A Origem dos Guardiões e a magia em acreditar

A Origem dos Guardiões e a magia em acreditar

Eu sei, a gente cresce e descobre que Coelhinho da Páscoa não existe, Papai Noel foi invenção, fada dos dentes na verdade eram nossos pais colocando dinheiro enquanto dormíamos (isso quando só não mandavam a gente jogar o dentinho no telhado e esperar por uma aparição milagrosa), mas é tão importante acreditarmos! Hoje em dia as crianças crescem cada vez mais rápido, com um smartphone por perto fica difícil não perguntar ao Google se Papai Noel realmente existe. Mas, vou repetir, é importante acreditarmos!

“Você deixa de acreditar na lua quando o sol nasce?”

filme a origem dos guardioes
Sandman, Coelhão, Papai Noel, Fada do Dente e Jack Frost (Foto: Divulgação/IMDb)

Se não for nos guardiões que zelam pelas crianças, é em algo que temos em mente. Cada um, de um jeito ou de outro, tem sua fé, se não em seres e forças e bigbangs, cada um precisa ter fé e acreditar em si mesmo, na família, nos amigos, na própria vida que vive todo dia ao acordar pela manhã. Sinto que sempre existirá alguma coisa em que temos que acreditar e A Origem dos Guardiões mostra isso de todas as maneiras.

Jack Frost não acreditava e nem tinha fé em si mesmo. Depois de tantos anos, não fazia ideia de quem era, não lembrava de quem tinha sido em sua vida passada… Quantos de nós não esquece aquela pequena parte de si e acaba deixando de se reconhecer no espelho? Quantos de nós já perdeu a fé em si próprio e deixou de acreditar que era capaz de algo? Quantos de nós ainda está sem rumo? Sem saber o que fazer?

desenho a origem dos guardiões
Jack Frost é um dos meus personagens preferidos! (Foto: Divulgação/IMDb)

O Papai Noel, o Coelhão, a Fada do Dente, todos eles perdem seus poderes quando as crianças deixam de acreditar. Reflete muito como também perdemos nossos poderes quando somos desacreditados, seja pelas pessoas ou pela própria vida que não é fácil e vire e mexe gosta de provar isso. É sempre difícil quando não acreditam em nós.

“Deixa de acreditar no sol quando o céu está nublado?”

Sandman é o grande responsável pelos sonhos, ele que ilumina a noite com seus raios de luz. Em contra partida, Breu é o bicho papão, o temido monstro que fica mais forte conforme as crianças sentem medo. É uma dose de coragem quando cada pequeno decide encarar o Breu, admiti que ele existe, mas perde o medo dele. Nem preciso dizer que deveríamos admitir nossos medos, para assim, tentarmos superá-los, certo? Certo.

filme a origem dos guardiões
Um Papail Noel todo tatuade e um Coelho da Páscoa gigante é demais pra nossa imaginação ❤ (Foto: Divulgação/IMDb)

É uma maneira linda de enxergar as crianças, de mostrar a elas o quanto são importantes. Tenho muito medo em ver toda modernização que acontece hoje em dia, mas fico feliz por ainda existirem os desenhos, principalmente, esses parecidos com os guardiões. As crianças são tudo que temos para o futuro e mesmo não existindo Fada do Dente, Coelhão ou Jack Frost, somos nós os guardiões delas, somos nós, quem devemos protegê-las e ensiná-las de que o medo é algo que sempre teremos que vencer. E que nessa vida, faz bem acreditarmos em algo bom, em manter o coração com esperança, em pensar que no futuro todos nós seremos nossos próprios guardiões.

Sei que é sempre uma viagem quando coloco em palavras certos pensamentos meus. Mas espero que assistam A Origem dos Guardiões com outros olhos e façam seus filhos, primos, sobrinhos, enteados, enfim, suas crianças, se encantarem com essa mágica história. A magia pode não existir para nós, adultos e adolescentes, mas o encanto precisa ser preservado, existem tantas coisas mágicas nesse mundo que ainda devemos acreditar.

Assista ao trailer:

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Fora de Quinta | “Corra!” e a desconstrução do estereótipo do filme do Oscar

Fora de Quinta | “Corra!” e a desconstrução do estereótipo do filme do Oscar

Alô, alô, leitores de quinta! Vocês devem ter percebido algo de diferente nesse meu título, então irei explicar. “Fora de Quinta” serão posts com opiniões, críticas e resenhas de filmes, livros e séries, mas escritos por outra pessoa. Estarei cedendo um espaço aqui no Escritora de Quinta para divulgar bons textos que vocês também irão gostar de conhecer e ler. Ou não. Ou sim. Quem lê minhas resenhas sabe que as variáveis são muitas.

O texto abaixo foi escrito pelo cineasta Daniel Bydlowski para o Portal IG. Uma boa reflexão sobre os filmes indicados e vencedores do Oscar.

Lembro quando o filme Jogos Mortais estreou em 2004, dando arrepios no público do começo ao fim. Não somente este filme ofereceu aquilo que os amantes do gênero buscam, o medo, mas também terminou com um final surpreendente que muitos não esperavam. Saindo do cinema, era possível ouvir os espectadores dizendo que o longa merecia ser indicado ao Oscar.

Considerações sobre o sucesso ou a qualidade do filme à parte (a franquia de Jogos Mortais continua viva ainda hoje), se nem mesmo Psicose, que é um clássico do cinema de horror dirigido por Alfred Hitchcock, conseguiu a estatueta, fica difícil imaginar que Jogos Mortais teria qualquer chance. Isto porque o Oscar dava preferência não a filmes de horror ou comédia, mas sim ao drama, especialmente se o enredo também contasse com um tom histórico que levasse a plateia a tempos passados.

corra! indicado ao oscar
Daniel Kaluuya interpreta Chris Washington (Foto: Divulgação/IMDb)

Mesmo com certas exceções, o gênero do horror parecia não ter chance… até hoje. Corra!, dirigido por Jordan Peele, já faz parte da previsão de quais filmes terão mais chance de concorrer, algo muito difícil de acontecer anos atrás. Mas, por que agora? Quais são as razões por trás destas mudanças?

Alguns críticos dizem que a presença de Corra! no Oscar é baseada em mudanças políticas, já que a trama central do filme é fundamentada em um afrodescendente seduzido e sequestrado por uma família maníaca que tem como objetivo algo não muito longe de uma ficção científica (para não dar nenhum spoiler).

Porém, a presença de gêneros antigamente ignorados pela academia vai muito além da política ou da própria constituição de seus jurados (que vem mudando nos últimos tempos) e vai até o próprio mercado cinematográfico.

IMDb
Cena do filme Corra! (Foto: Divulgação/IMDb)

Mesmo antes da internet, o mercado de nicho já era mais do que conhecido por empresários e marqueteiros. Porém, com a internet e as mídias sociais, ficou não somente mais fácil de defini-los, mas como também impossível de ignorá-los. As mídias sociais focam a atenção no indivíduo e em seu grupo específico, sendo quase, senão o total, oposto da mídia tradicional, que era idealmente esquematizada para a população em geral.

O próprio cinema começa então a se fragmentar para dar atenção a grupos menores e específicos, especialmente quando serviços de streaming de vídeo fazem sucesso por conseguir personalizar os gostos pessoais de cada um de modo automático pelo logaritmo de seus sites. Até mesmo Chris Rock, apresentando o Oscar de 2016, usou esta fragmentação como comédia quando entrevistou afrodescendentes que nunca tinham ouvido falar dos filmes nomeados à premiação daquele ano. Porém, quando perguntava de Straight Outta Compton: A História do N.W.A., filme sobre afrodescendentes, os mesmos respondentes imediatamente reconheciam o título, embora este não tenha sido nomeado. Mesmo que esta entrevista tenha sido planejada como uma piada, ela aponta para esta fragmentação no gosto dos espectadores que vem acontecendo nos últimos tempos.

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Jordan Peele, diretor de Corra! no set de filmagens (Foto: Divulgação/IMDb)

No ponto de vista do Oscar, qual a importância histórica de um filme que, embora feito para o público moderno de gostos fragmentados, agrada a população em geral e bate vários recordes de bilheteria?

É a habilidade de atrair interesses tão diferentes que faz com que seja natural falar de Corra! como um potencial participante do Oscar, mesmo quando os gêneros do horror, comédia e ficção cientifica (todos fazendo parte de Corra!) eram antes colocados em segundo lugar pelo drama.

Assista ao trailer:

Todas as fotos do filme Corra! usadas nesse post estão sob licença do site IMDb*

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Sobre o autor do texto: Daniel Bydlowski é cineasta brasileiro e artista de realidade virtual com Masters of Fine Arts pela University of Southern California e doutorando na University of California, em Santa Barbara, nos Estados Unidos. É membro do Directors Guild of America. Trabalhou ao lado de grandes nomes da indústria cinematográfica como Mark Jonathan Harris e Marsha Kinder em projetos com temas sociais importantes. Seu filme NanoEden, primeiro longa em realidade virtual em 3D, estreia em breve.

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Bright | Filme original Netflix é bom, mas…

Bright | Filme original Netflix é bom, mas…

Digamos que Bright seja esse filme que assistimos, gostamos, mas… É aquela trama que deixa a sensação de que algo ficou faltando. Por ser um universo completamente desconhecido, senti que o roteiro ficou corrido e algumas pontas soltas ficaram largadas durante as cenas.

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Tikka (Lucy Fry) é uma aprendiz a Bright, uma iluminada capaz de lançar magias (Foto: Divulgação/Netflix)

Will Smith e Joel Edgerton estão ótimos juntos, Ward e Nick, seus personagens, são os policiais rejeitados do pelotão que acabam se envolvendo em uma loucura. Ambos enfrentam dificuldades no trabalho após um tiroteio sem nenhum bandido preso. O mundo está diferente, dividido entre espécies humanas, elfos e orcs. A rivalidade só aumenta quando Nick Jakoby é o primeiro orc a tornar-se policial, trabalhando como parceiro de Scott Ward, um oficial que não está no melhor momento de sua carreira.

Nesse mundo, os elfos são uma espécie de soberania, classe A, enquanto orcs são como se fossem a classe C e os humanos ficassem ali no meio entre ambos os lados. Algumas lacunas sobre como o mundo passou a ter essa divisão e que batalha foi travada para que cada lado ganhasse seu devido posto ficam sem respostas.

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Will Smith e Joel Edgerton, Ward e Nick, a dupla policial que deu certo (Foto: Divulgação/IMDb)

Talvez, em sua sequência, possamos entender mais sobre isso e o grande Senhor das Trevas que é a suposta ameaça da história. Existe um grupo, Illuminaris, que pretende trazer esse deus de volta e os dias de juízo final também, mas, até então, esse lado sombrio de Bright não fora tão explorado.

É um bom entretenimento, cumpre o papel de ficção e fantasia com uma produção e caracterização de primeira. A trilha sonora está perfeita, Broken People, que toca no início do filme, está na minha playlist. Um novo universo que se for bem explorado, poderá conquistar um bom espaço na Netflix. São elfos, gente, magia, fadas irritantes e que ninguém gosta, além de clãs de orcs entre os humanos. É história para ser contada em mais de duas horas.

Talvez por isso a impressão que fique seja essa, o filme é bom, mas… Vamos torcer para que na sequência, já confirmada pela Netflix, possamos ter algumas das respostas que ficaram pendentes nessa história, ela tem potencial, só nos resta aguardar e torcer pela produção.

Assista ao trailer:

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Um Senhor Estagiário | Você está preparado para a sua aposentadoria?

Um Senhor Estagiário | Você está preparado para a sua aposentadoria?

Eu sei, ninguém merece esse tipo de pergunta. Dependendo da sua idade e da crise que você se encontra, o assunto aposentadoria pode mexer muito com a sua cabeça. Mas, normalmente, quando pensamos nessa fase da vida, pensamos em descanso, finalmente curtir os dias sem precisar trabalhar, algum retiro para a terceira idade, viagens… Mas será que a coisa funciona assim para todos?

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Robert De Niro é aquele tio/vô que todo mundo gostaria de ter na família ❤ (Foto: Divulgação/IMDb)

Ben (Robert De Niro) tem 70 anos, é viúvo, já gastou todas as milhas que podia em viagens, faz ioga, aprendeu mandarim, fez curso de culinária, tentou ser útil em sua própria vida, mas nada disso pareceu suficiente. É estranho pesarmos isso agora, só que depois de anos trabalhando, vivendo um rotina sistemática e lidando com tarefas, será que conseguiremos parar? Simplesmente estacionar e aceitar que não temos mais nenhum trabalho às sete da manhã?

Para mim, de coração, isso parece super fácil. Tranquilo. Vamos lá! Mas na realidade, quando estiver realmente vivenciando esse fim da jornada de trabalho, fico pensando se conseguirei desligar. É complicado largar a rotina assim e se acostumar em fazer nada, por mais absurdo que isso pareça agora. Como o próprio Ben diz no filme, começam os enterros, muitos deles, e a sensação em fazer o necessário, em ser útil, em fazer algo que signifique e valorize o seu tempo, começa a ser como uma emergência para si mesmo.

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Amei Anne Hathaway e De Niro juntos e irei protegê-los! (Foto: Divulgação/IMDb)

Um Senhor Estagiário nos mostra exatamente como é para o Ben ter a oportunidade em voltar a uma rotina de trabalho. Achei linda essa iniciativa que realmente existe em algumas empresas. Os tantos senhores estagiários que existem na vida real têm muito a nos ensinar, e ainda podem aprender também! O contraste de Ben com os novatos ainda cursando faculdade é sensacional.

Agora o outro lado do filme que também agrada é Jules Ostin, personagem de Anne Hathaway. Uma mulher de negócios, criadora de um gigantesco e-commerce, ela mostra uma troca de papel que vem acontecendo muito hoje em dia (graças a Deus) ao assumir as rédeas das finanças da casa e trabalhar duro em cima de sua loja online. Seu amor é o “dono de casa”, o marido do século 21, perfeito demais para ser verdade. Mas juntos, eles cuidam do casamento e de sua pequena filha.

um senhor estagiario
A família do século 21 (Foto: Divulgação/IMDb)

Julgamentos a parte, a história nos mostra como as coisas nem sempre são como são. Como as dificuldades e obstáculos podem ser superados, sem necessariamente virarmos uma página para trás. Nancy Meyers, diretora e roteirista dessa produção, nos mostra, com aquele humor bem gostoso de acompanhar, como a vida real e o cotidiando ainda podem render ótimos temas e histórias para os filmes. Ou vai dizer que estágio durante a aposentadoria é algo velho demais para virar produção cinematográfica?

Assista ao trailer:

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O Touro Ferdinando | Um filme para as crianças questionarem os adultos

O Touro Ferdinando | Um filme para as crianças questionarem os adultos

Esse final de semana fui assistir O Touro Ferdinando com meus sobrinhos menores, para quem não sabe, tenho 942735328 sobrinhos, mentira, na verdade são apenas quatro e gosto bastante de assumir que fui a responsável por levar todos eles pela primeira vez no cinema! Dessa vez foi o mais novo, de três anos, que ficou na expectativa quando as luzes se apagaram e me perguntou curioso “vai começar, Tati?”. O outro pequeno, de quatro aninhos, já tinha assistido Meu Malvado Favorito e sabia o que estava acontecendo: “primeiro são os trailers!”.

filme o touro ferdinando
Imagine um touro dentro de uma loja de porcelana… (Foto: Divulgação/IMDb)

Passado os trailers e pedidos de “vamos ver esse? Depois esse? E esse também de novo?”, somos apresentados a infância de Ferdinando, enquanto desde pequeno ele nos mostra como é diferente dos outros touros. Sensível e contra todo tipo de violência, Ferdinando é apaixonado por flores e prestativo com todos os seus colegas de pasto, mesmo aqueles que querem o obrigar a ser como eles.

A história, de um jeito bem sútil, é um questionamento sobre as touradas que ainda acontecem na Espanha, colocando os animais em situações precárias, incluindo o abatedouro quando o animal não consegue atingir as expectativas esperadas. Não estou dizendo que é um filme que te fará virar vegetariano e correr para as ruas de Madrid protestar contra a triste tradição espanhola, mas é uma trama que te faz pensar um pouco no assunto, principalmente se seu sobrinho de quatro anos vira para você e pergunta o que é um abatedouro.

critica o touro ferdinando
(Foto: Divulgação/IMDb)

Por isso digo que é um filme para as crianças nos questionarem. Até um touro criado em laboratório é personagem. E Carlos Saldanha realmente sabe como dirigir esse tipo de coisa, afinal, Rio nos mostra a extinção de animais e o modo como eles são traficados em nossa sociedade. A Era do Gelo é sobre a história do mundo antes de chegarmos nele. Não me olhem com essa cara estranha, não estou sendo esquisita, estou apenas mostrando outro lado das animações que geralmente não prestamos atenção. O Touro Ferdinando é inspirado nos livros de Munro Leaf, lançados em 1936, para vocês verem como esse assunto não é tão novo assim.

É bonito como podemos incluir esses temas para nossas crianças já crescerem sabendo de algumas coisas. Podendo questionar certos assuntos. A história também é inspiradora para sermos nós mesmos, não perdermos nossa essência independente do que as pessoas insistem em nos dizer. Meu sobrinho mais novo ficou encantado, ele tem uma paixão por animais, ficava o tempo todo falando o quanto tinha adorado o filme sem o filme nem ter acabado ainda e chorou quando o Ferdinando, espera, não posso dar spoiler. Mas o outro, um ano mais velho, já conseguia me questionar mais e em certo momento perguntou porque o pai do Ferdinando era frouxo.

critica filme o touro ferdinando
O tanto que a gente se divertiu no cinema vendo esse time junto (Foto: Divulgação/IMDb)

Como Ferdinando se recusava a lutar e cometer violência com quem quer que fosse, os outros touros acabavam o apelidando de frouxo, fraco e insistindo que o mundo não era um lugar para sensibilidade, que ele não duraria muito por aqui. Vamos combinar, hoje em dia, nossas crianças estão crescendo nesse tipo de atmosfera, ainda no contexto de que chorar é coisa de gente fraca. Infelizmente ainda levam certa brutalidade como referência a força e o contrário dela uma triste fraqueza. O pai de Ferdinando é escolhido para ir a arena e não retorna para casa, pois quem ganhou foi o toureiro e desse jeito Ferdinando entende mais ainda que essa é uma luta sem chances de vencer.

Durante a sessão eu ouvia a sala inteira do cinema gargalhando, de verdade, as risadas das crianças em certas cenas eram contagiantes, incluindo as dos meus sobrinhos. Pude ver certos pais tentando acalmar os filhos de que as coisas iriam ficar bem. Eu chorei, não vou mentir e tive que engolir o choro para meu sobrinho não abrir o berreiro no meio do cinema e termos que ser expulsos. Se eu pudesse, chegaria em cada pessoa e pediria para que ela levasse aquela criança querida que existe por perto ou na família, e passasse um tempinho no cinema com ela. O Touro Ferdinando é sensível, engraçado, lindo para nossos olhos e encantador para nossos corações. Os pequenos saem do cinema apaixonados e os adultos também. O filme estreou no dia 11 de janeiro e ainda está em cartaz em alguns cinemas, corra para assistir!

Trailer dublado:

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O Rei do Show | Um filme mágico e inspirador

O Rei do Show | Um filme mágico e inspirador

Acho que janeiro tem sido um ótimo mês para o cinema. Ano passado comecei o ano assistindo La La Land e que filme, meus amigos, que filme! Agora, primeira semana de 2018 e eu já estava sentada no cinema assistindo O Rei do Show e ficando arrepiada com a sintonia incrível que eles criaram nesse longa. Um presente para aqueles meros mortais que sonham acordado. A história é magia pura para os corações sonhadores!

“Um milhão de sonhos é tudo que preciso, um milhão de sonhos para o mundo que vamos fazer”

o rei do show critica
Hugh Jackman como P.T. Barnum, o verdadeiro Rei do Show ❤ (Foto: Divulgação/IMDb)

Hugh Jackman é P.T. Barnum, o showman e empresário que revolucionou o entretenimento norte-americano em meados de 1835. O filme é inspirado em sua biografia e nos mostra como Barnum realmente foi incrível em sua época ao criar seu show de “fraudes” e provar o quanto nossos sonhos são possíveis.

Mas o filme não é apenas isso, são braços abertos dispostos a abraçar aqueles que são diferentes, uma inspiração sobre como podemos trabalhar nossas diferenças, aceitá-las, nos orgulharmos delas. É meio triste como as pessoas, na maioria das vezes, reagem a tudo que é novo, fora do tradicional e O Rei do Show também trabalha esse lado, mostrando como devemos ser fortes perante os julgamentos daqueles que não estão dispostos a aceitar as diferenças que existe entre cada ser humano. É uma linda lição sobre preconceito e como devemos deixá-lo de lado.

“Porque tudo o que você quer está bem na sua frente… E você vê o impossível se tornando realidade”

critica o rei do show
Que figurino, que caracterização, que coreografia, que show! ❤ (Foto: Divulgação/IMDb)

Foi uma nostalgia maravilhosa poder ouvir Zac Efron cantando outra vez. Me desculpem, mas sou fã de High School Musical, então imaginem minha alegria! A química entre seu personagem, Phillip Carlyle, e Anna Wheeler, interpretada por Zenday, não foi bem o destaque, já que o encanto maior estava quando ele aparecia ao lado de Hugh Jackman. Todo o elenco estava em sintonia e mesmo que os arcos não tenham sidos tão aprofundados, cada um esteve em seu melhor momento durante o longa. A única coisa que ficou um pouco amena foi o romance e drama da história, tive a sensação de que ele não foi tão bem explorado, é como se alguma pequena coisa tivesse ficado pelo meio do caminho.

Tirando isso e entrando nos termos que todo pseudo-crítico e crítico adora elogiar (desculpem, meus amigos, mas não estou mentindo e vocês sabem disso), a fotografia é perfeita! O encaixe da trilha sonora com as coreografias ficou incrível e que trilha sonora, de verdade, eu ficava arrepiada a cada música! This is Me está concorrendo a canção original em diversas premiações e eu estou na torcida, é merecido demais. Benj Pasek e Justin Paul são os responsáveis e adivinhem? Foram eles que também criaram a trilha sonora de La La Land.

“Eu sei que há um lugar para nós pois somos gloriosos”

filme o rei do show
Zac Efron e Hugh Jackman, que dupla, que sintonia, eu fiquei ainda mais apaixonada! (Foto: Divulgação/IMDb)

Estamos em tempos difíceis, acho que sempre estaremos passando por alguma dificuldade. Não sei dizer se hoje as pessoas, felizmente, têm mais coragem para falar sobre seus problemas e por isso a falta de empatia que temos com o próximo acaba ficando cada vez mais nítida. Casos e casos de preconceito e discriminação são expostos na mídia ou até mesmo entre amigos. É exaustivo. Mas é importante que falemos sobre isso, que filmes mostrem e cheguem até as pessoas com esse tipo de assunto para que melhoremos.

Durante os espetáculos no circo criado por Barnum e quando as pessoas passaram a saber da existência dele somos expostos a real lição que a trama quer nos passar: a aceitação das diferenças, o não ao preconceito. O Rei do Show, e principalmente a canção principal This is Me, se tornaram o hino de 2018 para nos aceitarmos e abraçarmos o próximo com maior empatia, sem tantos julgamentos, pois precisamos de mais amor e menos preconceito nesse mundo cada vez mais repleto de diferenças. Ah, e sabe os sonhos? Aqui, nessa história, enchemos nossos corações com eles.

Assista ao trailer:

Até a data desse post o filme encontra-se em cartaz nos cinemas… Corre!

*Todas as fotos usadas estão sob licença do site IMDb

Natal de Quinta | Filmes para assistir no Natal

Natal de Quinta | Filmes para assistir no Natal

Então é Natal e o que você fez?

Leu a frase no ritmo da música e já sentiu o desespero tomar conta? Calma, respira fundo, também não consegui fazer metade do que planejei em 2016, acontece. A gente pensa que tem o ano inteiro pela frente e quando se dá conta já é Natal de novo! Ho Ho Ho!

Independente de como será a sua comemoração, se você é apaixonado por filmes como eu, com certeza fugirá algumas horinhas para assistir algo. Portanto, tenho aqui 5 filmes para te distrair nesse final de semana natalino que se aproxima. São histórias para os amantes dos clichês e clássicos dessa época festiva.

Enquanto a ceia não fica pronta, a família discute sobre religião e política, o primo bem sucedido chega para te lembrar de todas as chances que perdeu na vida, vamos colocar um filminho para assistir e passar o tempo porque é disso que a gente gosta! E se possível, com algum aperitivo natalino para acompanhar.

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Estreias do cinema dezembro 2017

Estreias do cinema dezembro 2017

A sexta-feira do ano finalmente chegou! E com ela novos filmes no cinema para encerrarmos 2017 com estilo e assistindo coisa boa. É claro que a missão é ir no cinema uma vez por mês, mas caso não tenha dado para cumprir a meta, por favor, não deixem de fazer a despedida e escolherem aí o último filme do ano que vocês assistirão no cinema.

estreias cinema dezembro 2017
Montagem: Canva/Escritora de Quinta. Fotos usadas na montagem: Reprodução/IMDb

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Trolls | Uma metáfora sobre a felicidade que vivemos buscando

Trolls | Uma metáfora sobre a felicidade que vivemos buscando

Eu sou suspeita para falar de animações, sou apaixonada e sempre acabo me emocionando com seja lá qual for a metáfora que eles trabalharam na trama. Claro que as crianças não vão entender do mesmo jeito que nós, macacos velhos. Digo, são simples desenhos… Para a maioria que assiste.

critica filme trolls
Foto: Divulgação/IMDb

Você acha que vai ver uma animação clichê e se depara com um filme bem estruturado, com uma história bem feita, uma ótima trilha sonora e emoção, muita emoção! Trolls são conhecidos por serem Duendes da Sorte, existe uma lenda de que você só conseguirá ser feliz se comer um deles. O que a gente pode muito bem trazer para nossa realidade, afinal, sempre existe alguma coisa que precisamos ter para alcançarmos a felicidade.

Em cada pessoa, na maioria das vezes, existe algo faltando para que a mesma seja completamente feliz. Vivemos buscando um ideal de felicidade que parece nunca chegar. E esquecemos de olhar para nós mesmos, esquecemos de dar importância para as coisas simples que deveriam sim fazer toda diferença.

Poppy é a princesa do reino dos Trolls e precisa salvar seu povo. Ela sai em uma aventura ao lado de Branch, que é totalmente o oposto da maioria dos Trolls. Branch sofreu uma perda e isso mudou completamente a maneira como ele enxerga o mundo.  É um filme que tem a medida certa de humor, amor, amizade e como não devemos abandonar o próximo. Ah, e de cores, muitas cores, o que deixa tudo bem mais lindo de assistir.

filme trolls
Poppy e Branch, que são dublados por Anna Kendrick e Justin Timberlake (Foto: Divulgação/IMDb)

O contraste entre Poppy e Branch lembra muito como existem as pessoas de fé inabaláveis no mesmo mundo onde estão as pessoas depressivas que não conseguem se quer enxergar uma luz no fim do túnel. Estamos todos aqui, vivendo um dia de cada vez, esperando por seja lá qual for a sentença final. Mas com ajuda, com alguém próximo, podemos ir bem mais longe do que imaginamos.

A produção musical é por conta do Justin Timberlake, que também participa da dublagem do filme junto com Anna Kendrick, Gwen Stefani, Zooey Deschanel, Russel Brand e James Corden. O filme foi lançado outubro do ano passado e está disponível no Telecine Play. A trilha sonora é maravilhosa e para provar que estou certa segue o link do player do Spotify para vocês ouvirem:

https://open.spotify.com/embed/album/65ayND23IInUPHJKsaAqe7

Assista ao trailer:

Na Natureza Selvagem | O filme que continua atual mesmo 10 anos depois

Na Natureza Selvagem | O filme que continua atual mesmo 10 anos depois

São 10 anos desde que Na Natureza Selvagem fora lançado, para ser mais exata a data de lançamento mundial foi em 21 de setembro de 2007. Como um filme pode continuar tão atual? Com tantas coisas a nos ensinar sobre a vida? Não que todos iremos nos jogar como andarilhos no mundo, mas é incrível como o longa ainda é capaz de nos ajudar a enxergar nosso caminho de maneira diferente.

critica filme na natureza selvagem
Alex viajava com o mínimo de dinheiro possível, seu principal meio para chegar nos destinos era pedindo carona (Foto: Divulgação/IMDb)

Não são as coisas, são os momentos que vivemos. E de nada adianta esses momentos se não tivermos com quem compartilhar, afinal, “felicidade só é real quando compartilhada“. Christopher McCandless terminou a faculdade, mas não está entusiasmado com a vida que seus pais esperam que ele tenha. Após uma infância marcada por problemas domésticos, como brigas, traição, separação, o jovem decidi largar tudo e partir para uma viagem em busca de si mesmo.

É sempre perturbador essa questão de “nós mesmos” que cada um carrega consigo. Não nos conhecermos o suficiente, não sabermos exatamente onde nos encaixamos, o que queremos, o que somos. Almejar uma espécie de plenitude e felicidade que não fazemos a mínima ideia do que seja, onde esteja. Muitos ao nosso redor querem nos dizer o que podemos fazer, mas quantos deles realmente sabem o que estão dizendo?

Chris queima os documentos, doa as finanças que ainda tinha no banco e se dá um novo nome: Alex Supertramp. O sobrenome na tradução significa super andarilho, que é exatamente o que ele decide ser. Com uma mochila nas costas, Alex (eu achei bem melhor que o nome verdadeiro) sai sem rumo pelos Estados Unidos, passa por Los Angeles, Califórnia, Dakota do Sul, Arizona e decide traçar um objetivo nessa sua viagem (ou seria busca?) acrescentando o Alasca como principal destino.

na natureza selvagem filme
Emile Hirsch interpreta Alex Supertramp (Foto: Divulgação/IMDb)

A fotografia do filme é incrível, de verdade. É um presente para aqueles que sonham em se aventurar no mundo. Eu sempre digo que admiro demais a coragem dessas pessoas livres que partem em aventuras e conseguem superar o medo, deixar todo o luxo e conforto para trás. Afinal, não é uma atitude fácil de se tomar, vocês sabem. Mas acredito que seja de uma recompensa muito valiosa conseguir abandonar esses valores que muitos de nós somos acostumados.

É linda a maneira como Alex acaba mudando as pessoas que conhece pelo caminho e como elas também conseguem lhe acrescentar algo. É a prova de que cada pessoa entra na nossa vida com um propósito, que cada um que conhecemos consegue representar uma mudança em nós mesmos, por mais simples e pequena que ela seja.