SPOILER | O que esperar da terceira parte de La Casa de Papel?

SPOILER | O que esperar da terceira parte de La Casa de Papel?

O anúncio que muitos esperavam finalmente foi feito! A Netflix confirmou que La Casa de Papel terá uma terceira parte e dessa vez exclusiva para o serviço de streaming (quero ver todo mundo escolhendo esperar na marra agora, meus amigos). A trama espanhola que virou febre no mundo todo voltará com novos episódios em 2019. O que devemos esperar, então, do retorno dessa série que conquistou tanta gente?

terceira parte de la casa de papel
Foto: Divulgação/IMDb

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The Sinner | Como um trauma pode abalar nossa mente

The Sinner | Como um trauma pode abalar nossa mente

Sem Spoiler | Série de suspense da Netflix é digna de maratona, uma vez que começa a assistir, fica difícil não querer descobrir o seu desfecho

A Netflix cada vez mais investe em conteúdo original e direitos de produções, esse mês tivemos a estreia de The Sinner, uma produção original do canal USA Network que a rainha do streaming conseguiu os direitos. A série tem uma proposta de que em cada temporada contará uma história diferente e nessa estreia temos Cora (Jessica Biel), uma mulher aparentemente comum que assassina brutalmente um homem na frente de várias testemunhas.

A série pode parecer lenta para algumas pessoas, mas consegue surpreender a cada fim de episódio, sempre fisgando a atenção de quem assiste. Eu acabei caindo em uma maratona por simplesmente não conseguir largar o seriado. A urgência em entender toda a história de Cora é pregada nos primeiros minutos.

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Jessica Biel e Bill Pullman (Foto: Divulgação/IMDb)

Cora viveu uma vida de abusos, sempre influenciada pela irmã doente e culpada pela mãe fanática, nunca teve decisão sobre si mesma e era incapaz de dizer não para aqueles que amava. A culpa é um peso exaustivo para carregar sozinha durante anos, mas mesmo assim, mesmo depois de tudo que viveu, ela conseguiu construir sua família. Claro, ainda tendo a sensação de que algo estava faltando, mas como ninguém nunca deu a real importância que ela merecia, não era capaz de enxergar que precisava de ajuda.

A trama mostra o pior das pessoas que não estão acostumadas a expor esse lado. Mostra como o ser humano pode ser falho e cruel, independente, de seus motivos. Existem traumas que são capazes de acionar o corpo de uma forma involuntária. A nossa mente é realmente um lugar sombrio para guardarmos nossas lembranças.

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Jessica Biel ao interpretar Cora mostra quão talentosa ela consegue ser (Foto: Divulgação/IMDb)

Existe uma falha no roteiro, não posso mentir sobre isso. Mas a importância dessa falha dependerá de cada um que assistir a série. Eu mesma não consegui identificar, só fui descobrir ela lendo comentários de pessoas que já haviam terminado a temporada. E, confiem em mim, mesmo as que perceberam, não estavam infelizes em descobrir a série, muito pelo contrário.

Jessica Biel está impecável em sua atuação, suas reações acabam sendo um dos melhores pontos da série, pois ao mesmo tempo que emociona, intriga e deixa mais difícil a descoberta do que realmente aconteceu com sua personagem. Vocês podem discordar, mas achei o Bill Pullman, que interpreta o investigador Harry Ambrose, a cara do Robin Williams! E Christopher Abbott, que vive Mason Tannetti o marido de Cora, me lembrou demais o Jon Snow de Game of Thrones.

Todos os episódios estão disponíveis no catálogo da Netflix. Assista ao trailer:

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Sem Spoiler | AKA segunda temporada de Jessica Jones

Sem Spoiler | AKA segunda temporada de Jessica Jones

A primeira temporada de Jessica Jones estreou em novembro de 2015. Mais uma das produções originais Netflix em parceria com a Marvel. A heroína também participou dos Defensores, que reuniu todos os heróis, mas não agradou tanto assim a crítica. Dois anos depois, finalmente, podemos retornar a história da investigadora que em sua temporada de estreia inspirou campanhas e aumentou os números de mulheres que denunciavam os abusos cometidos por seus parceiros. Foi um alcance épico.

Jessica (Krysten Ritter) tenta recuperar sua vida normal de volta, se é que é possível certa normalidade para a nossa heroína que é sempre relutante em se enxergar como tal. Porém, alguns fantasmas do passado parecem não concordar com isso e voltam a atormentar. Após a morte do vilão Killgrave (David Tennant), tive certo receio com essa nova temporada, mesmo eu passando um tremendo nervoso com ele, esperava que aproveitassem mais da sua vilania e que não o descartassem tão fácil.

segunda temporada de jessica jones
Como se essas algemas adiantassem de alguma coisa, né? (Foto: Divulgação/IMDb)

A temporada inicia bem, no decorrer dela achamos que alguns núcleos são desnecessários, como Jeri Hogarth (Carrie-Anne Moss), Malcon (Eka Darville) e Trish (Rachael Taylor), mas ao fim é possível compreender e aceitar cada acontecimento nesses 13 novos episódios. Tudo contribuiu para o desenvolvimento dos personagens, expôs melhor as características de cada um, incluindo as da própria Jessica. Nenhuma outra série da Marvel na Netflix se preocupou tanto com isso, o que pode nos deixar perdidos no meio de vários protagonistas descartáveis, mas dessa vez nós conseguimos reconhecer melhor a importância de cada um nessa nova trama.

Conhecemos melhor o seu passado, sua família e como que seus grandes poderes a alcançaram. Mas a segunda temporada de Jessica Jones não é apenas sobre isso, é um salto para compreendermos todo o peso que a heroína carrega dentro de si. Somos tão acostumados com a armadura de Jessica, que esquecemos que estamos assistindo a história de uma mulher que já passou por muitas dificuldades.

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Foto: Divulgação/IMDb

É possível nos identificarmos mais com a história dela nessa nova temporada. Os problemas que ela enfrenta são mais próximos da realidade do que o do restante do time dos Defensores, talvez por isso que eu goste tanto de sua participação nessa parceria entre Marvel e Netflix. Claro, ela foi geneticamente alterada e superpoderes anulam qualquer semelhança com a vida real, mas a maneira como ela lida com tudo, o modo como ela tenta viver, um dia após o outro, é bem próximo de quando também estamos tentando superar os dias ruins.

Assista ao trailer:

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Altered Carbon | O CyberPunk está vivo com nova série original Netflix

Altered Carbon | O CyberPunk está vivo com nova série original Netflix

Vocês não imaginam como estava apreensiva em assistir Altered Carbon, tudo que haviam falado sobre a série até o momento da estreia estava bom demais para ser verdade. A instalação que a Netflix fez na CCXP ano passado estava épica, fiquei cara a com a capa de Joel Kinnaman e assustada com a realidade daquele falso corpo ensacado na mesa. A divulgação estava pesada, eram pôster em bancas perto de casa, trailer na sessão do cinema, trailer sendo exibido no SBT, será que era preciso tudo aquilo? E eu já te respondo aqui mesmo: sim, era preciso sim!

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Olhem só que visual lindo! (Foto: Reprodução/IMDb)

A nova série original Netflix de ficção científica traz muitas apostas nesse universo que nem sempre tem conseguido ganhar acertos na indústria do entretenimento. Inspirada no livro de Richard K. Morgan, que fora lançado em 2002, Altered Carbon estreia 10 episódios em sua primeira temporada e consegue fazer jus a tanta divulgação em cima de sua trama. São raras as falhas em sua produção, o visual do mundo futurista criado por Laeta Kalogridis está impecável.

A história é sobre o emissário Takeshi Kovacs (Will Yun Lee) que morreu se rebelando contra o sistema. 250 anos depois ele é colocado em um novo corpo que é interpretado por Joel Kinnaman. No futuro, a morte não é mais um limite para os humanos, quando seu corpo morre, é possível fazer backup da sua mente para uma nova capa. O conceito de corpo não existe mais, usamos todos capas e podemos trocá-las, cloná-las, evitando a morte real que só acontece quando seu cartucho é destruído.

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Esse foi o momento em que Kovacs acordou em uma nova capa, 250 anos depois. (Foto: Reprodução/IMDb)

Kovacs é trazido de volta por Laurens Bancroft (James Purefoy), um milionário que faz parte da classe alta, conhecida como Matusas, imortais perante todo o dinheiro e poder que conseguem ter para si. Alguém tentou matar Bancroft e ele quer o melhor para solucionar seu assassinato, se é que podemos chamar assim já que seu backup não foi danificado e ele continua vivo.

“Não importa o quanto você viva, nunca vai terminar. Tem que aprender a deixar o mundo seguir em frente. Aceite que a morte é parte de vida.”

A morte e a falta dela podem abalar em diversos aspectos, seja a sociedade em um geral ou o psicológico de cada um em si, e durante a história temos a Tenente Kristin Ortega (Martha Higareda) tendo uma bela conversa com sua Avó sobre retornar mais uma vez ou finalmente partir. Outra questão que é abordada de maneira bem sútil na série é sobre gênero, afinal, se somos apenas mente/consciência e podemos retornar em qualquer corpo, que diferença faria eu, mulher, retornar em um corpo masculino e vice-versa? Meu backup estaria intacto, minha essência, digamos assim, não teria nenhuma mudança, apenas meu corpo, então que diferença faz? Todas as discussões sobre o certo e errado que existe nesse tema nos fazem pensar quão pouco sabemos a respeito.

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Não se enganem, essa baixinha aí da foto, Tenente Ortega, vale quase dois do Kovacs. (Foto: Reprodução/IMDb)

Eu não sei vocês, mas sou completamente apaixonada por ficção! Amo assistir uma série ou filme que é capaz de me fazer viajar para um mundo completamente novo, criado especialmente para aquela história. Altered Carbon não decepciona, a trama é capaz de nos teletransportar para o universo em que ela é ambientada. E que universo! Que paradoxo de futuro que temos para a nossa humanidade!

É possível enxergar as críticas a nossa sociedade nos diálogos. Os Matusas, classe mais rica, são como deuses e nos fazem questionar até onde vai o desejo e ambição daqueles que já têm de tudo. A história é fiel ao retratar a diferença social que é gritante, principalmente em tempos como esse, onde os ricos realmente assumiram o papel de donos do mundo. O que faríamos se tivéssemos acesso a imortalidade?

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As Inteligências Artificiais em Altered Carbon são os donos de hotéis, casas de show e jogos. (Foto: Reprodução/IMDb)

“Aquilo que acreditamos molda a pessoa que somos. Crenças podem nos salvar ou nos destruir. Mas quando acreditamos em uma mentira por muito tempo, a verdade não liberta. Ela nos destrói.”

Estava com saudade de viajar assistindo algo do gênero. É claro que a série não conseguiu agradar a todos, só espero que consigam atingir o gasto da produção já que muito dinheiro deve ter sido investido. A segunda temporada ainda não foi confirmada, depois do susto que passamos com Sense8, fico receosa em toda produção da Netflix, mas a esperança é a última que morre e espero ter um retorno do Takeshi Kovacs. Maratonei a primeira temporada no final de semana de estreia, espero que você goste e também faça o mesmo. O futuro, meus amigos, eu espero que seja diferente desse de Altered Carbon porque se for, estamos com sérios problemas.

Assista ao trailer:

As cenas de ação, vocês viram essas cenas no trailer? São as melhores da Netflix até agora, deixou as lutas que os heróis da Marvel travam em suas histórias no chinelo.

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La Casa de Papel | Por que todo mundo só fala nessa série agora?

La Casa de Papel | Por que todo mundo só fala nessa série agora?

Todo mundo parece só falar nessa nova minissérie que chegou ao catálogo da Netflix recentemente. É La Casa de Papel no Twitter, Facebook, Instagram, trabalho, faculdade, escola, máscaras de Salvador Dali pra lá, Bella Ciao pra cá e no meio de tudo isso você acaba se rendendo, entrando para o time, assistindo um episódio após o outro porque é praticamente impossível largar o desenrolar da trama que te surpreende a cada desfecho.

segunda temporada de la casa de papel
Tão plenos, nem parece que quase mataram a gente do coração na série (Foto: Divulgação/IMDb)

Não se enganem, a produção não é uma original Netflix, é assinada por Álex Pina e produzida pelo canal da televisão espanhola Antena 3. Foram quinze episódios, o primeiro sendo exibido em maio de 2017. Mas apenas no final de dezembro que a série chegou ao serviço de streaming e passou a ser indicada por praticamente todos que assistiam. Acredito que nem mesmo a Netflix esperava todo esse sucesso.

O Professor (Álvaro Morte, não se enganem, não é o Tuco da Grande Família e nem o Danilo Gentili, mas parece) é o grande maestro em reunir e passar as instruções do maior roubo da história. O alvo é a Casa da Moeda da Espanha. Oito assaltantes passando dias trancados com reféns dentro da casa, te fazendo questionar o próprio senso de justiça ao defender com unhas e dentes os bandidos, torcendo para que as vítimas ficassem quietas e obedecessem. Mas me atrevo a dizer que não existem vilões, de fato, nessa série, Pina apresenta cada personagem como um mero ser humano, sendo refém, assaltante ou policial, a trama é baseada nas falhas de cada um deles, nos mostrando um jogo de polícia e ladrão que nem mesmo em nossos sonhos poderíamos ter imaginado algo parecido.

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(Foto: Divulgação/IMDb)

Apesar de algumas falhas no roteiro e você não acreditar na audácia de determinadas cenas, é impossível largar o osso depois que começamos a lamber cada episódio como se não houvesse um final para essa história eletrizante. A sintonia do elenco, cada ator em seu personagem, o cenário e a trilha sonora, tudo está tão bem conectado que na maioria das vezes os créditos sobem e você não espera nem os 5 segundos terminarem para ir ao próximo. Acreditem no que falo, ou melhor, escrevo. A série é incrível e o sucesso dela só prova o quanto todos estão certos e apaixonados.

Assista ao trailer:

Vai ter segunda temporada de La Casa de Papel?

Meus amigos, não existe uma segunda temporada. Mas calma, não chorem, existe uma segunda parte que a Netflix lançará em seu catálogo em abril, dia 6 se não houver nenhuma mudança. Como vocês devem ter lido, La Casa de Papel é uma minissérie, geralmente minisséries têm apenas uma temporada, até o momento ninguém sinalizou de que teremos uma segunda temporada para essa história, dependerá do desfecho final dela e, claro, de todo esse sucesso que ela vem fazendo.

A Netflix dividiu os episódios, lançando treze em dezembro e deixando o restante para abril. Oficialmente, na Espanha, a série foi exibida com quinze episódios, mas houveram mudanças no tempo de cada episódio exibido pela Netflix, por isso teremos cerca de seis novos episódios chegando em abril para fechar essa primeira temporada que eu não vejo a hora de assistir!

SPOILER | O que esperar, então, dessa segunda parte?

segunda temporada la casa de papel
A famosa máscara de Salvador Dali ❤ (Foto: Divulgação/IMDb)

Muitas pontas continuaram soltas no final dessa primeira parte. Arturito (Enrique Arce) continua desprezível, ao ser confrontado por Helsink (Darko Peric) parece finalmente ter achado coragem. Denver (Jaime Lorente) e Monica (Esther Acebo) continuam naquele romance bandido (e que não consigo entender direito, mesmo gostando das cenas de ambos) mas o que acontecerá com eles no final? Que futuro terão? Ainda nos romances, Tóquio (Úrsula Corberó) e Rio (Miguel Herrán) foram a prova clara do motivo do Professor ter proibido relacionamentos entre eles nessa operação, quase ferraram todo o plano.

Raquel (Itziar Ituño) vai descobrir a verdadeira identidade de Salva/Professor e deixará os julgamentos de lado? Será que existe alguma chance deles ficarem juntos? Berlim (Pedro Alonso) vai conseguir chegar ao final sem ter matado ninguém e comprometido todo o esquema? Nairóbi (Alba Flores) terá seu final feliz e encontrará seu filho? Moscou (Paco Tous) lançará seu CD? De onde que o Professor e Berlim se conhecem? Será que são irmãos? A casa onde armaram todo o plano sendo descoberta pela polícia foi intencional? Uma pista deixada para trás para ser descoberta e distrair a polícia?

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Minha reação esperando a segunda parte série! (Foto: Divulgação/IMDb)

Como podem ver, estou aqui completamente aturdida e louca para descobrir o desenrolar final dessa história. Ainda bem que existe Netflix para tornar essas produções universais. Eu mesma já quero uma máscara de Salvador Dali e um macacão vermelho para passar o carnaval ao som de Bella Ciao porque estou completamente apaixonada! E vocês?

Agora, vamos lá, todos comigo: OH BELLA, CIAO! BELLA, CIAO! BELLA, CIAO CIAO CIAO!

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Senhor dos Anéis vai virar série pela Amazon!

Senhor dos Anéis vai virar série pela Amazon!

Eu não estou sabendo lidar com essa notícia! E agora ela é oficial! Amazon fechou um acordo milionário e estará produzindo uma série inspirada nas obras de J.R.R. Tolkien. A história será um pouco antes do que conhecemos na “Sociedade do Anel” e, respirem fundo, ainda estão inclusos a produção de outros spin-off dentro desse mesmo universo.

senhor dos aneis vira serie
Frodo (Elijah Wood), Gollun (Andy Serkis) e Sam (Sean Astin) (Foto: Divulgação/IMDb)

As obras de Tolkien já haviam sido adaptadas para o cinema na trilogia de “O Senhor dos Anéis” e nas produções de “O Hobbit” pelo diretor Peter Jackson, que conseguiu com maestria a criação desse universo único e mágico, ganhando diversos prêmios. Ainda não temos elenco e nem previsão de estreia divulgados.

Se você ainda não conhece a história de Frodo ou de Bilbo Bolseiro, recomendo fortemente que vá agora assistir esses filmes! Meu coração nerd bate forte só de lembrar o dia que maratonei a trilogia do “Senhor dos Anéis”, minha empolgação com toda aquela magia e guerra. Que espetáculo! Acho que até essa série sair do papel, vou rever os filmes para relembrar as histórias.

 

A Netflix não tem limites e inova mais uma vez

A Netflix não tem limites e inova mais uma vez

Programa especial promovendo Stranger Things começa às 23h no sábado, dia 28 de outubro, depois do Teleton no SBT

stranger things na sbt
Também estou passada, Winona (Foto: Divulgação/IMDb)

Alô, alô, leitores de quinta! Hoje trago para vocês uma pauta de quinta que estou muito orgulhosa em escrever e poder acompanhar. A Netflix não tem limites, acho que todo mundo já sabe disso, ela ri na cara dos limites e inova a cada peça e ação publicitária que lança na internet.

Dessa vez, meus amigos, a Netflix está inovando mais ainda! Quando você pensa que “okay, agora ela chegou no limite, não tem como superar isso”, SURPRISE, MOTHERFUCKER! (referência de Dexter, caso não tenha pegado essa) A rainha do streaming chega e faz algo incrivelmente inovador, se superando mais uma vez.

Hashtag MINHA ELEVEN TÁ VIVA E VAI PASSAR NA TV ABERTA AINDA!!! Sim, o lance de Bagulhos Sinistros foi oficializado e não, não é a primeira vez que algo assim acontece no mundo, mas no Brasil é a primeira vez! Duas das produções originais Netflix passam no Paramount Channel, House of Cards e Orange is the New Black, mas é inédito um conteúdo da internet passar assim na televisão aberta.

A ação promocional dessa vez envolve um especial do programa SBT Repórter, apresentado pela Marília Gabriela, que investiga o misterioso sumiço do nosso pequeno Will. Além disso, o primeiro episódio da série será exibido depois do programa e, não acabou, durante os intervalos foram preparados comerciais ao estilo dos anos 80, porque se é para promover Stranger Things, vamos promover com estilo completo!

A segunda temporada da série estreia dia 27, na sexta-feira, às 5h da manhã no catálogo da Netflix. Quem não está aguentando mais de ansiedade pode acalmar o coração que a espera está acabando, mas, cuidado, se for assistir tudo de uma vez, lembre-se, TEM UM ANO AINDA PELA FRENTE! Tô falando isso para ver se eu mesma tomo vergonha na cara e consigo assistir com mais calma dessa vez.

Fonte: Ligado em Série e Jovem Nerd

>> Talvez você também queira ler: Stranger Things | Spotify lança playlist especial de cada personagem

MINDHUNTER | David Fincher realmente sabe o que faz

MINDHUNTER | David Fincher realmente sabe o que faz

Se você não conhece o homem, talvez conheça suas obras. David Fincher é responsável por grandes adaptações para o cinema como Clube da Luta e Garota Exemplar, além de ter sido um dos primeiros produtores em House of Cards, primeira série original Netflix. E olha que não citei todos os trabalhos do diretor, porque tem muito mais e que você certamente também deve conhecer. O cara sabe o que faz e Mindhunter é mais uma prova disso.

A história é narrada no final dos anos 70 quando a psicologia criminal começou a ganhar estudos e termos no FBI. Foi quando surgiu o termo serial killer, usado para o assassino que comete crimes sequencialmente. É curioso acompanhar como tudo foi tomando forma e meio cruel ver como a maldade sempre esteve presente na nossa história.

“O que as pessoas não fazem umas às outras. Não há nada que não façam.”

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Holden Ford (Jonathan Groff) em uma de suas entrevistas (Foto: Divulgação/IMDb)

Jonathan Groff é o agente Holden Ford, ele enxerga a necessidade de ir além em casos que fogem do comum, onde tirar a vida de uma pessoa parece não ser o suficiente para o assassino. É uma trama pesada, ainda mais quando sabemos que alguns dos crimes ocorridos são reais e que pessoas realmente vivenciaram aquilo. Sem falar na tranquilidade calculada em cada diálogo que parece te arrastar para o fundo do poço junto com o personagem. Um nervosismo que senti crescer dentro de mim cada vez que os assassinos falavam de maneira tão fria e calma sobre acontecimentos tão macabros.

A série é inspirada no livro que reúne relatos do ex-agente John Douglas, ele fez o que ninguém pensou e queria fazer, foi ele que na época conversou com os criminosos. São homicídios que, por mais que já tenham passado anos, continuam difíceis de digerir. Se buscar uma resposta lógica para determinados acontecimentos hoje em dia já é um absurdo, imagine isso em 1979. David Fincher consegue passar esse julgamento, é capaz que você mesmo se veja julgando durante os episódios.

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O trio capaz de estudar e analisar as mentes assassinas e cruéis (Foto: Divulgação/IMDb)

Mas Ford não está sozinho nessa história. O agente trabalha junto com seu parceiro Bill Tench (Holt McCallany) e ambos acabam ganhando uma nova ajuda nas pesquisas, a professora Wendy Miller (Anna Torv). Cada personagem nessa série merece ser estudado meticulosamente, mas é em Ford que está todo o foco, afinal, ele é o grande cérebro por trás das entrevistas com os criminosos.

A atuação de Groff ao interpretar o agente Ford é impecável. Você entra na montanha-russa junto com o personagem e acaba sentindo um misto de sentimentos por ele, em certos momentos me senti enojada com tamanho fascínio que ele demonstrava pelas mentes assassinas que estudava, mas ao mesmo tempo foi muito difícil não acabar encantada com suas habilidades em conseguir o que queria.

“Como antecipamos os loucos, se não sabemos como os loucos pensam?

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Foto: Divulgação/IMDb

Na verdade, todo elenco te envolve, a química entre eles é maravilhosa. Desde os mocinhos aos grandes vilões. A semelhança entre alguns dos assassinos reais com os atores escolhidos é de assustar. Me vi entrando nos diálogos e querendo desvendar com os agentes os verdadeiros motivos que levaram as tamanhas crueldades.

A primeira temporada possui 10 episódios e apesar de ter achado a trama um pouco lenta no início, já tinha sido fisgada, só não queria admitir. Eu lembro de ter feito uma resenha sobre Making a Murderer, outra série original Netflix, e de ter mencionado o fato de que não são cenas sanguinárias que encontramos na série, apesar de todos os crimes horríveis que elas abordam, mas sim cenas de um horror mais psicológico, aquele que acontece quando temos casos reais de fundo na história.

É claro que algumas pessoas estão assistindo ao seriado e não encontrando toda a genialidade que tanto estão falando, impossível agradar a todos, sempre falo isso. Mas, por favor, vale demais dedicar pelo menos duas horinhas do seu dia, apenas dois episódios para conferir de perto se essa trama realmente não te deixará interessado, ao menos, instigado para descobrir o desenrolar fascinante que essa série tem.

Assista ao trailer:

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Castle Rock | Uma série com os personagens de Stephen King

Stephen King é o rei do terror. Seus livros são sucesso no mundo todo e as adaptações de suas obras ganham destaque no cinema e na televisão até hoje. Castle Rock será uma série com 10 episódios. A ideia é reunir os personagens já criados por King em uma terrível e sinistra história. Assista ao teaser liberado na Comic-Con de Nova Iorque:

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Atypical | O que é ser normal?

Atypical | O que é ser normal?

Sem Spoiler | Atypical é aquela nova série da Netflix que pouca gente deu bola, mas que não deveria passar despercebido

Atypical é mais uma produção original Netflix. Sim, meus amigos, a Netflix anda investindo pesado em conteúdo original. Não, nem sempre a queridinha do serviço de streaming acerta. Mas, por favor, me escutem (ou melhor, me leem) quando digo que Atypical é um daqueles maravilhosos acertos de produção, elenco, enredo, trilha…

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Sam e seu sorriso galante (Foto: Divulgação/IMDb)

A primeira temporada contém oito episódios que duram em torno de 30 minutos cada. Criada por Robia Rashid, mesma criadora de How I Met Your Mother, a série é uma mistura de drama com comédia que te deixará surpreso e encantado por ter feito essa bela descoberta ao apertar o play.

Sam (Keir Gilchrist) tem 18 anos e possui autismo altamente-funcional, o que significa que ele tem maior capacidade, funcionalidade, como o próprio termo diz, do que outros autistas. O jovem ainda está no ensino médio e decide que quer encontrar uma namorada. Vocês não imaginam como as coisas mudam, não só para ele, mas para a família toda, quando decide ir atrás de uma garota para chamar de sua.

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A família de Sam (Foto: Divulgação/IMDb)

“Eu não sei mais quem eu sou. Não sei quem precisa de mim. Certamente não o Sam. Eu não sei o que quero. Eu não sei o que virá depois. Ou o que esperar. Porque tudo está mudando. E eu não sou tão boa sem minha rotina”, Elsa Gardner, mãe do Sam.

Mas não se enganem, Atypical é um pouco além do que a história de um garoto autista que decide namorar. A trama mostra o ponto familiar da situação. Sam vive com seus pais, Elsa (Jennifer Jason Leigh) e Doug (Michael Rapaport), e com sua irmã mais nova, Casey (Brigette Lundy-Paine). Sua mãe, Elsa, sente-se cada vez mais perdida ao encontrar um Sam cada vez mais independente. Doug, o pai, apesar de ter vivido afastado do filho, parece estar se aproximando do garoto que ele nunca soube conviver direito. Já a caçula, Casey, precisa decidir se seguirá com a própria vida ou se continuará por perto para proteger o irmão.

Imagino que esse deve ser o instinto natural da família, proteger e estar presente tanto a ponto de largar a própria vida. Não imagino como seja, não tenho autonomia para dizer se a ficção da série aproximou-se da realidade que acontece com inúmeras famílias, mas pelo que andei lendo a respeito, as pessoas estão felizes com a representatividade. É a primeira série focada em mostrar os diversos lados do autismo.

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(Foto: Divulgação/IMDb)

“Quem disse que a prática leva à perfeição era um idiota. Humanos não podem ser perfeitos, pois não somos máquinas. Infelizmente, o melhor que se pode dizer sobre a prática é que ela leva a melhorias”, Sam.

O preconceito, os olhares alheios e até mesmo as pessoas que acusam a mãe do Sam de se fazer de vítima, acreditem, isso acontece. A trama aborda a questão da normalidade. Ninguém é normal, se formos parar e pensar no assunto. Você é normal? Sua família é normal? As pessoas ao seu redor são normais? Afinal de contas, o que é ser normal? O que alcança a normalidade para mim, pode passar bem longe dela para você. Minha família pode parecer normal aos meus olhos, para olhos desconhecidos ela pode conter sérios problemas.

Encarar a rotina de Sam e seus pensamentos é um toque de sensibilidade que precisamos ter diante do assunto. Saber enxergar a anormalidade que é diferente da nossa compreendendo que o normal não existe (ou se existe, é complexo demais para tratarmos como uma simples questão de preto ou branco, sim ou não). Sam é apaixonado pela natureza, especialmente por pinguins e pela Antártica. É uma grata surpresa conhecer mais sobre essa sua paixão.

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Sam e ao lado seu amigo Zahid (Nik Dodani) que acaba sendo seu tutor nas aulas de conquista (Foto: Divulgação/IMDb)

Os conflitos que cada membro da família precisa lidar, só deixa claro o quanto somos todos meios problemáticos. Ninguém é perfeito. E Atypical entrega que cada um de nós carrega um defeito ou uma personalidade que nem sempre permanecerá intacta. Eu assisti a primeira temporada em dois dias. A Netflix já anunciou que a segunda temporada está confirmada. No meio de tanto conteúdo, é bom demais quando nos surpreendemos de maneira positiva com algo.

Assista ao trailer: