A Origem dos Guardiões e a magia em acreditar

A Origem dos Guardiões e a magia em acreditar

Eu sei, a gente cresce e descobre que Coelhinho da Páscoa não existe, Papai Noel foi invenção, fada dos dentes na verdade eram nossos pais colocando dinheiro enquanto dormíamos (isso quando só não mandavam a gente jogar o dentinho no telhado e esperar por uma aparição milagrosa), mas é tão importante acreditarmos! Hoje em dia as crianças crescem cada vez mais rápido, com um smartphone por perto fica difícil não perguntar ao Google se Papai Noel realmente existe. Mas, vou repetir, é importante acreditarmos!

“Você deixa de acreditar na lua quando o sol nasce?”

filme a origem dos guardioes
Sandman, Coelhão, Papai Noel, Fada do Dente e Jack Frost (Foto: Divulgação/IMDb)

Se não for nos guardiões que zelam pelas crianças, é em algo que temos em mente. Cada um, de um jeito ou de outro, tem sua fé, se não em seres e forças e bigbangs, cada um precisa ter fé e acreditar em si mesmo, na família, nos amigos, na própria vida que vive todo dia ao acordar pela manhã. Sinto que sempre existirá alguma coisa em que temos que acreditar e A Origem dos Guardiões mostra isso de todas as maneiras.

Jack Frost não acreditava e nem tinha fé em si mesmo. Depois de tantos anos, não fazia ideia de quem era, não lembrava de quem tinha sido em sua vida passada… Quantos de nós não esquece aquela pequena parte de si e acaba deixando de se reconhecer no espelho? Quantos de nós já perdeu a fé em si próprio e deixou de acreditar que era capaz de algo? Quantos de nós ainda está sem rumo? Sem saber o que fazer?

desenho a origem dos guardiões
Jack Frost é um dos meus personagens preferidos! (Foto: Divulgação/IMDb)

O Papai Noel, o Coelhão, a Fada do Dente, todos eles perdem seus poderes quando as crianças deixam de acreditar. Reflete muito como também perdemos nossos poderes quando somos desacreditados, seja pelas pessoas ou pela própria vida que não é fácil e vire e mexe gosta de provar isso. É sempre difícil quando não acreditam em nós.

“Deixa de acreditar no sol quando o céu está nublado?”

Sandman é o grande responsável pelos sonhos, ele que ilumina a noite com seus raios de luz. Em contra partida, Breu é o bicho papão, o temido monstro que fica mais forte conforme as crianças sentem medo. É uma dose de coragem quando cada pequeno decide encarar o Breu, admiti que ele existe, mas perde o medo dele. Nem preciso dizer que deveríamos admitir nossos medos, para assim, tentarmos superá-los, certo? Certo.

filme a origem dos guardiões
Um Papail Noel todo tatuade e um Coelho da Páscoa gigante é demais pra nossa imaginação ❤ (Foto: Divulgação/IMDb)

É uma maneira linda de enxergar as crianças, de mostrar a elas o quanto são importantes. Tenho muito medo em ver toda modernização que acontece hoje em dia, mas fico feliz por ainda existirem os desenhos, principalmente, esses parecidos com os guardiões. As crianças são tudo que temos para o futuro e mesmo não existindo Fada do Dente, Coelhão ou Jack Frost, somos nós os guardiões delas, somos nós, quem devemos protegê-las e ensiná-las de que o medo é algo que sempre teremos que vencer. E que nessa vida, faz bem acreditarmos em algo bom, em manter o coração com esperança, em pensar que no futuro todos nós seremos nossos próprios guardiões.

Sei que é sempre uma viagem quando coloco em palavras certos pensamentos meus. Mas espero que assistam A Origem dos Guardiões com outros olhos e façam seus filhos, primos, sobrinhos, enteados, enfim, suas crianças, se encantarem com essa mágica história. A magia pode não existir para nós, adultos e adolescentes, mas o encanto precisa ser preservado, existem tantas coisas mágicas nesse mundo que ainda devemos acreditar.

Assista ao trailer:

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Altered Carbon | O CyberPunk está vivo com nova série original Netflix

Altered Carbon | O CyberPunk está vivo com nova série original Netflix

Vocês não imaginam como estava apreensiva em assistir Altered Carbon, tudo que haviam falado sobre a série até o momento da estreia estava bom demais para ser verdade. A instalação que a Netflix fez na CCXP ano passado estava épica, fiquei cara a com a capa de Joel Kinnaman e assustada com a realidade daquele falso corpo ensacado na mesa. A divulgação estava pesada, eram pôster em bancas perto de casa, trailer na sessão do cinema, trailer sendo exibido no SBT, será que era preciso tudo aquilo? E eu já te respondo aqui mesmo: sim, era preciso sim!

altered carbon vale a pena
Olhem só que visual lindo! (Foto: Reprodução/IMDb)

A nova série original Netflix de ficção científica traz muitas apostas nesse universo que nem sempre tem conseguido ganhar acertos na indústria do entretenimento. Inspirada no livro de Richard K. Morgan, que fora lançado em 2002, Altered Carbon estreia 10 episódios em sua primeira temporada e consegue fazer jus a tanta divulgação em cima de sua trama. São raras as falhas em sua produção, o visual do mundo futurista criado por Laeta Kalogridis está impecável.

A história é sobre o emissário Takeshi Kovacs (Will Yun Lee) que morreu se rebelando contra o sistema. 250 anos depois ele é colocado em um novo corpo que é interpretado por Joel Kinnaman. No futuro, a morte não é mais um limite para os humanos, quando seu corpo morre, é possível fazer backup da sua mente para uma nova capa. O conceito de corpo não existe mais, usamos todos capas e podemos trocá-las, cloná-las, evitando a morte real que só acontece quando seu cartucho é destruído.

critica altered carbon
Esse foi o momento em que Kovacs acordou em uma nova capa, 250 anos depois. (Foto: Reprodução/IMDb)

Kovacs é trazido de volta por Laurens Bancroft (James Purefoy), um milionário que faz parte da classe alta, conhecida como Matusas, imortais perante todo o dinheiro e poder que conseguem ter para si. Alguém tentou matar Bancroft e ele quer o melhor para solucionar seu assassinato, se é que podemos chamar assim já que seu backup não foi danificado e ele continua vivo.

“Não importa o quanto você viva, nunca vai terminar. Tem que aprender a deixar o mundo seguir em frente. Aceite que a morte é parte de vida.”

A morte e a falta dela podem abalar em diversos aspectos, seja a sociedade em um geral ou o psicológico de cada um em si, e durante a história temos a Tenente Kristin Ortega (Martha Higareda) tendo uma bela conversa com sua Avó sobre retornar mais uma vez ou finalmente partir. Outra questão que é abordada de maneira bem sútil na série é sobre gênero, afinal, se somos apenas mente/consciência e podemos retornar em qualquer corpo, que diferença faria eu, mulher, retornar em um corpo masculino e vice-versa? Meu backup estaria intacto, minha essência, digamos assim, não teria nenhuma mudança, apenas meu corpo, então que diferença faz? Todas as discussões sobre o certo e errado que existe nesse tema nos fazem pensar quão pouco sabemos a respeito.

altered carbon serie netflix
Não se enganem, essa baixinha aí da foto, Tenente Ortega, vale quase dois do Kovacs. (Foto: Reprodução/IMDb)

Eu não sei vocês, mas sou completamente apaixonada por ficção! Amo assistir uma série ou filme que é capaz de me fazer viajar para um mundo completamente novo, criado especialmente para aquela história. Altered Carbon não decepciona, a trama é capaz de nos teletransportar para o universo em que ela é ambientada. E que universo! Que paradoxo de futuro que temos para a nossa humanidade!

É possível enxergar as críticas a nossa sociedade nos diálogos. Os Matusas, classe mais rica, são como deuses e nos fazem questionar até onde vai o desejo e ambição daqueles que já têm de tudo. A história é fiel ao retratar a diferença social que é gritante, principalmente em tempos como esse, onde os ricos realmente assumiram o papel de donos do mundo. O que faríamos se tivéssemos acesso a imortalidade?

altered carbon vale a pena
As Inteligências Artificiais em Altered Carbon são os donos de hotéis, casas de show e jogos. (Foto: Reprodução/IMDb)

“Aquilo que acreditamos molda a pessoa que somos. Crenças podem nos salvar ou nos destruir. Mas quando acreditamos em uma mentira por muito tempo, a verdade não liberta. Ela nos destrói.”

Estava com saudade de viajar assistindo algo do gênero. É claro que a série não conseguiu agradar a todos, só espero que consigam atingir o gasto da produção já que muito dinheiro deve ter sido investido. A segunda temporada ainda não foi confirmada, depois do susto que passamos com Sense8, fico receosa em toda produção da Netflix, mas a esperança é a última que morre e espero ter um retorno do Takeshi Kovacs. Maratonei a primeira temporada no final de semana de estreia, espero que você goste e também faça o mesmo. O futuro, meus amigos, eu espero que seja diferente desse de Altered Carbon porque se for, estamos com sérios problemas.

Assista ao trailer:

As cenas de ação, vocês viram essas cenas no trailer? São as melhores da Netflix até agora, deixou as lutas que os heróis da Marvel travam em suas histórias no chinelo.

Todas as fotos utilizadas nesse post estão sob licença do site IMDb*

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Um Senhor Estagiário | Você está preparado para a sua aposentadoria?

Um Senhor Estagiário | Você está preparado para a sua aposentadoria?

Eu sei, ninguém merece esse tipo de pergunta. Dependendo da sua idade e da crise que você se encontra, o assunto aposentadoria pode mexer muito com a sua cabeça. Mas, normalmente, quando pensamos nessa fase da vida, pensamos em descanso, finalmente curtir os dias sem precisar trabalhar, algum retiro para a terceira idade, viagens… Mas será que a coisa funciona assim para todos?

filme um senhor estagiario
Robert De Niro é aquele tio/vô que todo mundo gostaria de ter na família ❤ (Foto: Divulgação/IMDb)

Ben (Robert De Niro) tem 70 anos, é viúvo, já gastou todas as milhas que podia em viagens, faz ioga, aprendeu mandarim, fez curso de culinária, tentou ser útil em sua própria vida, mas nada disso pareceu suficiente. É estranho pesarmos isso agora, só que depois de anos trabalhando, vivendo um rotina sistemática e lidando com tarefas, será que conseguiremos parar? Simplesmente estacionar e aceitar que não temos mais nenhum trabalho às sete da manhã?

Para mim, de coração, isso parece super fácil. Tranquilo. Vamos lá! Mas na realidade, quando estiver realmente vivenciando esse fim da jornada de trabalho, fico pensando se conseguirei desligar. É complicado largar a rotina assim e se acostumar em fazer nada, por mais absurdo que isso pareça agora. Como o próprio Ben diz no filme, começam os enterros, muitos deles, e a sensação em fazer o necessário, em ser útil, em fazer algo que signifique e valorize o seu tempo, começa a ser como uma emergência para si mesmo.

filme um senhor estagiario
Amei Anne Hathaway e De Niro juntos e irei protegê-los! (Foto: Divulgação/IMDb)

Um Senhor Estagiário nos mostra exatamente como é para o Ben ter a oportunidade em voltar a uma rotina de trabalho. Achei linda essa iniciativa que realmente existe em algumas empresas. Os tantos senhores estagiários que existem na vida real têm muito a nos ensinar, e ainda podem aprender também! O contraste de Ben com os novatos ainda cursando faculdade é sensacional.

Agora o outro lado do filme que também agrada é Jules Ostin, personagem de Anne Hathaway. Uma mulher de negócios, criadora de um gigantesco e-commerce, ela mostra uma troca de papel que vem acontecendo muito hoje em dia (graças a Deus) ao assumir as rédeas das finanças da casa e trabalhar duro em cima de sua loja online. Seu amor é o “dono de casa”, o marido do século 21, perfeito demais para ser verdade. Mas juntos, eles cuidam do casamento e de sua pequena filha.

um senhor estagiario
A família do século 21 (Foto: Divulgação/IMDb)

Julgamentos a parte, a história nos mostra como as coisas nem sempre são como são. Como as dificuldades e obstáculos podem ser superados, sem necessariamente virarmos uma página para trás. Nancy Meyers, diretora e roteirista dessa produção, nos mostra, com aquele humor bem gostoso de acompanhar, como a vida real e o cotidiando ainda podem render ótimos temas e histórias para os filmes. Ou vai dizer que estágio durante a aposentadoria é algo velho demais para virar produção cinematográfica?

Assista ao trailer:

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Resenha: Geekerela | O conto de fadas da Cinderela Geek

Resenha: Geekerela | O conto de fadas da Cinderela Geek

Geekerela é da autora Ashley Poston. Aqui no Brasil foi publicado pela Editora Intrínseca, em julho de 2017, que arrasou na ilustração! A capa do livro é linda e cada detalhe da edição remete toda a história. Pelo título já dá para ter uma pequena noção do quão encantada eu fiquei com esse livro, né?

resenha geekerela
Foto: Acervo Pessoal/Escritora de Quinta

Sinopse: Quando Elle Wittimer, nerd de carteirinha, descobre que sua série favorita vai ganhar uma refilmagem hollywoodiana, ela fica dividida. Antes de seu pai morrer, ele transmitiu à filha sua paixão pelo clássico de ficção científica, e agora ela não quer que suas lembranças sejam arruinadas por astros pop e fãs que nunca tinham ouvido falar da série. Mas a produção do filme anunciou um concurso de cosplay numa famosa convenção valendo um convite para um baile com o ator principal, e Elle não consegue resistir. Na Abóbora Mágica, o food truck vegano onde trabalha, ela encontra a ajuda de uma amiga cheia de talentos para moda que vai criar o traje perfeito para a ocasião. Afinal, o concurso é a chance de Elle se livrar das tarefas domésticas impostas pela terrível madrasta e das irmãs postiças malvadas. Já Darien Freeman, o astro adolescente escalado para ser o protagonista do filme, não está nada ansioso para o evento, embora o papel seja seu grande sonho. Visto como só mais um rostinho bonito, o próprio Darien também está começando a achar que se tornou uma farsa. Até que, no baile, ele conhece uma menina que vai provar o contrário. Esta releitura de Cinderela transporta para o universo nerd os principais elementos do clássico conto de fadas, fazendo uma verdadeira homenagem a todos aqueles que sabem o que é ser fã e se dedicar de coração àquilo que amam.

Eu amo a história da Cinderela, é a real filosofia de que “os humilhados serão exaltados” quando ela encontra a fada madrinha, chega no baile com aquele vestido maravilhoso e ainda consegue um príncipe para chamar de seu. Não, não foi meu sonho de princesa, o meu envolvia mais ação, só que, vamos ser sinceros, quem não queria uma fada madrinha para realizar alguns desejos?

“As coisas só são realmente impossíveis se a gente nem se der ao trabalho de tentar.”

resenha livro geekerela
Foto: Acervo Pessoal/Escritora de Quinta)

Geekerela não tem exatamente uma fada, mas possui todos os elementos necessários desse conto de princesa. Adaptado aos tempos modernos, mais moderno do que aquele filme com a Hilary Duff (A Nova Cinderela, quem aí assistiu?), a história é perfeita para os amantes da cultura pop, os apaixonados por sagas e universos fictícios que regem a indústria do cinema até hoje e, claro, para os sonhadores.

Elle é uma nerd, fã de carteirinha do seriado de sucesso Starfield e dona do blog Artilharia Rebelde. Starfield, acredito eu, que seja como Star Trek. E a adolescente sente seu maior medo virar realidade quando anunciam um remake da saga que faz parte da sua vida (quem nunca, né). As chances de se decepcionar aumentam quando anunciam que Darien Freeman será o Carmindor, personagem principal, que logicamente não parece a escolha certa para o papel.

O livro é narrado pelos dois personagens principais, Elle e Darien, o que continua sendo meu tipo de leitura preferida. É maravilhoso quando podemos deslumbrar os dois lados da história, conhecer melhor outros personagens e ter mais detalhes para nos apaixonarmos a cada capítulo.

“Se você acredita em si mesmo e tem bons amigos, tudo é possível. Você pode fazer qualquer coisa. Pode ser qualquer um. Então, como diz o ditado: Apontar para as estrelas. Mirar. Disparar.”

resenha geekerela
Foto: Acervo Pessoal/Escritora de Quinta

Darien Freeman é o astro teen do momento. Mas também é fã da série e sente-se cada vez mais pressionado ao assumir o papel principal da história que fez parte da sua infância. Sua carreira e fama entram em conflito com sua vida pessoal, o deixando confuso sobre si mesmo e inquieto ao encarar a insatisfação dos pistoleiros estelares, os fãs de Starfield, que não estão nada alegres com a notícia do reboot.

Graças a uma conspiração do universo, Elle e Darien começam a trocar mensagens sem saber a verdadeira identidade um do outro. A atração e sintonia surge instantaneamente e mesmo com todas as diferenças que ambos possuem, ali, nas mensagens de texto trocadas, é como se existisse um universo paralelo onde esse amor poderia sim ser possível.

A paixão que ambos carregam pela série e todas as referências a tantas obras que eu, particularmente, também sou fã, me fizeram devorar o livro. Foi o mais querido de 2017, mesmo sendo desse gênero mais adolescente, me fez viajar para um mundo muito parecido com o meu, em relação a séries, filmes, convenções e cosplays. Não que eu faça cosplay, mas tive meu segundo ano de Comic-Con e cada vez fico mais apaixonada por eventos do tipo. É mágico como todo mundo ali se sente em casa quando encontra desconhecidos vestidos dos personagens que moram nas histórias que tanto amam.

“Como alguém vai aprender sobre o mundo real se só vive na fantasia?”

resenha geekerela
Foto: Acervo Pessoal/Escritora de Quinta

Elle perdeu a mãe quando ainda era pequena e o pai se foi de maneira inesperada, ambos eram sua inspiração na vida. Foram eles que a viciaram em Starfield, eles quem ajudaram a criar a convenção geek ExcelsiCon. Infelizmente ela acaba tendo seus dias infelizes ao lado da pessimadrasta e suas duas filhas que também não são lá grandes coisas. Darien, mesmo com os pais ainda vivos, sente falta do carinho e atenção. A mãe não é próxima e o pai, que também é seu empresário, apesar de estar mais perto, não sabe pensar em outra coisa além da carreira do filho. Quando descobriu que seu melhor amigo entregou fotos suas para os jornais em troca de dinheiro, o astro teen acabou ficando solitário e cada vez mais desconfiado.

É uma leitura suave e cheia de risos que você acaba soltando ao imaginar as cenas. Os diálogos são perfeitamente encaixados. Cada personagem tem seu peso na história e a autora soube criá-los com maestria, sério, Elle é uma garota incrível, cheia de medos e sonhos, incapaz de enxergar o próprio potencial. Sem falar em Darien, indeciso e corajoso na medida certa para fazer qualquer um se apaixonar por ele. Acompanhar o desenrolar da história de ambos me fez viajar para um universo paralelo onde todos nossos sonhos podem sim ser possíveis.

Livro: Geekerela, 377 páginas
Autora: Ashley Poston
Publicação: Editora Intrínseca, Junho/2017
Nota: ★★★★★

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Planner 2018 | Um jeito de organizar nossos planos

Planner 2018 | Um jeito de organizar nossos planos

Tirei uma semana de folga para o blog e estou de volta! Espero que 2018 tenha começado bem para todos. Já foram para o cinema? Já maratonaram alguma série? Como estamos com nossos vícios? Eu, por enquanto, não assisti nada, acho que passei a semana do natal vendo tantos especiais que ainda estou dando uma pausa.

planner 2018
Planner 2018 da Tilibra

Hoje quero falar sobre essa beleza que achei em uma papelaria aqui da minha cidade, e que provavelmente também deve ter aí na sua, um planner 2018. Nós sabemos que colocar os planos no papel nem sempre significam garantia de que conseguiremos tirar todos eles a limpo, mas já é um começo e um jeito de persistir e não esquecer das coisas que precisamos colocar em prática.

Esse Planner é da Tilibra e custou certa 22 temers. Existe um modelo menor por R$ 15,00. As estampas variam entre essa e outras abstratas com círculos maiores, listras, mas sempre nas cores preto e branco.

planner 2018
Aqueles adesivos de lei que temos dó de usar e depois não sabemos onde colar

planner 2018

No planner temos o espaço mensal, onde podemos colocar os compromissos e datas importantes. E também o espaço diário, com cada dia do mês para termos mais controle e espaço sobre nossos planos.

planner 2018

O planner é ideal para adquirimos um controle maior das nossas tarefas, comprei o meu principalmente para conseguir me organizar com o blog, administração da página no Facebook e Instagram, não perder o lançamento de uma série legal e nem deixar de falar sobre ela nas redes sociais. A gente pensa que não, mas estamos em contato com tantas coisas ao mesmo tempo, que precisamos sim de um filtro para separar tudo e não esquecer nada.

Também é ótimo para quem quer organizar uma rotina de estudos, seja com a faculdade para ter todos os trabalhos e provas anotados, como para cursos que estão para começar e podem ter suas anotações diárias. É um jeito de não estudar apenas no dia do curso de inglês, por exemplo, podendo colocar traduções e pronúncias de palavras novas todos os dias. Além de links e anotações importantes sobre outros assuntos que estejamos estudando.

planner 2018
Essa é a parte de anotações no final do planner
planner 2018
A capa do planner é dura, vem com esse elástico para “fecharmos” ele e é a minha aquisição favorita até o momento ❤

Vocês já devem ter ouvido falar do Bullet Journal, minha vontade inicial era ter um desses, mas não tenho a criatividade (e grana) tão livre assim quando o assunto é desenhos. No bullet o espaço das folhas, na maioria das vezes, é em branco e você pode brincar com sua imaginação riscando ilustrações pelas folhas. O planner pode ser usado com o mesmo objetivo, mas os espaços já estão limitados e você não precisa se preocupar em preencher demais as lacunas.

Claro que dá para rabiscar sim seus desenhos, eu já ando colocando no papel alguns desenhos de primário que é o que eu sei fazer mesmo, e algumas outras tentativas de inspiração. Aqui separei uma pasta no Pinterest com vários detalhes e passo a passo para rabiscos que podem deixar seu planner ainda mais bonito. Para acessar a pasta é só clicar no link abaixo.

É isso! Primeira semana do ano, planner comprado e a tentativa de tirar do papel os planos que estou traçando para 2018. Boa sorte para nós! ❤

Para todos os planos e coisas que não conseguimos em 2017

Para todos os planos e coisas que não conseguimos em 2017

Não sei, posso estar exagerando, mas essa época entre Natal e Ano Novo, onde nem terminamos e nem começamos o ano, que muito provavelmente repensamos em todas as coisas que fizemos e que ainda iremos fazer, essa partezinha da nossa vida que fica suspensa no ar é de enlouquecer. Os dias do juízo final do ano que está acabando. As promessas de todos os novos 365 dias que estão por vir.

É sempre difícil acompanhar tantas retrospectivas e avanços quando sentimos que estamos parados no mesmo lugar em que estávamos um ano atrás. E, as vezes, essa sensação nem é verdadeira. Temos a traiçoeira mania de super valorizar a conquista alheia e menosprezar os pequenos passos dados com nossas próprias pernas. Sejamos francos e olhemos nossas caminhadas com sinceridade… Chegamos sim em algum lugar, talvez não no lugar que pensamos que iríamos chegar, mas tudo bem, nem tudo é perfeito.

texto de quinta
Foto: Reprodução/We Heart It

Acredito que agora ao invés de tomarmos uma atitude mais severa, adotarmos um olhar mais crítico sobre nossa própria vida, deveríamos ser mais generosos, mais positivos com nossas andanças por todo esse ano que está prestes a acabar. Não estou dizendo que devemos aceitar o lugar que estamos, se esse lugar for de fato ruim para nós. Mas é importante reconhecer que nem sempre a situação é tão ruim quanto parece ser.

Estamos em constante contato com tantas vidas, conectados a tantas rotinas nessa bolha virtual que passamos cada vez mais horas dos nossos dias online, que simplesmente esquecemos de olhar a nós mesmos sem tanta comparação. É tão triste quando vivemos nos comparando a vidas que não nos pertencem, quando perdemos tempo ansiando por sonhos que nem sabemos se são nossos. Basta uma olhada em algum feed organizado na rede social que for, que já nos sentimos estranhos por não termos aquela foto em determinado lugar, ou por não termos ganhado, nem comprado determinada coisa.

Isso tudo deveria servir de inspiração, deveria ser o pequeno empurrão que precisamos para correr atrás daquele objetivo que seu colega ao lado conseguiu antes de você. Mas ao contrário disso, tudo funciona como se fosse um chute para te colocar pra baixo por não ter chegado lá ainda. Entendem? A gente cai num ciclo em se sentir mal por não estar no mesmo tempo que a pessoa ao nosso lado, sendo que os relógios não são iguais, o tempo não passa da mesma maneira e se não conseguimos algo agora, calma, respira, amanhã é outro dia e depois é outro, e mais outro.

Durante esses dias entre Natal e Ano Novo a urgência parece que é bem maior. Esquecemos e deixamos de notar todo pequeno sorriso que demos, para pensar apenas nos momentos que perdemos e não tivemos. Então, por favor, estamos quase no fim, falta pouco e eu sei que nem tudo saiu como planejado, mas uma nova chance está para começar. Sejamos gratos por tudo que já nos aconteceu até aqui, olhemos com mais generosidade para as pequenas conquistas e medos que conseguimos alcançar e superar. Mais 365 dias estão para começar e tanta coisa acontece nesse tempo, só precisamos saber enxergá-las. Só precisamos parar de olhar tanto para o lado e começar a olhar mais para nós mesmos.

Texto de Quinta | Coração só, coração em paz

Texto de Quinta | Coração só, coração em paz

E ela vive muitos romances. É cheia de amores e histórias para contar. Com um livro sempre na bolsa, repete à si mesma que é feliz assim. Quando lhe perguntam sobre os namorados, ela desconversa e diz que não quer ninguém. No fundo, no fundo, todos sabem que é medo.

Medo de amar, de se entregar, de se machucar, de começar outra vez. Ela nunca foi boa em recomeços, enquanto todos já estavam com suas páginas viradas, ela se encontrava sem conseguir mudar de capítulo. Pelo menos com os livros ela tem o que sempre quis ter, a certeza de que tudo vai ficar bem.

texto de quinta
Foto: Reprodução/Tumblr

Mas na realidade, ela é só e cada dia que passa aceita mais essa espécie de solidão. Mesmo com todos os olhares de pena e perguntas frequentes sobre quando ela finalmente vai permitir que alguém fique. Hoje, ela entende que não precisa lutar tanto para que uma pessoa permaneça em sua vida, ela sabe que quem tiver que ficar, simplesmente fica, como nas histórias que sempre lê, mas com menos fantasias e encontros por acaso porque ela sabe que essas coisas não acontecem fora das páginas.

Dizem que o medo não faz bem, que ela deveria tentar mais, sair mais, arriscar mais. O que não sabem é que seu coração está em paz, envolvido com tantos personagens que ela conseguiria escrever sua própria história. Tudo bem se ainda não encontrou alguém para chamar de seu, uma hora ou outra isso muda e ela estará de braços abertos, sem tantas mágoas passadas porque soube como evitar algumas delas.

Texto de Quinta | Me deixe ir, amor

Texto de Quinta | Me deixe ir, amor

texto de quinta
Foto: Reprodução/We Heart It

Eu não tenho mais nada para te oferecer, então por que você não me deixa ir? Eu já te entreguei tudo que eu tinha para entregar, fiz tudo que tinha para fazer, eu sou assim, acho que você não sabe, mas eu sou assim.

Não faço nada pela metade, não sinto nada pela metade e contigo não foi diferente. Te dei tudo, te ofereci meu melhor, te aconcheguei aqui no meu pequeno mundo e tentei, de todas as maneiras, te fazer ficar, amor, mas você não ficou.

Não enxergou tudo que podíamos ser, não quis tudo que eu tinha para oferecer e agora já é tarde demais. Tarde demais para nós dois, tarde demais para voltar atrás, tarde demais para ressuscitar um sentimento que você mesmo matou quando não deu a mínima para mim, para nós.

Odeio isso, sabe? Vivo dizendo o quanto gosto de carregar só as coisas boas comigo, mas tem dias que a vida e as situações não colaboram. Estou tentando lembrar só do teu sorriso, do teu abraço, do teu beijo, mas você me marcou, amor, lá no fundo venho tentando esconder essa mágoa fodida que você deixou aqui.

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Castle Rock | Uma série com os personagens de Stephen King

Stephen King é o rei do terror. Seus livros são sucesso no mundo todo e as adaptações de suas obras ganham destaque no cinema e na televisão até hoje. Castle Rock será uma série com 10 episódios. A ideia é reunir os personagens já criados por King em uma terrível e sinistra história. Assista ao teaser liberado na Comic-Con de Nova Iorque:

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Um texto sobre algo que nem eu entendo

Um texto sobre algo que nem eu entendo

Eu poderia ter saído. Colocado minha melhor roupa, usado meu melhor batom e saído para qualquer lugar que estavam me chamando. Sair, conversar, rir, comer, ocupar a cabeça com os problemas e histórias das outras pessoas. Mas é como se algo me prendesse onde estou.

texto de quinta
Foto: Reprodução/WeHeartIt

É estranho se sentir presa a algo que nem mesmo consigo identificar. É como se uma força invisível me prendesse e me impedisse de seguir com a minha vida, como se algo quisesse que eu ficasse exatamente onde estou.

Os dias estão passando e é como se um relógio estivesse contando meu tempo, minha rotina, as pessoas a minha volta, as coisas que tenho. Um desespero enorme começa a tomar conta de mim. Um desespero de todas essas coisas escaparem pelos meus dedos. É loucura demais? Sentir esse medo e ficar completamente paralisada por ele?

Aceno para meus amigos que acabaram de sair e fico pensando que gostaria de ter ido, mas não fui porque parece que cada vez que vou, cada vez que vivo algo, o tic tac do relógio que existe só na minha mente aumenta.

É estranho pensar e tentar falar sobre o que sinto nessas horas. Nunca converso com ninguém porque sempre acho que não entenderiam e no fundo acabo pensando que tudo não passa de um drama da minha parte.

Eu tenho tudo. Tenho amigos, tenho família, tenho uma casa para voltar no fim do dia, tenho algo para comer sempre que sinto fome, tenho saúde, tenho carinho daqueles que amo, então o que causa esse desespero? O que me impede de aproveitar meus momentos sem esse peso na consciência? Sem essa sensação de que estou caminhando para o fim de algo?

Sim, eu sei. A vida, ela tem um fim. Tudo nela tem um fim. O livro que comprei ontem, o jogo de panela novo da minha mãe, até mesmo o perfil que criei para meu pai no facebook pode ter um fim. Mas como aceitar isso? Como lidar e encarar que tudo que está aqui a minha volta pode não estar mais com um piscar de olhos ou com o passar dos anos?