no mesmo mar de sofrimento, relutando em admitir para os outros até que ponto estávamos apenas acenando ou já nos afogando.” pág. 137

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Confesso que as primeiras 100 páginas foram difíceis. Eu não conseguia entender o que a autora estava inventando com essa Lily, uma adolescente inconsequente e por Deus, eu morro de medo de adolescentes e não sei lidar, nem mesmo nos livros. Não entendi direito porquê a Lou continuava arrastando a própria vida, paralisada no tempo, com medo de dar algum passo muito grande e deixar pra trás tudo que viveu com o Will. Eu sentia falta do Will, ainda não tinha aceitado que ele não estaria naquela história.

Mas aos poucos Jojo Moyes te envolve na trama, te absorve mais uma vez para a vida da personagem. E você começa a entender todo o caos que está acontecendo com ela, toda a dificuldade que a Lou tem em se reencontrar. Foram dois anos que passaram desde a morte de Will, mas alguém sabe quanto tempo realmente é preciso para superar a perda de alguém que se ama?

“No grupo aprendemos que a depressão adora um vácuo. Era muito melhor estar fazendo algo, ou pelo menos planejando. Às vezes a ilusão de felicidade podia inadvertidamente criar um vácuo.” pág. 150

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“Você não precisa deixar que uma única coisa seja aquilo que define quem você é”, pág. 222

Conforme os capítulos passam, os novos personagens vão se encaixando perfeitamente na história, cada um com seu peso para que a nossa querida Lou pudesse finalmente seguir em frente. É reconfortante ler sobre os medos e indecisões da personagem, acho que no fundo todo mundo tem um pouco dessa ansiedade com a vida, desse desejo em adiar o futuro só um pouquinho, só por alguns dias, meses, anos…

Depois de Você nos mostra como não temos todo o tempo do mundo para viver, mas que também não precisamos ir com muita pressa. Will esteve presente em todo o livro. Achei lindo que a Lou não nos deixa esquecer dele em nenhum capítulo. E a vida é meio que isso, não é? Um dia após o outro, aprendendo e amadurecendo um dia de cada vez. Ainda vou sentir falta de Lou e de como continuou sua vida, sempre vou querer saber como ela estará daqui um tempo e espero que a Jojo Moyes volte a escrever sobre ela. Afinal, o Will foi apenas o começo de algo.

 

>> Talvez você também queira ler: Resenha | Como Eu Era Antes De Você

Como eu era antes desse livro

Como eu era antes desse livro

“Você recusa várias coisas porque acha que “não é esse tipo de pessoa.” (…) 
Como sabe? Você não fez nada, não foi a lugar algum. Como sabe que tipo de pessoa você é?”

Sei que é bem clichê questionar isso na resenha. Assim como sei que meus professores de jornalismo diriam que esse não é o título ideal para uma resenha. Mas Como Eu Era Antes de Você, da Jojo Moyes, mexeu comigo, de verdade, foi o livro certo no momento certo. Sabe quando um pouco da história se encaixa com o momento da tua vida? Quando a personagem parece carregar um pouquinho de você? Isso não acontecia desde Um Dia, de David Nicholls.

Talvez seja efeito de alguma tpm tardia. Juro que sou sentimental, mas não tanto quanto fiquei ao conhecer Louisa Clark e Will Traynor. Os últimos que mexeram comigo desse jeito foram Dexter e Emma. Agora tenho outro casal preferido na lista, outro romance que quero carregar para todo canto. Estou mais uma vez apaixonada.

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Esse romance já estava na minha lista, imaginem minha reação quando ganhei ele de presente de aniversário de uma amiga (obrigada, Aninha!)? Sim, foi com dancinhas e pulinhos porque sou dessas. Terminei de ler em cinco dias. Cinco dias não querendo terminar. Cinco dias já sabendo do fim e não querendo me despedir dessa história que me emocionou tanto.

Louisa Clark, depois de uma fase da sua vida, parou no tempo e em City, pequena cidade de Londres. Sem ambições, sem tantos propósitos, ela apenas vivia, dia após dia, em um emprego de quase sete anos e em um relacionamento que também estava se arrastando por esse tempo. Mesmo com 27 anos de idade, ainda morava com os pais. Mesmo sendo a irmã mais velha, vivia às sombras do ‘sucesso’ da irmã mais nova. E Lou não se incomodava com isso. Pelo menos era o que ela achava.

Eu costumo acreditar que muitas, não todas, mas muitas coisas acontecem na nossa vida por algum motivo. Sim, podem revirar os olhos, mas eu acredito que nada seja por acaso. E tudo bem, estamos falando de uma história fictícia, mas que se colocada na vida real se encaixaria perfeitamente nessas minhas superstições. Pois quando Clark perde seu emprego de anos e é forçada a encontrar outra profissão que não seja servir cafés, sua zona de conforto e todo seu jeito de viver são alterados com a chegada de Will, seu novo patrão.

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 Limites. A história de Will Traynor me mostrou o quanto nos limitamos quando na verdade não precisaríamos nos limitar tanto assim. Depois de uma vida completamente agitada, onde Will procurava experimentar e viver intensamente, passar os dias confinado a uma cadeira de rodas, dependente e tetraplégico em um estado onde não existe possibilidades de melhora e cura, é seu pior pesadelo. Tendo que mudar seu conceito, inclusive, seus limites, os desafios que ele mesmo enfrenta e suas questões que são expostas sempre pela narrativa de Lou, fizeram com que eu mesma questionasse minha vida, assim como a própria Lou era questionada.

São dois personagens principais, com o famoso clichê de não se gostarem no início e acabarem descobrindo um sentimento entre as ironias e os leves insultos que trocavam. A sintonia que a autora conseguiu criar com os dois, a visão das pessoas que estavam ao redor deles, com capítulos separadas narrados por cada um, Nathan, o enfermeiro de Will e Katrina, a irmã de Louisa, por exemplo, te fazem sair da história para acompanhar outra história, com outra visão.

“Quero… ser apenas um homem que foi a um concerto com uma garota de vestido vermelho.
Só por mais alguns minutos.”

[POSSÍVEL SPOILER] É um toque sobre a oportunidade de dizer adeus e a aceitação dessa despedida. Confesso que não sou a melhor nesses assuntos, sempre penso o quanto deve ser difícil se despedir de quem amamos, perder quem amamos, esses são meus maiores medos. Mas é preciso aceitar, é preciso ‘deixar partir’. Repleto de diálogos divertidos, Jojo Moyes consegue, com maestria, ensinar um pouco sobre essa tão temida hora que deve assombrar a todos. [FIM DO POSSÍVEL SPOILER]

Ao encarar o livro sinto como se ele me perguntasse “o que você faz da sua vida?”. Sinto que ele me questiona com um “você VIVE ou simplesmente vive?” pairando no ar como se eu pudesse ler essas palavras grifadas e em néon acima de mim. É o tipo de livro que me inspira mudanças, que questiona os próprios limites que eu mesma limitei em minha zona de conforto. Não que eu esteja louca, alucinada, para mergulhar e nadar com baleias brancas. Mas sinto que é preciso de mais, que precisamos de mais, que só sentar e aceitar o que temos não é nossa melhor opção. Ou, como disse antes, vai ver todo esse efeito seja só uma tpm tardia… Você precisará ler para tirar sua própria conclusão.

Sinopse: Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Sua vidinha ainda inclui o trabalho como garçonete num café de sua pequena cidade – um emprego que não paga muito, mas ajuda com as despesas – e o namoro com Patrick, um triatleta que não parece muito interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor tem 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de ter sido atropelado por uma moto, o antes ativo e esportivo Will agora desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Sua vida parece sem sentido e dolorosa demais para ser levada adiante. Obstinado, ele planeja com cuidado uma forma de acabar com esse sofrimento. Só não esperava que Lou aparecesse e se empenhasse tanto para convencê-lo do contrário.

SOBRE A ADAPTAÇÃO

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Pôster oficial do filme que estreará dia 16 de junho desse ano. Poderia estrear amanhã!

Eu estou apostando muito nesse filme! Os atores escolhidos para viverem Lou e Will foram Emilia Clarke (Game of Thrones) e  Sam Claflin (Simplesmente Acontece), os dois pareceram tão a vontade com os personagens! Eu sei que irei chorar no cinema e já estou estocando os lencinhos de papel, pois só com o trailer eu já fiquei com os olhos vermelhos… Ed Sheeran na trilha sonora… A sintonia dos personagens… O sotaque britânico deles… Eu simplesmente não soube lidar. E tenho quase certeza que não saberei lidar quando for assistir. Vejam:

 

>> Talvez você também queira ler: Resenha | Depois de Você

 

Gillian Flynn e sua fascinante escrita sobre como nossa mente pode ser cruel

Gillian Flynn e sua fascinante escrita sobre como nossa mente pode ser cruel

Eu estou apaixonada. Antes meu amor era todo do Sidney Sheldon, A Ira dos Anjos vinha sendo o livro mais surpreendente da minha lista de leitura, porém, depois que li Garota Exemplar (já falei do livro e do filme, para ler só clicar aquitive que colocá-lo nessa lista e agora Objetos Cortantes também acaba de entrar nela, assim como Lugares Escuros que eu ainda nem li, mas vi o filme e sinto que será outra paixão surpreendente.

Gillian Flynn é maravilhosa no que faz. Recentemente terminei Objetos Cortantes e pela segunda vez eu fechei um livro da ex-jornalista com a sensação de “como pode a mulher ter pensado nessa fucking história?”. Meu preferido continua sendo Garota Exemplar (saudades Amy), mas o drama da personagem dessa história se tornou viciante a cada capítulo.

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Sou apaixonada pela capa desse livro ❤

Sinopse: Recém-saída de um hospital psiquiátrico, onde foi internada para tratar a tendência à automutilação que deixou seu corpo todo marcado, a repórter de um jornal sem prestígio em Chicago, Camille Preaker, tem um novo desafio pela frente. Frank Curry, o editor-chefe da publicação, pede que ela retorne à cidade onde nasceu para cobrir o caso de uma menina assassinada e outra misteriosamente desaparecida.

Camille Preaker é repórter em um jornal de Chicago e precisa voltar para sua cidade natal, Wind Gip, para cobrir um possível caso de assassino em série. Duas crianças foram encontradas mortas, em datas diferentes, com os dentes arrancados e estranguladas. Não se sabe se o assassino é da pequena cidade ou algum forasteiro, o caso parece ser impossível de solucionar, sem pontas soltas. Traçar um perfil está sendo uma dificuldade para a polícia, assim como concluir as matérias também está sendo uma dificuldade para Camille.

Nem sempre o lugar onde nascemos é para onde queremos voltar, ainda mais quando a família acaba sendo, e despertando, nossa pior parte. Encontrar seus familiares depois de tanto tentar fugir pode acabar destruindo as estruturas da jornalista, trazendo a tona medos que ela ainda tentava deixar para trás.

Uma história sobre como nossa mente pode nos tornar cruéis. Sobre como todos podemos ter, dentro de nós, um quê de escuridão. A trama irá te envolver do começo ao fim. É o tipo de livro que não acaba quando você acha que acaba. Gillian continua nos surpreendendo, essa mulher realmente entrou para minha lista de escritores preferidos, inclusive, já quero mais livros dela para ler ❤

 

Livro/Filme de Quinta: Garota Exemplar, Gillian Flynn/David Fincher

Livro/Filme de Quinta: Garota Exemplar, Gillian Flynn/David Fincher

Essa semana eu resolvi falar sobre um dos meus livros favoritos que, inclusive, ganhou uma adaptação maravilhosa! Então se ajeita aí que também estarei falando do filme (sim, é um dos meus favoritos também). VAI TER FAVORITISMO PRA CARAMBA AQUI HOJE! Estão preparados para me amarem por indicar um livro e um filme tão bom ou para me odiarem por não terem achado nada demais nos dois?

Livro de Quinta: Garota Exemplar, Gillian Flyn.

Também morro de amores por essa capa <3
Também morro de amores por essa capa. Só para saberem, esses traços brancos são os fios de cabelo da Amy ❤

Demorei para resenhar sobre esse livro pois me deparei com a seguinte dificuldade: como falar maravilhosamente sobre algo que tanto gostei, sem entregar os detalhes exatos que me fizeram gostar tanto? Mas por fim consegui passar minha admiração sem entregar spoilers, fiquem calmos.

Garota Exemplar foge do comum, Gillian Flyn trata o casamento com realidade em seu livro. Esqueça as fantasias e o amor lindo que encontramos nos romances. Nessa história entendemos onde o casamento pode parar e o que a convivência e rotina podem acabar fazendo com um relacionamento.

Nem sempre a relação toma um caminho ruim por escolha do casal. Existem ocasiões na vida que tomam esse rumo por conta própria, sem avisar. Desemprego, brigas e mortes na família podem ser uma dessas ocasiões, no livro são as três opções e não necessariamente na mesma ordem.

Nick Dunne é dono de uma aparência arrogante, está desempregado, perdeu a mãe recentemente, o pai é desprezível e também não tem uma boa saúde. É irmão gêmeo de Margo, com quem decidi abrir um bar.

Amy é a mulher que decidiu se moldar e se encaixar no mundo de Nick, fora dele, ela é filha de dois escritores famosos, que escreveram e ganharam muito dinheiro com livros infantis sobre histórias “inspiradas” nela própria, “Amy Exemplar“. Amy buscou ser a perfeita e melhor pessoa que todos poderiam conhecer, tentando sempre ser a “Amy Exemplar“.

Suponho que essas indagações pairem como nuvens negras sobre todos os casamentos: No que você está pensando? Como está se sentindo? Quem é você? O que fizemos um ao outro? O que iremos fazer?“, página 11.

Os dois se casam, vão morar junto, o tempo passa e a realidade acontece. “Quem é você?“. Acredito que na maioria dos relacionamentos essa pergunta deve ser feita internamente por um dos lados, se não os dois. Como reconhecer a pessoa ao seu lado mesmo depois de tantas coisas que já aconteceram?

O que fizemos um ao outro?” e o que ainda iremos fazer até que todo o sentimento vá por água baixo? Nick e Amy já não sabem mais quem começou com o que, ambos acreditam em suas ações e dificilmente reconhecem seus erros, como de fato acontece em muitos relacionamentos.

Como consertar? Como continuar com um casamento? Continuar está em questão ou vamos simplesmente encerrar? “O que iremos fazer?“. Essa é a parte que realmente surpreende na história, o que acontece para eles continuarem cada um com sua vida.

Filme de Quinta: Garota Exemplar, David Fincher. 

foto de divulgação do filme

A direção de Garota Exemplar ficou por conta do diretor David Fincher. Quero falar alguns filmes que ele dirigiu para você entender como o filme realmente ficou tão bom. O Curioso Caso de Benjamin Button, A Rede Social, Seven – Os setes crimes capitais, Clube de Luta, Millennium – Os Homens que não Amavam as Mulheres, O Quarto do Pânico. Quer mais? A primeira temporada de House of Cards teve ele como diretor também. Agora vamos prosseguir.

No elenco nós temos Ben Affleck como Nick Dunne e Rosamund Pike como Amy. Prometi não entregar spoilers, consegui falar do livro sem entregar nada, falando apenas o que a história me passou. Com o filme pretendo fazer o mesmo, só que falando um pouco mais sobre a história.

É o dia do quinto aniversário de casamento de Amy e Nick, cinco anos juntos e em cada ano Amy costuma criar uma espécie de caça ao presente, deixando dicas que levam Nick até ela. Mas algo acontece e Nick descobre que sua esposa desapareceu.

foto de divulgação do filme
Nick em frente ao cartaz da esposada, Amy, desaparecida. Sim, ele está sorrindo. Pois é, também não sei o que deu nele pra fazer isso.

A direção de arte foi perfeita no filme. A passagem de tempo ficou i m p e c á v e l (escrevi assim pausadamente para não te deixar nenhuma dúvida). E a questão da mídia que é abordada na história também ficou perfeita. Nick passa a ser acusado do sumiço de Amy, e o comportamento da mídia diante do caso levanta a questão do sensacionalismo que existe no jornalismo e até onde ele está certo ou errado.

Meus dedos chegam a coçar, mas vamos em frente!

As mentiras que contamos para construir um relacionamento, podem também causar a destruição do mesmo. É a realidade do que podemos fazer uns aos outros. A história não poderia ter sido passada para o mundo cinematográfico de maneira diferente, acredito que nem com atores diferentes. Rosamund parece que nasceu pra viver a Amy.

foto de divulgação do filme
RosaMaravilhosaMund ❤

Eu sei, você deve estar pensando “meu Deus, se eu for ver esse filme ou ler esse livro e achar ruim eu vou matar a Tatiane”, MAS MESMO ASSIM EU VOU CORRER ESSE RISCO E CONTINUAR COLOCANDO GAROTA EXEMPLAR EM UMA ESPÉCIE DE PEDESTAL, DESCULPA.

Se você gosta de livros, você irá ler Garota Exemplar e depois irá ver o filme. Se você não gosta de ler, pode ir direto ver o filme. Entende a graciosidade da coisa toda? Existem histórias que só têm graça lendo o livro antes para ver o filme depois, mas esse aqui, minha gente, você pode só ver o filme se quiser.

Eu como boa apreciadora de leitura que sou, sempre vou achar melhor reconhecer os detalhes do livro no filme. Mas eu costumo ser chamada de chata, então pode ser só chatice minha mesmo.

O filme é de 2014 e eu separei o trailer para você sentir um gostinho (a trilha que escolheram para o trailer, She, de Elvis Costello é outra escolha que ficou maravilhosa, MEU DEUS FICOU TUDO MARAVILHOSO NESSE FILME!!! Desculpa, me exaltei). Bom, a categoria não é de dica, mas a dica de hoje é que você deixe se surpreender com essa história que é uma das minhas preferidas ❤

Dizem que o amor deve ser incondicional. Essa é a regra, todos acreditam. Mas se o amor não tem fronteiras, não tem limites, não tem condições, por que a pessoa deveria tentar fazer a coisa certa? Se eu sei que sou amada não importa o que aconteça, onde está o desafio? Devo amar Nick apesar de todas as suas deficiências. E Nick deve me amar a despeito de meus caprichos. Mas obviamente nenhum de nós o faz. Isso me leva a pensar que todos estão muito errados, que o amor deveria ter muitas condições. O amor deveria exigir que os dois parceiros dessem o melhor de si o tempo todo. Amor incondicional é um amor indisciplinado, e, como todos vimos, amor indisciplinado é desastroso.“, página 442.

Ps: O livro é narrado com o ponto de vista de Nick e da Amy, esqueci de falar o quanto isso também é maravilhoso. Pronto, acho que acabou o favoritismo e espero ter conseguido te deixar com vontade de ver esse filme.

Livro de Quinta: A Cidade do Sol, Khaled Hosseini

Livro de Quinta: A Cidade do Sol, Khaled Hosseini

capa do livroSe você leu “O Caçador de Pipas” de Khaled Hosseini e gostou, vá atrás imediatamente de “A Cidade do Sol” que será outro livro maravilhoso para você. Agora se você não conhece nenhum dos livros, vamos lá, tentarei te deixar com vontade de ler essa minha nova descoberta do Khaled…

“Aprenda isso de uma vez por todas, filha: assim como uma bússola precisa apontar para o norte, assim também o dedo acusador de um homem sempre encontra uma mulher à sua frente. Sempre. Nunca se esqueça disso, Mariam.” (pág. 12, cáp. 1)

Mariam e Laila são duas mulheres do Afeganistão que têm suas vidas limitadas, como as mulheres afegãs costumam ter. Mariam nasceu fora de um casamento. Cresceu afastada da civilização junto com sua mãe e vivia sempre a espera da visita de seu pai, que já tinha três esposas, filhos, e por isso não a assumira. Foi uma criança cheia de sonhos, mas viu todos se despedaçarem conforme crescia e descobria dolorosamente a verdadeira realidade que a rondava.

Laila aparece no livro ainda criança, também cheia de sonhos e filha de um casal mais “moderno”, como o próprio autor gosta de chamar, sendo que a mulher, mãe de Laila, não cobria o rosto ao sair nas ruas, não precisava de seu marido sempre por perto e tinha uma liberdade “maior”. Laila tem um melhor amigo chamado Tariq e vocês não imaginam o quão lindo foi acompanhar a história dos dois. O sentimento que Khaled descreveu, aquele amor que nasce quando você nem ao menos sabe o que é e conforme os anos passam vai se tornando um sentimento verdadeiro e sincero.

“De todas as dificuldades que uma pessoa tem de enfrentar, a mais sofrida é, sem dúvida, o simples ato de esperar.” (pág. 114, cáp. 18)

A vida de ambas personagens são ligadas de uma maneira trágica. Além de acompanhar, mesmo que por cima dos panos, alguns dos últimos acontecimentos que marcaram o Afeganistão, acompanhamos como foi a adaptação da vida de duas mulheres que poderiam ter vivido todas essas fases da história afegã. Digo que poderiam ter vivido, por quê a história é fictícia, mas quando você lê o livro, sabe que aquilo pode muito bem ter acontecido com outra mulher, com outra família, em outra casa, em alguma vida real. É a realidade do país, infelizmente.

“O coração de um homem é uma coisa muito, muito perversa, Mariam.” (pág. 31, cáp. 5)

Acredito que o meu verdadeiro gostar desse livro esteja relacionado a isso. No jeito como o autor nos conta uma história fictícia que pode ter sido a história real de alguém, ou ter tido algumas partes delas na vida real de alguém. Sempre fui relutante com a cultura afegã. Ler e ser jogada na realidade onde mulheres usam burca, e algumas delas encontram conforto nisso por terem vergonha do que são. Onde o nascimento de uma menina não é algo tão comemorado. Onde adolescentes de 15 anos já são jogadas em casamentos com homens mais velhos, completos desconhecidos.

Sei que não deveria de julgar tanto, mas como eu disse, sempre fui relutante com a cultura afegã, por mais que eu tente aceitar que cada lugar tem sua cultura, é complicado compreender que por lá a mulher seja tratada com tanto descaso. Isso é assustador.

E no livro, o autor também de “Caçador de Pipas”, não economiza nesse descaso. Acompanhamos o passar dos anos na vida das personagens até chegarmos ao ponto em que ambas são colocadas juntas e a história passa a ser uma só, mas narrada pelo lado de cada uma.

Você se envolve do começo ao fim. Existem livros que podem te decepcionar no meio da história, outros que te deixam com vontade de reescrever um novo final, mas “A Cidade do Sol” é maravilhoso. Posso arriscar em dizer que é perfeito, pois não consigo pensar em um defeito para contar para vocês. Sempre digo que gosto é relativo e cada um tem o seu, portanto temos o risco de pensarem que eu exagerei nessa resenha. Mas por favor, leiam. É uma das histórias mais lindas que li e gostaria de sair na rua compartilhando ela com cada um que passasse: “Olá, você já leu esse livro?”.

Livro de Quinta: Private; James Patterson

Livro de Quinta: Private; James Patterson

Julguei o livro pela capa, sim. Escolhi ler ele pela capa também. É perfeita.
Julguei o livro pela capa, sim. Escolhi ler ele pela capa também. É perfeita.

Private, publicado pela Editora Arqueiro no Brasil em 2012, é o primeiro livro da série de James Patterson que contém mais três exemplares lançados por aqui (Private Londres, Private Missão Jogos Olímpicos e Private Suspeito nº 1, todos pela mesma editora).

Considerada a melhor agência internacional de investigação, com escritórios espalhados pelo mundo, Private é comandada por Jack Morgan, a quem milhares de pessoas influentes recorrem quando precisam de descrição e não querem seus casos arquivados no departamento da polícia de Los Angeles.

São três casos que se desenrolam no livro. Uma suposta fraude nas apostas da liga profissional de futebol americano. O assassinato da esposa do melhor amigo de Jack. E um serial killer que já assassinou 13 garotas.

O que eu mais gosto nos livros do James Patterson (depois das capas que, como eu disse, são perfeitas) é a construção da história com capítulos curtos, alguns começam e terminam na mesma página e isso te envolve mais ainda, por incrível que pareça.

Apesar de algumas pessoas considerarem a história um tanto clichê, o livro tem seus momentos e conseguiu me prender, assim como o primeiro livro que li do James (5º Cavaleiro, da série “Clube das Mulheres Contra o Crime”). É instigante! Você só consegue parar depois que descobre a solução de todos os casos. É um bom livro para quem curte as histórias de Sidney Sheldon. Vale lembrar que, na minha opinião, ainda não tem ninguém que supere o Sidney, mas o James dá pro gasto ❤