A jornada de Lion e as coincidências da vida

A jornada de Lion e as coincidências da vida

Lion: uma jornada para casa é o tipo de filme que te deixa chorando e sorrindo ao mesmo tempo. Uma trama baseada em fatos reais, aquele filme biografia que você realmente respeita e com um elenco que te ganha, te abraça, te envolve e depois te apresenta as pessoas que viveram a história que aconteceu fora das telas.

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Esse é Sunny Pawar, o pequeno que interpretou Saroo enquanto tinha 5 anos (Foto: Reprodução/NewsJoins).

Saroo tem cinco anos de idade quando se perde de casa, do irmão, da família, de tudo que conhecia. Todos nós já tivemos cinco anos, somos espertos, mas não o suficiente para detalhes tão importantes. Conseguindo escapar de um destino que poderia ter sido muito cruel, o pequeno indiano acaba sendo adotado por uma família e muda-se para a Austrália.

Só que o passado é algo que carregamos conosco, a infância, por mais que venha ser dividida em dois mundos, prevalece e Saroo, mesmo 25 anos depois não consegue viver sem respostas para as perguntas que remetem sua vida na Índia. É uma retratação da realidade daqueles que estão perdidos, não lembram, não sabem sua verdadeira história e nem sempre conseguem deixar essa dúvida para trás.

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Dev Patel interpretando o Saroo 25 anos depois de ter se perdido de casa (Foto: Reprodução/GazetadoPovo).

Se você não assistiu Lion, vai reclamar que estou dando spoiler, mas é um spoiler bem óbvio do que felizmente acontece no filme e na vida real de Saroo. No dia 12 de fevereiro de 2012 ele finalmente reencontrou sua mãe biológica. No dia 12 de fevereiro de 2012 eu estava completando 18 anos, começando a tirar minha habilitação, pensando no que fazer com a chegada da vida adulta, enquanto Saroo, na Índia, lá no outro lado do mundo, voltava a abraçar a sua mãe que passou todos esses anos sem perder a esperança de reencontrar seu filho, nunca mudando de região e esperando por ele.

Pare e pense. A infinidade de coisas e vidas que mudam no mundo enquanto estamos passando por dias que julgamos normais. As inúmeras tragédias e os grandiosos momentos que acontecem na vida de tantas pessoas que habitam esse espaço terrestre. Eu sei, estou viajando e te arrastando para essa minha viagem, mas pensem em quantas coisas vivem acontecendo a todo momento no mundo lá fora…

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Nicole Kidman e David Wenham interpretando os pais adotivos com o pequeno e depois já adulto Saroo (Foto: Reprodução/HollywoodReporter/Moviabase)

Já imaginou que tipo de história pode estar acontecendo no outro lado do hemisfério enquanto você lê esse post? Eu já estava emocionada por toda a história de Saroo, comecei a sorrir para as últimas cenas enquanto tentava lembrar do meu aniversário há cinco anos atrás. Um daqueles momentos únicos que só quem é apaixonado por toda essa conexão que um bom filme pode causar irá entender.

O filme retrata a enorme diferença cultural que encontramos na Índia, choca ao mostrar parte da pobreza extrema que existe no país, mas te encanta ao captar a simplicidade da vida livre de todas as regalias que temos em nossos próprios lares. É impossível não ficar apaixonado pelo carinho de Saroo e Guddu, seu irmão mais velho e no modo como ambos encaravam suas difíceis rotinas.

Dev Patel interpreta o Saroo mais velho, Nicole Kidman sua mãe adotiva e David Wenham seu pai adotivo. Dirigido por Garth Davis e baseado no livro autobiográfico do próprio Saroo Brierley, o filme foi indicado a seis categorias no Oscar. Estreou no cinema em fevereiro desse ano e já está disponível no catálogo da Netflix. É uma ótima história e um prazer conhecê-la. Espero que vocês também gostem.

Assista ao trailer estendido com a música original que a Sia compôs para a trama:

A música é Never Give Up, caso queiram saber.

Especial com filmes para aquecer seu coração

Especial com filmes para aquecer seu coração

Hoje é dia nove de junho. Você está inalando coraçõezinhos e casais apaixonados desde final de maio que pareceu ter 32 dias. Não tem como fugir, o dia dos namorados está no Spotify com playlist especiais para ouvir com o amado que você não tem, está na televisão com as propagandas dos presentes que você não irá ganhar, está no centro comercial da sua cidade e nas ruas com as pessoas que parecem surgir na sua frente sempre acompanhadas e felizes.

É difícil, minha amiga e meu amigo, mas todo dia dos finados até agora você passou vivo. O que tornará passar o dia dos namorados sem namorado ou namorada uma fichinha. Sério. Desculpa usar esse exemplo de quinta, mas, ei! Olha o nome do blog, você não poderia esperar uma piada de primeira, muito menos de segunda, né?

Mas vamos ao que interessa, vamos aos filmes que decidi indicar para aquecer vossos corações solitários nesse final de semana que antecede a segunda (como se não já não fosse ruim o bastante) de dia dos namorados. Sem essa de querer fugir, são histórias de amor sim e que irão aquecer seu coração solitário também. Vão por mim, de verdade, assistir pelo menos um desses filmes nesse final de semana irá aliviar sua alma. Até quem já tem a famosa metade da conchinha na hora do edredom pode assistir. São os queridinhos para aquecer qualquer coração ❤

Comer, Rezar, Amar (2010)

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Foto: Reprodução/Obvious

Liz tinha uma vida completamente estável, uma casa, um marido, um trabalho de sucesso. Até que as coisas começam a mudar drasticamente. Com o divórcio ela já não sabe mais o que é importante, não conhece mais a verdadeira razão por estar nesse mundo. Um filme que mostrará Julia Roberts numa viagem de auto-descoberta para sua própria personagem. Daqueles que te deixará com vontade de fazer as malas ou preparar uma macarronada. Sério, ela fica uns dias na Itália (que é minha parte preferida) e eu não posso deixar essa vida antes de comer naquele lugar.

Dica valiosa: ele também está disponível na Netflix.

La La Land – Cantando Estações (2016)

O queridinho do Oscar que você precisa rever ou se ainda não assistiu, precisa urgentemente assistir! Uma história que, como já disse aqui no blog, não é sobre amor, é sobre sonhos. Mia e Sebastian, Emma Stone e Ryan Gosling nessa mágica história sobre como a vida gosta de brincar com nossos sentimentos e testar nossos sonhos.

Mesmo Se Nada Der Certo (2014)

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Foto: Reprodução/Tumblr

Uma história que reúne vários perdedores. Acredite, cada personagem desse filme perdeu algo e está em busca do melhor caminho para seguir em frente. E o melhor de tudo é que a trilha sonora fará você se apaixonar ainda mais por esse filme. Ainda mais, no caso, porque tem Adam Levine e Mark Ruffalo, então imaginem a dose alta de amor que vocês encontrarão nesse filme. Também já falei sobre ele aqui no blog.

Celeste e Jesse Para Sempre (2012)

Você já pensou como seria sua vida se tivesse conhecido o amor dos seus sonhos no ensino médio e casado com ele? Pois é, agora imaginem como essa história realmente deve ser contada? Sem o clássico conto de fadas que estamos acostumados? Celeste e Jesse nos mostram como nem sempre é fácil manter uma relação por tantos anos. Assim como terminar essa relação também não é algo assim tão simples.

Um Dia (2011)

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Foto: Reprodução/DicaPraHoje

Dex e Em, Em e Dex. A história desses dois é cheia de situações que a vida vira e mexe impõe em nossos caminhos. Destinos que se separam e se cruzam novamente, uma história de 20 anos que inicialmente foi contada no livro pelo autor David Nicholls e agora nessa adaptação que tem Anne Hathawey, como Emma Morley e Jim Sturgess, como Dexter Mayhew. Pessoas que deveriam permanecer juntas, mas que a vida decidiu tecer novos planos para elas.

E só mais uma dica: tem na Netflix também.

Interação: Filmes preferidos das blogueiras

Interação: Filmes preferidos das blogueiras

Quem acompanha o Escritora de Quinta deve estar se perguntando que tipo de post é esse, pois bem, não se desesperem que irei explicar tudo direitinho para vocês.

Fui convidada para participar do Projeto 20 Coisas, criado pela Helô do Onde Cê Vai Loko e pela Mi do Michellândia. O projeto é uma interação que faremos entre todos os participantes, trocando postagens no blog um do outro. E na mesma pegada dessa interação linda que estamos fazendo (logo, logo vocês verão mais sobre o projeto por aqui) eu decidi fazer esse post, onde cada um dos participantes escolheram o filme preferido e falaram sobre o significado dele. Afinal, filme e série sempre acabam significando alguma coisa pra gente, né?

Não são todos os blogs participantes do projeto, mas consegui convencer alguns a mandarem os filmes. Espero que gostem e no final é claro que eu coloquei o meu filme preferido. Juro que escolhi só um, mas tô aqui sofrendo pensando nos tantos outros filmes que também amo.

Luísa, O Mundo de Eulália: Orgulho e Preconceito

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Foto: Divulgação

Eu amo o cinema em geral mas tem alguns filmes no qual sempre volto assistir não importando quantas vezes já tenha o visto. E para mim um filme inesquecível é Orgulho e Preconceito.

Eu sou apaixonada por qualquer coisa de época. Seja filmes, novelas e afins. Esse filme além de ser inspirado numa grande obra de literatura, tem um enredo apaixonante. E quem não quer viver uma história de amor como essa? Volta e meia eu assisto de novo e não enjoo. Os atores são lindos, o cenário, a história. Não tem como não se apaixonar por esse filme.

Helô, Onde Cê Vai Loko: 10 Coisas Que Eu Odeio Em Você

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Foto: Reprodução/ViralityToday

Confesso que sou fascinada por suspenses e documentários criminais, pois é uma área que atualmente é o meu dia a dia devido a minha área de formação. Mas um filme que me marcou muito, principalmente a adolescência foi “10 coisas que eu odeio em você”. É tipo uma comédia romântica meio fora do padrão e deixo aqui o poema que é o ápice do filme:

“Odeio o modo como fala comigo, e como corta o cabelo. Odeio como dirige o meu carro e odeio seu desmazelo. Odeio suas enormes botas de combate e como consegue ler minha mente. Eu odeio tanto isso em você que até me sinto doente. Odeio como está sempre certo e odeio quando você mente. Odeio quando me faz rir muito, mais quando me faz chorar… Odeio quando não está por perto e o fato de não me ligar. Mas eu odeio principalmente não conseguir te odiar. Nem um pouco, nem mesmo por um segundo, nem mesmo só por te odiar.”

Já assistiu? Se ainda não corre lá no youtube, que tenho certeza que vai adorar. (Assistam também “Número 23” =X).

Michelle Graça, Michellândia: Star Wars

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Foto: Reprodução/PlayBuzz

Existe um “quadrado das Bermudas” em minha vida: viagens, livros, séries e filmes. São minhas paixões e me perco nelas facilmente. Eu assisto de tudo: comédia romântica, drama, passando pelos filmes de guerra, indo aos suspenses e chegando aos filmes de super heróis (Marvel ❤). Só não curto filmes com espíritos: um mês sem dormir na certa (sou medrosa, me julguem… rs). Entre todos os gêneros existentes, o que eu mais gosto é o de ficção científica.

Como a garota que ama filmes é humanamente impossível escolher apenas um, então eu escolhi um clássico, um filme que mudou a historia do cinema, recriou e criou vários segmentos existentes na sétima arte e que arrasta multidões para uma galáxia muito, muito distante… STAR WARS!

Star Wars é muito mais que um filme, é um universo onde você aprende diversas lições de vida, e sabe qual mais me marcou? A princesa empoderada: Léia! Sim, sim pessoas, ela foi a primeira princesa que a pequenina Michelle teve contato, empoderada, princesa das galáxias, capitão, inteligentona, diferentona e que conquistou seu espaço em um universo totalmente masculino. E foi essa princesa que me ensinou Yes I can!

E foi assim que eu cresci, acreditando que eu poderia conquistar tudo, planetas, galáxias e todos os meus sonhos ❤

Lorrany, Diário de Uma Garota Cristã: Como Estrelas na Terra

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Foto: Reprodução/Reab.Me

Esse filme é muito emocionante, não tem como você assistir e não chorar, sério! Ele mostra que cada pessoa tem suas limitações mas que ela tem também seus talentos, e que se não soubermos como trata-las podemos acabar matando os sonhos delas.  E que o amor e dedicação ao próximo tem um poder maravilhoso e lindo.

Sinopse: O filme conta a história de um menino e 9 anos chamado Ishaan Awasthi, ele sofre de dislexia, estuda em uma escola normal e repetiu uma vez o terceiro período e está correndo o risco de isso acontecer de novo.

Amanda, Explorar-te: De Repente é Amor

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Foto: Reprodução/Obvious

Eu sou a doida dos filmes, deu para ver que adoro pelas resenhas né? Mas eis aqui um filme que é meu xodó e ainda não contei lá no blog (segredo hein!). É o filme “de repente é amor”, quem me apresentou esse filme foi um ex-namorado, e na época que assistíamos juntos eu já gostava, ele sempre dizia que eu era todinha a Emily (personagem principal que por sinal é interpretada por Amanda Peet, coincidência ou não!), mas só depois que comecei a vê-lo sozinha que tudo começou a fazer certo sentido!

De repente é amor, trata-se da história de Oliver e Emily, cujo ambos estão atrás dos seus sonhos e conquistas de vida, e se encontram pela primeira vez em um aeroporto rumo a Nova York, onde Emily acaba de terminar o namoro, e como até um pouco clichê eles se reencontram e desencontram inúmeras vezes, até que o destino coloca eles na mesma página.

Mas o que eu gosto mais desse filme, é os personagens em si, Emily é FORTE, temperamental, extrovertida e totalmente divertida, já Oliver, é estupidamente desastrado e até um pouco lento para “pescar” as coisas e acho que isso que me faz gostar tanto do filme, porque é leve! O romance entre eles é leve, Oliver erra tantas vezessssss, e faz tantas coisas bobas para conquista-la, como fazer uma serenata cantando Bon Jovi, e Emily é tão teimosa as vezes! Mas vivem um amor leve, divertido, e é exatamente isso que quero para mim.

Hanna Carolina, Mundinho da Hanna: Planeta do Tesouro

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Meu filme favorito é uma animação na realidade. Ele se chama ‘Planeta de Tesouro’, da Disney. É baseado no clássico ‘A Ilha do Tesouro’ e eu curto bastante, assisto quantas vezes passar na TV. Não apenas a história, mas as músicas estão no meu celular e de vez em quando me pego ouvindo… e cantando também… rsrs

Ele significa muito para mim, lutar pelos meus sonhos, mesmo que todos digam que são infantis ou imaturos. A música tema também fala sobre isso, sobre ser você e não se importar com o que dizem sobre o que você pensa, afinal, seu futuro depende de suas ações e não de terceiros. É uma história de aventura, mas também uma lição de vida que carrego comigo pro resto da vida.

Clíscia Ramos, Clíscia Make Up: Harry Potter e a Pedra Filosofal

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Foto: Reprodução/Cinemascope

Um filme que marcou muito a minha infância foi Harry Potter e a Pedra Filosofal. Eu assistia muito quando criança, tinha gravado em fita e passei muitas tardes vendo ele. Toda vez que penso nele me recordo da minha infância na casa dos meus avós, vendo tv, comendo miojo. Já vi todos os filmes da série, mas pelas lembranças da infância que o primeiro me traz ele é meu predileto.

Já o meu filme favorito é…

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Foto: Reprodução/Debatemx

Já falei que essa é uma decisão muito difícil e que tenho vários filmes que guardo aqui no peito e amo de paixão? Mas como prometido, meu escolhido foi O Fabuloso Destino de Amélie Poulain… Ah, como sou apaixonada pela história, trilha, fotografia, direção, personagens, Paris, tudo que tem nesse filme me arranca um suspiro. É meu remédio para dias ruins, minha dose de inspiração e meu xodó.

A simplicidade que a Amélie tem em enxergar e viver a vida, o certo receio que ela supera em enfrentar algumas situações do cotidiano me cativam demais. E o que falar da frase que é até estampa da minha “brusinha” preferida? “São tempos difíceis para os sonhadores”… E como são difíceis…

A Cabana e o fazer justiça com as próprias mãos

A Cabana e o fazer justiça com as próprias mãos

Mack é pai de família. Tem uma esposa religiosa, dois filhos adolescentes e uma menina pequena. Ambos formam a família tradicional que frequenta a igreja todo domingo. De início confesso que fiquei um pouco desanimada, imaginando que toda essa tradicionalidade acabaria me deixando em tédio. Mas o filme conseguiu me fisgar fazendo com que eu abaixasse a guarde e deixasse meus preconceitos de lado. Sim, eu tenho minha fé assim como também tenho um lado cético. Costumo dizer o famoso ditado de que “Jesus é maneiro, o que ferra é o fã clube dele” e é esse fã clube que faz a palavra religião parecer um veneno.

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Foto: Reprodução/Veja

“Religião. A religião é muito trabalho. Eu não quero escravos. Quero amigos, família para compartilhar a vida.” 

Mas gosto de pensar que o filme não é sobre religião, apesar de abordarem o lado cristão da coisa toda, é uma história sobre fé. Mack (Sam Worthington) teve uma infância não muito feliz com um pai que enchia a cara e batia na mãe e nele. Deixar o passado para trás nem sempre é fácil, mas ao conseguir construir uma linda família ele fora capaz de seguir em frente.

Até ter sua filha mais nova assassinada brutalmente. Sem nem ao menos ter o corpo para um velório, tendo que lidar com as evidências de que além de assassinada a pequena Missy também fora estuprada, Mack se torna sombrio e se afasta de todo o restante da família. Mas um bilhete é entregue para mudar essa história e ele retorna a cabana onde encontrou as provas de que sua filha havia sido morta.

“Não importa o que você está fazendo. Você nunca tem que fazer isso sozinho.”

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Jesus (Aviv Alush) e Mack (Sam Worthington) prestes a clássica cena do andar sobre as águas. Refletindo sobre as dificuldades que encontramos na vida e como não temos que enfrentá-las sozinhos. Foto: Reprodução/Veja

A escolha dos atores para cada personagem, até mesmo cada personagem que fora criado no livro escrito por William Young, tudo é perfeitamente perfeito. E me desculpem a redundância. Mas Jesus sendo interpretado por Aviv Alush? A cena dele e Mack andando pela água? Essa coisa de como Deus é quem precisamos que ele seja, a figura de um pai, de uma mãe, colocando a maravilhosa Octavia Spencer vivendo um Deus que gostaríamos muito de conversar e cozinhar? Ficou maravilhoso!

É sobre perdão, redenção e fé mesmo nas circunstâncias ruins. Em certo ponto eu me senti incomodada com toda a questão de deixar a vontade de Deus seguir seu percurso e isso só me mostrou como estamos cada vez mais tentados as justiças feitas com nossas próprias mãos. É complicado. Algumas críticas a respeito do filme abordam que a proposta não gera discussão, que é apenas mais uma propaganda cristã, mas fico me perguntando se elas permitiram que o filme a tocassem ou se começaram a assistir com suas críticas já feitas.

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Mack e Deus, que é interpretado por Octavia Spencer fazendo você querer fazer parte dos diálogos que aconteciam entre ambos. Foto: Reprodução/Veja

“E há bilhões como você… Cada um determinando o que acha que é bom e mal. E quando o teu bom conflita com o mal do teu próximo, procuram argumentos. As guerras explodem. Porque todos insistem em brincar de Deus.”

Incomoda o perdão de Mack. Incomoda não vermos a justiça do homem sendo feita. Mas precisamos tirar essa ideia de que somos nós quem devemos punir. O que é justiça para mim, nem sempre será justiça para o próximo. Imagine como seria se cada um de nós, sem exceção, parasse de sentir-se no poder de julgar alguém, prejudicar alguém…

Eu sei, é difícil simplesmente abandonar esse sentimento de raiva, essa sede por vingança que sempre sentimos diante de injustiças, digo isso por mim, que até hoje não entendo como pessoas boas sofrem nas mãos de pessoas ruins. Acredito que esse tenha sido o ponto que incomodou tanta gente, não é uma tarefa fácil aceitar que nem tudo está em nossas mãos. Mas se desprendermos um pouco dessa questão do que é certo e do que é errado, entenderemos que o filme é justamente para gerar esse debate da sede de violência que estamos sentindo com uma força cada vez maior e de como ela não nos levará para um lugar melhor do que esse que encontramos hoje nos jornais.

Assista ao trailer:

O filme ainda está disponível em alguns cinemas*

O novo filme da Bridget Jones

O novo filme da Bridget Jones

Uma comédia leve e gostosa de assistir, típica de acontecimentos e confusões que só mesmo Bridget Jones pode causar em um filme. Eu sou fã assumida da Bridget, que apesar de alguns estereótipos na trama que deixam a gente pensando “mas o que é que eles estão querendo dizer com isso?”, conseguiu ganhar meu coração e me fazer torcer pela felicidade da personagem como sempre fiz em suas histórias.

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Foto: Divulgação/Metrópoles

Pensa numa personagem louca, constrangedora, atrapalhada e carismática na medida exata para te deixar com vergonha alheia e ao mesmo tempo com vontade de torná-la real para fazer parte das confusões? Sou apaixonada pela sequência de filmes que foram lançados inicialmente em 2001, com O Diário de Bridget Jones e em 2004, com Bridget Jones: No Limite da Razão. 12 anos depois e me descubro novamente apaixonada, é como se o tempo não tivesse mudado nada, apesar das alterações no elenco.

Mark Darcy, tímido e apaixonante, interpretado por Colin Firth (O Discurso do Rei). Jack Qwant, sedutor e maravilhoso, que completa o triângulo amoroso que você realmente respeita, interpretado por ninguém menos que Patrick Dempsey (Grey’s Anatomy). Bridget Jones, solteira aos 43 anos e maravilhosa mesmo assim, interpretada por Renée Zellweger (Recém Chegada). Eu não consigo expressar em palavras o quanto esse trio deu certo, de verdade.

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Foto: Divulgação/Entertainment

Jack, para quem não sabe, apareceu para ser o substituto de Daniel Cleaver. Daniel era interpretado por Hugh Grant (Um Lugar Chamado Notting Hill) que não pôde participar do filme e que fora substituído pelo aposentado, mas para sempre em nossos corações, McDreamy, Patrick Dempsey. Se você não assisti Grey’s Anatomy não sabe do que estou falando, então, assista já essa série porque viver essa vida sem sonhar com um McDreamy é passar os dias sonhando errado.

Sinto que estou traindo o verdadeiro triângulo amoroso que sempre fomos fãs, mas não senti muita falta de Daniel/Hugh no filme. Exceto pelo final que me deixoOPA! SEM SPOILER, EU SEI. Mas continuando, a trama do filme ficou perfeito, mesmo com as alterações.

“Não, eu não posso voltar atrás e cometer os mesmo erros. Devo seguir em frente e cometer novos.”

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Foto: Divulgação/PelículaCriativa

Bridget está grávida e adivinhem só, isso mesmo, ela não sabe quem é o pai. Finalmente conseguiu alcançar a dignidade em sua carreira profissional. E mesmo ainda na academia (e agora grávida) as neuras com seu corpo diminuíram. É quase como se a personagem estivesse dizendo “amiga, calma, você também vai conseguir, tira All By MySelf do último volume e se acalma”. Não que as fãs estivessem nessa situação 12 anos depois dos seus filmes, imagina, algumas, talvez, não sei, quem sabe.

O filme conta com participação especial do Ed Sheeran interpretando maravilhosamente ele mesmo, afinal, pra que personagem quando se pode ter o próprio cantor no filme, certo? E a história te envolve do jeitinho que sempre irá te envolver quando se trata da londrina que você realmente respeita.

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Foto: Divulgação/Veja

É clichê? Sim. Nós gostamos? Também. Amei ter a Bridget de volta e espero que possamos ter mais filmes, acho lindo acompanhar o envelhecimento dos personagens e imaginem que maravilha se Daniel/Hugh voltasse ao elenco?

Ah, sim… Renée fez plástica, muita gente ficou criticando e apontando até onde devemos ir para atingirmos a perfeição estética que sonhamos. Sim, é um assunto a ser debatido. Não, eu não entendi as plásticas da Renée, sempre a achei maravilhosa. Mas gostaria de lembrar a dica mágica da convivência humana: a vida funciona de forma individual e cada um vive do jeito que acha melhor, sem ofender e nem prejudicar ninguém. Cansa tantos julgamentos e imposições, o que pode até ser parte da causa das plásticas que as pessoas vivem fazendo para serem mais aceitas, corrigidas, como se tivessem algo de errado.

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Selo Bridget Aprovado com sucesso nesse meu parágrafo textão (Foto: Divulgação/CineClick)

Chega de falar, agora dá uma olhada no trailer do filme e entenda porque fiquei tão cheia de amores por ele:

Ps: Vocês não vão acreditar, mas temos um momento All By MySelf atualizado que só mesmo Brdget Jones poderia fazer para a gente, sério, assistam e me contem depois o que acharam ❤

Não deixe que o filme Beleza Oculta passe despercebido

Não deixe que o filme Beleza Oculta passe despercebido

 “Amor. Tempo. Morte. Essas três coisas conectam cada ser humano no mundo.”

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Morte (Helen Mirren), Amor (Keira Knightley) e Tempo (Jacob Latimore)

Algo que eu nunca tinha parado para pensar. O amor, o tempo e a morte realmente é o que conecta cada um de nós nesse mundo. Todos iremos lidar com a morte um dia. Todos buscamos um amor, seja em um parceiro para a vida ou na família, com os amigos, ao adotar um bichinho de estimação. Todos estamos perdendo tempo, alguns estão aproveitando, outros desperdiçando. E cada um de nós tem algo a dizer sobre essas três coisas que regem o universo.

Você alguma vez tinha parado para pensar nisso? Nem eu. Beleza Oculta é um filme sobre como lidamos com esses três alicerces da vida, abordando situações específicas, mas que podem ser encaradas por diversos pontos. Um filme que pode não significar nada para alguns, mas que pode significar tudo para outros. Repleto de complexidades, tem uma trama delicada que te despertará pensamentos sobre sua própria vida. Não será fácil, preciso confessar, fazia tempo que um filme mexia comigo de tal forma.

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Foto: Divulgação/PortalIG

Howard (Will Smith) está em depressão. Após perder a filha pequena o publicitário, que antes tinha toda uma carreira promissora, passa a escrever cartas para lidar com o luto. Mas não são cartas direcionadas para pessoas, como vocês devem imaginar, ele escreve para o amor, o tempo e a morte. É terapêutico. E completamente louco quando ele começa a obter as respostas dessas cartas.

Mas não é apenas o Howard que está em crise. Seus três amigos Whit (Edward Norton), Claire (Kate Winslet) e Simon (Michael Peña) também têm suas questões pendentes com o amor, o tempo e a morte. Whit fez uma grande burrada e, divorciado, está cada vez mais distante da própria filha. Claire trabalhou duro a vida toda que não teve tempo nem para pensar em construir uma família. Simon tem um jeito diferente de encarar a morte. E é perfeito como a história dos personagens vão se encaixando.

“Temos ânsia de amor, queríamos ter mais tempo e tememos a morte.”

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Foto: Divulgação/Warner Bros

O Amor (Keira Knightley), o Tempo (Jacob Latimore) e a Morte (Helen Mirren) tentam em cada cena fazer com que Howard e os amigos voltem a valorizar a vida, deixando o espectador pensando em seus próprios medos e nos próprios confrontos que gostariam de ter se tivessem a oportunidade de receber uma resposta do universo.

Imagine você poder confrontar o universo por tudo que aconteceu em sua vida? Nós sabemos que não existe essa coisa de perfeição e felicidade eterna, que uma hora ou outra teremos que encarar certas perdas e sentimentos, mas imagine poder obter respostas para as inúmeras perguntas que fazemos sobre o o tempo, sobre a morte, sobre o amor? Respostas essas que viriam com os próprios cujos ditos e a oportunidade de apontarmos e gritarmos com eles? Surreal, eu sei, mas incrivelmente lindo. Cinematograficamente falando, é claro.

O filme estreou em 26 de janeiro e ainda está em cartaz no cinema. Com o sucesso que foi Moana e agora o sucesso que está sendo La La Land, pode passar despercebido, mas por favor, não deixe de enxergar a Beleza Oculta que existe na vida e nesse filme. Assistam. O elenco é maravilhoso, a trilha sonora tem um peso enorme e os diálogos funcionam como um grande tapa na cara da gente que acha que sabe sobre algo nessa vida.

Dá play no trailer e me diga se não estou certa:

La La Land não é sobre amor, é sobre sonhos

La La Land não é sobre amor, é sobre sonhos

 

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Foto: Divulgação

Terça-feira, 31 de janeiro, tive a honra de assistir La La Land: Cantando Estações no cinema. O arrependimento seria enorme se eu fosse assistir esse filme em casa, ele merece ser visto naquela tela maravilhosa onde podemos nos apaixonar mais ainda pelas cores, pelo Ryan Gosling e pela Emma Stone.

É complicado assistir a um filme que todo mundo anda elogiando, premiando, só no Globo de Ouro desse ano foram 7 prêmios, só no Oscar são 14 indicações. É um peso enorme de expectativa que se cria diante de filmes assim. Mas, por sorte, saí do cinema com todas elas superadas.

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Foto: Divulgação/HollywoodReporter

“Quem sabe isso é o começo de algo maravilhoso e novo. Ou mais um sonho que eu não posso tornar realidade?”

Como disse meu amigo: “não é um filme sobre amor, é sobre sonhos”. Passamos grande parte da vida idealizando e sonhando, mas o que realmente realizamos? No que, exatamente, insistimos em realizar? Os dias passam e até nos darmos conta do tempo que desperdiçamos já pode ser tarde demais.

Mas até quando persistir em um sonho? Mia sonha em ser atriz só que tem papel atrás de papel recusado, pessoas lhe dizendo, indiretamente, que o que ela faz não é tão bom assim. Como não se deixar levar e realmente acreditar no que lhe dizem? É como se a vida estivesse testando para ver até onde ela seria capaz de persistir.

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Foto: Divulgação/Elle
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Foto: Divulgação/Ofelm

“Estou deixando a vida bater em mim até que ela se canse. Aí eu vou revidar. É um golpe clássico”

Sebastian é um músico que sonha abrir um bar onde o verdadeiro jazz sempre será lembrado, mas as coisas vão acontecendo, o tempo passando e aos poucos, seu sonho começa a ser esquecido. Como conseguir coragem para ir atrás de um sonho cada vez mais distante? É como se a vida estivesse lhe oferecendo caminhos diferentes para testar o quanto aquele sonho vale a pena.

Uma história sobre as escolhas que tomamos na vida, nesse jeito de tentar ter algum controle sobre ela. Um toque de como nossos caminhos podem nos levar em diversos lugares em tempos diferentes. Um lembrete de como é importante, dia após dia, tentar alcançar nossos sonhos e entender que nem sempre as coisas sairão como planejamos, no tempo que queríamos. La La Land, com todas aquelas cores, figurino, trilha sonora, nos mostra isso. É tão linda a sensação quando terminamos o filme e ficamos completamente impactados com a história.

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Foto: Divulgação/PipocaModerna

“Um brinde àqueles que sonham, por mais tolos que possam parecer. Um brinde aos corações partidos e à bagunça que fazemos.”

É engraçado como sempre achamos que sabemos sobre a vida, sobre o amor, sobre os dias que teremos pela frente mas, na verdade, por mais que tentamos ter controle e seguir algum roteiro, não somos nós quem comandamos e escrevemos todas as grandes cenas que contracenamos. Elas já estão escritas há muito tempo.

Tantas referências! Ryan não usou dublê em suas cenas de piano, Emma fez aulas de dança e sapateado. Uma direção comandada por Damien Chazelle. A trilha sonora original composta por Justin Hurwitz, sem falar nas músicas clássicas que foram tocadas, como Take on Me do a-ha. O filme ainda está em cartaz no cinema, eu pretendo assistir uma segunda vez e se fosse você não perderia a oportunidade de se apaixonar por essa história que tem encantado tanta gente por aí. Sério, ainda tô assobiando City of Stars pelas ruas como se estivesse apaixonada (e olha que realmente estou, Ryan Gosling ainda vai casar comigo, vou correr atrás desse sonho, já tô inspirada aqui, gente).

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