A jornada de Lion e as coincidências da vida

A jornada de Lion e as coincidências da vida

Lion: uma jornada para casa é o tipo de filme que te deixa chorando e sorrindo ao mesmo tempo. Uma trama baseada em fatos reais, aquele filme biografia que você realmente respeita e com um elenco que te ganha, te abraça, te envolve e depois te apresenta as pessoas que viveram a história que aconteceu fora das telas.

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Esse é Sunny Pawar, o pequeno que interpretou Saroo enquanto tinha 5 anos (Foto: Reprodução/NewsJoins).

Saroo tem cinco anos de idade quando se perde de casa, do irmão, da família, de tudo que conhecia. Todos nós já tivemos cinco anos, somos espertos, mas não o suficiente para detalhes tão importantes. Conseguindo escapar de um destino que poderia ter sido muito cruel, o pequeno indiano acaba sendo adotado por uma família e muda-se para a Austrália.

Só que o passado é algo que carregamos conosco, a infância, por mais que venha ser dividida em dois mundos, prevalece e Saroo, mesmo 25 anos depois não consegue viver sem respostas para as perguntas que remetem sua vida na Índia. É uma retratação da realidade daqueles que estão perdidos, não lembram, não sabem sua verdadeira história e nem sempre conseguem deixar essa dúvida para trás.

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Dev Patel interpretando o Saroo 25 anos depois de ter se perdido de casa (Foto: Reprodução/GazetadoPovo).

Se você não assistiu Lion, vai reclamar que estou dando spoiler, mas é um spoiler bem óbvio do que felizmente acontece no filme e na vida real de Saroo. No dia 12 de fevereiro de 2012 ele finalmente reencontrou sua mãe biológica. No dia 12 de fevereiro de 2012 eu estava completando 18 anos, começando a tirar minha habilitação, pensando no que fazer com a chegada da vida adulta, enquanto Saroo, na Índia, lá no outro lado do mundo, voltava a abraçar a sua mãe que passou todos esses anos sem perder a esperança de reencontrar seu filho, nunca mudando de região e esperando por ele.

Pare e pense. A infinidade de coisas e vidas que mudam no mundo enquanto estamos passando por dias que julgamos normais. As inúmeras tragédias e os grandiosos momentos que acontecem na vida de tantas pessoas que habitam esse espaço terrestre. Eu sei, estou viajando e te arrastando para essa minha viagem, mas pensem em quantas coisas vivem acontecendo a todo momento no mundo lá fora…

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Nicole Kidman e David Wenham interpretando os pais adotivos com o pequeno e depois já adulto Saroo (Foto: Reprodução/HollywoodReporter/Moviabase)

Já imaginou que tipo de história pode estar acontecendo no outro lado do hemisfério enquanto você lê esse post? Eu já estava emocionada por toda a história de Saroo, comecei a sorrir para as últimas cenas enquanto tentava lembrar do meu aniversário há cinco anos atrás. Um daqueles momentos únicos que só quem é apaixonado por toda essa conexão que um bom filme pode causar irá entender.

O filme retrata a enorme diferença cultural que encontramos na Índia, choca ao mostrar parte da pobreza extrema que existe no país, mas te encanta ao captar a simplicidade da vida livre de todas as regalias que temos em nossos próprios lares. É impossível não ficar apaixonado pelo carinho de Saroo e Guddu, seu irmão mais velho e no modo como ambos encaravam suas difíceis rotinas.

Dev Patel interpreta o Saroo mais velho, Nicole Kidman sua mãe adotiva e David Wenham seu pai adotivo. Dirigido por Garth Davis e baseado no livro autobiográfico do próprio Saroo Brierley, o filme foi indicado a seis categorias no Oscar. Estreou no cinema em fevereiro desse ano e já está disponível no catálogo da Netflix. É uma ótima história e um prazer conhecê-la. Espero que vocês também gostem.

Assista ao trailer estendido com a música original que a Sia compôs para a trama:

A música é Never Give Up, caso queiram saber.

A Cabana e o fazer justiça com as próprias mãos

A Cabana e o fazer justiça com as próprias mãos

Mack é pai de família. Tem uma esposa religiosa, dois filhos adolescentes e uma menina pequena. Ambos formam a família tradicional que frequenta a igreja todo domingo. De início confesso que fiquei um pouco desanimada, imaginando que toda essa tradicionalidade acabaria me deixando em tédio. Mas o filme conseguiu me fisgar fazendo com que eu abaixasse a guarde e deixasse meus preconceitos de lado. Sim, eu tenho minha fé assim como também tenho um lado cético. Costumo dizer o famoso ditado de que “Jesus é maneiro, o que ferra é o fã clube dele” e é esse fã clube que faz a palavra religião parecer um veneno.

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Foto: Reprodução/Veja

“Religião. A religião é muito trabalho. Eu não quero escravos. Quero amigos, família para compartilhar a vida.” 

Mas gosto de pensar que o filme não é sobre religião, apesar de abordarem o lado cristão da coisa toda, é uma história sobre fé. Mack (Sam Worthington) teve uma infância não muito feliz com um pai que enchia a cara e batia na mãe e nele. Deixar o passado para trás nem sempre é fácil, mas ao conseguir construir uma linda família ele fora capaz de seguir em frente.

Até ter sua filha mais nova assassinada brutalmente. Sem nem ao menos ter o corpo para um velório, tendo que lidar com as evidências de que além de assassinada a pequena Missy também fora estuprada, Mack se torna sombrio e se afasta de todo o restante da família. Mas um bilhete é entregue para mudar essa história e ele retorna a cabana onde encontrou as provas de que sua filha havia sido morta.

“Não importa o que você está fazendo. Você nunca tem que fazer isso sozinho.”

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Jesus (Aviv Alush) e Mack (Sam Worthington) prestes a clássica cena do andar sobre as águas. Refletindo sobre as dificuldades que encontramos na vida e como não temos que enfrentá-las sozinhos. Foto: Reprodução/Veja

A escolha dos atores para cada personagem, até mesmo cada personagem que fora criado no livro escrito por William Young, tudo é perfeitamente perfeito. E me desculpem a redundância. Mas Jesus sendo interpretado por Aviv Alush? A cena dele e Mack andando pela água? Essa coisa de como Deus é quem precisamos que ele seja, a figura de um pai, de uma mãe, colocando a maravilhosa Octavia Spencer vivendo um Deus que gostaríamos muito de conversar e cozinhar? Ficou maravilhoso!

É sobre perdão, redenção e fé mesmo nas circunstâncias ruins. Em certo ponto eu me senti incomodada com toda a questão de deixar a vontade de Deus seguir seu percurso e isso só me mostrou como estamos cada vez mais tentados as justiças feitas com nossas próprias mãos. É complicado. Algumas críticas a respeito do filme abordam que a proposta não gera discussão, que é apenas mais uma propaganda cristã, mas fico me perguntando se elas permitiram que o filme a tocassem ou se começaram a assistir com suas críticas já feitas.

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Mack e Deus, que é interpretado por Octavia Spencer fazendo você querer fazer parte dos diálogos que aconteciam entre ambos. Foto: Reprodução/Veja

“E há bilhões como você… Cada um determinando o que acha que é bom e mal. E quando o teu bom conflita com o mal do teu próximo, procuram argumentos. As guerras explodem. Porque todos insistem em brincar de Deus.”

Incomoda o perdão de Mack. Incomoda não vermos a justiça do homem sendo feita. Mas precisamos tirar essa ideia de que somos nós quem devemos punir. O que é justiça para mim, nem sempre será justiça para o próximo. Imagine como seria se cada um de nós, sem exceção, parasse de sentir-se no poder de julgar alguém, prejudicar alguém…

Eu sei, é difícil simplesmente abandonar esse sentimento de raiva, essa sede por vingança que sempre sentimos diante de injustiças, digo isso por mim, que até hoje não entendo como pessoas boas sofrem nas mãos de pessoas ruins. Acredito que esse tenha sido o ponto que incomodou tanta gente, não é uma tarefa fácil aceitar que nem tudo está em nossas mãos. Mas se desprendermos um pouco dessa questão do que é certo e do que é errado, entenderemos que o filme é justamente para gerar esse debate da sede de violência que estamos sentindo com uma força cada vez maior e de como ela não nos levará para um lugar melhor do que esse que encontramos hoje nos jornais.

Assista ao trailer:

O filme ainda está disponível em alguns cinemas*

O novo filme da Bridget Jones

O novo filme da Bridget Jones

Uma comédia leve e gostosa de assistir, típica de acontecimentos e confusões que só mesmo Bridget Jones pode causar em um filme. Eu sou fã assumida da Bridget, que apesar de alguns estereótipos na trama que deixam a gente pensando “mas o que é que eles estão querendo dizer com isso?”, conseguiu ganhar meu coração e me fazer torcer pela felicidade da personagem como sempre fiz em suas histórias.

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Foto: Divulgação/Metrópoles

Pensa numa personagem louca, constrangedora, atrapalhada e carismática na medida exata para te deixar com vergonha alheia e ao mesmo tempo com vontade de torná-la real para fazer parte das confusões? Sou apaixonada pela sequência de filmes que foram lançados inicialmente em 2001, com O Diário de Bridget Jones e em 2004, com Bridget Jones: No Limite da Razão. 12 anos depois e me descubro novamente apaixonada, é como se o tempo não tivesse mudado nada, apesar das alterações no elenco.

Mark Darcy, tímido e apaixonante, interpretado por Colin Firth (O Discurso do Rei). Jack Qwant, sedutor e maravilhoso, que completa o triângulo amoroso que você realmente respeita, interpretado por ninguém menos que Patrick Dempsey (Grey’s Anatomy). Bridget Jones, solteira aos 43 anos e maravilhosa mesmo assim, interpretada por Renée Zellweger (Recém Chegada). Eu não consigo expressar em palavras o quanto esse trio deu certo, de verdade.

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Foto: Divulgação/Entertainment

Jack, para quem não sabe, apareceu para ser o substituto de Daniel Cleaver. Daniel era interpretado por Hugh Grant (Um Lugar Chamado Notting Hill) que não pôde participar do filme e que fora substituído pelo aposentado, mas para sempre em nossos corações, McDreamy, Patrick Dempsey. Se você não assisti Grey’s Anatomy não sabe do que estou falando, então, assista já essa série porque viver essa vida sem sonhar com um McDreamy é passar os dias sonhando errado.

Sinto que estou traindo o verdadeiro triângulo amoroso que sempre fomos fãs, mas não senti muita falta de Daniel/Hugh no filme. Exceto pelo final que me deixoOPA! SEM SPOILER, EU SEI. Mas continuando, a trama do filme ficou perfeito, mesmo com as alterações.

“Não, eu não posso voltar atrás e cometer os mesmo erros. Devo seguir em frente e cometer novos.”

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Foto: Divulgação/PelículaCriativa

Bridget está grávida e adivinhem só, isso mesmo, ela não sabe quem é o pai. Finalmente conseguiu alcançar a dignidade em sua carreira profissional. E mesmo ainda na academia (e agora grávida) as neuras com seu corpo diminuíram. É quase como se a personagem estivesse dizendo “amiga, calma, você também vai conseguir, tira All By MySelf do último volume e se acalma”. Não que as fãs estivessem nessa situação 12 anos depois dos seus filmes, imagina, algumas, talvez, não sei, quem sabe.

O filme conta com participação especial do Ed Sheeran interpretando maravilhosamente ele mesmo, afinal, pra que personagem quando se pode ter o próprio cantor no filme, certo? E a história te envolve do jeitinho que sempre irá te envolver quando se trata da londrina que você realmente respeita.

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Foto: Divulgação/Veja

É clichê? Sim. Nós gostamos? Também. Amei ter a Bridget de volta e espero que possamos ter mais filmes, acho lindo acompanhar o envelhecimento dos personagens e imaginem que maravilha se Daniel/Hugh voltasse ao elenco?

Ah, sim… Renée fez plástica, muita gente ficou criticando e apontando até onde devemos ir para atingirmos a perfeição estética que sonhamos. Sim, é um assunto a ser debatido. Não, eu não entendi as plásticas da Renée, sempre a achei maravilhosa. Mas gostaria de lembrar a dica mágica da convivência humana: a vida funciona de forma individual e cada um vive do jeito que acha melhor, sem ofender e nem prejudicar ninguém. Cansa tantos julgamentos e imposições, o que pode até ser parte da causa das plásticas que as pessoas vivem fazendo para serem mais aceitas, corrigidas, como se tivessem algo de errado.

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Selo Bridget Aprovado com sucesso nesse meu parágrafo textão (Foto: Divulgação/CineClick)

Chega de falar, agora dá uma olhada no trailer do filme e entenda porque fiquei tão cheia de amores por ele:

Ps: Vocês não vão acreditar, mas temos um momento All By MySelf atualizado que só mesmo Brdget Jones poderia fazer para a gente, sério, assistam e me contem depois o que acharam ❤

Não deixe que o filme Beleza Oculta passe despercebido

Não deixe que o filme Beleza Oculta passe despercebido

 “Amor. Tempo. Morte. Essas três coisas conectam cada ser humano no mundo.”

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Morte (Helen Mirren), Amor (Keira Knightley) e Tempo (Jacob Latimore)

Algo que eu nunca tinha parado para pensar. O amor, o tempo e a morte realmente é o que conecta cada um de nós nesse mundo. Todos iremos lidar com a morte um dia. Todos buscamos um amor, seja em um parceiro para a vida ou na família, com os amigos, ao adotar um bichinho de estimação. Todos estamos perdendo tempo, alguns estão aproveitando, outros desperdiçando. E cada um de nós tem algo a dizer sobre essas três coisas que regem o universo.

Você alguma vez tinha parado para pensar nisso? Nem eu. Beleza Oculta é um filme sobre como lidamos com esses três alicerces da vida, abordando situações específicas, mas que podem ser encaradas por diversos pontos. Um filme que pode não significar nada para alguns, mas que pode significar tudo para outros. Repleto de complexidades, tem uma trama delicada que te despertará pensamentos sobre sua própria vida. Não será fácil, preciso confessar, fazia tempo que um filme mexia comigo de tal forma.

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Foto: Divulgação/PortalIG

Howard (Will Smith) está em depressão. Após perder a filha pequena o publicitário, que antes tinha toda uma carreira promissora, passa a escrever cartas para lidar com o luto. Mas não são cartas direcionadas para pessoas, como vocês devem imaginar, ele escreve para o amor, o tempo e a morte. É terapêutico. E completamente louco quando ele começa a obter as respostas dessas cartas.

Mas não é apenas o Howard que está em crise. Seus três amigos Whit (Edward Norton), Claire (Kate Winslet) e Simon (Michael Peña) também têm suas questões pendentes com o amor, o tempo e a morte. Whit fez uma grande burrada e, divorciado, está cada vez mais distante da própria filha. Claire trabalhou duro a vida toda que não teve tempo nem para pensar em construir uma família. Simon tem um jeito diferente de encarar a morte. E é perfeito como a história dos personagens vão se encaixando.

“Temos ânsia de amor, queríamos ter mais tempo e tememos a morte.”

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Foto: Divulgação/Warner Bros

O Amor (Keira Knightley), o Tempo (Jacob Latimore) e a Morte (Helen Mirren) tentam em cada cena fazer com que Howard e os amigos voltem a valorizar a vida, deixando o espectador pensando em seus próprios medos e nos próprios confrontos que gostariam de ter se tivessem a oportunidade de receber uma resposta do universo.

Imagine você poder confrontar o universo por tudo que aconteceu em sua vida? Nós sabemos que não existe essa coisa de perfeição e felicidade eterna, que uma hora ou outra teremos que encarar certas perdas e sentimentos, mas imagine poder obter respostas para as inúmeras perguntas que fazemos sobre o o tempo, sobre a morte, sobre o amor? Respostas essas que viriam com os próprios cujos ditos e a oportunidade de apontarmos e gritarmos com eles? Surreal, eu sei, mas incrivelmente lindo. Cinematograficamente falando, é claro.

O filme estreou em 26 de janeiro e ainda está em cartaz no cinema. Com o sucesso que foi Moana e agora o sucesso que está sendo La La Land, pode passar despercebido, mas por favor, não deixe de enxergar a Beleza Oculta que existe na vida e nesse filme. Assistam. O elenco é maravilhoso, a trilha sonora tem um peso enorme e os diálogos funcionam como um grande tapa na cara da gente que acha que sabe sobre algo nessa vida.

Dá play no trailer e me diga se não estou certa:

La La Land não é sobre amor, é sobre sonhos

La La Land não é sobre amor, é sobre sonhos

 

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Foto: Divulgação

Terça-feira, 31 de janeiro, tive a honra de assistir La La Land: Cantando Estações no cinema. O arrependimento seria enorme se eu fosse assistir esse filme em casa, ele merece ser visto naquela tela maravilhosa onde podemos nos apaixonar mais ainda pelas cores, pelo Ryan Gosling e pela Emma Stone.

É complicado assistir a um filme que todo mundo anda elogiando, premiando, só no Globo de Ouro desse ano foram 7 prêmios, só no Oscar são 14 indicações. É um peso enorme de expectativa que se cria diante de filmes assim. Mas, por sorte, saí do cinema com todas elas superadas.

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Foto: Divulgação/HollywoodReporter

“Quem sabe isso é o começo de algo maravilhoso e novo. Ou mais um sonho que eu não posso tornar realidade?”

Como disse meu amigo: “não é um filme sobre amor, é sobre sonhos”. Passamos grande parte da vida idealizando e sonhando, mas o que realmente realizamos? No que, exatamente, insistimos em realizar? Os dias passam e até nos darmos conta do tempo que desperdiçamos já pode ser tarde demais.

Mas até quando persistir em um sonho? Mia sonha em ser atriz só que tem papel atrás de papel recusado, pessoas lhe dizendo, indiretamente, que o que ela faz não é tão bom assim. Como não se deixar levar e realmente acreditar no que lhe dizem? É como se a vida estivesse testando para ver até onde ela seria capaz de persistir.

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Foto: Divulgação/Elle
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Foto: Divulgação/Ofelm

“Estou deixando a vida bater em mim até que ela se canse. Aí eu vou revidar. É um golpe clássico”

Sebastian é um músico que sonha abrir um bar onde o verdadeiro jazz sempre será lembrado, mas as coisas vão acontecendo, o tempo passando e aos poucos, seu sonho começa a ser esquecido. Como conseguir coragem para ir atrás de um sonho cada vez mais distante? É como se a vida estivesse lhe oferecendo caminhos diferentes para testar o quanto aquele sonho vale a pena.

Uma história sobre as escolhas que tomamos na vida, nesse jeito de tentar ter algum controle sobre ela. Um toque de como nossos caminhos podem nos levar em diversos lugares em tempos diferentes. Um lembrete de como é importante, dia após dia, tentar alcançar nossos sonhos e entender que nem sempre as coisas sairão como planejamos, no tempo que queríamos. La La Land, com todas aquelas cores, figurino, trilha sonora, nos mostra isso. É tão linda a sensação quando terminamos o filme e ficamos completamente impactados com a história.

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Foto: Divulgação/PipocaModerna

“Um brinde àqueles que sonham, por mais tolos que possam parecer. Um brinde aos corações partidos e à bagunça que fazemos.”

É engraçado como sempre achamos que sabemos sobre a vida, sobre o amor, sobre os dias que teremos pela frente mas, na verdade, por mais que tentamos ter controle e seguir algum roteiro, não somos nós quem comandamos e escrevemos todas as grandes cenas que contracenamos. Elas já estão escritas há muito tempo.

Tantas referências! Ryan não usou dublê em suas cenas de piano, Emma fez aulas de dança e sapateado. Uma direção comandada por Damien Chazelle. A trilha sonora original composta por Justin Hurwitz, sem falar nas músicas clássicas que foram tocadas, como Take on Me do a-ha. O filme ainda está em cartaz no cinema, eu pretendo assistir uma segunda vez e se fosse você não perderia a oportunidade de se apaixonar por essa história que tem encantado tanta gente por aí. Sério, ainda tô assobiando City of Stars pelas ruas como se estivesse apaixonada (e olha que realmente estou, Ryan Gosling ainda vai casar comigo, vou correr atrás desse sonho, já tô inspirada aqui, gente).

TRAILER

Qual filme te levará ao cinema pela primeira vez em 2017?

Qual filme te levará ao cinema pela primeira vez em 2017?

Passamos por cinco dias de 2017 e as pessoas só chegam perguntando “e o trabalho? O estágio? A faculdade? Como vai ser? A academia? O vestibular? Será que em 2017 você desencalha?”. E no meio desse mar de pressão com esses 360 dias que ainda temos para realizar algo, nós só queríamos que a galera chegasse e perguntasse “E aí, qual o primeiro filme que te levará ao cinema esse ano?”. Seria tão mais fácil, tão mais tranquilo (estou um pouco cansada com essa pressão de “ano novo”, não sei se vocês perceberam).

Só que se em 2016 achamos que iríamos falir com a quantidade de filme legal no cinema, em 2017 vamos todos terminar em falência porque tem muita coisa boa pra estrear, muita produção foda, muito enredo pra deixar a gente mais apaixonado ainda em cinema. VAI SER SURRA DE FILME, BRASIL!

Sim, teremos filme solo da Mulher-Maravilha. Sim, teremos novo filme do Homem-Aranha. Sim, teremos Liga da Justiça nos cinemas. Sim, eu sou meio louca dos filmes de heróis e tô ansiosa por esse ano. Mas nem só de heróis será feito esse 2017. Em janeiro teremos várias estreias dignas de te levarem ao cinema pela primeira vez no ano. E euzinha aqui listei alguns dos filmes que merecem sua atenção nesse primeiro dos 12 meses que nos esperam:

5 de Janeiro

Moana – Um Mar de Aventuras

Perdoa meu vício em animação e não desiste de mim.

Moana é a nova animação da Disney. Conta a história de uma princesa da Polinésia que sai em uma aventura com um semideus para salvar sua ilha. É representatividade. É dos mesmos criadores de Frozen. É pra fazer você arrastar as crianças pro cinema com a desculpa de que elas precisam ver esse filme, quando na verdade é só você mesmo que quer assistir.

Passageiros

Acho que nem preciso escrever uma breve sinopse para convencer vocês de assistirem esse filme, é só assistir o trailer, ver que tem a Jennifer Lawrence e o Chris Pratt e pronto.

Mas caso ainda restam dúvidas, a história é uma trama de ficção científica onde dois passageiros, que decidiram abandonar a vida na terra para irem a um novo planeta, acordam antes do tempo programado. Eles estão sozinhos, todos os outros permanecem dormindo e detalhe: estão 90 anos adiantados! Eu adoro essas coisas porque fico bem bolada e curiosa pra saber QUEM FOI QUE ACORDOU MOZÃO ANTES DA HORA, NÉ, GENTE E NÃO ME LEVOU NESSA NAVE JUNTO! (Mozão, no caso, Chris Pratt, mas Jen Law é maravilhosa também).

 

12 de Janeiro

Assassin’s Creed

Esse é para os gamers ou para a galera que curte o Magneto Jovem (pegou essa? Vem comigo! Se não, siga em frente, vida que segue). A adaptação do jogo (e do livro também, caso tenham interesse) que já fez a cabeça de muita gente chega aos cinemas na segunda semana de janeiro. Você consegue captar o que é passado e presente nesse trailer? Eu só consigo ficar empolgada com essa trilha!

 

Aliados

Tem Brad Pitty, mores. Apenas isso. O diretor é o mesmo de Forrent Gump e Naufrágo e não sei como não escalaram Tom Hanks para esse filme também. O casal lutou junto na Alemanha contra o Nazismo, mas o marido descobre que talvez sua esposa seja uma espiã alemã. É como se fosse o Sr. e Sra. Smith versão antiga.

 

Dominação

Vocês acharam que não teria filme de terror nessa lista? Até parece. Dominação é dos mesmos produtores de Uma Noite de Crime e Sobrenatural. Não conhece esses filmes? Vá já assistir porque a produção deles é fera e os filmes também. Aqui temos o Duas Caras (Aaron Eckhart) e o menino Bruce (David Mazouz) (se você não sabe do que estou falando, já dizia meu amigo Justin Bieber: sorry), um padre e um menino possuído por uma entidade daquelas que deixa a gente rezando pra todos os santos e sem dormir a noite com medo. Dá uma olhada nesse trailer:

 

19 de Janeiro

La La Land – Cantando Estações

Repararam que janeiro tem filme pra todos os gostos, né? Só não vai começar o primeiro mês do ano indo aos cinemas quem não quer (ou não tiver dinheiro, a crise tá difícil, eu sei).

La La Land é um musical que tem Ryan Gosling e Emma Stone no elenco, pronto, já podem assistir esse filme pois esse é o casal que respeitamos na telinha desde aquela cena dos dois fazendo um remake de Dirty Dancing em Amor a Toda Prova (se você continua não fazendo ideia do que estou falando, meu amigo, tá cada vez mais difícil de te ajudar, bora assistir mais alguns filminhos aí pra ficar por dentro?).

 

Estrelas Além do Tempo

Esse é aquele filme para quem se interessa por biografias. Baseado, como o próprio trailer diz, em uma história real não contada, o filme conta como três mulheres negras tiveram que persistir em seus trabalhos para o lançamento do homem (americano, claro) a lua. O racismo na época era chocante. A garra e determinação que as três tiveram que buscar nos fazem viajar para aquela época e perceber o quanto mudamos, mas ainda precisamos mudar.

 

26 de Janeiro

Beleza Oculta

Falando sério agora, muito sério, esse filme, gente, é minha aposta para janeiro. O filme que tenho quase certeza que vou colocar na minha lista de preferidos. Além de um elenco maravilhoso, é o tipo de história que me faz ser apaixonada por cinema. Will Smith vive um personagem que sofre de depressão. Com a doença ele desenvolve o hábito de escrever cartas para o Amor, o Tempo e a Morte. Imaginem a maravilha dessa trama quando os três alicerces da vida resolvem responder as cartas? Eu me emocionei só de assistir ao trailer.

 

Quatro Vidas de Um Cachorro

Olha, se vocês acharam que janeiro estava tranquilo e que não iriam pagar micão de chorar nos cinemas (eu confesso que já vou começar chorando em Beleza Oculta, quero nem saber), podem tirar o cavalinho da chuva pois Quatro Vidas de Um Cachorro te levará as lágrimas. Não tem jeito, é um cachorro fofo, a coisa mais linda e ele provavelmente deve morrer. Clássica história. Mas a proposta dessa trama é diferente pois trás a narrativa do próprio cachorro e o propósito que esse bicho de quatro patas, lambidas e muita bagunça tem em nossas vidas.

 

Resident Evil – O Capítulo Final

É Resident Evil, é a franquia de filmes que a gente não aguenta mais, mas acaba assistindo sempre (e surtando também, que é o meu caso). Esse promete ser o último filme (será mesmo?). Alice mais uma vez lutará contra a corporação Umbrella, voltando ao início, onde tudo começou. Tem muito zumbi, muita explosão, do jeito que a gente gosta.

 

Ufa, muita coisa boa para um mês só, né? Mas não tem desculpa para começar o ano indo ao cinema, tem filme para todo tipo de gosto. E vale lembrar que esses não são os únicos, foram alguns que citei. Sem falar que estamos apenas em janeiro, imaginem o que nos aguarda nos próximos meses!

 

Como Ser Solteira… Ou quase isso.

Como Ser Solteira… Ou quase isso.

Antes de começar, gostaria de dizer que é uma boa comédia romântica. Maravilhosa para assistir com sua amiga. E certeza que será boa para colocar em um domingo de chuva, com algum pote de pipoca por perto. Mas preciso te dizer que é mais do mesmo. Mais do mesmo que estamos acostumadas a assistir e não, isso não interfere muita coisa se você gosta desse estilo de filme, o estilo Ele Não Está Tão a Fim de Você (que é uma das minhas comédias românticas preferidas).

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Foto: Warner/Divulgação

Como Ser Solteira conta a história de Alice (Dakota Johnson), uma garota que sempre namorou e que decidi passar um tempo sozinha para se descobrir. O que não acontece com tanta facilidade, já que passou quase a vida toda tendo alguém, ficar sozinha parece não ser tão simples quanto dizem e, pasmem, ela tá sempre com algum cara gato que aparece. O dono de um bar (clichê 1). Um estranho que ela volta a encontrar por acaso (clichê 2). E o ex que deveria sumir, mas não some (clichê 3). Se eu não tenho esses clichês na minha vida, posso pelo menos me divertir com todos esses dos filmes. Sem julgamentos, por favor.

Sua irmã mais velha, Meg (Leslie Mann), é a personagem independente que colocou seu trabalho como prioridade. Obstetra de sucesso, a médica não tem tanto tempo para relacionamentos, mas descobre que quer ter mais que seu apartamento e sua carreira (o que eu achei mais covarde no filme, sério, senti que faltou coragem de irem até o final com a história da Meg).

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As irmãs Meg e Alice (Fotos: Warner/Divulgação)

Robin (Rebel Wilson) é a amiga porra louca. A solteira que é solteira e não tem problema em preencher as noites com sexo (acho que de todas ela foi a personagem mais sincera no filme, e exagerada também, claro, Rebel sempre exagera). Já Lucy (Alison Brie) é a mulher que não tem vergonha de assumir que quer encontrar alguém, não esconde o desespero de se cadastrar em todos os sites de relacionamentos possíveis a procura do homem ideal (sim, eu lembrei do meu perfil no tinder e fingi que estava lembrando de um livro novo que precisava comprar).

O desenrolar fora bem previsível e a lição de moral que todas nós já devíamos saber, que é aquela sobre ser feliz sozinha para conseguir ser feliz de verdade com outra pessoa. É engraçado a narrativa que usaram, com a própria Alice falando o quanto a sociedade se importa com seu status de relacionamento, o que não é mentira, mas que não fora tratado de maneira tão real no filme, afinal, minha gente, quem nos dera se aparecesse tanto homem gato assim na nossa frente enquanto estamos solteiras.

Apesar das histórias dos personagens lembrarem os personagens de Ele Não Está Tão a Fim de Você, o filme não conseguiu surpreender. Tentaram o mesmo estilo de uma das minhas comédias românticas preferidas, mas não conseguirem agradar tanto quanto.

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Alice e Robin curando a ressaca (Foto: Divulgação)

Independente do quanto eu devo estar desanimando vocês com essa resenha, o filme diverti, de verdade, se você não estiver buscando propósitos e essas coisas mais complicadas dá para se divertir. A trilha sonora, não posso deixar de mencionar, ela agita demais! Eu saí da sala do cinema pensando “MEU DEUS, TÔ SOLTEIRA, VAMOS PARA UMA BALADA!”, aí lembrei da trilha sonora brasileira e de que na minha cidade as baladas e barzinhos não são iguais aos de Nova Yorque e fui para casa mesmo.

No fundo, bem lá no fundo, se você prestar bastante atenção, vai entender que é mais uma história sobre como, cada um do seu jeito, está a procura de alguém. Como as vezes fazemos cada coisa estúpida para ter esse alguém, incluindo o tão conhecido jeitinho de mudar e se adaptar ao que a outra pessoa espera da gente, ao invés de só procurar por alguém que nos aceite do jeito que somos (sim, adoro filosofar sobre esses filmes clichês, será que posso colocar isso como defeito no questionário das entrevistas de emprego?).

Sinopse: Existe um jeito certo e um jeito errado de ser solteiro, além disso… existe Alice. E Robin. Lucy. Meg. Tom. David. A cidade de Nova York está cheia de corações solitários que buscam o par ideal, seja ele uma conexão de amor, uma ficada, ou alguma coisa no meio disso. E em algum lugar entre essas mensagens provocantes e saídas de uma noite só, o que todos esses solitários têm em comum é a necessidade de aprender a ser solteiro em um mundo cheio de constantes evoluções sobre a definição do amor. Badalar na cidade que nunca dorme nunca foi tão divertido.