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Castle Rock |Uma série com os personagens de Stephen King

Stephen King é o rei do terror. Seus livros são sucesso no mundo todo e as adaptações de suas obras ganham destaque no cinema e na televisão até hoje. Castle Rock será uma série com 10 episódios. A ideia é reunir os personagens já criados por King em uma terrível e sinistra história. Assista ao teaser liberado na Comic-Con de Nova Iorque:

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Atypical | O que é ser normal?

Atypical | O que é ser normal?

Sem Spoiler | Atypical é aquela nova série da Netflix que pouca gente deu bola, mas que não deveria passar despercebido

Atypical é mais uma produção original Netflix. Sim, meus amigos, a Netflix anda investindo pesado em conteúdo original. Não, nem sempre a queridinha do serviço de streaming acerta. Mas, por favor, me escutem (ou melhor, me leem) quando digo que Atypical é um daqueles maravilhosos acertos de produção, elenco, enredo, trilha…

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Sam e seu sorriso galante (Foto: Divulgação/IMDb)

A primeira temporada contém oito episódios que duram em torno de 30 minutos cada. Criada por Robia Rashid, mesma criadora de How I Met Your Mother, a série é uma mistura de drama com comédia que te deixará surpreso e encantado por ter feito essa bela descoberta ao apertar o play.

Sam (Keir Gilchrist) tem 18 anos e possui autismo altamente-funcional, o que significa que ele tem maior capacidade, funcionalidade, como o próprio termo diz, do que outros autistas. O jovem ainda está no ensino médio e decide que quer encontrar uma namorada. Vocês não imaginam como as coisas mudam, não só para ele, mas para a família toda, quando decide ir atrás de uma garota para chamar de sua.

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A família de Sam (Foto: Divulgação/IMDb)

“Eu não sei mais quem eu sou. Não sei quem precisa de mim. Certamente não o Sam. Eu não sei o que quero. Eu não sei o que virá depois. Ou o que esperar. Porque tudo está mudando. E eu não sou tão boa sem minha rotina”, Elsa Gardner, mãe do Sam.

Mas não se enganem, Atypical é um pouco além do que a história de um garoto autista que decide namorar. A trama mostra o ponto familiar da situação. Sam vive com seus pais, Elsa (Jennifer Jason Leigh) e Doug (Michael Rapaport), e com sua irmã mais nova, Casey (Brigette Lundy-Paine). Sua mãe, Elsa, sente-se cada vez mais perdida ao encontrar um Sam cada vez mais independente. Doug, o pai, apesar de ter vivido afastado do filho, parece estar se aproximando do garoto que ele nunca soube conviver direito. Já a caçula, Casey, precisa decidir se seguirá com a própria vida ou se continuará por perto para proteger o irmão.

Imagino que esse deve ser o instinto natural da família, proteger e estar presente tanto a ponto de largar a própria vida. Não imagino como seja, não tenho autonomia para dizer se a ficção da série aproximou-se da realidade que acontece com inúmeras famílias, mas pelo que andei lendo a respeito, as pessoas estão felizes com a representatividade. É a primeira série focada em mostrar os diversos lados do autismo.

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(Foto: Divulgação/IMDb)

“Quem disse que a prática leva à perfeição era um idiota. Humanos não podem ser perfeitos, pois não somos máquinas. Infelizmente, o melhor que se pode dizer sobre a prática é que ela leva a melhorias”, Sam.

O preconceito, os olhares alheios e até mesmo as pessoas que acusam a mãe do Sam de se fazer de vítima, acreditem, isso acontece. A trama aborda a questão da normalidade. Ninguém é normal, se formos parar e pensar no assunto. Você é normal? Sua família é normal? As pessoas ao seu redor são normais? Afinal de contas, o que é ser normal? O que alcança a normalidade para mim, pode passar bem longe dela para você. Minha família pode parecer normal aos meus olhos, para olhos desconhecidos ela pode conter sérios problemas.

Encarar a rotina de Sam e seus pensamentos é um toque de sensibilidade que precisamos ter diante do assunto. Saber enxergar a anormalidade que é diferente da nossa compreendendo que o normal não existe (ou se existe, é complexo demais para tratarmos como uma simples questão de preto ou branco, sim ou não). Sam é apaixonado pela natureza, especialmente por pinguins e pela Antártica. É uma grata surpresa conhecer mais sobre essa sua paixão.

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Sam e ao lado seu amigo Zahid (Nik Dodani) que acaba sendo seu tutor nas aulas de conquista (Foto: Divulgação/IMDb)

Os conflitos que cada membro da família precisa lidar, só deixa claro o quanto somos todos meios problemáticos. Ninguém é perfeito. E Atypical entrega que cada um de nós carrega um defeito ou uma personalidade que nem sempre permanecerá intacta. Eu assisti a primeira temporada em dois dias. A Netflix já anunciou que a segunda temporada está confirmada. No meio de tanto conteúdo, é bom demais quando nos surpreendemos de maneira positiva com algo.

Assista ao trailer:

O dia que eu terminei Orphan Black

O dia que eu terminei Orphan Black

Essa semana finalizei Orphan Black. Foram cinco temporadas com dez episódios. A série que inicialmente pertencia a BBC, teve seus direitos vendidos para a Netflix ainda na terceira temporada. Criada por Graeme Manson e John Fawcett, conta com a maravilhosa Tatiana Maslany no elenco e só, temos 956864 personagens interpretados apenas por ela. Mentira. Não é só ela. Mas só dela são 91228 personagens sim.

Brincadeiras a parte, é preciso enaltecer o grandioso trabalho da minha quase xará, Tatiana Maslany. A canadense interpretou o Clone Club como ninguém. Dando vida e personalidade distintas a cada uma das sestras que inseriam na trama. Foi fantástico acompanhar o desenvolvimento e a descoberta de cada personagem. Claro que nem todas tiveram um grande peso na história, mas até mesmo as que apareciam brevemente mostravam suas diferenças e me faziam esquecer que era a mesma atriz ali interpretando todas elas.

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Sarah e Helena, ambas interpretadas por Tatiana Maslany (Foto: Reprodução/IMDb)

Mas vamos a história, se é que consigo explicar essa história. Baseada em uma ficção científica, eu terminava cada episódio com mais dúvidas. Não sei vocês, mas sou o tipo de pessoa que começa a assistir a série, não entende nada, adora mesmo assim e continua assistindo na esperança de que uma hora o raciocínio vai pegar todos os termos científicos e biológicos que eles usam nos diálogos. Só que, vocês sabem, na real acabamos entendendo apenas um terço que é aquele que buscamos nas teorias da internet pois, graças a Deus, sempre tem um ser iluminado nesse mundo virtual para nos ajudar.

Tudo começa quando Sarah Manning encontra uma de suas clones cometendo suicídio. Não, Sarah não sabe de nada, não entende porque Beth (a policial que se joga na frente de um trem) é parecida com ela e tirou a própria vida dessa maneira. É onde as coisas começam. Ao pegar a bolsa e os documentos da policial é quando ela acaba entrando no universo do Projeto Leda, que fora o que deu vida a ela e suas diversas clones que estão espelhadas pelo mundo.

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Foto: Reprodução/IMDb

As principais clones e que são mais aprofundadas durante a série são Cosima, a nerd cientista que consegue simplificar e ajudar na hora de entender melhor o que está acontecendo; Helena é a ucraniana que sofreu durante sua infância em um convento e acabou criando alguns problemas psicológicos; Alisson é a dona de casa com a vida perfeita, ou quase perfeita, que faz um papel de mãe no Clone Club e mesmo não querendo acaba cuidando e acalmando as sestras; Rachel é a clone má que é capaz de qualquer coisa para continuar no poder; e Sarah é a que protege e luta por todas elas, não que as outras não façam isso, no decorrer da trama vamos acompanhando a conexão que elas vão construindo episódio após episódio, mas é ela quem enfrenta grandes problemas e vilões.

Por falar em vilões, todas as clones acabam tendo que lidar com os capangas que aparecem de tudo quanto é lugar para acabar com elas. Não pense que apenas as clones são importantes na história, temos a Siobhan, “Mrs. S”, que é a mãe adotiva da Sarah e Félix, seu irmão adotivo; Donnie é o marido da Alisson; Art é o detetive que era parceiro da Beth; Delphine é a namorada de Cosima e é lindo ver as alianças que ambos vão criando até se tornarem essa grande família que apelidamos de Clone Club.

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Foto: Reprodução/IMDb

Foram cinco temporadas eletrizantes! Sorrimos e choramos com as descobertas de novos clones. Sentimos ódio e pena da Rachel. Não entendemos diversos dos diálogos, é verdade. Ficamos desapontados com a terceira temporada que acabou sendo a mais fraca da história. Mas fomos muito bem recompensados com essas duas últimas temporadas, principalmente, com os episódios finais. É sempre difícil acompanhar o fim de uma série, frustrar-se com o final que não era parte daquilo que você imaginou como seria, só que de vez em quando somos fisgados mesmo na hora do triste adeus.

Sentirei falta de acompanhar o grandioso trabalho não só da Tatiana Maslany, que eu continuarei enaltecendo até que ela ganhe um reconhecimento maior no cinema, mas de todos os atores e produtores. Souberam finalizar e encher nossos corações de amor e já de saudade perante a despedida.

“Minha história é um emaranhado de vários princípios e nenhum final.”
Sestra Helena

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Foto: Reprodução/IMDb

 

O dia que eu terminei Sons of Anarchy

O dia que eu terminei Sons of Anarchy

Eu nunca pensei que fosse gostar tanto de uma série nesse estilo. Motoqueiros, gangues, tiros e drogas nem sempre foram minhas preferências no quesito seriados, mas depois que comecei a assistir Sons of Anarchy me vi, mais uma vez, pagando a língua e me viciando em algo que eu jurava que não passaria da primeira temporada. My mistake. Falha minha.

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Foto: Reprodução/Tunefind

Meu máximo respeito e reconhecimento a Kurt Sutter, o criador dessa obra-prima. O cara além de escrever, produzir e dirigir essa história fantástica, deu vida a um personagem, Otto, e um show em atuação! Por falar em atuação, que time de atores! Que sintonia entre personagens e todo o elenco! Eu vou passar a minha vida enaltecendo Sons of Anarchy onde cada personagem foi tão bem elaborado e atuado, que até mesmo uma moradora de rua acabou sendo importante para a trama.

Tudo gira em torno do Jackie Boy, que na real é Jackson Teller e que também é chamado de Jax,  esse cara é do tipo que vive fazendo promessas que não é capaz de cumprir, pelo menos, a maior parte delas. Jax faz parte de um clube de motociclistas, a herança que ele teve do falecido pai, John Teller. O bad boy que irá encher seu coração de amor, depois ódio, admiração, depois ranço, orgulho, depois nojo (eu não estou brincando, tu vai querer entrar na série só para dar na cara dele), tenta tirar o clube do crime e situações que vivem colocando a vida de todos em risco. Trazer legalidade para SAMCRO (Sons of Anarchy Motorcycle Club, Redwood Original) era um desejo que seu pai morreu sem realizar.

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O famoso Jackie boy (Foto: Reprodução/PapodeHomem)

Não existem mocinhos em Charming, cidade fictícia onde praticamente todos os derramamentos de sangue acontecem. São conflitos entre gangues que lutam pelo seu próprio território. Existem os mexicanos, os chineses, os negros, os nazistas e acreditem quando disserem por aí que você verá de tudo na série, porque verá mesmo! Além de todos os grupos, existem os policiais, é claro, e os filhos da anarquia (Sons of Anarchy) que contrabandeiam armas e se envolvem cada vez mais em acordos que colocam em risco a segurança deles e do clube.

Vocês até podem tentar defender alguns dos personagens, mas no fundo suas escolhas serão sempre entre o menos pior, afinal, todos ali têm um pé na vilania. Juice, Opie, Chibs, Tig, Clay, são alguns dos motoqueiros que irão fazer suas cabeças durante as temporadas. Gemma e Tara dividirão opiniões. Confusões familiares que farão os barracos dos casos de família parecer fichinha perto da série. Logo após a primeira temporada fica fácil entender que a série é muito mais do que um moto clube tentando se legalizar.

Foto: Reprodução/Blogs.Lanacion

A conexão e a sintonia de todo o enredo é maravilhosa. Eu maratonei as setes temporadas porque simplesmente não conseguia parar de assistir. Sabe quando cada episódio termina com o desfecho certo para te deixar angustiado para o próximo episódio? Apenas a terceira temporada que teve um desenrolar mais fraco, onde o clube acaba indo para Irlanda recuperar Abel, filho do Jax que tinha sido sequestrado pelo IRA (Exército Republicano Irlandês) que na real são uma das maiores organizações que traficam armas. ISSO PORQUE FOI FRACO, HEIM! Mas, para mim, essa terceira temporada teve uma das melhores season finale, apesar do desenrolar fraco.

Por falar em season finale, eu sei que posso estar sendo muito pretensiosa em afirmar isso, pois cada um te um gosto e não adianta, o que foi espetacular para mim, pode acabar sendo legalzinho para outra pessoa, mas o final dessa série, meus amigos, foi a melhor coisa que já assisti. Eu não terminei muitas séries, verdade, mas as que tinha finalizado sempre me deixavam com aquela leve decepção batendo na porta. Só que Sons of Anarchy me encheu com aquela sensação que temos quando terminamos de assistir algo extremamente genial e que, muitas vezes, nos perguntamos como demoramos tanto tempo para assistir aquilo. A trilha sonora também é perfeita, toda história é acompanhada por clássicos e ritmos que te ajudam a sentir melhor a pegada da série.

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Gemma, mãe do Jax e ao fundo o próprio Jax com sua mulher, Tara. Vocês não imaginam toda a fucking história que se passa com esses três (Foto: Reprodução/FlushtheFashion)

É sempre complicado falar daquilo que favoritamos, não é? Faltam elogios, as explicações parecem vagas demais comparadas com a real história que você acompanhou, a realidade de que podem surgir pessoas do além falando que a trama nem é tudo isso que dissemos, você parece entrar num barco que não será capaz de te levar ao destino certo quando começa esse tipo de resenha. Mas espero ter alcançado pelo menos uma alma que acompanha esse blog.

Sei que esse post era pra ser um relato do dia que terminei Sons of Anarchy e acabou sendo um apelo para que todos assistam Sons of Anarchy. É que estou até agora impactada com a história que acompanhei, mais de um mês depois e ainda não me recuperei, gente, é fantástica demais, genial demais, foda demais, com todo o perdão da palavra. Assistam e me digam se estou exagerando ou coberta de razão.

O dia que eu terminei How I Met Your Mother

O dia que eu terminei How I Met Your Mother

O título do post já diz sobre o que se trata. Tem spoiler. Tem alguns xingamentos. Provavelmente algumas lágrimas também. Foram nove temporadas televisionadas de 2005 a 2014, mas que assisti de 2015 a 2017 graças a Netflix.

Demorou. Passei meses me arrastando para assistir a nona e última temporada. Mais meses quando percebi que faltavam apenas dois episódios. Last forever, parte um. Last forever, parte 2. Last forever que eu não queria aceitar, afinal, como vai ser daqui para frente quando eu estiver tendo um dia ruim, quando eu simplesmente estiver me sentindo na merda, como eu vou fazer sem a dose de alegria e amor que How I Met Your Mother me passava a cada novo episódio?

“O que importa não é o destino. E sim a jornada.”

São tantas as lições que aprendemos e podemos tomar nota em um caderninho para levar na vida real… Por exemplo, todo fã sabe que nada de bom acontece depois das duas da madrugada. Sabe também que não será fácil manter os amigos queridos por perto, mas que sempre tem aqueles que valem o esforço. Tatuagens? Só se não estivermos bêbados ou emotivos. Ah, e por falar em bêbados, as ideias que temos quando estamos a base de álcool não são as melhores, já está na hora de reconhecermos isso.

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Foto: Reprodução/TheDailyBeast

O Barney não valia muita coisa, mas graças a ele pudemos aprender que ao invés de ficarmos tristes podemos mudar isso e ficarmos incríveis. Simples. É tudo uma questão de pensamento. As tantas namoradas do Ted nos ensinaram que se estamos apenas ficando ou conhecendo uma pessoa, ela não precisa estar nas fotos que tiramos nos eventos e datas especiais, a Lily jamais aprovaria isso e é sensato não estragarmos esses momentos fotográficos importantes.

As pessoas sempre terão alguma receita para a ressaca, a gente só tem que acreditar que é a receita certa. Nós temos que nos certificarmos de que não estejamos só pensando, pensando e pensando. Precisamos de fato fazer o que pensamos, certo? E as coisas que fizermos de lendário nessa vida terão um significado bem maior se tivermos nossos amigos por perto.

”Todos nós tomamos decisões estúpidas… Mas o tempo pode pegar uma decisão estúpida e transformá-la em algo totalmente diferente.”

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Foto: Reprodução/Cliff Lipson/CBS

Durante as temporadas também aprendemos que a vida não é como esperamos e logo, o final da série também não poderia atender todas as expectativas (que pelo menos eu criei, não sei vocês, mas não foi fácil aceitar esse fim não). Como eu chorei quando a Mother entrou no McLaren’s para fotografar todos juntos. Nem vamos falar como eu estava quando apareceu a rápida cena do Ted e ela (Tracy) no hospital. Sério. O cara leva anos (nove temporadas, em termos de séries) para conhecer o amor da vida dele para perder esse amor assim? Desse jeito? De um episódio para o outro?

Poderiam ter feito mais duas temporadas com os dois juntos, seria muito? Eu sabia o que acontecia, mas não estava preparada. Acho que a bronca maior foi essa. Só que, como eu disse, as coisas não são como esperamos e essa história não era sobre Tracy, era sobre o Ted, sobre Lily, Marshall, Barney, Robin e sobre como a vida acaba unindo as pessoas e o tempo afastando-as. Sobre como o destino gosta de rir da nossa cara. Sobre como não devemos desistir de algo que sonhamos, por mais difícil que seja. Ted Mosby é o exemplo vivo do quanto a gente pode ser trouxa em nome do amor e ainda acreditar e esperar pela pessoa certa.

How I Met Your Mother
Foto: Reprodução/CBS via Getty Images

Acompanhar a história desses cinco é algo tão gostoso de fazer que você não sente o tempo passar. E a amizade que eles cultivam naquela mesa de bar é tão linda que não tem como a gente, entre uma temporada e outra, se sentir grato por estar com os próprios amigos em algum bar vivendo a própria história, comentando os próprios acontecimentos. Claro, nós nunca que iremos fazer algo tão lendário como assistir uma luta entre robô e lutador, mas aquece um pouco nossos corações que estejamos fazendo nossa própria jornada. Ou que tenhamos mais vontade de trilhar nosso próprio caminho e ter nossas próprias histórias para contar as crianças.

Recentemente a Netflix anunciou que a série será removida do catálogo em julho, devido ao contrato com a FOX. Mas ainda temos algum tempo para revermos os melhores episódios. Aconselho que vocês assistam uma última vez o episódio 24, Something New, da oitava temporada; o 8, Spoiler Alert, da terceira temporada; o 12, Girl vs Suits, da quinta temporada; o 11 e 12, The Final Page, da oitava temporada; o 16, How Your Mother Met Me, da nona temporada; o 4, Intervention, da quarta temporada; o 9, Disaster Averted, da sétima temporada; AI MEU DEUS EU TÔ LISTANDO TODOS OS EPISÓDIOS! VAMOS TER QUE ASSISTIR TUDO DE NOVO, GENTE, ACABEI DE DECIDIR AQUI!

HIMYM
Foto: Reprodução/Previamente
Girlboss: sim, mais uma série original Netflix

Girlboss: sim, mais uma série original Netflix

“Na vida, a única pessoa que pode fazer você feliz é você mesma. A grande mentira é que precisamos de outras pessoas. Mas, não. A verdade é que todos nós morremos sós.” (S01E11)

Girlboss
Foto: Divulgação/Netflix

Mais uma série original Netflix chegou para viciar a gente: Girlboss. A trama é inspirada na autobiografia da Sophia Amoruso, dona de uma loja virtual, Nasty Gal. Entrou no catálogo em plena sexta-feira de feriado (21) com 13 episódios que quase não passam dos 30 minutos cada. Sério, é para você maratonar tudo em um dia só, num piscar de olhos.

A criadora da série, Kay Cannon, ficou conhecida em seu trabalho como roteirista nos filmes de A Escolha Perfeita. E dessa vez ela nos trouxe Sophia Marlow, já que logo no começo dos episódios somos avisados que estamos assistindo uma releitura livre (bem livre) de acontecimentos reais. Ou seja, se você leu o livro não pode esperar uma adaptação tão fiel, mas acredito que chega bem perto da essência, se é que me entendem.

“As coisas deveriam melhorar. Não existe garantia de que isso seja verdade. Para várias pessoas, a vida vai de mal a pior e acaba por aí. Nunca descobrem para que foram colocadas neste maldito planeta. Apenas vivem e depois morrem e vão tirar um grande cochilo na lama (…) Minha vida tem que ser melhor do que isso.” (S01E02)

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Foto: Reprodução/Netflix

Sophia é uma personagem egoísta, mimada e que se recusa a entrar na vida adulta. Mas calma, a história toda é contada de maneira leve, com uma trilha sonora maravilhosa e um figurino tão impecável que você não tem tempo para ficar criticando a garota. Vai por mim. E em alguns momentos até que é possível se identificar com algumas fases daquela que podemos chamar de blogueira da década passada. Sério, ela começou a empreender repaginando e vendendo roupas de brechó numa loja virtual no Ebay. Só depois criou um site. É o tipo de processo que vale a pena acompanhar para se inspirar.

Outro ponto alto da série são as referências do começo dos anos 2000. Tem The O.C e quando digo isso, digo que tem até um remake com a cena da morte da personagem que vocês sabem quem (e se você não sabe, olha, vai ter spoiler, se prepara). A separação do Justin Timberlake e Britney Spears. E uma simulação de como eram as conversas realizadas em fóruns (que dá para gente imaginar como seriam as conversas em grupos de whatsapp que temos aos montes hoje em dia). Sem contar nas participações especiais de Andre Charles, sim senhores, RuPaul para alegrar mais ainda os dias e noites de vocês.

Girlboss
Foto: Divulgação/Netflix

“A vida adulta é aonde os sonhos vão para morrer. Cresça, arrume um emprego, vire um robô. É isso. Depois acabou. A sociedade só quer colocar todos em uma caixa. Bom, sabe de uma coisa, sociedade? Não existe caixa (…) Só preciso achar um jeito de crescer sem me tornar uma adulta chata.” (S01E01)

Narrada em um ritmo bem gostoso de assistir, a série me conquistou do começo ao fim. Nem mesmo a Sophia acreditava no seu sucesso. A garota tinha um problema de maturidade que me deixou bem orgulhosa ao ver que de pouquinho em pouquinho ela ia superando e reconhecendo os próprios defeitos, que é o que acontece com todos nós. Por mais que não queiramos crescer, é inevitável, então temos que tentar buscar um jeito de fazer isso, o nosso próprio jeito.

Tem comédia, tem reflexão e sim, tem romance. Nada no estilo surreal, mas também nada que seja parecido com as tramas que conhecemos todas trabalhadas na profundidade. É uma boa história para passar o tempo, perceber que você precisa de uma jaqueta nova e ficar pensando em colocar para vender as roupas que não usa mais, afinal, também precisamos de uma grana.

Assista ao trailer:

Agora esse vídeo a mais para você ter uma noção da pegada girlboss da série e como ser uma:

Novidade da Netflix: 13 Reasons Why

Novidade da Netflix: 13 Reasons Why

A nova série original Netflix que tem tomado conta da internet recentemente é 13 Reasons Why. Baseada no bestseller Os 13 Porquês do autor Jay Asher e produzida pela cantora Selena Gomez teve a sua primeira temporada lançada na última sexta-feira (31). São 13 episódios que contam a história de uma adolescente, Hannah Baker, que cometeu suicídio.

A verdade nem sempre é a versão mais emocionante das coisas, ou a melhor, ou a pior. É algo no meio. Mas ela merece ser ouvida e lembrada. A verdade sempre aparece, como alguém disse um dia. Ela permanece.” Fita 1, lado A

13 Reasons Why

Pois é, pesado. Está aí uma palavra que me deixa tensa pois sempre fico pensando no tamanho do peso que os dias têm para as pessoas que, infelizmente, optam por acabar com a própria a vida ao invés de continuar ou tentar seguir em frente. É um tema pesado, intenso, uma trama que também aborda assédio, estupro, depressão, bullying e tudo isso ainda no ensino médio. É dedicada para o público-jovem que precisa estar preparado para os episódios que irão assistir. Coisa que eu, com 24 anos, não estava nem um pouco.

Jurava que era mais uma série teen, quando uma amiga me indicou até fiz piada, estava crente que ia largar no segundo episódio, mas quando terminei o primeiro já estava me perguntando como que a adolescência pode ser tão cruel, né? Afinal, logo no início o tema abordado é um pouco sobre essa invasão de privacidade com as redes sociais e toda essa conectividade que ao mesmo tempo que ajuda, estraga.

13 Reasons Why
Você consegue imaginar o estrago que uma foto, uma simples foto, pode causar? (Foto: Divulgação/Netflix)

Às vezes, coisas acontecem com você. Elas simplesmente acontecem. Você não pode evitar. Mas é o que você faz depois que conta. Não o que acontece, mas o que você decide fazer a respeito.” Fita 5, Lado B

Clay Jensen é o rapaz tímido do ensino médio que recebe as fitas gravadas pela colega e descobre que não foi o único. Nas fitas a adolescente explica os 13 porquês que a levaram ao suicídio, cada porquê é uma pessoa e a história dessa pessoa com a Hannah é apresentada a cada episódio. São situações trágicas, desde fofocas e listas idiotas que fazemos na época da escola a consumo excessivo de álcool e abuso sexual sem penalidade nenhuma. É uma trama pesada que alerta quem está assistindo sobre o quão despreparados estamos diante das situações, quão cegos estamos diante de certos comportamentos.

Clay Jensen, 13 Reasons Why
Cientistas confirmam que é impossível assistir essa série e não pensar na lerdeza do garoto Clay Jensen para ouvir as benditas fitas (Foto: Divulgação/Netflix)

São situações que poderiam e acontecem com qualquer adolescente que vai parar nos holofotes do ensino médio. Situações que já me vi fazendo e questionando o motivo de fazer aquilo. No fundo somos capazes de algumas coisas ridículas para sermos “aceitos” ou fazermos partes de algum grupo, como se isso fosse muito importante. Na adolescência tudo é muito intenso e o adolescente nem sempre tem a atenção necessária.

É preciso que a décima primeira pessoa escute as fitas para que algo comece a ser feito. 10 pessoas haviam escutado as gravações antes de Clay, 10 pessoas permaneceram caladas por medo de revelar os próprios segredos. É o ápice do individualismo que nos encontramos hoje em dia e a consequência que ainda temos que encarar diante dele. Durante a série você mesmo se pergunta se algo poderia ser feito, o jogo é enxergar todas as possibilidades que poderiam ter acontecido para evitar a morte e frustar-se ao perceber que já era tarde demais para alterar a história de Hannah Baker.

13 Reasons Why
Clay ao escutar as fitas fica imaginando Hannah, é como nós conseguimos visualizar todo o sofrimento da adolescente (Foto: Reprodução/MixdeSéries)

Uma mensagem com um banho de realidade. “Diga o que sente antes que seja tarde demais. Pergunte, de verdade, como está a pessoa ao seu lado. Importe-se com os sentimentos alheios. Tenha bom senso sobre a própria vida e a vida dos outros”, parecem frases de tumblr, mas é o que a trama nos inspira. Vivemos cada vez mais julgando, falando, apontando dedos e cada vez menos cuidando, observando e dando atenção para aqueles que nos importam. 13 Reasons Why abre tantos diálogos e sobre assuntos tão importantes que deveria ser indicado para todos os públicos, não só os adolescentes, porque os adultos também estão envolvidos, todos estão envolvidos.

13 Reasons Why
Clay e Tony (Foto: Reprodução/BoletimNerd)

A tristeza e o desespero estampados na atuação de Kate Walsh (Grey’s Anatomy), que interpreta a mãe da Hannah, é de perturbar nossos corações. A revolta que Dylan Minnette (O Homem nas Trevas)  consegue trazer para o seu personagem, Clay, é de impactar todos nós (exceto pelo fato que esse garoto demora demais para ouvir as fitas e a gente vai ficando agoniado). A culpa e o peso que Hannah Baker carrega na interpretação de Katherine Langford nos deixa angustiados. É um conjunto com ótimos personagens, diálogos e trilha sonora. Mais um trabalho impecável e acerto da Netflix.

SEM SPOILER: Um texto sobre os 12 anos de Grey’s Anatomy

SEM SPOILER: Um texto sobre os 12 anos de Grey’s Anatomy

Você pode ler esse post escutando a playlist abaixo…

Estados Unidos, dia 27 de março de 2005 e o primeiro episódio de Grey’s Anatomy estreava na televisão americana pelo canal da ABC. Há 12 anos atrás conhecíamos os personagens que passaríamos a acompanhar em Seattle Grace. Começaríamos a torcer e chorar pela vida dos novos residentes do hospital, inclusive, do sol da série, Meredith Grey.

A primeira vez que beijei minha mulher, ela ainda não era minha mulher, não passava de uma garota num bar. Mas, quando nos beijamos foi como, tenho que lhe confessar, como se nunca tivesse beijado outra mulher antes. Como se fosse meu primeiro beijo. O beijo certo”. Derek Shepherd sobre Meredith Grey ❤ 

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Derek Shepherd e Meredith Grey se encontrando pela primeira vez (Foto: Reprodução/CanalSony)

Com Grey’s Anatomy eu aprendi que família pode ser a de berço ou a que você faz pelo caminho na vida, ambas são importantes. A própria Meredith Grey nos disse que “existe um velho provérbio que diz que você não pode escolher a sua família. Você aceita o que o destino lhe der. E gostando deles ou não, amando-os ou não, compreendendo-os ou não a gente dá um jeito. Mas há também a teoria de que a família em que você nasce é simplesmente um ponto de partida. Eles te alimentam e te vestem e cuidam de você até você estar pronto para sair pelo mundo e encontrar a sua tribo“. Fica difícil não olhar para os seus amigos com um carinho maior depois disso.

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Izzie, Meredith e George na segunda temporada da série ❤

Às vezes era como se a própria série estivesse falando comigo. Lembro que eu tinha acabado de cometer um erro absurdo em relação a uma pessoa e no episódio que coloquei para assistir acabei descobrindo que “na vida, apenas uma coisa é certa, além da morte e dos impostos. Não importa o quanto você tente, não importa se são boas suas intenções, você cometerá erros. Você irá machucar pessoas e se machucar. E se algum dia você quiser se recuperar, há apenas uma coisa que pode ser dita. “Perdoar e esquecer”. É isso que dizem por aí. É um bom conselho, mas não muito prático. Quando alguém nos machuca, queremos machucá-los de volta. Quando alguém erra conosco, queremos estar certos. Sem perdão, antigos placares nunca empatam, velhas feridas nunca fecham. E o máximo que podemos esperar é que um dia tenhamos a sorte de esquecer“. Nunca foi fácil perdoar, muito menos esquecer, mas é sempre bom quando te lembram que precisamos fazer ambas as coisas diante da maioria dos erros.

Assim como os traumas que vivenciamos e nunca conseguimos deixar totalmente no passado. “Traumas sempre deixam uma cicatriz. Nos seguem até nossas casas, mudam nossas vidas. Traumas derrubam a todos. Mas talvez essa seja a razão. Toda a dor, o medo e as besteiras… Talvez viver isso é o que nos faz seguir adiante. É o que nos impulsiona. Talvez precisemos cair um pouco, para levantar novamente“. Talvez precisemos chegar ao fundo do poço para finalmente começarmos a subir, certo?

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Cristina Yang e Meredith Grey representam bem a perseverança que temos que ter para superarmos traumas e erros (Foto: Reprodução/PapelPop)

E por um acaso você já parou para pensar quando que foi o dia mais importante da sua vida? Quando será? Em Grey’s Anatomy nós sabemos que “não dá pra saber qual dia será o mais importante da sua vida. Os dias que você pensa serem importantes nunca atingem a proporção imaginada. São os dias normais, os que começam normalmente que acabam se tornando os mais importantes. Nunca se sabe qual é o dia mais importante da sua vida. Não até ele acontecer. Você não reconhece o dia mais importante da sua vida até que esteja no meio dele. O dia que você se compromete com algo ou alguém. O dia que você tem seu coração partido. O dia que você conhece a sua alma-gêmea. O dia que você se dá conta que não há tempo suficiente, porquê você quer viver para sempre. Esses são os dias mais importantes. Os dias perfeitos“. Nesse dia, nesse episódio, a Izzie e o Karev se casaram e hoje nós sabemos que não chegou nem perto do dia mais importante para ambos os personagens. Ou seja, nunca dá para saber.

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Residentes do Seattle Grace, Cristina Yang, incluindo a Little Grey, conhecida como Lexie, Izzie e Alex Karev, até eles ficam passados com os acontecimentos da série e como tudo que eles dizem é verdade (Foto: Reprodução/NaTv)

Você acaba criando uma sintonia com os personagens e acontecimentos da trama. Fica esperando pela lição do dia cada vez que a música final do episódio começa a tocar de fundo. Você acaba mudando com a série, aprendendo, enxergando certas coisas e entendendo que “mudar é engraçado. Nem todos suportam. Pode pegar você de surpresa. As coisas não são como costumavam ser. Todo o seu mundo se transformou. Você percebe que o seu chão mudou. As coisas são incertas. E não tem volta. O mundo a sua volta está diferente agora… Irreconhecível… E não há nada que se possa fazer. Você está preso. O futuro está lhe encarando e você não tem certeza se gosta do que vê“. Ao se olhar no espelho você percebe que algumas mudanças são bem-vindas, mas que é assustador não saber o que elas realmente significam.

E acaba sendo engraçado quando a Meredith Grey nos diz que “passamos toda a nossa vida nos preocupando com o futuro. Fazendo planos para o futuro. Tentando prever o futuro. Como se desvendá-lo fosse aliviar o impacto. Mas o futuro está sempre mudando. O futuro é o lar dos nossos medos mais profundos. E das nossas maiores esperanças. Mas umas coisa é certa. Quando ele finalmente se revela, o futuro, nunca é da maneira que imaginamos” e como encaramos a tela da televisão balançando a cabeça concordando com cada palavra dita.

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Alex Karev e Meredith Grey já na décima segunda temporada. É lindo como mudamos e percebemos as mudanças nos próprios personagens ❤ (Foto: Reprodução/HollywoodNews)

Geralmente é assim que fico depois de um episódio… Balançando a cabeça, às vezes concordando, outras vezes em negação e com lágrimas nos olhos. Não é exagero. Não é muito estardalhaço em cima de tempestade feita em copo d’água. A tempestade que Grey’s Anatomy causa é feita em oceano, em imensidão e repleta de sentimentos que te enchem por completo. Que te pegam pela mão e te levam a lugares que você nunca pensou visitar. Que te passam a mensagem premiada escondida no biscoito da sorte.

“E se tivermos sorte, percebemos frente a tudo, frente a vida que o sonho verdadeiro é ser capaz de sonhar.”

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Essa foto, esse momento na série, esses três juntos, que sorte a nossa, né? ❤ (Foto: Divulgação/Grey’s Anatomy)

Eu já falei sobre Grey’s Anatomy aqui no blog, vivo falando para as pessoas que elas devem assistir a série e vivo chorando com aquelas que já a assistem. Ela é maravilhosa. São mais de 200 episódios e a criadora, Shonda Rhymes, para a alegria da nação, ainda não pronunciou-se sobre quando que a série pode terminar. São 12 temporadas finalizadas. A décima terceira já está sendo televisionada. Essa semana, inclusive, vai ao ar o primeiro episódio dirigido pela atriz Ellen Pompeo (que vive Meredith Grey). Uma linda coincidência, né?

É lindo também como a série, mesmo te fazendo sofrer e alagar um quarto de tantas lágrimas que são derramadas, consegue abrir seus olhos para que se sinta grato. Grato pela vida. Grato por mais um dia. Afinal, “qualquer dia em que acorde e seu corpo ainda se move é um dia bom. Você pode recomeçar. Pode esquecer os erros do passado. Pode ter um novo começo, viver como se cada dia fosse o último. Todas as baboseiras escritas em almofadas e adesivos é tudo verdade. Você está vivo. Respeite isso. Nem todos estão. Podemos recomeçar. Todos os dias. Temos segundas chances para nos tornarmos quem queremos ser. Podemos deixar o passado para trás. Ou podemos aprender com ele. E honrá-lo. Podemos decidir que nunca é tarde para mudar“. Nunca.

Eu sei, você deve estar se perguntando quando que vou parar de escrever, acho que é o post mais longo que já postei, mas não posso terminar esse post sem te lembrar da importância que é o agora e como vivemos esquecendo disso. Em Grey’s Anatomy lidamos com diversas perdas e os personagens parece que estão sempre nos alertando sobre isso. Então, eu quero te perguntar assim como a Mer me perguntou: “Você falou? “Eu te amo. Nunca quero viver sem você. Você mudou minha vida.” Você falou? Faça um plano, tenha um objetivo, trabalhe para conseguir, mas de vez em quando, olhe em volta e absorva. Porque é isso. Tudo pode desaparecer amanhã“. O agora, o hoje, o momento que você está vivendo é importante.

SARA RAMIREZ, JESSICA CAPSHAW, PATRICK DEMPSEY, ELLEN POMPEO, JUSTIN CHAMBERS, SANDRA OH
Vamos todos aplaudir essa série, por favor! (Foto: Reprodução/TvGuide)

Se você leu até aqui e não assiste ainda Grey’s, abaixo é um trailer que uma fã postou. Relaxa, não tem nenhum spoiler específico que vá estragar a sua vida se decidir assistir, mas de todos os trailers que vi, esse conseguiu chegar perto de tudo que a série já conquistou e construiu no decorrer das temporadas.

*Falha minha: não achei legendado </3

 

Punho de Ferro: o último defensor chega a Netflix

Punho de Ferro: o último defensor chega a Netflix

Finalmente temos a série do último defensor! Punho de Ferro estreou no catálogo da Netflix na sexta-feira (17) com 13 episódios e me deixando confusa sobre a crítica ter metralhado tanto a trama. Pior série? Oi? O pessoal anda muito exaltado, só pode. Você já assistiu? Não sabe se vale a pena? Eu também fiquei com sérias dúvidas quando comecei a ler o que estavam falando a respeito. Mas vamos lá que eu não estou sendo paga pela Marvel, nem pela Netflix e vou te dar uma luz (ou pelo menos tentar).

Punho de Ferro
Foto: Reprodução/Netflix

Danny Rand é um bilionário que perdeu os pais em um trágico acidente de avião. Após sobreviver a queda o garoto foi resgatado e treinado por monges para ser o Punho de Ferro. Até aí tudo bem, né? Ele recebeu todo o treinamento e de acordo com a história era ele o destinado a proteger os portões de K’un-Lun, o monastério onde viveu por 13 anos. Só que a morte de seus pais não foi deixada totalmente para trás e Danny não consegue seguir seu “propósito”, precisa de respostas e vai atrás delas.

De volta a Nova Iorque e a empresa Rand Enterprises, o jovem Punho de Ferro não é bem recebido e começa a perceber que não será tão fácil quanto pensou que seria. Joy Meachum e Ward Meachum são os amigos de infância que hoje comandam a empresa que leva seu nome. Harold é o pai dos dois que deveria estar morto, mas continua vivo e comandando (sem que todos saibam da verdade) seus 49% das ações. Dá para imaginar o alvoroço que isso causa, né? O verdadeiro herdeiro da Rand está de volta e só Deus sabe o quanto isso pode prejudicar os negócios.

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Foto: Reprodução/Jovem Nerd

E prejudica. Daniel Rand não é um bom empresário. Criado por monges, não tem a maldade que deveria ter e talvez esse seja seu maior ponto fraco: sua inocência. É de dar raiva como ele confia demais nas pessoas e como nós, espectadores, já ficamos do outro lado imaginando a merda que isso vai dar. Acho que esse foi o ponto fraco da série também, essa briga entre ser ou não ser um assassino, agir com boas ações, não se comparar ao inimigo, acabou tirando um pouco a empolgação. Mas não o suficiente para me fazer largar a temporada, comecei a assistir sábado e no domingo já estava pensando no que que eu fiz com a minha vida pois assisti tudo de uma vez e agora vou ter que esperar um ano ou mais por novos episódios (hashtag quem nunca).

Madame Gao também está em Punho de Ferro e, acreditem, ela é a face do satanás, essa velha vai dar o que falar nas séries da Marvel e espero que abordem mais ainda a vilã. O Tentáculo, depois de aparecer no Demolidor, acaba ganhando uma nova direção que não sei dizer exatamente se será boa ou ruim. Colleen Wing é uma personagem que deu o tom exato de romance que eles quiseram implantar na trama e é lindo acompanhar o envolvimento dela com Danny Rand, mas espero que essa coisa toda de “filha do dragão” que foi pouco exposta nessa primeira temporada seja melhor abordada na próxima.

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Não se enganem com essa carinha (Foto: Divulgação/Netflix)

Eu juro que não sei dizer onde, exatamente, está o erro da Netflix. Para mim a série manteve o nível, foi tão boa quanto as outras já lançadas.Tem seus pontos fracos como todas as outras também. Ficou melhor que a do Luke Cage, só não superou Demolidor e Jessica Jones, então, sinceramente, não entendi a falação toda em cima da ótima produção. Até a trilha sonora me conquistou! A confusão do próprio personagem em se descobrir e conhecer seus ideais foi normalmente exposta, assim como foi com o Matt Murdock e todos os outros, então, temos aqui a conclusão de que a crítica não valeu nada além de trazer uma publicidade duvidosa para a série. Lição do dia: não confie, assista e tire suas próprias conclusões.

Sem falar que o bom de assistir todas as séries de heróis já proposta pela Netflix é estar por dentro das ligações e pequenas inserções que eles acrescentam na trama, tipo quando Danny usa uma camisa furada do Luke Cage ou quando a Joy diz que contratou uma investigadora particular (sim você sabe de quem eu estou falando, inclusive, saudades dela, né?).

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Isso é Kung-Fu e o Punho de Ferro é o guerreiro que faltava para o time dos Defensores       Foto: Reprodução/Poltrona Nerd

O ritmo dos episódios não é cansativo e cada ponto é colocado de maneira exata na série. A forma como os vilões mudam no decorrer da história e como certos personagens são inseridos nela é de maneira sutil, não daquele jeito que te deixa pensando se os produtores estavam desesperados por audiência enfiando novos caras para mudar o jogo. Claire, que é a ligação de todas as séries da Marvel na Netflix, mais uma vez mostra seu potencial Nick Fury e nos deixa mais curiosos sobre como todos os heróis irão se reunir (pega essa referência!).

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Luke Cage, Demolidor, Jessica Jones e Punho de Ferro (Foto: Divulgação/Netflix)

A parceria entre Marvel e Netflix não é de hoje. Demolidor foi o ponta pé inicial e já possui três temporadas. Depois tivemos Jessica Jones, Luke Cage e agora Punho de Ferro. O time, por enquanto, está completo. Não estão visando apenas as histórias dos heróis, nem em crossover, participações especiais de personagens e referências. Toda essa produção resultará, além das séries dos próprios personagens, na trama de “Os Defensores” onde todos estarão juntos. Isso mesmo. E as filmagens já começaram. EU TÔ ANSIOSA DEMAIS!

Todos os episódios de Punho de Ferro já estão disponíveis e boa sorte, pois quando você começar não conseguirá parar. História verídica, aconteceu comigo. Mas também é verídico que, como sempre acontece nessa vida, a trama pode não te envolver e você pode acabar concordando com os críticos. Acontece. Só não deixe de assistir, você pode se arrepender. Dá uma olhada no trailer:

COMO ALGUÉM DEIXA DE ASSISTIR PUNHO DE FERRO DEPOIS DESSE TRAILER?!

 

Santa Clarita Diet: a nova comédia zumbi da Netflix

Santa Clarita Diet: a nova comédia zumbi da Netflix

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Foto: Divulgação/Netflix

Santa Clarita Diet é a nova série de zumbi da Netflix. Eu falo de zumbi, mas é um estilo diferente do que estamos acostumados a assistir em Resident Evil ou em The Walking Dead. Estreou no catálogo dia 3 de fevereiro com 10 episódios e já teve a segunda temporada confirmada. Tem a maravilhosa Drew Barrymore e é a nova aposta para você passar seu tempo.

Com episódios beirando os 30 minutos, a série é perfeita para assistir em intervalos curtos, como no horário de almoço, por exemplo… Pensando bem, talvez isso não seja uma boa ideia…

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Foto: Divulgação/Thetfs

Sheila (Drew Barrymore) é uma corretora de imóveis. Casada com Joel (Timothy Olyphant), mãe da adolescente Abby (Liv Hewnson) e moradora de Santa Clarita, localizada no subúrbio de Los Angeles, teve que lidar com uma radical mudança em sua vida. Se é que podemos considerar que ela ainda tem vida.

Não se sabe ao certo o que causou a transformação, mas a mulher virou uma zumbi. Um nome pejorativo demais, como eles mesmo dizem, mas que usamos para classificar esses seres mortos-vivos que precisam se alimentar de carne humana. Trágico. E muito cômico, acreditem.

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Foto: Divulgação/GeekBoo

É maravilhosa a leveza que eles trouxeram na série ao abordarem esse universo zumbi que conhecemos. É tudo de um jeito bem trash que chega a ser ridículo, tão ridículo que você não se aguenta e acaba caindo na risada com todas as situações que eles passam para conseguir superar essa fase louca em suas vidas.

Além da família de Sheila, podemos adicionar uma vizinhança que ajuda muito na hora de deixar a situação mais complicada para o lado deles. Imagine morar entre dois policiais quando alguém de casa precisa de carne humana nas refeições? Pois é.

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Foto: Divulgação/UOL

Já falei para vocês que a Drew Barrymore é maravilhosa? Ela é maravilhosa e é perfeita a sintonia da sua personagem com Timothy Olyphant, o seu marido que, coitado, acaba tendo que fazer coisas que jamais imaginou fazer. Sério. E tem a trilha sonora, gente, que trilha sonora! O episódio termina e você não pula para o próximo porque quer curtir a música de encerramento que tá tocando.

Agora dá só uma olhada no trailer oficial da série:

E vejam também esse vídeo com o Fábio Júnior cantando Alma Gêmea e dando um significado, digamos que mais intenso, sangrento, a letra da música:

Repitam comigo: A NETFLIX É SENSACIONAL! E saibam que a primeira temporada já está disponível e sim, meus amigos, a segunda também já foi confirmada, só não sabemos para quando, esse é o ruim dos episódios todos lançados de uma vez, ficamos bem mais ansiosos para o retorno deles, né?