Dica Netflix: Um olhar do paraíso, de Peter Jackson

Dica Netflix: Um olhar do paraíso, de Peter Jackson

Confesso que não li nada a respeito do filme, apenas o título e a sinopse, para mim, seria a história de uma garota que morreu e foi para o paraíso. Pois é, eu sei, como fui ignorante em formar essa ideia tão clichê.

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Susie Salmon (Foto: Divulgação/IMDb)

Um Olhar do Paraíso é um outro lado do diretor Peter Jackson, premiado e conhecido pela sua adaptação na obra de J. R. R. Tolkien, Senhor dos Anéis. Gostaria de começar elogiando a fotografia, permanece impecável, nível Jackson mesmo, o cenário criado para o “paraíso e inferno” da personagem ficou perfeito, difícil descrever a beleza que encontramos nas cenas.

Mas esse não é apenas um filme lindo com uma fotografia impecável. É uma história triste com momentos agoniantes. Susie Salmon (Saoirse Ronan) foi brutalmente assassinada em dezembro de 1973. Sua alma não conseguiu deixar de fato o plano terrestre. Seu assassino continua impune. Sua família tenta dia após dia lidar com a falta e a horrível interrogação do que realmente aconteceu com a adolescente que tinha apenas 14 anos de idade.

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Não conhecia o lado vilanesco do ator Stanley Tucci. Ele representou o assassino de Susie. (Foto: Divulgação/IMDb)

Eu não sou muito religiosa e esse também não é um filme sobre religião. É sobre espiritualidade. Acredito que o peso será maior para aqueles que compreendem melhor e sentem de maneira mais livre toda a espiritualidade que existe nessa vida.

Todos nós já nos perguntamos alguma vez o que acontece… O que vem a seguir, para onde vamos, o que fazemos, como ficamos… O que realmente acontece quando deixamos esse mundo. Isso se realmente deixamos. Existem crenças diferentes, visões diferentes e opiniões diferentes sobre esse assunto. Não estou dizendo que o filme vai entregar todas as respostas, nem que a proposta seja fiel ao que realmente acontece quando perdemos a vida. Mas é uma incrível história para conhecermos e pensarmos mais sobre tudo isso.

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Um Olha do Paraíso foi lançado em 2009, mas passa uma mensagem que se mantém essencial até hoje. (Foto: Divulgação/IMDb)

Algo tão triste acontece e a agonia aumenta quando nos perguntamos quantas e quantas Susie não existem por aí. Quantos pais não precisam lidar com a perda de um filho. Quantas famílias não passam por drásticas mudanças devido a morte. A vingança, a impunidade, a incompreensão diante de questões que nem sempre chegam a ser respondidas.

Abordam o adeus de maneira tão sincera, mostrando que o tempo dele é diferente para cada um de nós. E por mais perturbador que sejam os momentos de Susie em busca de uma saída e justiça, a calma que encontramos em sua despedida deste plano é bem sútil. O filme transforma um momento agoniante em uma mensagem cheia de significado para quem assiste. É realmente muito lindo como todas as peças acabam se encaixando.

Assista ao trailer:

*Falha minha: perdoem o trailer não estar em HD

Até a data desse post o filme estava disponível na Netflix. 

*Todas as fotos usadas estão sob licença do site IMDb

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Sem Spoiler | O desconforto ao assistir Mother!

Sem Spoiler | O desconforto ao assistir Mother!

Mother! (no Brasil, Mãe!) chegou aos cinemas brasileiros na última quinta-feira (21) e tem sido muito elogiado pela crítica. Você entra no cinema com certo receio, os primeiros minutos passam e você não é capaz de adivinhar, nem de perto, a avalanche que está para vir.

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Jennifer Lawrence tem seu melhor trabalho até agora, Mother! é sua melhor atuação, sem dúvidas (Foto: Divulgação/IMDb)

Já assisti bastante coisa, tanto em filmes quanto em séries, mas o desconforto que senti ao assistir Mother! foi incomparável. Me senti presa na sala de cinema. Eu queria dar uma pausa, existe controle remoto para projetor? Onde ele fica? Uma hora e cinquenta e cinco minutos e você sente o sufoco aumentar cada vez mais.

Não, não são todos que irão sentir o filme da mesma maneira. É preciso um certo feeling para entrar na trama e sentir tudo que a Mother sente. Ela nem mesmo tem um nome. Não é preciso. Darren Aronofsky fez um trabalho de direção esplêndido, o filme em sua maior parte rodado em câmera subjetiva faz com que o telespectador fique mais preso ainda em sua história.

Jennifer Lawrence é Mother, uma, até então, decoradora que está ajudando o marido e reconstruindo todo o seu lar que antes havia sido queimado. Ele, o marido, é interpretado por Javier Bardem, mas não se enganem, o filme é dela e só dela. E, claro, das muitas críticas que temos que engolir goela abaixo no decorrer das cenas.

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Foto: Divulgação/IMDb

As pessoas estão falando muito a respeito do filme, mas não é possível chegar a toda essência de Mother!, de verdade, é impossível expressar em uma resenha ou crítica toda a complexidade que existe em cada diálogo desse roteiro tão bem conectado e escrito. É religião, é ideologia, é julgamento, é incoerência, é desrespeito, é impotência.

Saí da sala de cinema e não parava de pensar e discutir tudo que tinha acabado de digerir e ainda estava digerindo. Na verdade, estou até agora fazendo isso. As cenas causam tanto desconforto para quem as entende, que como disse, não é um filme que será sentido por todos. É preciso entrar na sala de cinema aberto a todas as críticas e horrores que ali serão expostos. Engraçado que algumas pessoas passaram mal assistindo Annabelle, eu quase passei mal assistindo Mother! e não foi por falta de terror, o terror que encontramos nesse filme é psicológico, é a realidade gritando na nossa cara todas as barbaridades que acontecem nos quatro cantos do mundo.

A falta de privacidade, o sempre compartilhar, a guerra e o perdão divino para as pobres almas que estão tendo que lidar com o luto, a ideologia de cada um que precisa ser aceita, a necessidade em julgar, a ilusão de posse e direito que muitos sentem diante das coisas e pessoas. A falta de voz que inúmeros, e não digo isso só as mulheres, têm diante de todo o poder que existe entre nós. A impotência que é como uma azia interminável que desconforta, mas não o suficiente para fazermos algo. O egoísmo, o recomeço do mais do mesmo que vive e revive dia após dia, século após século.

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Mother, Jennifer Lawrence e Ele, Javier Bardem (Foto: Divulgação/IMDb)

É revolucionário como um filme aborda tanta coisa ao mesmo tempo. São tempos difíceis, são noticiários horríveis e Mother! é uma história que deveríamos exibir para todos, convidar um por um para o famoso “senta aqui, vamos conversar, tem algumas coisas que você precisa enxergar fora da sua zona de conforto”. O abuso que existe hoje em dia e em diversos aspectos, estamos todos cada vez mais nos achando os donos de suas próprias razões.

Aronofsky não nos diz exatamente onde todos iremos parar com a situação continuando do jeito que está, mas ele nos mostra que não é novo esse ciclo que vivemos e que ele recomeça a cada fim que encontramos. Olha, falarei de novo, não são todos que irão sentir Mother!, mas se acaso você for um dos que conseguirá entender, vem cá, se acalma, estamos juntos, com o perdão da palavra, estamos fodidos psicologicamente, mas estamos juntos. O mundo é um lugar horrível em certos aspectos, não é? Mas olha como os vídeos de cachorros fofos são lindos, as animações da Disney dão certa esperança na vida, em todo caso a comida é ótima também para aliviar a tensão.

Assista ao trailer:

Depois que assistir a esse filme, sinta-se a vontade para me chamar para conversarmos sobre. Afinal, esse é um daqueles casos que te deixam querendo discutir, falar, gritar, entender sobre tudo aquilo que acabou de ser digerido. A escritora de quinta encontra-se à disposição.

Dica Netflix: Até o último homem

Dica Netflix: Até o último homem

Acredito que devo começar falando que nos primeiros 45 minutos de filme eu estava nervosa, de verdade, questionando como que o homem vai ao exército se não toca em uma arma? Como ele pode querer ir a guerra se não tocará em uma arma? Só pode estar de sacanagem, não é possível um negócio desses… Mas acreditem… Era.

até o último homem
Andrew Garfield/Desmond Doss (Foto: Divulgação/IMDb)

Desmond Doss tinha sua crença, seus motivos para ficar longe de uma arma e como o mundo seria pacífico se todos nós tivéssemos essa mesma determinação em abolir aquilo que era capaz de acabar com a vida do próximo. Ele tinha seus princípios e no começo eu achava meio absurdo, afinal, algumas opções eram dadas ao homem e ele não estaria tirando a vida de ninguém. Só que no desenrolar do filme percebemos que não era esse o ponto que queriam nos mostrar.

Dirigido por Mel Gibson, e não sei vocês mas eu desconhecia desse talento para direção do ator, o filme acabou me trazendo outra grata surpresa: a atuação de Andrew Garfield. Não esperava que Garfield fosse desempenhar tão bem um personagem em todo esse drama que aborda a história de Desmond Doss. E se você sente receio em dedicar 2h19min do seu tempo para se arrepender depois, fica em paz, não existe arrependimento e não estou exagerando.

até o último homem
(Foto: Divulgação/IMDb)

Até o Último Homem é emocionante desde o início, quando conta um pouco da infância de Doss, até os minutos finais, quando mostra depoimentos dos personagens que fizeram parte da história real. Sim, meus amigos, é uma história real e é linda, é do tipo que você sente-se grato por ter descoberto um acontecimento daqueles. É a Segunda Guerra Mundial vista por outros olhos, de outro modo, contada pelo homem que decidiu ir a campo sem portar nenhuma arma para salvar o máximo de vida que lhe fosse possível.

Qual o objetivo em lutar tanto para ir a linha de frente de uma guerra  se não pretende se defender, certo? Certo. Mas e se o objetivo for servir para o bem sem abandonar seus princípios, crenças, quantas vidas mais deixariam de serem salvas por conta de uma arma a menos na infantaria? Fiquei envergonhada por ter tido tão pouca paciência com a crença de Doss, afinal, o que ele faz (na verdade, o que ele fez) foi muito mais do que qualquer homem armado faria.

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(Foto: Divulgação/IMDb)

“O que o senhor quer de mim? Eu não consigo entender. Não consigo ouvi-lo.”

O Desmond Doss real morreu aos 87 anos de idade em 2006. Até O Último Homem fora lançado aqui no Brasil em janeiro desse ano e chegou a concorrer ao Oscar 2017 em diversas categorias, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator, infelizmente não venceu as principais, mas conseguiu levar duas estatuetas por Melhor Mixagem de Som e Melhor Edição. Atualmente está disponível na nossa querida Netflix e se até hoje você deixou esse filme na lista ou não sabia de sua existência, por favor, dê uma chance a essa história que ser descoberta pelo máximo de pessoas possíveis.

 

Assista ao trailer:

Mais um filme favorito em 2017: Baby Driver

Mais um filme favorito em 2017: Baby Driver

Falar para você que 2017 está sendo um ano maravilhoso demais para ir ao cinema! É cada filme que dá gosto de sentar na sala escura acompanhada de uma boa pipoca (ou companhia) para apreciar a história das próximas duas horas a seguir. Você não imagina o quanto estava empolgada para assistir Baby Driver, que no Brasil teve o título traduzido para Em Ritmo de Fuga!

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Foto: Reprodução/Estação Geek

Aquela cena com os seis primeiros minutos me deixou doida! Eu já sou doida, então imagina como fiquei? Estava era dançando e me mexendo conforme Bellbottoms tocava, até minha mãe coloquei para dançar. Mas vamos ao que interessa, vamos a minha resenha que tem como intuito te fazer concordar com minhas palavras, ir ao cinema correndo assistir ou me xingar por estar exagerando. Sempre temos três opções nessa vida, não é mesmo?

Ansel Elgort é Baby, B-A-B-Y. Um bonitinho que pode ganhar seu coração de imediato (ou não). Com uma infância complicada, o novinho sofreu um acidente de carro quando era pequeno. Além de perder os pais na batida, ele acabou desenvolvendo um problema auditivo que o faz usar fones de ouvido na maior parte do tempo para abafar os ruídos. É o mocinho que acaba na vida do crime. Se envolve em roubos grandes, onde um deles finalmente acaba dando errado.

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Foto: Divulgação/UOL

O filme todo fora pensado conforme as músicas, cada cena e o desenrolar dela tem uma conexão forte com a melodia que estará tocando. Os gestos dos atores, as falas, tudo é pensado em harmonia com a trilha sonora que foi uma forte protagonista durante todo o filme. Vou até colocar os seis primeiros minutos aqui para você entender do que estou falando. É mágico e sensacional como a câmera dança com os atores e a música:

Edgar Wright é responsável por essa maravilhosa obra da sétima arte que tanto amamos prestigiar. Um elenco que também pesa bastante, tendo Kevin Spacey (House of Cards), Jamie Foxx (Django), John Hamm (Mad Man), Jon Bernthal (The Walking Dead) e Lily James (Cinderela). E caso seja do seu interesse, até o Flea, baixista da banda Red Hot Chili Peppers tem uma participação no filme!

Uma história que tem drama, ação, romance e comédia na medida certa para não deixar o enredo confuso. Os créditos começaram a subir e eu fiquei com aquela sensação de “queria ter escrito um roteiro desses!”, não sei se você me entende, mas existem filmes tão geniais que me pego invejando o diretor por ter comandado algo que atingiu aquele resultado tão perfeito.

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Foto: Reprodução/Comunidade Cultura e Arte

Eu sei, você deve tá pensando que essa é mais uma daquelas resenhas tendenciosas que elogiam demais um filme mediano. Mas acompanhe as críticas, pergunte aos amigos, dá uma conferida no que as pessoas andam comentando sobre o motorista neném (desculpa, fiz trocadilho com Baby Driver, não resisti, perdoa as piadas ridículas e não desiste de mim) e veja que não sou a única a enaltecer essa obra! Adicionei aos favoritos sim e pretendo assistir de novo também. O filme estreou dia 27 de julho nos cinemas, talvez você ainda encontre alguma sessão na sua cidade. Corre que dá tempo!

Veja o trailer:

 

A essência humana pelo olhar da Mulher-Maravilha

A essência humana pelo olhar da Mulher-Maravilha

Todo mundo está falando do primeiro filme de super-herói dirigido por uma mulher! E não, eu não entrarei em termos feministas ou anti-feministas, não vou explicar se teve ou não feminismo no filme, se ele é apenas mais um filme de herói. Nem vou entrar na discussão de representatividade, acredito que estejam tentando criar uma situação completamente desnecessária. É um filme. É uma heroína. É lindo. É significativo. E ficar discutindo isso não diminuirá o enorme sucesso que Mulher-Maravilha vem fazendo no cinema.

Vejo as pessoas debatendo o que teve e o que não teve, que essa geração não sei das quantas, que a doença do século é não sei o quê e fico completamente embasbacada com a falta de apreciação das coisas, sabe? Se você não gostou do filme: vida que segue. Se você não vai assistir ao filme: parabéns, vamos ao próximo. Se você gostou do filme: que ótimo, eu também! Chega de inflamar a internet com essa raiva toda sem sentido, não é mesmo? Então vamos prosseguir com o post, por favor, obrigada.

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Foto: Divulgação/PrimeiroTake

Após a nossa heroína receber um presente do nosso amigo Bruce (sim, ele mesmo) somos arrastados para o passado e encontramos uma pequena princesa na ilha das Amazonas em Themyscira. Se você não faz ideia do que estou falando, se acalme. Não tem importância não acompanhar nenhuma HQ, não fazer ideia da historia da Mulher-Maravilha, porque o filme é justamente isso, uma introdução maravilhosa de como surgiu e de onde veio Diana Prince.

Treinada e fascinada pelas lutas desde pequena, fica cada vez mais difícil esconder de Diana quem ela realmente é. Robin Writgh, conhecida por viver Claire Underwood em House of Cards, faz o papel da general Antíope. Connie Nielsan (Gladiador) vive a rainha Hipólita, mãe de Diana que, por sua vez, é interpretada por Gal Gadot. Não poderíamos esperar menos de um time tão poderoso como esse. E apenas registrando aqui que eu ficaria imensamente feliz com um filme aprofundando mais ainda a história das amazonas, essa espécie de mulheres guerreiras criadas pelos deuses do Olimpo, Antíope parece ser uma personagem e tanto.

No filme do Batman vs. Superman Diana salva a trama e aparece triunfante no que deveria ser apenas uma participação especial. Já em seu próprio longa nós a encontramos no início de tudo e entendemos o porquê dessa linda lutar protegendo nós, meros humanos.

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Foto: Divulgação/OVicio

Inocentemente somos questionados pela própria heroína durante seus diálogos com Steve Trevor, o piloto e espião britânico que sem querer vai parar na ilha. Steve é interpretado por Chris Pine e o cenário em que ambos se encontram é a primeira Guerra Mundial. Sim, o desastre que desolou o mundo durante anos com Hitler comandando os alemães e milhares e milhares de inocentes perdendo suas vidas, casas, famílias.

O horror da Mulher-Maravilha ao saber que crianças e mulheres estavam sendo assassinadas, que homens inocentes deixavam seus lares para tentar pôr fim a guerra, a ingenuidade em acreditar que tudo aquilo era causado por Ares, deus da guerra, nos faz pensar no quanto realmente somos cruéis.

Temos as duas essências, os dois lados, o bom e o ruim mora dentro do coração de cada ser humano e cabe a ele escolher qual lado irá seguir, qual razão falará mais alto. É nobre e lindo ver que Diana reconhece isso na raça humana, que mesmo tendo tanta crueldade causada pelas escolhas dos homens, ela ainda decidiu lutar por eles, lutar por nós.

Isso reflete um pouco como temos que lidar com o noticiário nos dias de hoje. Lendo tanta notícia desastrosa, vendo as absurdas atitudes tomadas pelo homem, se deparando com tanta incredulidade, que fica cada vez mais difícil acreditar no bem, acreditar que no mundo ainda existam seres humanos pelo qual a nossa heroína decidiu lutar e proteger. Cabe a nós escolhermos o certo e acreditarmos nele, fazermos por ele, sem esperar que Diana Prince apareça para salvar o dia e nos lembre de que sempre precisaremos lutar para que todo o mal existente no mundo seja pequeno comparado com todo o bem que possamos fazer, tendo super poderes ou não.

A jornada de Lion e as coincidências da vida

A jornada de Lion e as coincidências da vida

Lion: uma jornada para casa é o tipo de filme que te deixa chorando e sorrindo ao mesmo tempo. Uma trama baseada em fatos reais, aquele filme biografia que você realmente respeita e com um elenco que te ganha, te abraça, te envolve e depois te apresenta as pessoas que viveram a história que aconteceu fora das telas.

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Esse é Sunny Pawar, o pequeno que interpretou Saroo enquanto tinha 5 anos (Foto: Reprodução/NewsJoins).

Saroo tem cinco anos de idade quando se perde de casa, do irmão, da família, de tudo que conhecia. Todos nós já tivemos cinco anos, somos espertos, mas não o suficiente para detalhes tão importantes. Conseguindo escapar de um destino que poderia ter sido muito cruel, o pequeno indiano acaba sendo adotado por uma família e muda-se para a Austrália.

Só que o passado é algo que carregamos conosco, a infância, por mais que venha ser dividida em dois mundos, prevalece e Saroo, mesmo 25 anos depois não consegue viver sem respostas para as perguntas que remetem sua vida na Índia. É uma retratação da realidade daqueles que estão perdidos, não lembram, não sabem sua verdadeira história e nem sempre conseguem deixar essa dúvida para trás.

Saroo
Dev Patel interpretando o Saroo 25 anos depois de ter se perdido de casa (Foto: Reprodução/GazetadoPovo).

Se você não assistiu Lion, vai reclamar que estou dando spoiler, mas é um spoiler bem óbvio do que felizmente acontece no filme e na vida real de Saroo. No dia 12 de fevereiro de 2012 ele finalmente reencontrou sua mãe biológica. No dia 12 de fevereiro de 2012 eu estava completando 18 anos, começando a tirar minha habilitação, pensando no que fazer com a chegada da vida adulta, enquanto Saroo, na Índia, lá no outro lado do mundo, voltava a abraçar a sua mãe que passou todos esses anos sem perder a esperança de reencontrar seu filho, nunca mudando de região e esperando por ele.

Pare e pense. A infinidade de coisas e vidas que mudam no mundo enquanto estamos passando por dias que julgamos normais. As inúmeras tragédias e os grandiosos momentos que acontecem na vida de tantas pessoas que habitam esse espaço terrestre. Eu sei, estou viajando e te arrastando para essa minha viagem, mas pensem em quantas coisas vivem acontecendo a todo momento no mundo lá fora…

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Nicole Kidman e David Wenham interpretando os pais adotivos com o pequeno e depois já adulto Saroo (Foto: Reprodução/HollywoodReporter/Moviabase)

Já imaginou que tipo de história pode estar acontecendo no outro lado do hemisfério enquanto você lê esse post? Eu já estava emocionada por toda a história de Saroo, comecei a sorrir para as últimas cenas enquanto tentava lembrar do meu aniversário há cinco anos atrás. Um daqueles momentos únicos que só quem é apaixonado por toda essa conexão que um bom filme pode causar irá entender.

O filme retrata a enorme diferença cultural que encontramos na Índia, choca ao mostrar parte da pobreza extrema que existe no país, mas te encanta ao captar a simplicidade da vida livre de todas as regalias que temos em nossos próprios lares. É impossível não ficar apaixonado pelo carinho de Saroo e Guddu, seu irmão mais velho e no modo como ambos encaravam suas difíceis rotinas.

Dev Patel interpreta o Saroo mais velho, Nicole Kidman sua mãe adotiva e David Wenham seu pai adotivo. Dirigido por Garth Davis e baseado no livro autobiográfico do próprio Saroo Brierley, o filme foi indicado a seis categorias no Oscar. Estreou no cinema em fevereiro desse ano e já está disponível no catálogo da Netflix. É uma ótima história e um prazer conhecê-la. Espero que vocês também gostem.

Assista ao trailer estendido com a música original que a Sia compôs para a trama:

A música é Never Give Up, caso queiram saber.

A Cabana e o fazer justiça com as próprias mãos

A Cabana e o fazer justiça com as próprias mãos

Mack é pai de família. Tem uma esposa religiosa, dois filhos adolescentes e uma menina pequena. Ambos formam a família tradicional que frequenta a igreja todo domingo. De início confesso que fiquei um pouco desanimada, imaginando que toda essa tradicionalidade acabaria me deixando em tédio. Mas o filme conseguiu me fisgar fazendo com que eu abaixasse a guarde e deixasse meus preconceitos de lado. Sim, eu tenho minha fé assim como também tenho um lado cético. Costumo dizer o famoso ditado de que “Jesus é maneiro, o que ferra é o fã clube dele” e é esse fã clube que faz a palavra religião parecer um veneno.

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Foto: Reprodução/Veja

“Religião. A religião é muito trabalho. Eu não quero escravos. Quero amigos, família para compartilhar a vida.” 

Mas gosto de pensar que o filme não é sobre religião, apesar de abordarem o lado cristão da coisa toda, é uma história sobre fé. Mack (Sam Worthington) teve uma infância não muito feliz com um pai que enchia a cara e batia na mãe e nele. Deixar o passado para trás nem sempre é fácil, mas ao conseguir construir uma linda família ele fora capaz de seguir em frente.

Até ter sua filha mais nova assassinada brutalmente. Sem nem ao menos ter o corpo para um velório, tendo que lidar com as evidências de que além de assassinada a pequena Missy também fora estuprada, Mack se torna sombrio e se afasta de todo o restante da família. Mas um bilhete é entregue para mudar essa história e ele retorna a cabana onde encontrou as provas de que sua filha havia sido morta.

“Não importa o que você está fazendo. Você nunca tem que fazer isso sozinho.”

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Jesus (Aviv Alush) e Mack (Sam Worthington) prestes a clássica cena do andar sobre as águas. Refletindo sobre as dificuldades que encontramos na vida e como não temos que enfrentá-las sozinhos. Foto: Reprodução/Veja

A escolha dos atores para cada personagem, até mesmo cada personagem que fora criado no livro escrito por William Young, tudo é perfeitamente perfeito. E me desculpem a redundância. Mas Jesus sendo interpretado por Aviv Alush? A cena dele e Mack andando pela água? Essa coisa de como Deus é quem precisamos que ele seja, a figura de um pai, de uma mãe, colocando a maravilhosa Octavia Spencer vivendo um Deus que gostaríamos muito de conversar e cozinhar? Ficou maravilhoso!

É sobre perdão, redenção e fé mesmo nas circunstâncias ruins. Em certo ponto eu me senti incomodada com toda a questão de deixar a vontade de Deus seguir seu percurso e isso só me mostrou como estamos cada vez mais tentados as justiças feitas com nossas próprias mãos. É complicado. Algumas críticas a respeito do filme abordam que a proposta não gera discussão, que é apenas mais uma propaganda cristã, mas fico me perguntando se elas permitiram que o filme a tocassem ou se começaram a assistir com suas críticas já feitas.

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Mack e Deus, que é interpretado por Octavia Spencer fazendo você querer fazer parte dos diálogos que aconteciam entre ambos. Foto: Reprodução/Veja

“E há bilhões como você… Cada um determinando o que acha que é bom e mal. E quando o teu bom conflita com o mal do teu próximo, procuram argumentos. As guerras explodem. Porque todos insistem em brincar de Deus.”

Incomoda o perdão de Mack. Incomoda não vermos a justiça do homem sendo feita. Mas precisamos tirar essa ideia de que somos nós quem devemos punir. O que é justiça para mim, nem sempre será justiça para o próximo. Imagine como seria se cada um de nós, sem exceção, parasse de sentir-se no poder de julgar alguém, prejudicar alguém…

Eu sei, é difícil simplesmente abandonar esse sentimento de raiva, essa sede por vingança que sempre sentimos diante de injustiças, digo isso por mim, que até hoje não entendo como pessoas boas sofrem nas mãos de pessoas ruins. Acredito que esse tenha sido o ponto que incomodou tanta gente, não é uma tarefa fácil aceitar que nem tudo está em nossas mãos. Mas se desprendermos um pouco dessa questão do que é certo e do que é errado, entenderemos que o filme é justamente para gerar esse debate da sede de violência que estamos sentindo com uma força cada vez maior e de como ela não nos levará para um lugar melhor do que esse que encontramos hoje nos jornais.

Assista ao trailer:

O filme ainda está disponível em alguns cinemas*

O novo filme da Bridget Jones

O novo filme da Bridget Jones

Uma comédia leve e gostosa de assistir, típica de acontecimentos e confusões que só mesmo Bridget Jones pode causar em um filme. Eu sou fã assumida da Bridget, que apesar de alguns estereótipos na trama que deixam a gente pensando “mas o que é que eles estão querendo dizer com isso?”, conseguiu ganhar meu coração e me fazer torcer pela felicidade da personagem como sempre fiz em suas histórias.

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Foto: Divulgação/Metrópoles

Pensa numa personagem louca, constrangedora, atrapalhada e carismática na medida exata para te deixar com vergonha alheia e ao mesmo tempo com vontade de torná-la real para fazer parte das confusões? Sou apaixonada pela sequência de filmes que foram lançados inicialmente em 2001, com O Diário de Bridget Jones e em 2004, com Bridget Jones: No Limite da Razão. 12 anos depois e me descubro novamente apaixonada, é como se o tempo não tivesse mudado nada, apesar das alterações no elenco.

Mark Darcy, tímido e apaixonante, interpretado por Colin Firth (O Discurso do Rei). Jack Qwant, sedutor e maravilhoso, que completa o triângulo amoroso que você realmente respeita, interpretado por ninguém menos que Patrick Dempsey (Grey’s Anatomy). Bridget Jones, solteira aos 43 anos e maravilhosa mesmo assim, interpretada por Renée Zellweger (Recém Chegada). Eu não consigo expressar em palavras o quanto esse trio deu certo, de verdade.

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Foto: Divulgação/Entertainment

Jack, para quem não sabe, apareceu para ser o substituto de Daniel Cleaver. Daniel era interpretado por Hugh Grant (Um Lugar Chamado Notting Hill) que não pôde participar do filme e que fora substituído pelo aposentado, mas para sempre em nossos corações, McDreamy, Patrick Dempsey. Se você não assisti Grey’s Anatomy não sabe do que estou falando, então, assista já essa série porque viver essa vida sem sonhar com um McDreamy é passar os dias sonhando errado.

Sinto que estou traindo o verdadeiro triângulo amoroso que sempre fomos fãs, mas não senti muita falta de Daniel/Hugh no filme. Exceto pelo final que me deixoOPA! SEM SPOILER, EU SEI. Mas continuando, a trama do filme ficou perfeito, mesmo com as alterações.

“Não, eu não posso voltar atrás e cometer os mesmo erros. Devo seguir em frente e cometer novos.”

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Foto: Divulgação/PelículaCriativa

Bridget está grávida e adivinhem só, isso mesmo, ela não sabe quem é o pai. Finalmente conseguiu alcançar a dignidade em sua carreira profissional. E mesmo ainda na academia (e agora grávida) as neuras com seu corpo diminuíram. É quase como se a personagem estivesse dizendo “amiga, calma, você também vai conseguir, tira All By MySelf do último volume e se acalma”. Não que as fãs estivessem nessa situação 12 anos depois dos seus filmes, imagina, algumas, talvez, não sei, quem sabe.

O filme conta com participação especial do Ed Sheeran interpretando maravilhosamente ele mesmo, afinal, pra que personagem quando se pode ter o próprio cantor no filme, certo? E a história te envolve do jeitinho que sempre irá te envolver quando se trata da londrina que você realmente respeita.

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Foto: Divulgação/Veja

É clichê? Sim. Nós gostamos? Também. Amei ter a Bridget de volta e espero que possamos ter mais filmes, acho lindo acompanhar o envelhecimento dos personagens e imaginem que maravilha se Daniel/Hugh voltasse ao elenco?

Ah, sim… Renée fez plástica, muita gente ficou criticando e apontando até onde devemos ir para atingirmos a perfeição estética que sonhamos. Sim, é um assunto a ser debatido. Não, eu não entendi as plásticas da Renée, sempre a achei maravilhosa. Mas gostaria de lembrar a dica mágica da convivência humana: a vida funciona de forma individual e cada um vive do jeito que acha melhor, sem ofender e nem prejudicar ninguém. Cansa tantos julgamentos e imposições, o que pode até ser parte da causa das plásticas que as pessoas vivem fazendo para serem mais aceitas, corrigidas, como se tivessem algo de errado.

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Selo Bridget Aprovado com sucesso nesse meu parágrafo textão (Foto: Divulgação/CineClick)

Chega de falar, agora dá uma olhada no trailer do filme e entenda porque fiquei tão cheia de amores por ele:

Ps: Vocês não vão acreditar, mas temos um momento All By MySelf atualizado que só mesmo Brdget Jones poderia fazer para a gente, sério, assistam e me contem depois o que acharam ❤

Não deixe que o filme Beleza Oculta passe despercebido

Não deixe que o filme Beleza Oculta passe despercebido

 “Amor. Tempo. Morte. Essas três coisas conectam cada ser humano no mundo.”

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Morte (Helen Mirren), Amor (Keira Knightley) e Tempo (Jacob Latimore)

Algo que eu nunca tinha parado para pensar. O amor, o tempo e a morte realmente é o que conecta cada um de nós nesse mundo. Todos iremos lidar com a morte um dia. Todos buscamos um amor, seja em um parceiro para a vida ou na família, com os amigos, ao adotar um bichinho de estimação. Todos estamos perdendo tempo, alguns estão aproveitando, outros desperdiçando. E cada um de nós tem algo a dizer sobre essas três coisas que regem o universo.

Você alguma vez tinha parado para pensar nisso? Nem eu. Beleza Oculta é um filme sobre como lidamos com esses três alicerces da vida, abordando situações específicas, mas que podem ser encaradas por diversos pontos. Um filme que pode não significar nada para alguns, mas que pode significar tudo para outros. Repleto de complexidades, tem uma trama delicada que te despertará pensamentos sobre sua própria vida. Não será fácil, preciso confessar, fazia tempo que um filme mexia comigo de tal forma.

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Foto: Divulgação/PortalIG

Howard (Will Smith) está em depressão. Após perder a filha pequena o publicitário, que antes tinha toda uma carreira promissora, passa a escrever cartas para lidar com o luto. Mas não são cartas direcionadas para pessoas, como vocês devem imaginar, ele escreve para o amor, o tempo e a morte. É terapêutico. E completamente louco quando ele começa a obter as respostas dessas cartas.

Mas não é apenas o Howard que está em crise. Seus três amigos Whit (Edward Norton), Claire (Kate Winslet) e Simon (Michael Peña) também têm suas questões pendentes com o amor, o tempo e a morte. Whit fez uma grande burrada e, divorciado, está cada vez mais distante da própria filha. Claire trabalhou duro a vida toda que não teve tempo nem para pensar em construir uma família. Simon tem um jeito diferente de encarar a morte. E é perfeito como a história dos personagens vão se encaixando.

“Temos ânsia de amor, queríamos ter mais tempo e tememos a morte.”

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Foto: Divulgação/Warner Bros

O Amor (Keira Knightley), o Tempo (Jacob Latimore) e a Morte (Helen Mirren) tentam em cada cena fazer com que Howard e os amigos voltem a valorizar a vida, deixando o espectador pensando em seus próprios medos e nos próprios confrontos que gostariam de ter se tivessem a oportunidade de receber uma resposta do universo.

Imagine você poder confrontar o universo por tudo que aconteceu em sua vida? Nós sabemos que não existe essa coisa de perfeição e felicidade eterna, que uma hora ou outra teremos que encarar certas perdas e sentimentos, mas imagine poder obter respostas para as inúmeras perguntas que fazemos sobre o o tempo, sobre a morte, sobre o amor? Respostas essas que viriam com os próprios cujos ditos e a oportunidade de apontarmos e gritarmos com eles? Surreal, eu sei, mas incrivelmente lindo. Cinematograficamente falando, é claro.

O filme estreou em 26 de janeiro e ainda está em cartaz no cinema. Com o sucesso que foi Moana e agora o sucesso que está sendo La La Land, pode passar despercebido, mas por favor, não deixe de enxergar a Beleza Oculta que existe na vida e nesse filme. Assistam. O elenco é maravilhoso, a trilha sonora tem um peso enorme e os diálogos funcionam como um grande tapa na cara da gente que acha que sabe sobre algo nessa vida.

Dá play no trailer e me diga se não estou certa:

La La Land não é sobre amor, é sobre sonhos

La La Land não é sobre amor, é sobre sonhos

 

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Foto: Divulgação

Terça-feira, 31 de janeiro, tive a honra de assistir La La Land: Cantando Estações no cinema. O arrependimento seria enorme se eu fosse assistir esse filme em casa, ele merece ser visto naquela tela maravilhosa onde podemos nos apaixonar mais ainda pelas cores, pelo Ryan Gosling e pela Emma Stone.

É complicado assistir a um filme que todo mundo anda elogiando, premiando, só no Globo de Ouro desse ano foram 7 prêmios, só no Oscar são 14 indicações. É um peso enorme de expectativa que se cria diante de filmes assim. Mas, por sorte, saí do cinema com todas elas superadas.

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Foto: Divulgação/HollywoodReporter

“Quem sabe isso é o começo de algo maravilhoso e novo. Ou mais um sonho que eu não posso tornar realidade?”

Como disse meu amigo: “não é um filme sobre amor, é sobre sonhos”. Passamos grande parte da vida idealizando e sonhando, mas o que realmente realizamos? No que, exatamente, insistimos em realizar? Os dias passam e até nos darmos conta do tempo que desperdiçamos já pode ser tarde demais.

Mas até quando persistir em um sonho? Mia sonha em ser atriz só que tem papel atrás de papel recusado, pessoas lhe dizendo, indiretamente, que o que ela faz não é tão bom assim. Como não se deixar levar e realmente acreditar no que lhe dizem? É como se a vida estivesse testando para ver até onde ela seria capaz de persistir.

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Foto: Divulgação/Elle
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Foto: Divulgação/Ofelm

“Estou deixando a vida bater em mim até que ela se canse. Aí eu vou revidar. É um golpe clássico”

Sebastian é um músico que sonha abrir um bar onde o verdadeiro jazz sempre será lembrado, mas as coisas vão acontecendo, o tempo passando e aos poucos, seu sonho começa a ser esquecido. Como conseguir coragem para ir atrás de um sonho cada vez mais distante? É como se a vida estivesse lhe oferecendo caminhos diferentes para testar o quanto aquele sonho vale a pena.

Uma história sobre as escolhas que tomamos na vida, nesse jeito de tentar ter algum controle sobre ela. Um toque de como nossos caminhos podem nos levar em diversos lugares em tempos diferentes. Um lembrete de como é importante, dia após dia, tentar alcançar nossos sonhos e entender que nem sempre as coisas sairão como planejamos, no tempo que queríamos. La La Land, com todas aquelas cores, figurino, trilha sonora, nos mostra isso. É tão linda a sensação quando terminamos o filme e ficamos completamente impactados com a história.

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Foto: Divulgação/PipocaModerna

“Um brinde àqueles que sonham, por mais tolos que possam parecer. Um brinde aos corações partidos e à bagunça que fazemos.”

É engraçado como sempre achamos que sabemos sobre a vida, sobre o amor, sobre os dias que teremos pela frente mas, na verdade, por mais que tentamos ter controle e seguir algum roteiro, não somos nós quem comandamos e escrevemos todas as grandes cenas que contracenamos. Elas já estão escritas há muito tempo.

Tantas referências! Ryan não usou dublê em suas cenas de piano, Emma fez aulas de dança e sapateado. Uma direção comandada por Damien Chazelle. A trilha sonora original composta por Justin Hurwitz, sem falar nas músicas clássicas que foram tocadas, como Take on Me do a-ha. O filme ainda está em cartaz no cinema, eu pretendo assistir uma segunda vez e se fosse você não perderia a oportunidade de se apaixonar por essa história que tem encantado tanta gente por aí. Sério, ainda tô assobiando City of Stars pelas ruas como se estivesse apaixonada (e olha que realmente estou, Ryan Gosling ainda vai casar comigo, vou correr atrás desse sonho, já tô inspirada aqui, gente).

TRAILER