Sem Spoiler | AKA segunda temporada de Jessica Jones

Sem Spoiler | AKA segunda temporada de Jessica Jones

A primeira temporada de Jessica Jones estreou em novembro de 2015. Mais uma das produções originais Netflix em parceria com a Marvel. A heroína também participou dos Defensores, que reuniu todos os heróis, mas não agradou tanto assim a crítica. Dois anos depois, finalmente, podemos retornar a história da investigadora que em sua temporada de estreia inspirou campanhas e aumentou os números de mulheres que denunciavam os abusos cometidos por seus parceiros. Foi um alcance épico.

Jessica (Krysten Ritter) tenta recuperar sua vida normal de volta, se é que é possível certa normalidade para a nossa heroína que é sempre relutante em se enxergar como tal. Porém, alguns fantasmas do passado parecem não concordar com isso e voltam a atormentar. Após a morte do vilão Killgrave (David Tennant), tive certo receio com essa nova temporada, mesmo eu passando um tremendo nervoso com ele, esperava que aproveitassem mais da sua vilania e que não o descartassem tão fácil.

segunda temporada de jessica jones
Como se essas algemas adiantassem de alguma coisa, né? (Foto: Divulgação/IMDb)

A temporada inicia bem, no decorrer dela achamos que alguns núcleos são desnecessários, como Jeri Hogarth (Carrie-Anne Moss), Malcon (Eka Darville) e Trish (Rachael Taylor), mas ao fim é possível compreender e aceitar cada acontecimento nesses 13 novos episódios. Tudo contribuiu para o desenvolvimento dos personagens, expôs melhor as características de cada um, incluindo as da própria Jessica. Nenhuma outra série da Marvel na Netflix se preocupou tanto com isso, o que pode nos deixar perdidos no meio de vários protagonistas descartáveis, mas dessa vez nós conseguimos reconhecer melhor a importância de cada um nessa nova trama.

Conhecemos melhor o seu passado, sua família e como que seus grandes poderes a alcançaram. Mas a segunda temporada de Jessica Jones não é apenas sobre isso, é um salto para compreendermos todo o peso que a heroína carrega dentro de si. Somos tão acostumados com a armadura de Jessica, que esquecemos que estamos assistindo a história de uma mulher que já passou por muitas dificuldades.

serie jessica jones netflix
Foto: Divulgação/IMDb

É possível nos identificarmos mais com a história dela nessa nova temporada. Os problemas que ela enfrenta são mais próximos da realidade do que o do restante do time dos Defensores, talvez por isso que eu goste tanto de sua participação nessa parceria entre Marvel e Netflix. Claro, ela foi geneticamente alterada e superpoderes anulam qualquer semelhança com a vida real, mas a maneira como ela lida com tudo, o modo como ela tenta viver, um dia após o outro, é bem próximo de quando também estamos tentando superar os dias ruins.

Assista ao trailer:

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Três Anúncios Para Um Crime | A história sem mocinhos

Três Anúncios Para Um Crime | A história sem mocinhos

Três Anúncios Para Um Crime não é um filme sobre justiça, é sobre o que somos capazes de fazer por ela. Uma história sem mocinhos onde todos parecem ter seu pior lado colocado a prova e também sua parcela de culpa. Foi o meu favorito para vencer na categoria Melhor Filme do Oscar desse ano, perdeu para A Forma da Água na premiação, mas para mim continua sendo o melhor.

Martin McDonagh foi preciso ao dirigir e produzir um roteiro desses que, apesar de não ser baseado em fatos reais, nos mostra um lado bem real que estamos seguindo como sociedade. Vivemos um tempo caótico onde a intolerância está cada vez maior, principalmente, nas redes sociais. Já pararam para pensar como seriam as coisas se todas essas discussões passassem a acontecer no mundo fora da internet? Como seria se cada um de nós fosse atrás de determinado pensamento ignorante e intolerante disfarçado de opinião que vivemos digitando?

filme tres anuncios para um crime
Woody Harrelson que interpreta o xerife Bill Willoughby e Frances McDormand que interpreta Mildred (Foto: Divulgação/IMDb)

Frances McDormand (vencedora pela segunda vez do prêmio de melhor atriz no Oscar)  interpreta Mildred, uma mãe que teve a filha assassinada brutalmente e que busca por respostas e culpados. Woody Harrelson interpreta o xerife Bill Willoughby, que está prestes a se aposentar e chegar ao fim da vida devido ao câncer. Sem nenhuma pista sobre quem possa ter cometido o crime, a cidade se torna uma arena de jogo de gato e rato onde não conseguimos identificar quem é o vilão e mocinho.

Tudo começa quando Mildred desafia a polícia de sua cidade colocando anúncios, ou melhor especificando, três cartazes com frases que questionam o assassinato de sua filha e nenhum culpado sendo preso pelo crime. Um ato desesperado que surte efeito não só para a polícia, mas para todos os moradores da cidade que voltam a acompanhar o caso e tentam escolher qual o lado certo dessa trágica situação.

critica do filme tres anuncios para um crime
(Foto: Divulgação/IMDb)

Sam Rockwell (também vencedor de um Oscar nesse ano na categoria Melhor Ator Coadjuvante) interpreta um policial meio fora dos trilhos, Jason Dixon e nos mostra como nem sempre estamos certos diante de nossos julgamentos. Acontece diariamente em nossas vidas reais. Acontece praticamente com todos os personagens de Três Anúncios Para Um Crime, quando os julgamos e percebemos que o diretor quer nos mostrar que não temos esse poder que achamos ter em apontar sempre para o certo e errado da trama.

Li que algumas pessoas não curtiram o final, eu já achei um dos melhores desfechos. Desde o início somos avisados do que estamos assistindo, durante o filme os diálogos e cenas já nos direcionam para uma aceitação de que essa história não será tão simples quanto pensamos. É preciso um pouco mais de clareza para compreender e aceitar que tudo tenha terminado do jeito que terminou. Espero que vocês consigam compreender o valor dessa genialidade de filme. E me chamem, claro, para conversar sobre ele depois. Tenho certeza de vão querer desabafar sobre tudo que assistiram.

Assistam ao trailer:

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Trilha Sonora de Quinta | Pantera Negra

Trilha Sonora de Quinta | Pantera Negra

Pantera Negra já ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão na bilheteria mundial. O filme tem lotado salas de cinema do mundo todo. Não é apenas um herói da Marvel que está fazendo todo esse sucesso, o filme simboliza toda uma representatividade que antes ainda não tinham alcançado. Com uma direção negra, trilha sonora negra e 90% do elenco negro, a história do rei de Wakanda é um símbolo para toda cultura africana que até antes não tinha ganhado nenhum reconhecimento nessa proporção.

Por três semanas seguidas a trilha sonora ficou em primeiro lugar no Billboard. Sem surpresa alguma, já que estou até agora também sem conseguir parar de ouvir. O responsável pela co-produção da trilha é o rapper Kendrick Lamar. No álbum temos faixas compostas por The Weeknd, SZA, 2 Chainz, Swae Lee, Vince Staples, James Blake e Travis Scott.

trilha sonora pantera negra
Foto: Divulgação/IMDb Montagem: Canva/Escritora de Quinta

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Pauta de Quinta | O poder da representatividade

Pauta de Quinta | O poder da representatividade

Como disse Frances McDormand em seu discurso do Oscar: “Me levante se eu cair, porque eu tenho algumas coisas para dizer”!

Algumas pessoas já não aguentam mais ouvir sobre essa palavra, o que é um fato infeliz, já que estamos apenas começando a conhecê-la. Para quem ainda tem alguma dúvida ou não sabe, representatividade significa “qualidade de alguém, de um partido, de um grupo ou de um sindicato, cujo embasamento na população faz que ele possa exprimir-se verdadeiramente em seu nome”. Explicando melhor, é tudo aquilo que vem para representar algo.

Finalmente estamos em tempos onde cada um de nós está conseguindo receber esse presente. Sim, gosto de pensar que representatividade é um presente e entendo que existem olhares tortos e bocejos quando essa gigante palavra é pronunciada. Gigante porque ela representa um enorme passo para nós. Estamos em uma semana especial, dia 8 de março é comemorado o dia internacional da mulher e sim, meus queridos leitores de quinta, eu gostaria de escrever sobre isso e outras poucas coisas.

o que é representatividade

 

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Veredicto de Quinta | Os indicados a Melhor Filme no Oscar

Veredicto de Quinta | Os indicados a Melhor Filme no Oscar

Domingo é a 90ª edição do Oscar, a maior premiação do cinema! Esse ano finalmente cumpri com um desafio que sempre fiz a mim mesma, mas que nunca conseguia colocar em prática: Assistir todos os indicados a categoria de Melhor Filme! Sinto uma pontinha de orgulho por ter conseguido assistir todos os longas, assim tenho maior clareza na hora da premiação e me sinto capaz de opinar (beijos, Glória Pires, a internet te ama e eu também!) ou pelo menos apta a escolher o meu favorito nessa edição.

Não posso falar pelas edições anteriores, porque nunca conseguia assistir todos os indicados, mas esse ano a categoria está bem diversificada, temos nela oito filmes com roteiros distintos. Sempre bom lembrar que o Melhor Filme do Oscar pode não ser o melhor filme para você e que as premiações existem, mas, como gosto de falar, o gosto continua particular e de cada um. Esteja preparado, caro leitor de quinta, para se decepcionar ou se apaixonar.

oscar 2018
Foto: Divulgação/Creative Commons

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Vídeo

Pauta de Quinta | Sobre “a falta que a falta faz”

JoutJout gravou um vídeo sobre “a falta que a falta faz” e mais uma vez ultrapassou barreiras estando em destaque em diversos portais de notícias e redes sociais. A youtuber leu A Parte Que Falta, da Companhia das Letrinhas, e na mesma semana que o vídeo viralizou, o livro passou a ser o mais vendido da Amazon no Brasil. Isso é que o chamamos de poder de influência.

No vídeo, JoutJout lê a história, se emociona e ao fim nos mostra como um simples livro infantil pode acertar em cheio diversos corações já adultos, ou que pelo menos tentam ser adultos. Estamos todos lidando com a falta de algo. Estamos todos sempre precisando de algo. E perceber isso com simples traços ilustrando essa história que sempre falta algo foi arrebatador para muitas pessoas.

Se não falta amor, falta carinho, atenção, dinheiro, sucesso, um celular mais atual, aquele livro que acabou de lançar, um filme que ainda está no cinema, uma mensagem de alguma pessoa, uma viagem, um corpo mais magro ou gordo, um cabelo mais liso ou cacheado. Sempre falta algo. Nunca é o suficiente.

a falta que a falta faz jout jout
Foto: Reprodução/We Heart It

E desculpa usar essas duas palavras fortes para me expressar, mas é meio triste como as coisas realmente caminham para elas. Claro que existem as exceções e ainda bem que elas existem. Mas na maioria, em quase todos os caso, com praticamente todas as pessoas, alguma coisa sempre estará faltando.

Estamos todos sempre a procura de algo, seja para preencher esse vazio que não temos a mínima noção do que significa, seja para uma realização pessoal nessa jornada que chamamos de vida. Ser feliz por completo parece uma missão impossível. Então, eu te pergunto, o que falta para você alcançar a sua felicidade?

O que é que está faltando para você ser feliz por completo? Qual o motivo que te faz vacilar quando te perguntam se é feliz ou não? O que falta pra ti? É meio perturbador perceber que falta algo, acredito que sempre será um incômodo perceber a falta de alguma coisa, seja ela o que for. Mas o que podemos fazer, então?

Às vezes, o que nos falta nem é tão urgente assim. Às vezes, pode ser que sentir falta realmente é grande coisa e precisamos ser fortes para enfrentarmos esse sentimento. Só que muitas das vezes estamos nessa busca por algo que falta e esquecemos completamente do agora, do aqui, do exato momento em que estamos parados lendo esse texto, assistindo ao vídeo da JoutJout.

Sempre vai faltar algo. Vamos aceitar isso. Reconhecer isso. E ficar bem com isso. É redundante, eu sei, mas será mesmo que queremos passar por toda essa vida apenas a procura da parte que nos falta?

“não sei quanto a você, mas sempre falta um trocinho. às vezes falta muita coisa, às vezes só uma coisinha que parece um mundo de faltas. pra muitos falta o indispensável e aí o que falta pra você parece nada, mas é demais de onde você tá olhando. o negócio é que vai faltar, e depois não vai mais. depois vai faltar de novo e lutar contra a falta parece uma luta cansativa demais pra entrar. então que tal entender a falta, andar com ela, fazer de tudo pra preenchê-la, mas sabendo que ela volta. e que volte! porque saber que vai voltar é um belo de um carinho.”

Como a própria Júlia diz: Tá bem? Tá bem ❤

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Dunkirk | A obra-prima de Christopher Nolan

Dunkirk | A obra-prima de Christopher Nolan

Com oito indicações ao Oscar 2018, incluindo de melhor filme e direção, gostaria de reafirmar o título dessa resenha: Dunkirk é a obra-prima de Christopher Nolan! Sou fã do diretor, principalmente pela trilogia do Batman e também por seu trabalho em A Origem e Interestelar. Estou até agora sem palavras para descrever o quão talentoso esse homem foi em escrever e dirigir esse longa. Para mim, um dos melhores filmes de guerra já produzidos.

critica filme dunkirk
Foto: Divulgação/IMDb

Eu sei que estou sendo pretensiosa, mas estou falando de uma produção sem falhas visualmente e sonoramente falando. Mesmo sendo narrada em um cenário completamente caótico que foi a Segunda Guerra Mundial, Dunkirk atingiu seu ápice em efeitos sonoros e visuais. Não consegui desgrudar os olhos da história que estava sendo contada, não consegui não me emocionar ao final quando as peças, aos poucos, começaram a se encaixar. Sabemos que o som de guerra não é algo tão difícil assim de fazer, mas o que Nolan conseguiu em Dunkirk é hipnotizante.

A trama é sobre o resgate de quase 400 mil homens que estavam presos em Dunquerque conforme a Alemanha avançava na Segunda Guerra Mundial. A força aérea e marítima estava sendo massacrada pelos nazistas, dificultando cada vez mais o resgaste dos homens que serviam não só a Inglaterra, mas também França, Holanda e Bélgica.

critica filme dunkirk
Foto: Divulgação/IMDb

São três histórias que acompanhamos. A praia, onde o forte de resgaste é constantemente atacado pelas tropas alemãs e milhares de soldados esperam por ajuda. O barco de passeio do civil que decidi honrar a causa e velejar até Dunquerque para salvar os soldados. O avião caça míssil que está em ataque e precisa abater os inimigos alemães antes que eles destruam mais navios. Isso com cada história sendo narrada em um tempo diferente e criando uma ligação uma com a outra aos passar das cenas. Pode parecer um pouco confuso, eu admito, mas Nolan consegue ligar esses três momento com maestria.

O elenco masculino é de peso e as atuações estão incríveis. Mesmo os personagens não sendo tão aprofundados, o filme desde o início deixa claro que seu ponto forte é a ação que cada um terá na história, não o que cada um é e foi antes da guerra. Tom Hardy é o piloto Farrier. Mark Rylance é Dawson, o dono do barco. Fionn Whitehead é Tommy, o jovem soldado que tenta voltar para casa.

critica dunkirk
Foto: Divulgação/IMDb

Alguns lados são expostos, quando a humanidade de cada um é colocada a prova em específicas situações, mostrando quão complexas as consequências da guerra podem ser para cada um que vivencia essa tragédia. Nolan consegue mostrar parte do desespero que deve ser estar na linha de frente de ataque, estando constantemente correndo o risco de ser bombardeado. Nem sempre existe honra na guerra e Dunkirk consegue expor esses dois lado da moeda com sutileza.

Encontrei pessoas comentando que o filme é mais do mesmo e que não tem nada de surpreendente. Quando leio algo do tipo sempre me pergunto se é possível que estejamos falando do mesmo longa. Mas não tem jeito, uma obra-prima sempre será vista como uma simples história por alguém e vice-versa. Posso ter escrito esse post como uma fã de carteirinha do diretor, mas gostaria, de verdade, que se você ainda não assistiu a esse filme, por favor, assista. Nunca se sabe quando uma produção será ou não grandiosa e Dunkirk merece a chance.

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Stranger Things | Para matar a saudade de Mike, Dustin, Will e Lucas

Stranger Things | Para matar a saudade de Mike, Dustin, Will e Lucas

Esse ano de 2018 será estranho pois além de não termos a temporada final de Game of Thrones, também não teremos a terceira temporada de Stranger Things. Mas tudo bem, todos esperamos cerca de sete a nove meses para nascer, o que é esperar mais um ano pela próxima temporada, não é mesmo? Mas até lá, separei esses vídeos para matarmos a saudade!

O Lip Sync Battle (Batalha de Palco) é um programa americano apresentado por LL Cool J e Chrissy Teigen, transmitido pelo canal pago Spike TV, está no ar desde 2015 e já levou grandes estrelas do cinema, da televisão e da música em suas disputas, como Anne Hathaway, Justin Bieber, Channing Tatum e os meninos de Stranger Things!

elenco de stranger things em batalha de danças
Mike, Lucas e Dustin no Halloween da segunda temporada de Stranger Things (Foto: Divulgação/IMDb)

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A Origem dos Guardiões e a magia em acreditar

A Origem dos Guardiões e a magia em acreditar

Eu sei, a gente cresce e descobre que Coelhinho da Páscoa não existe, Papai Noel foi invenção, fada dos dentes na verdade eram nossos pais colocando dinheiro enquanto dormíamos (isso quando só não mandavam a gente jogar o dentinho no telhado e esperar por uma aparição milagrosa), mas é tão importante acreditarmos! Hoje em dia as crianças crescem cada vez mais rápido, com um smartphone por perto fica difícil não perguntar ao Google se Papai Noel realmente existe. Mas, vou repetir, é importante acreditarmos!

“Você deixa de acreditar na lua quando o sol nasce?”

filme a origem dos guardioes
Sandman, Coelhão, Papai Noel, Fada do Dente e Jack Frost (Foto: Divulgação/IMDb)

Se não for nos guardiões que zelam pelas crianças, é em algo que temos em mente. Cada um, de um jeito ou de outro, tem sua fé, se não em seres e forças e bigbangs, cada um precisa ter fé e acreditar em si mesmo, na família, nos amigos, na própria vida que vive todo dia ao acordar pela manhã. Sinto que sempre existirá alguma coisa em que temos que acreditar e A Origem dos Guardiões mostra isso de todas as maneiras.

Jack Frost não acreditava e nem tinha fé em si mesmo. Depois de tantos anos, não fazia ideia de quem era, não lembrava de quem tinha sido em sua vida passada… Quantos de nós não esquece aquela pequena parte de si e acaba deixando de se reconhecer no espelho? Quantos de nós já perdeu a fé em si próprio e deixou de acreditar que era capaz de algo? Quantos de nós ainda está sem rumo? Sem saber o que fazer?

desenho a origem dos guardiões
Jack Frost é um dos meus personagens preferidos! (Foto: Divulgação/IMDb)

O Papai Noel, o Coelhão, a Fada do Dente, todos eles perdem seus poderes quando as crianças deixam de acreditar. Reflete muito como também perdemos nossos poderes quando somos desacreditados, seja pelas pessoas ou pela própria vida que não é fácil e vire e mexe gosta de provar isso. É sempre difícil quando não acreditam em nós.

“Deixa de acreditar no sol quando o céu está nublado?”

Sandman é o grande responsável pelos sonhos, ele que ilumina a noite com seus raios de luz. Em contra partida, Breu é o bicho papão, o temido monstro que fica mais forte conforme as crianças sentem medo. É uma dose de coragem quando cada pequeno decide encarar o Breu, admiti que ele existe, mas perde o medo dele. Nem preciso dizer que deveríamos admitir nossos medos, para assim, tentarmos superá-los, certo? Certo.

filme a origem dos guardiões
Um Papail Noel todo tatuade e um Coelho da Páscoa gigante é demais pra nossa imaginação ❤ (Foto: Divulgação/IMDb)

É uma maneira linda de enxergar as crianças, de mostrar a elas o quanto são importantes. Tenho muito medo em ver toda modernização que acontece hoje em dia, mas fico feliz por ainda existirem os desenhos, principalmente, esses parecidos com os guardiões. As crianças são tudo que temos para o futuro e mesmo não existindo Fada do Dente, Coelhão ou Jack Frost, somos nós os guardiões delas, somos nós, quem devemos protegê-las e ensiná-las de que o medo é algo que sempre teremos que vencer. E que nessa vida, faz bem acreditarmos em algo bom, em manter o coração com esperança, em pensar que no futuro todos nós seremos nossos próprios guardiões.

Sei que é sempre uma viagem quando coloco em palavras certos pensamentos meus. Mas espero que assistam A Origem dos Guardiões com outros olhos e façam seus filhos, primos, sobrinhos, enteados, enfim, suas crianças, se encantarem com essa mágica história. A magia pode não existir para nós, adultos e adolescentes, mas o encanto precisa ser preservado, existem tantas coisas mágicas nesse mundo que ainda devemos acreditar.

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Altered Carbon | O CyberPunk está vivo com nova série original Netflix

Altered Carbon | O CyberPunk está vivo com nova série original Netflix

Vocês não imaginam como estava apreensiva em assistir Altered Carbon, tudo que haviam falado sobre a série até o momento da estreia estava bom demais para ser verdade. A instalação que a Netflix fez na CCXP ano passado estava épica, fiquei cara a com a capa de Joel Kinnaman e assustada com a realidade daquele falso corpo ensacado na mesa. A divulgação estava pesada, eram pôster em bancas perto de casa, trailer na sessão do cinema, trailer sendo exibido no SBT, será que era preciso tudo aquilo? E eu já te respondo aqui mesmo: sim, era preciso sim!

altered carbon vale a pena
Olhem só que visual lindo! (Foto: Reprodução/IMDb)

A nova série original Netflix de ficção científica traz muitas apostas nesse universo que nem sempre tem conseguido ganhar acertos na indústria do entretenimento. Inspirada no livro de Richard K. Morgan, que fora lançado em 2002, Altered Carbon estreia 10 episódios em sua primeira temporada e consegue fazer jus a tanta divulgação em cima de sua trama. São raras as falhas em sua produção, o visual do mundo futurista criado por Laeta Kalogridis está impecável.

A história é sobre o emissário Takeshi Kovacs (Will Yun Lee) que morreu se rebelando contra o sistema. 250 anos depois ele é colocado em um novo corpo que é interpretado por Joel Kinnaman. No futuro, a morte não é mais um limite para os humanos, quando seu corpo morre, é possível fazer backup da sua mente para uma nova capa. O conceito de corpo não existe mais, usamos todos capas e podemos trocá-las, cloná-las, evitando a morte real que só acontece quando seu cartucho é destruído.

critica altered carbon
Esse foi o momento em que Kovacs acordou em uma nova capa, 250 anos depois. (Foto: Reprodução/IMDb)

Kovacs é trazido de volta por Laurens Bancroft (James Purefoy), um milionário que faz parte da classe alta, conhecida como Matusas, imortais perante todo o dinheiro e poder que conseguem ter para si. Alguém tentou matar Bancroft e ele quer o melhor para solucionar seu assassinato, se é que podemos chamar assim já que seu backup não foi danificado e ele continua vivo.

“Não importa o quanto você viva, nunca vai terminar. Tem que aprender a deixar o mundo seguir em frente. Aceite que a morte é parte de vida.”

A morte e a falta dela podem abalar em diversos aspectos, seja a sociedade em um geral ou o psicológico de cada um em si, e durante a história temos a Tenente Kristin Ortega (Martha Higareda) tendo uma bela conversa com sua Avó sobre retornar mais uma vez ou finalmente partir. Outra questão que é abordada de maneira bem sútil na série é sobre gênero, afinal, se somos apenas mente/consciência e podemos retornar em qualquer corpo, que diferença faria eu, mulher, retornar em um corpo masculino e vice-versa? Meu backup estaria intacto, minha essência, digamos assim, não teria nenhuma mudança, apenas meu corpo, então que diferença faz? Todas as discussões sobre o certo e errado que existe nesse tema nos fazem pensar quão pouco sabemos a respeito.

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Não se enganem, essa baixinha aí da foto, Tenente Ortega, vale quase dois do Kovacs. (Foto: Reprodução/IMDb)

Eu não sei vocês, mas sou completamente apaixonada por ficção! Amo assistir uma série ou filme que é capaz de me fazer viajar para um mundo completamente novo, criado especialmente para aquela história. Altered Carbon não decepciona, a trama é capaz de nos teletransportar para o universo em que ela é ambientada. E que universo! Que paradoxo de futuro que temos para a nossa humanidade!

É possível enxergar as críticas a nossa sociedade nos diálogos. Os Matusas, classe mais rica, são como deuses e nos fazem questionar até onde vai o desejo e ambição daqueles que já têm de tudo. A história é fiel ao retratar a diferença social que é gritante, principalmente em tempos como esse, onde os ricos realmente assumiram o papel de donos do mundo. O que faríamos se tivéssemos acesso a imortalidade?

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As Inteligências Artificiais em Altered Carbon são os donos de hotéis, casas de show e jogos. (Foto: Reprodução/IMDb)

“Aquilo que acreditamos molda a pessoa que somos. Crenças podem nos salvar ou nos destruir. Mas quando acreditamos em uma mentira por muito tempo, a verdade não liberta. Ela nos destrói.”

Estava com saudade de viajar assistindo algo do gênero. É claro que a série não conseguiu agradar a todos, só espero que consigam atingir o gasto da produção já que muito dinheiro deve ter sido investido. A segunda temporada ainda não foi confirmada, depois do susto que passamos com Sense8, fico receosa em toda produção da Netflix, mas a esperança é a última que morre e espero ter um retorno do Takeshi Kovacs. Maratonei a primeira temporada no final de semana de estreia, espero que você goste e também faça o mesmo. O futuro, meus amigos, eu espero que seja diferente desse de Altered Carbon porque se for, estamos com sérios problemas.

Assista ao trailer:

As cenas de ação, vocês viram essas cenas no trailer? São as melhores da Netflix até agora, deixou as lutas que os heróis da Marvel travam em suas histórias no chinelo.

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