O dia que eu terminei Orphan Black

O dia que eu terminei Orphan Black

Essa semana finalizei Orphan Black. Foram cinco temporadas com dez episódios. A série que inicialmente pertencia a BBC, teve seus direitos vendidos para a Netflix ainda na terceira temporada. Criada por Graeme Manson e John Fawcett, conta com a maravilhosa Tatiana Maslany no elenco e só, temos 956864 personagens interpretados apenas por ela. Mentira. Não é só ela. Mas só dela são 91228 personagens sim.

Brincadeiras a parte, é preciso enaltecer o grandioso trabalho da minha quase xará, Tatiana Maslany. A canadense interpretou o Clone Club como ninguém. Dando vida e personalidade distintas a cada uma das sestras que inseriam na trama. Foi fantástico acompanhar o desenvolvimento e a descoberta de cada personagem. Claro que nem todas tiveram um grande peso na história, mas até mesmo as que apareciam brevemente mostravam suas diferenças e me faziam esquecer que era a mesma atriz ali interpretando todas elas.

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Sarah e Helena, ambas interpretadas por Tatiana Maslany (Foto: Reprodução/IMDb)

Mas vamos a história, se é que consigo explicar essa história. Baseada em uma ficção científica, eu terminava cada episódio com mais dúvidas. Não sei vocês, mas sou o tipo de pessoa que começa a assistir a série, não entende nada, adora mesmo assim e continua assistindo na esperança de que uma hora o raciocínio vai pegar todos os termos científicos e biológicos que eles usam nos diálogos. Só que, vocês sabem, na real acabamos entendendo apenas um terço que é aquele que buscamos nas teorias da internet pois, graças a Deus, sempre tem um ser iluminado nesse mundo virtual para nos ajudar.

Tudo começa quando Sarah Manning encontra uma de suas clones cometendo suicídio. Não, Sarah não sabe de nada, não entende porque Beth (a policial que se joga na frente de um trem) é parecida com ela e tirou a própria vida dessa maneira. É onde as coisas começam. Ao pegar a bolsa e os documentos da policial é quando ela acaba entrando no universo do Projeto Leda, que fora o que deu vida a ela e suas diversas clones que estão espelhadas pelo mundo.

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Foto: Reprodução/IMDb

As principais clones e que são mais aprofundadas durante a série são Cosima, a nerd cientista que consegue simplificar e ajudar na hora de entender melhor o que está acontecendo; Helena é a ucraniana que sofreu durante sua infância em um convento e acabou criando alguns problemas psicológicos; Alisson é a dona de casa com a vida perfeita, ou quase perfeita, que faz um papel de mãe no Clone Club e mesmo não querendo acaba cuidando e acalmando as sestras; Rachel é a clone má que é capaz de qualquer coisa para continuar no poder; e Sarah é a que protege e luta por todas elas, não que as outras não façam isso, no decorrer da trama vamos acompanhando a conexão que elas vão construindo episódio após episódio, mas é ela quem enfrenta grandes problemas e vilões.

Por falar em vilões, todas as clones acabam tendo que lidar com os capangas que aparecem de tudo quanto é lugar para acabar com elas. Não pense que apenas as clones são importantes na história, temos a Siobhan, “Mrs. S”, que é a mãe adotiva da Sarah e Félix, seu irmão adotivo; Donnie é o marido da Alisson; Art é o detetive que era parceiro da Beth; Delphine é a namorada de Cosima e é lindo ver as alianças que ambos vão criando até se tornarem essa grande família que apelidamos de Clone Club.

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Foto: Reprodução/IMDb

Foram cinco temporadas eletrizantes! Sorrimos e choramos com as descobertas de novos clones. Sentimos ódio e pena da Rachel. Não entendemos diversos dos diálogos, é verdade. Ficamos desapontados com a terceira temporada que acabou sendo a mais fraca da história. Mas fomos muito bem recompensados com essas duas últimas temporadas, principalmente, com os episódios finais. É sempre difícil acompanhar o fim de uma série, frustrar-se com o final que não era parte daquilo que você imaginou como seria, só que de vez em quando somos fisgados mesmo na hora do triste adeus.

Sentirei falta de acompanhar o grandioso trabalho não só da Tatiana Maslany, que eu continuarei enaltecendo até que ela ganhe um reconhecimento maior no cinema, mas de todos os atores e produtores. Souberam finalizar e encher nossos corações de amor e já de saudade perante a despedida.

“Minha história é um emaranhado de vários princípios e nenhum final.”
Sestra Helena

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Foto: Reprodução/IMDb

 

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O dia que eu terminei Sons of Anarchy

O dia que eu terminei Sons of Anarchy

Eu nunca pensei que fosse gostar tanto de uma série nesse estilo. Motoqueiros, gangues, tiros e drogas nem sempre foram minhas preferências no quesito seriados, mas depois que comecei a assistir Sons of Anarchy me vi, mais uma vez, pagando a língua e me viciando em algo que eu jurava que não passaria da primeira temporada. My mistake. Falha minha.

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Foto: Reprodução/Tunefind

Meu máximo respeito e reconhecimento a Kurt Sutter, o criador dessa obra-prima. O cara além de escrever, produzir e dirigir essa história fantástica, deu vida a um personagem, Otto, e um show em atuação! Por falar em atuação, que time de atores! Que sintonia entre personagens e todo o elenco! Eu vou passar a minha vida enaltecendo Sons of Anarchy onde cada personagem foi tão bem elaborado e atuado, que até mesmo uma moradora de rua acabou sendo importante para a trama.

Tudo gira em torno do Jackie Boy, que na real é Jackson Teller e que também é chamado de Jax,  esse cara é do tipo que vive fazendo promessas que não é capaz de cumprir, pelo menos, a maior parte delas. Jax faz parte de um clube de motociclistas, a herança que ele teve do falecido pai, John Teller. O bad boy que irá encher seu coração de amor, depois ódio, admiração, depois ranço, orgulho, depois nojo (eu não estou brincando, tu vai querer entrar na série só para dar na cara dele), tenta tirar o clube do crime e situações que vivem colocando a vida de todos em risco. Trazer legalidade para SAMCRO (Sons of Anarchy Motorcycle Club, Redwood Original) era um desejo que seu pai morreu sem realizar.

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O famoso Jackie boy (Foto: Reprodução/PapodeHomem)

Não existem mocinhos em Charming, cidade fictícia onde praticamente todos os derramamentos de sangue acontecem. São conflitos entre gangues que lutam pelo seu próprio território. Existem os mexicanos, os chineses, os negros, os nazistas e acreditem quando disserem por aí que você verá de tudo na série, porque verá mesmo! Além de todos os grupos, existem os policiais, é claro, e os filhos da anarquia (Sons of Anarchy) que contrabandeiam armas e se envolvem cada vez mais em acordos que colocam em risco a segurança deles e do clube.

Vocês até podem tentar defender alguns dos personagens, mas no fundo suas escolhas serão sempre entre o menos pior, afinal, todos ali têm um pé na vilania. Juice, Opie, Chibs, Tig, Clay, são alguns dos motoqueiros que irão fazer suas cabeças durante as temporadas. Gemma e Tara dividirão opiniões. Confusões familiares que farão os barracos dos casos de família parecer fichinha perto da série. Logo após a primeira temporada fica fácil entender que a série é muito mais do que um moto clube tentando se legalizar.

Foto: Reprodução/Blogs.Lanacion

A conexão e a sintonia de todo o enredo é maravilhosa. Eu maratonei as setes temporadas porque simplesmente não conseguia parar de assistir. Sabe quando cada episódio termina com o desfecho certo para te deixar angustiado para o próximo episódio? Apenas a terceira temporada que teve um desenrolar mais fraco, onde o clube acaba indo para Irlanda recuperar Abel, filho do Jax que tinha sido sequestrado pelo IRA (Exército Republicano Irlandês) que na real são uma das maiores organizações que traficam armas. ISSO PORQUE FOI FRACO, HEIM! Mas, para mim, essa terceira temporada teve uma das melhores season finale, apesar do desenrolar fraco.

Por falar em season finale, eu sei que posso estar sendo muito pretensiosa em afirmar isso, pois cada um te um gosto e não adianta, o que foi espetacular para mim, pode acabar sendo legalzinho para outra pessoa, mas o final dessa série, meus amigos, foi a melhor coisa que já assisti. Eu não terminei muitas séries, verdade, mas as que tinha finalizado sempre me deixavam com aquela leve decepção batendo na porta. Só que Sons of Anarchy me encheu com aquela sensação que temos quando terminamos de assistir algo extremamente genial e que, muitas vezes, nos perguntamos como demoramos tanto tempo para assistir aquilo. A trilha sonora também é perfeita, toda história é acompanhada por clássicos e ritmos que te ajudam a sentir melhor a pegada da série.

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Gemma, mãe do Jax e ao fundo o próprio Jax com sua mulher, Tara. Vocês não imaginam toda a fucking história que se passa com esses três (Foto: Reprodução/FlushtheFashion)

É sempre complicado falar daquilo que favoritamos, não é? Faltam elogios, as explicações parecem vagas demais comparadas com a real história que você acompanhou, a realidade de que podem surgir pessoas do além falando que a trama nem é tudo isso que dissemos, você parece entrar num barco que não será capaz de te levar ao destino certo quando começa esse tipo de resenha. Mas espero ter alcançado pelo menos uma alma que acompanha esse blog.

Sei que esse post era pra ser um relato do dia que terminei Sons of Anarchy e acabou sendo um apelo para que todos assistam Sons of Anarchy. É que estou até agora impactada com a história que acompanhei, mais de um mês depois e ainda não me recuperei, gente, é fantástica demais, genial demais, foda demais, com todo o perdão da palavra. Assistam e me digam se estou exagerando ou coberta de razão.

O dia que eu terminei How I Met Your Mother

O dia que eu terminei How I Met Your Mother

O título do post já diz sobre o que se trata. Tem spoiler. Tem alguns xingamentos. Provavelmente algumas lágrimas também. Foram nove temporadas televisionadas de 2005 a 2014, mas que assisti de 2015 a 2017 graças a Netflix.

Demorou. Passei meses me arrastando para assistir a nona e última temporada. Mais meses quando percebi que faltavam apenas dois episódios. Last forever, parte um. Last forever, parte 2. Last forever que eu não queria aceitar, afinal, como vai ser daqui para frente quando eu estiver tendo um dia ruim, quando eu simplesmente estiver me sentindo na merda, como eu vou fazer sem a dose de alegria e amor que How I Met Your Mother me passava a cada novo episódio?

“O que importa não é o destino. E sim a jornada.”

São tantas as lições que aprendemos e podemos tomar nota em um caderninho para levar na vida real… Por exemplo, todo fã sabe que nada de bom acontece depois das duas da madrugada. Sabe também que não será fácil manter os amigos queridos por perto, mas que sempre tem aqueles que valem o esforço. Tatuagens? Só se não estivermos bêbados ou emotivos. Ah, e por falar em bêbados, as ideias que temos quando estamos a base de álcool não são as melhores, já está na hora de reconhecermos isso.

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Foto: Reprodução/TheDailyBeast

O Barney não valia muita coisa, mas graças a ele pudemos aprender que ao invés de ficarmos tristes podemos mudar isso e ficarmos incríveis. Simples. É tudo uma questão de pensamento. As tantas namoradas do Ted nos ensinaram que se estamos apenas ficando ou conhecendo uma pessoa, ela não precisa estar nas fotos que tiramos nos eventos e datas especiais, a Lily jamais aprovaria isso e é sensato não estragarmos esses momentos fotográficos importantes.

As pessoas sempre terão alguma receita para a ressaca, a gente só tem que acreditar que é a receita certa. Nós temos que nos certificarmos de que não estejamos só pensando, pensando e pensando. Precisamos de fato fazer o que pensamos, certo? E as coisas que fizermos de lendário nessa vida terão um significado bem maior se tivermos nossos amigos por perto.

”Todos nós tomamos decisões estúpidas… Mas o tempo pode pegar uma decisão estúpida e transformá-la em algo totalmente diferente.”

HOW I MET YOUR MOTHER
Foto: Reprodução/Cliff Lipson/CBS

Durante as temporadas também aprendemos que a vida não é como esperamos e logo, o final da série também não poderia atender todas as expectativas (que pelo menos eu criei, não sei vocês, mas não foi fácil aceitar esse fim não). Como eu chorei quando a Mother entrou no McLaren’s para fotografar todos juntos. Nem vamos falar como eu estava quando apareceu a rápida cena do Ted e ela (Tracy) no hospital. Sério. O cara leva anos (nove temporadas, em termos de séries) para conhecer o amor da vida dele para perder esse amor assim? Desse jeito? De um episódio para o outro?

Poderiam ter feito mais duas temporadas com os dois juntos, seria muito? Eu sabia o que acontecia, mas não estava preparada. Acho que a bronca maior foi essa. Só que, como eu disse, as coisas não são como esperamos e essa história não era sobre Tracy, era sobre o Ted, sobre Lily, Marshall, Barney, Robin e sobre como a vida acaba unindo as pessoas e o tempo afastando-as. Sobre como o destino gosta de rir da nossa cara. Sobre como não devemos desistir de algo que sonhamos, por mais difícil que seja. Ted Mosby é o exemplo vivo do quanto a gente pode ser trouxa em nome do amor e ainda acreditar e esperar pela pessoa certa.

How I Met Your Mother
Foto: Reprodução/CBS via Getty Images

Acompanhar a história desses cinco é algo tão gostoso de fazer que você não sente o tempo passar. E a amizade que eles cultivam naquela mesa de bar é tão linda que não tem como a gente, entre uma temporada e outra, se sentir grato por estar com os próprios amigos em algum bar vivendo a própria história, comentando os próprios acontecimentos. Claro, nós nunca que iremos fazer algo tão lendário como assistir uma luta entre robô e lutador, mas aquece um pouco nossos corações que estejamos fazendo nossa própria jornada. Ou que tenhamos mais vontade de trilhar nosso próprio caminho e ter nossas próprias histórias para contar as crianças.

Recentemente a Netflix anunciou que a série será removida do catálogo em julho, devido ao contrato com a FOX. Mas ainda temos algum tempo para revermos os melhores episódios. Aconselho que vocês assistam uma última vez o episódio 24, Something New, da oitava temporada; o 8, Spoiler Alert, da terceira temporada; o 12, Girl vs Suits, da quinta temporada; o 11 e 12, The Final Page, da oitava temporada; o 16, How Your Mother Met Me, da nona temporada; o 4, Intervention, da quarta temporada; o 9, Disaster Averted, da sétima temporada; AI MEU DEUS EU TÔ LISTANDO TODOS OS EPISÓDIOS! VAMOS TER QUE ASSISTIR TUDO DE NOVO, GENTE, ACABEI DE DECIDIR AQUI!

HIMYM
Foto: Reprodução/Previamente